null, 21 de Julho, 2019
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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Breves
Felipa Garnel na TVI

Felipa Garnel é a nova directora de programas da TVI, sucedendo no cargo a Bruno Santos que deixa o grupo Media Capital. Felipa Garnel, que passou pelos três canais generalistas portugueses como apresentadora, referiu que acredita “no valor de cada pessoa que trabalha na TVI e estou certa de que, unidos, conseguiremos inovar e surpreender”. “Gosto de desafios e aceitei desde a primeira hora a proposta de fazer parte de uma equipa coesa, empenhada em reconquistar a preferência dos portugueses”.

Apple vai produzir “podcasts “

De acordo com a Bloomberg a Apple prepara-se para criar podcasts originais para competir melhor com os produtos do Spotify. A plataforma de streaming musical comprou recentemente a Gimlet, a Parcast e a Anchor e está à procura de uma nova forma para vender podcasts aos seus consumidores.

Prémio de Jornalismo Económico

O Prémio de Jornalismo Económico, promovido pelo banco Santander Totta e pela Universidade Nova de Lisboa, foi atribuído recentemente ao trabalho “as lições da Crise”, dos jornalistas Nuno Aguiar e Clara Teixeira, da revista Exame. Na área de Sustentabilidade e Inovação Empresarial, a vencedora foi Alexandra Correia, da Visão, com o artigo “Os nossos colegas robôs”, integrado na edição de 22 de março de 2018, onde revela que a robotização do trabalho é já uma realidade, apresentando um retrato do que será o futuro e as implicações que isso terá para os humanos. Ana Sofia Santos, jornalista do Expresso foi premiada com o trabalho “Privados pedem saúde para as parcerias” publicado no dia 17 de novembro de 2018, onde dá conta que os primeiros contratos de gestão privada de hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão a terminar e que poderão continuar, embora não a qualquer preço.

Novo administrador na MCR

Salvador Bourbon Ribeiro, há 10 anos na direcção comercial da Media Capital Rádios (MCR), será o novo administrador da MCR, depois de Luis Cabral substituído Rosa Cullell, na Media Capital. Salvador Bourbon Ribeiro era o responsável da área comercial da Media Capital Rádios desde Julho de 2009, tendo estado ainda cinco anos no Global Media Group como director comercial da TSF, cargo que ocupou entre 2004 e 2009.

Luis Cabral na Media Capital

Luís Cabral, administrador da Media Capital Rádios (MCR) há 10 anos, é o nome escolhido pela administração da Prisa para suceder a Rosa Cullell, que deixa a liderança da Media Capital após oito anos à frente do grupo de media português. “A escolha para a sucessão demonstra a aposta no talento interno da Media Capital”, sublinha o grupo em comunicado, onde explica tratar-se de “uma mudança que foi preparada ao longo do último ano e que assegura uma transformação que tem vindo a ser desenhada tanto nos conteúdos de televisão como dos conteúdos digitais, e que será agora concretizada”.

Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
04
Set
Infocomm China
09:00 @ Chengdu, Sichuan Province, China
Connosco
Galeria

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, que reune mais de 19 mil associados, declarou em Junho de 2019 que vai deixar de admitir nesta qualidade jornalistas que não estejam habilitados com um título académico de jornalismo, mesmo que estejam exercendo a profissão. O seu presidente, Nemesio Rodriguez, disse a eldiario.es  que o objectivo era “valorizar o título de jornalista e resolver o problema da intrusão”.

Uma consequência inesperada, entre várias críticas chegadas, foi a desvinculação, da sua pertença à FAPE, decidida pela AECC – Asociación Española de Comunicación Científica, cujos profissionais, especializados na comunicação científica, detêm maioritariamente outras licenciaturas. O seu presidente, Antonio Calvo, declarou que não fazia sentido “continuar a pertencer a uma associação onde não podem entrar metade dos nossos sócios”.

