Segunda-feira, 1 de Junho, 2020
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O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
As suas vendas desceram, os clientes atrasaram-se a pagar, os fornecedores pressionam para receber, a tesouraria está apertada? O que fazer? – Claro que vai ver onde se pode cortar custos, ao mesmo tempo que se prepara o retomar de actividades. E um dos primeiros cortes para muitas empresas é na comunicação e na publicidade. “O dinheiro não chega para tudo, tem que se escolher”, pensa quem faz o corte. No fundo consideram que no...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
Breves
Egipto reprime jornalismo

No Egipto as autoridades policiais continuam a deter jornalistas que reportam contra a narrativa adoptada pelo Governo.

Recentemente, dois jornalistas “freelancer”,Sameh Haneen and Shimaa Samy, foram presos pela “publicação de informações falsas”. Haneen foi, ainda, acusado de utilizar as redes sociais de forma imprópria, de perturbar a ordem pública e de pertencer a uma organização terrorista

Em causa estarão as reportagens disruptivas de ambos os profissionais, que se dedicam à cobertura de temas relacionados com minorias religiosas e com o activismo político.
De acordo com os relatórios da Freedom House, o Egipto é um país não livre, onde os “media” independentes são, fortemente, reprimidos.

 

Despedimento colectivo

O Grupo Impala --  detentor de várias revistas como a “Nova Gente”, “VIP” e “TV7 Dias” -- avançou com despedimentos colectivos.

O Grupo chegou a apresentar um pedido para entrar em regime de “lay-off”, que foi, contudo, recusado, já que a empresa tem dívidas por liquidar na Segurança Social.

Assim, até ao momento, o Grupo viu-se forçado a dispensar 54 colaboradores.

Jornal “Observador”

Depois de ter declinado os 90.569 euros de apoios do Estado (valor corrigido, após ter sido atribuída, inicialmente, uma quantia próxima dos 19 mil euros), o jornal “Observador” promoveu uma acção de apelo às assinaturas e donativos.

Numa semana, o título digital ultrapassou a fasquia dos 100 mil euros.

De acordo com a administração do jornal, a empresa está, desta forma, a lutar pela garantia de “um jornalismo independente e livre, auto-sustentável, apoiado pelos cidadãos através das suas assinaturas e contributos e não nos contributos do Estado”

A campanha irá decorrer até 31 de Maio.

Consumo televisivo abranda

Com a progressão das medidas de desconfinamento, o consumo televisivo abrandou, na semana terceira semana de Maio, para uma média de 5h52m, valor já muito próximo do período pré-Covid. 

Na divisão da audiência por canal, o “share” da Pay Tv subiu para os 37,8%, tendência também seguida pela SIC, que registou 20,9% de quota. A TVI manteve-se estável nos 14,3%; já a RTP1 desceu para os 11%.

Os consumidores continuaram a manifestar interesse pelo consumo de informação, sendo que o Jornal da Noite, emitido pela SIC, foi um dos programas mais visto no âmbito dos canais em sinal aberto. 

Da mesma forma, na Pay TV, os conteúdos da CMTV foram os preferidos do público.

Candidaturas ao “fact-checking”

A International Fact-Checking Network (IFCN) abriu as candidaturas para o seu mais recente programa de bolsas para empresas de verificação de factos, que estejam a desenvolver novos projectos e ferramentas.

São elegíveis as organizações signatárias do Código de Princípios da IFCN, bem como aquelas que tenham vindo a publicar, nos últimos três meses, relatórios e estudos fidedignos.

Os apoios poderão chegar aos 50 mil dólares.

Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Connosco
Galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

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A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

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A pandemia de Covid-19 fez com que, um pouco por todo o mundo, os cidadãos passassem a dedicar mais tempo ao consumo noticioso.

Assim, devido ao confinamento, o tráfego de “sites” de notícias disparou e os jornais de referência reconquistaram a assiduidade de milhares de assinantes.

Foi esse o caso do “Financial Times” que, desde Março, registou um aumento de 75% de audiência “online”. Contudo, e à semelhança do que aconteceu com muitos outros títulos, a circulação da versão impressa do jornal diminuiu, significativamente, e as receitas publicitárias passaram a ser residuais.

Assim, o “FT” está a equacionar a possibilidade de deixar de publicar-se em formato de papel.

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A revista mensal “Le Nouveau Magazine Littéraire” será comprada pela sua principal concorrente, a revista “Lire”. A fusão dos títulos resultará num novo projecto, o “Lire- Le Magazine littéraire”. 

Esta iniciativa foi mal recebida pelos leitores da “Magazine Littéraire”, já que as revistas -- embora dedicadas à literatura --  seguem linhas editoriais, significativamente, diferentes. (“Lire" é dirigida às massas, enquanto "Le Nouveau Magazine littéraire" foi desenvolvida a pensar num público mais intelectual)

Num contexto de crise dos “media”,  agravado pelo coronavírus, a operação visa desenvolver um projecto líder no âmbito da imprensa literária, que deverá publicar 11 números por ano. Prevê-se que a circulação mensal seja de, aproximadamente,  80 mil exemplares.

Estão, também, previstas edições especiais.

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No Brasil o coronavírus está a afectar a população de forma desigual. A título de exemplo, as estatísticas oficiais demonstram que é nas camadas mais pobres da sociedade que se contabilizam mais casos de infecção. 

