null, 21 de Julho, 2019
Mundo

RSF elabora lista dos “predadores” da liberdade de imprensa

Passou despercebido em Portugal o Dia Mundial contra a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, assinalado ainda em Novembro pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com a publicação de uma galeria de retratos verdadeiramente obscura.

Nessa galeria figuram 35 chefes de Estado, políticos, líderes religiosos, milícias e organizações criminais que censuram, prende, torturam e assassinam jornalistas.

São conhecidos, conforme é referido pelo site dos RSF, como os “predadores” da Liberdade de Imprensa, que, todos os anos, causam estragos profundos desde há décadas.

De Singapura à Tailândia, passando por Cuba, Eritreia, Burundi, República Democrática do Congo e Sudão do Sul, a maioria dos “predadores” são chefes de Estado e de governo.

Entre os novos membros da lista figura o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que controla agora os principais grupos de imprensa do país. 

O estado de emergência instaurado desde Julho, após o falhado golpe de Estado ofereceu a Erdogan a oportunidade para deter mais de 200 jornalistas e encerrar mais de 100 meios de comunicação, entre diários, revistas, televisões e rádios.

Outro adepto das detenções arbitrárias, segundo ainda o RSF, é o presidente do Egipto, Abdel Fatah al Sisi, que ascendeu ao poder em 2014.

Na mesma linha, o primeiro ministro da Tailândia, Prayut Chan-Ocha, intimida os meios de comunicação e blogers e amordaça jornalistas, prevalecendo-se da lei marcial, instaurada em Maio de 2014.

Também no Burundi, o presidente da República, Pierre Nkurunziza, empreendeu em 2015 uma intensa campanha de repressão contra os media. Na Arábia Saudita, o rei Salman bin Abdulaziz al Saud, que sucedeu a seu irmão Abdullah, ostenta uma relação difícil com a Liberdade de Imprensa.

Por seu lado, na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro tem procurado submeter os meios de comunicação, quer através de amigos que compraram meios como o diário El Universal e o canal Globovisión, ou promovendo a escassez de papel, uma estratégia orquestrada astuciosamente, para reduzir a circulação da imprensa escrita. Não hesita também em aplicar uma lei que criminaliza qualquer conteúdo que “questione a autoridade constituída legitimamente “.

No que respeita a extremistas religiosos, o grupo Estado Islâmico tem vindo a semear o terror. Mas não está sozinho. Na lista consta, também, o movimento extremista islâmico do Bangladesh, que usa o facebook para enunciar nomes de “blasfemos” -  blogers laicos e pensadores livres. No Afeganistão e Paquistão os talibãns não renunciaram à sua barbárie nas zonas que controlam.

Finalmente, o movimento político xiita do Iémen, apoderou-se de canais de televisão, como Al-Jazeera, Al-Yamane-Chabab, Yémen-Digital Média, perseguindo ainda jornalistas, outro tanto acontecendo no México.

 
Veja aqui a galeria inserida no site dos Repórteres Sem Fronteiras

Connosco
A formação académica do jornalismo profisional em debate Ver galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Apelo de investigadores contra "fake news" em divulgação científica Ver galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China