null, 17 de Novembro, 2019
Media

The New York Times privilegia o digital e admite a extinção a prazo da versão em papel

O influente matutino The New York Times deixou de ser apenas um grande jornal – e já não seria pouco – para passar à condição de núcleo de um grupo editorial que aposta no digital como solução para o futuro.

Quem o diz é o próprio vice-presidente do NYT, Michael Golden que, numa entrevista recente ao diário argentino La Nacion, não hesita em declarar que “somos uma companhia de meios digitais que também edita um diário”.

De facto, apesar da edição impressa do NYT contar ainda com uma tiragem e circulação robustas, a sua realidade convive já com uma panóplia de novos produtos e uma forte presença na Web, que reconverteram a filosofia editorial e o negócio.

Como se recorda no site electrónico media-tics, quando o Times optou, em 2011, por fixar conteúdos editoriais pagos, muita gente na industria considerou a medida como um grave erro.

O certo, porém, é que o tempo deu razão ao Times e hoje conta com mais de um milhão e meio de assinantes digitais, o que representa uma receita já superior à publicidade.

O eixo fundamental desta nova lógica editorial, é, contudo, preservar “o jornalismo de qualidade”.

E graças a mais de cem milhões de pessoas no mundo que acedem ao site do NYT, pelo menos uma ou duas vezes por mês, Golden realça que essas visitas embora não gerem receitas directas podem converter-se, a prazo, em novos assinantes e contribuir para reforçar as receitas da publicidade.

Estes resultados explicam o optimismo de Golden, ao considerar que “estamos felizes por não estarmos parados, mas o futuro não está decidido, embora estejamos em melhores condições do que a maioria das publicações (…). Todavia, há muito trabalho para fazer e há um mundo que assusta” .

Michael Golden está à frente do NYT desde 1997, e não esconde que embora não sabendo quanto tempo falta para que o jornal deixe de imprimir-se, tem a certeza de que esse dia chegará.

Com o negócio tradicional em decadência. o NYT pode vir a ser definido em breve como um periódico da Web.

O Times reduziu a redacção e hoje já não produz apenas um diário, sendo antes um gerador de conteúdos – texto, fotos, vídeos, infografias interactivas – quer para a Web, quer para o papel e redes sociais.

 

Leia na íntegra o texto do media-tics e a entrevista de Michael Golden ao La Nacion

 

 

 

 

 

 

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Connosco
Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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19
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10:00 @ Teatro Tivoli
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