Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

As mudanças tecnológicas e os desafios colocados ao jornalismo

A evolução tecnológica e as transformações dai decorrentes tem vindo a estabelecer-se com várias mortes anunciadas. Foi assim nos discos, com o vinil quando deu lugar ao CD. Foi assim o cinema com o advento da televisão e mais tarde do DVD. É assim na imprensa confrontada com o impressionante desafio da internet, cujo crescimento exponencial tem comprometido a circulação de muitos jornais. É ainda assim no jornalismo perante o desafio de uma novilíngua editorial consubstanciada em multiplataformas, desde as convencionais sobreviventes às digitais.

É sobre esse tema que reflecte o texto de Beth Saad publicado originalmente no site Medium e reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantem um acordo de parceria

Escreve a autora que “a palavra e as ações de inovação tem sido utilizadas como motor dos sucessos e insucessos da convivência do jornalismo com a digitalização. Talvez um uso razoavelmente injusto se considerarmos que inovação na contemporaneidade é um processo muito mais abrangente do que a implementação de tecnologias digitais e sistemas de media sociais”.

Beth Saad considera também que “inovar também se refere ao grau de proximidade da marca jornalística com posicionamentos e actividades hoje importantes, mas que nem sempre vinculadas ao core business noticioso”.

 Leia aqui na íntegra o artigo de Beth Saad

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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