Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Aumenta o número de jornalistas presos no mundo

O número de jornalistas presos aumentou, este ano, cerca de 22%, segundo o mais recente balanço da organização Repórteres sem Fronteiras, que contabiliza 187 profissionais detidos, sobretudo na Turquia, depois do falhado golpe de Julho. Acrescentando a este número 15 colaboradores dos media e 146 “jornalistas-cidadãos”, a RSF refere-se a 348 presos por exercerem a missão de informar.

O balanço anual da RSF, fechado a 1 de Dezembro, inclui mais 52 jornalistas feitos reféns  -  26 na Síria, 16 no Iémen e dez no Iraque. Um jornalista foi dado como desaparecido (Jean Bigirimana, do Burundi). 

Segundo notícia da TSF, que aqui citamos, “todos estes casos ocorreram em zonas de conflito no Médio Oriente e 89% deles eram jornalistas locais que, com frequência, trabalham por conta própria ‘em condições precárias e muito arriscadas’, sublinha a RSF.” 

“A organização diz que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi o autor de 21 sequestros. Quanto à Turquia, diz que se transformou na "maior prisão para jornalistas profissionais" em 2016.”

Para além da Turquia, a China continua a ser o país com mais jornalistas presos (103), seguida da Síria (28), Egito (27) e Irão (24).

 

Noutro relatório também publicado, o Comité para Proteção dos Jornalistas (CPJ) diz que são 259 os jornalistas presos no mundo, 81 dos quais na Turquia. O CPJ só contabiliza os detidos pelos Estados, enquanto a RSF leva em consideração jornalistas presos por grupos não estatais. Na contabilidade do CPJ, os cinco países onde há mais jornalistas presos são Turquia, China, Egito, Eritreia e Etiópia.

 

Mais informação na TSF, o Balanço de RSF e a notícia do CPJ

 

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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