Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Estudo

A imprensa continuará em 2017 a perder receitas publicitárias

O “bolo” publicitário deverá crescer 4,8% no próximo ano, num valor estimado de 543 milhões de euros, embora com uma distribuição assimétrica pelos diferentes meios, de acordo com a projecção da Mediabrands.

O mesmo estudo indica que o mercado publicitário português vale cerca de 518 milhões de euros e terá crescido 4,7% em 2016.

De acordo com dados divulgados pelo site Meios & Publicidade, prevê-se que o sector da imprensa continuará em contracção. Nessa perspectiva, os jornais deverão perder até 23% de investimento de publicidade, passando dos 23 milhões de euros, em 2016, para os 18 milhões no próximo.

As revistas não serão também poupadas, devendo cair dos 23 milhões de receitas de publicidade, este ano, para 20 milhões em 2017, ou seja, menos 15%.

As previsões das agências de meios do grupo Interpublic não são mais optimistas, apontando para uma quebra de 8 milhões de euros na receita da publicidade em papel.

Em contrapartida, prevê-se que o digital continuará a subir no próximo ano, estimando-se um aumento da ordem dos 20% para os 122 milhões de euros de publicidade.

No tocante ao desempenho da TV por assinatura haverá um incremento de 8% para os 56 milhões.

A TV em sinal aberto deverá subir três por cento para os 225 milhões. A rádio continuará no positivo (+3% passando a captar 37 milhões.

O out of home valerá 63 milhões em 2017 (+2 por cento face a 2016).

A concluir o ano, verifica-se que a TV é o principal meio de captação de publicidade, assumindo uma fatia de 261 milhões. Logo a seguir, aparece o digital com 101 milhões. E depois, o out of home com 62 milhões.

No fim da lista das receitas publicitárias, aparece a imprensa (jornais e revistas) com 46 milhões, e a rádio com 36 milhões de euros.

A quebra de facturação de publicidade é o outro lado da crise da imprensa, já flagelada pela migração de leitores.

 

 

 

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
O caso do novo secretário de Estado com a tutela da comunicação social é assaz curioso. Nuno Artur Silva foi dono, até há dias, das Produções Fictícias, empresa que incluía a RTP no seu portfólio de clientes, facto que não o inibiu de aceitar  ser administrador daquele operador público, com a responsabilidade dos conteúdos. Cumprido o primeiro mandato, sem abdicar da...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Agenda
16
Nov
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
19
Nov
19
Nov
Dia da Comunicação
10:00 @ Teatro Tivoli