Sábado, 18 de Janeiro, 2020
Media

Aumenta o número de jornalistas presos no mundo

O número de jornalistas presos aumentou, este ano, cerca de 22%, segundo o mais recente balanço da organização Repórteres sem Fronteiras, que contabiliza 187 profissionais detidos, sobretudo na Turquia, depois do falhado golpe de Julho. Acrescentando a este número 15 colaboradores dos media e 146 “jornalistas-cidadãos”, a RSF refere-se a 348 presos por exercerem a missão de informar.

O balanço anual da RSF, fechado a 1 de Dezembro, inclui mais 52 jornalistas feitos reféns  -  26 na Síria, 16 no Iémen e dez no Iraque. Um jornalista foi dado como desaparecido (Jean Bigirimana, do Burundi). 

Segundo notícia da TSF, que aqui citamos, “todos estes casos ocorreram em zonas de conflito no Médio Oriente e 89% deles eram jornalistas locais que, com frequência, trabalham por conta própria ‘em condições precárias e muito arriscadas’, sublinha a RSF.” 

“A organização diz que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi o autor de 21 sequestros. Quanto à Turquia, diz que se transformou na "maior prisão para jornalistas profissionais" em 2016.”

Para além da Turquia, a China continua a ser o país com mais jornalistas presos (103), seguida da Síria (28), Egito (27) e Irão (24).

 

Noutro relatório também publicado, o Comité para Proteção dos Jornalistas (CPJ) diz que são 259 os jornalistas presos no mundo, 81 dos quais na Turquia. O CPJ só contabiliza os detidos pelos Estados, enquanto a RSF leva em consideração jornalistas presos por grupos não estatais. Na contabilidade do CPJ, os cinco países onde há mais jornalistas presos são Turquia, China, Egito, Eritreia e Etiópia.

 

Mais informação na TSF, o Balanço de RSF e a notícia do CPJ

 

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
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