Este episódio reacendeu um debate que se alarga à própria vocação das associações de jornalistas. Sobre ambas as questões, e outras relacionadas, a  Red Ética da FNPI – Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano  organizou um tweet-debate marcado para 18 de Julho, de cujas conclusões daremos conta quando forem publicadas.

Galeria

Será que a ciência é “distorcida” pelos media, por incapacidade de fazerem uma divulgação rigorosa, ou por qualquer outro motivo?
É para responder a este problema que o colectivo denominado NoFakeScience, composto por duas dezenas de cientistas e especialistas na divulgação de ciência, redigiu e publica no diário francês L’Opinion um texto que apela a um “trabalho de mãos dadas” entre jornalistas e cientistas. Juntaram-se a eles outros 230 grandes nomes da investigação, de todo o mundo, perfazendo assim um total de 250 signatários deste apelo.

“Nesta hora em que a desconfiança nos media e nas instituições chega ao extremo, apelamos a um questionamento profundo de toda a cadeia de informação, para que os temas de natureza científica possam ser restituídos a todos sem deformação sensacionalista nem ideológica, e para que a confiança possa ser, a longo prazo, restaurada entre os cientistas, os meios de comunicação e os cidadãos”  -  afirma o primeiro parágrafo do texto.

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A cientista italiana Fabiola Gianotti, especializada em física de partículas e, desde 2016, Directora-Geral do CERN (acrónimo da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), foi distinguida com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2019.

“O conhecimento é como uma arte”  - afirmou Fabiola Gianotti ao agradecer a nomeação. “Ambos são as mais altas expressões da mente humana e o CERN é o lugar perfeito para as alcançar.”

“O conhecimento científico pertence a todos”  - disse ainda. “Como cientistas, devemos fazer os maiores esforços para compartilhar com a sociedade em geral as nossas descobertas e promover uma ciência aberta, acessível a todos. Ao longo das décadas, o CERN tem defendido os valores da excelência científica, ciência aberta e colaboração entre os países europeus e do resto do mundo.”

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra, que representa em Portugal, e também com o Clube Português de Imprensa.

O Júri do Prémio deste ano atribuíu Menções Especiais a duas outras personalidades: o Director do Royal Danish Theatre,  Kasper Holten, pelo seu esforço em prol da compreensão do património cultural, e o italiano Angelo Castiglioni, que dedicou a sua vida a explorações arqueológicas e etnográficas.

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar no dia 25 de Novembro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

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A holding  Le Nouveau Monde, detida pelo banqueiro francês Matthieu Pigasse (51%) e pelo empresário checo Daniel Kretinsky (49%), está em negociações com o Grupo espanhol Prisa pela aquisição dos 20% detidos por este em Le Monde Libre, a sociedade accionista maioritária do Grupo Le Monde. Se for bem sucedida, esta operação fará dos dois associados os primeiros accionistas de Le Monde, com 46% de Le Monde Libre, que por sua vez detém 75% do Grupo, pertencendo o resto ao Polo de Independência.

Segundo a Sociedade dos Redactores do diário Le Monde, que aqui citamos, “esta notícia é ainda mais preocupante por vir na sequência das condições opacas em que foi realizada a entrada brutal de Daniel Kretinsky na LNM, reveladas em Outubro de 2018, e suscita uma viva inquietação na redacção de Le Monde”.

Este procedimento, “conduzido sem concertação”, só pode ser interpretado pela SRM – Société des Redacteurs du Monde como “um acto hostil”.  É também, segundo o mesmo texto, “contrário ao espírito do pacto que os nossos accionistas, entre eles Matthieu Pigasse, assinaram em 2010 com o Polo de Independência, que reune as associações dos funcionários, dos leitores e dos accionistas minoritários”.

