Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

“Financial Times” já ganha mais no digital do que na edição impressa

O diário britânico Financial Times conseguiu chegar ao patamar desejado por qualquer jornal tradicional nos tempos que correm  -  ter as suas principais fontes de receita pelo lado das assinaturas da edição digital, mais do que da impressa, e pelo dos conteúdos, mais do que da publicidade. É o primeiro jornal britânico a passar as duas barreiras com êxito.

O Financial Times introduziu as assinaturas digitais em 2002 e, dez anos depois, estas já eram mais do que as da edição impressa. A partir de 2014, também as receitas relacionadas com o conteúdo começaram a passar acima das provenientes da publicidade. 

Segundo notícia do The Guardian, aqui citada da Media-tics e da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria  -  o conteúdo representa agora cerca de 60% do total de receita. E dos seus 843 mil assinantes, 640 mil são do digital (o que representa um aumento de 75 mil em relação ao ano passado). 

A mesma notícia aponta dois factos que podem ajudar a explicar este bom resultado: “o abrigo financeiro do grupo Nikkei [actual detentor do título], que o ajudou a crescer no digital, e os acontecimentos mundiais do ano (o Brexit, a eleição de Trump), que fizeram disparar a sua audiência e número de assinantes (os homens de negócios procuram nas suas páginas as chaves para entender as consequências da saída do Reino Unido da Europa.” 

Apesar deste êxito online, o Financial Times garante que a edição impressa “continua a ser rentável” e que “os nossos números ao fim-de-semana são dinâmicos”. 

Mais informação na notícia original, do Guardian, e no link da Media-tics, na APM

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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Ironias de uma tragédia
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