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Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

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Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

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A advogada de defesa dos Direitos Humanos Amal Clooney criticou os dirigentes mundiais por falharem na protecção dos jornalistas e responderem agora com “um encolher de ombros colectivo” à questão do assassínio de Jamal Khashoggi  - durante a Conferência Global pela Liberdade de Imprensa, realizada em Londres.

Amal Clooney falava sobre o tema de que “nunca os jornalistas estiveram tanto sob ataque como agora”, e já não só na cobertura de guerras, mas também por exporem o crime e a corrupção.

Foram anfitriões da Conferência os responsáveis pelos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Jeremy Hunt, e do Canadá, Chrystia Freeland, estando presentes delegações de mais de 100 países e organizações internacionais, incluindo 60 ministros, e mais de mil jornalistas, académicos e activistas. O ministro britânico assumiu a vontade de que esta Conferência se torne anual, esperando-se que dê origem a uma coligação de governos determinados a usar a política externa como resposta a restrições do trabalho dos jornalistas.

Segundo notícia da agência Lusa, que aqui citamos do DN - Madeira, Portugal “optou não estar” nesta Conferência.

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O pensamento que prevalecia nas redacções era o de que “a Web era apenas um novo meio de comunicação, com o qual se iria conviver, ou simplesmente uma plataforma eletrónica de distribuição do jornal tradicional. Da mesma maneira que sobreviveram ao impacto do rádio e da televisão, os jornais agora sobreviveriam ao impacto da Internet”.

Mas os jornais “não entendiam as verdadeiras dimensões das mudanças que estavam por vir”. A futurologia cometia o erro de projectar a evolução do presente em vez de imaginar que todo o contexto seria bem diferente.

É preciso revisitar esses equívocos se queremos “tirar algumas lições da dolorosa experiência americana”. Um dos “futurólogos”, Roger Fidler, cunhou o termo “mediamorfose” para designar a adaptação repetitiva que conseguiria integrar a revolução digital sem vítimas. Mas Rosental Calmon Alves, responsável pelo longo texto que aqui citamos, declara que o que aconteceu foi um “mediacídio”.

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O que há de novo

A FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España  condena a decisão da RTVE de suspender, durante o Verão, o bloco informativo  La 2 Noticias, considerando que esta medida “confirma a precariedade laboral e de gestão em que se encontra o canal público”.

A FAPE solidariza-se com os trabalhadores e “espera que os responsáveis da RTVE revoguem a decisão e tomem as medidas necessárias para que o noticiário possa continuar a ser emitido e permaneça como peça importante da oferta informativa do canal público”.

Apresentada, desde Novembro de 2018, às 20h.30, por Paula Sainz-Pardo, La 2 Noticias  é conhecida, entre outros motivos, por trazer com frequência cantores e poetas em directo.

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O novo presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, lamentou as detenções e a perseguição judicial dos jornalistas na Turquia, durante o encontro com uma delegação do International Press Institute, uma rede global de editores, dirigentes de meios de comunicação e jornalistas destacados na defesa da liberdade de Imprensa.  “Tanto os jornalistas como a administração local têm a responsabilidade de defender a liberdade de Imprensa e melhorar a qualidade do jornalismo”  - afirmou Imamoglu. “Sabemos que temos esta responsabilidade como adminstradores locais.”

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Está disponível um novo album dos Repórteres sem Fronteiras, desta vez não com 100 Fotos, mas com  “100 cartoons pela Liberdade de Imprensa”.  O autor escolhido foi o caricaturista francês Jean-Jacques Sempé, apresentado como símbolo de “uma França nostálgica, tão poética como hilariante, com um humor capaz de ultrapassar fronteiras e chegar a um público universal, para lhe arrancar um sorriso... ou uma gargalhada”.

A conhecida ONG presta uma merecida homenagem a este artista, hoje com 86 anos, reproduzindo uma centena escolhida de entre os seus melhores trabalhos.  Os fundos recolhidos são destinados integralmente ao trabalho dos Repórteres sem Fronteiras, “que inclui a vigilância pela liberdade de informação em todo o mundo, a denúncia de agressões e de censura, apoio a jornalistas e meios em dificuldades, acolhimento de jornalistas exilados e fornecimento gratuito de coletes à prova de bala e capacetes”, entre outras missões.
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Veio para ficar, e está instalada entre nós, a “comunicação lixeira”, depois de ultrapassados todos os limites de degradação da qualidade da comunicação, que era suposto transmitir “informação e conhecimento”.

Parece-nos hoje inevitável que, nos processos eleitorais, a transmissão das mensagens se tenha convertido num “exercício de impostura, um território em que tudo é permitido, incluindo a mentira e o insulto e, no limite, o espaço do debate público se tenha tornado uma autêntica lixeira cívica”.

A reflexão é do jornalista José Antonio Zarzalejos, um dos autores destacados na mais recente edição da revista Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, cujo tema de fundo é “O assalto da mentira à comunicação política”.

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O que sabemos até agora, desta primeira fase da era digital, é que significa um desastre para a profissão do jornalismo, para a qualidade da informação em geral e para a desigualdade económica a nível planetário.

A maioria dos jornalistas ao serviço dos meios digitais trabalha em situação de freelance, o que significa precariedade laboral mal remunerada. Uma página Web dirigida a este nicho profissional anunciava recentemente que uma empresa procurava redactores oferecendo dois euros por cada artigo de 200 palavras, ou seja, 0,01 cêntimos por palavra.

Segundo outras páginas semelhantes, o normal, agora, é que se pague a esses freeelancers  desde 30 a 50 euros por uma peça editada de cerca de mil palavras. “Mas é frequente que se ofereçam trabalhos muito abaixo destes valores, claramente irrisórios, senão mesmo ofensivos.”

A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

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Entrou numa nova fase o negócio à volta das noticias na União Europeia, com uma significativa perda de empregos nos primeiros cinco meses, a pior da década, segundo escreve Miguel Ormaetxea  no jornal eletrónico Media Tics. Só a Bloomberg despediu cerca de três mil profissionais,  além da Gannett, McClatchy, BuzzFeed, Vice Media y el canal CNN.

Ao mesmo tempo, os periódicos locais queixam-se que viram desaparecer grande parte das suas receitas de publicidade.

Em Espanha a situação não é muito diferente, tendo sido despedidos 200 jornalistas desde o inicio do ano, com destaque para o Grupo Zeta.

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A revista britânica fRoots, especializada na música folk em todas as suas franjas, anunciou o fim dos seus 40 anos de vida.
Uma declaração divulgada online explica que “o decréscimo do sustento da publicidade, na era digital, associado às presentes incertezas políticas e económicas”, não ajudou as últimas tentativas de solução que estavam em curso.

A fRoots, à qual The Guardian chama “a bíblia da folk britânica”, começou em 1979, no auge do ambiente musical post-funk e disco. Tinha então o título The Southern Rag e era uma publicação trimestral, de âmbito regional, divulgada no centro e sul da Inglaterra. Passou a ser Folk Roots a partir de 1984, tornando-se mensal e de circulação nacional, com muitas assinaturas.

A lealdade dos leitores manteve-a viva enquanto muitas outras revistas colapsavam. Mesmo em 2019, 90% ainda renovaram a assinatura, 40% deles de outros países.

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Acrimed, (o título que reune os termos Action, Critique e Médias, designando deste modo o Observatório dos Media em França), anuncia a publicação do seu mapa actualizado da paisagem mediática francesa, “que permite destrinçar o emaranhado das concentrações na propriedade dos grandes meios de comunicação”.

Não é a primeira vez que o faz, sendo possível consultar, no site do Acrimed, edições anteriores. Este mapa, fruto de uma parceria entre Acrimed e Le Monde Diplomatique, virá em forma destacável no próximo número da revista Médiacritiques, para o qual é chamada a atenção dos leitores interessados.

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