Cabe aos jornalistas testemunhar estas realidades e relatá-las. Assim, os repórteres, têm marcado presença no seio das comunidades, ouvindo as perspectivas de todos os envolvidos, independentemente do estatuto social.

Em entrevista ao “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceira -- Fabiana Moraes reiterou que apesar de este tipo trabalho ser, inquestionavelmente, importante, há uma tendência para que os jornalistas estereotipem as vivências alheias.

Assim, segundo Moraes, os repórteres deveriam adoptar uma linha editorial “mais subjectiva”. Isto é, quando os jornalistas reportam realidades que não lhes são familiares, correm o risco de as reportar segundo uma narrativa comum.

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Os “media” ocidentais atravessam, há vários anos, uma profunda crise.

De acordo com um artigo de Manuel Lopéz, publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- a recessão dos “media” pode ser explicada com base em poucos, mas significativos, factores.

O primeiro será o desenvolvimento tecnológico, que veio modificar, sobretudo, os hábitos de consumo informativo.  Depois, há a questão do desemprego no sector. Em Espanha, por exemplo, em 2018, mais de 7 mil jornalistas estavam inscritos no centro de emprego. 

Mais adiante, Manuel Lopéz refere a descredibilização dos “media”. Grande parte da população -- particularmente, a mais jovem -- diz-se assoberbada com a quantidade de informação que lhe chega através da imprensa. 

Um estudo norte-americano revelou, mesmo, que os jovens universitários têm dificuldade em distinguir um anúncio de uma notícia.

Além disso revelar uma literacia mediática deficitária, comprova uma relação quase indissociável entre os “media” e a publicidade. 

O modelo de negócio mediático é, ainda, muito dependente da publicidade, fazendo com que uma profissão que deveria ser isenta e economicamente desinteressada, acabe por ajustar-se às ambições dos anunciantes.

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A pandemia de coronavírus fez-se acompanhar de uma vaga de notícias falsas e de artigos enganosos, com teorias sobre possíveis curas para a doença, ou “teorias de consipiração” sobre a sua origem.

Em Fevereiro, a crescente partilha de informação falsa começou a preocupar as autoridades internacionais, nomeadamente, a Organização Mundial de Saúde, que apelidou esta vaga de “infodemia”.

Ora, uma análise da jornalista Kaleigh Rogers, publicada no “site” “FiveTirthyEight” sugere que esta pandemia de desinformação pode ter consequências tão ou mais graves do que aquela que marcou, em 2016, as eleições norte-americanas. Até porque, agora, estamos a lidar com uma questão que pode ter consequências irreversíveis para a saúde pública.

Apesar dos alertas das comunidades internacionais e de alguns governos, um estudo da Universidade de Cornell sugere que uma percentagem pouco significativa dos consumidores de informação relataram ter detectado notícias falsas.

Além disso, o mesmo estudo sugere que cada vez mais pessoas acreditam em publicações com conteúdo enganoso, seguindo as directivas ali sugeridas.


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A pandemia de Covid-19 criou um paradoxo no sector mediático: se, por um lado, os cidadãos estão cada vez mais interessados em consumir informação, por outro, quem produz os conteúdos noticiosos está a ter dificuldade em subsistir.

De acordo com um artigo de Carlos Castilho, publicado no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- no meio do turbilhão de notícias sobre a Covid-19, poucos conseguiram perceber como piorou a situação financeira dos jornais, como as redes sociais ficaram ainda mais fortes, como os jornalistas mergulharam num mar de incertezas noticiosas e como os Governos se aproveitaram do caos para promover a discórdia e as teorias da conspiração.

Segundo Castilho, o volume de informação  só não deixou de corresponder às expectativas dos leitores porque as plataformas digitais conseguiram avançar, ainda mais, num território antes dominado pela imprensa escrita e audiovisual.

Este avanço veio minar o já débil cenário informativo, visto que as redes sociais contribuem para corromper a percepção pública do que é a notícia, o jornalismo e do que fazem os jornalistas. 

Isto porque, desde logo, estas plataformas facilitam a participação, activa, dos cidadãos, na formação da opinião pública, dificultando a diferenciação entre o que é facto,  uma versão, uma opinião, uma  meia verdade ou uma  mentira. 


O que há de novo

O Governo reviu, em baixa, os apoios aos “media” de âmbito nacional, para subir o montante atribuído ao jornal digital “Observador”, mas mantendo o valor total da ajuda, no valor de 11,2 milhões de euros.

No documento original, o Governo destinava 19,9 mil euros ao “Observador” que, no dia seguinte, anunciou juntamente com o “Eco”, rejeitar os apoios atribuídos.

Na declaração de retificação, publicada no “Diário da República”, a presidência o Governo aumentou o valor de apoio ao "Observado"r para 90,5 mil euros, montante que o jornaltambém declinou.

Apesar da correcção feita, as maiores "fatias" do apoio continuaram a ser atribuídas à Impresa e à Media Capital.

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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) referiu ter “sido confrontado, nas últimas semanas, com vários casos de ‘subsídio’ ou ‘conteúdos patrocinados’ na imprensa regional que põem em causa a independência e a liberdade de acção de jornais e jornalistas”.

Recorde-se que, na sequência da quebra de receitas, registada durante a pandemia, foram vários os municípios que decidiram apoiar financeiramente os “media” locais.  

No entanto, apontou o SJ, “ao invés de o fazerem através de publicidade e/ou assinaturas, ou mesmo compra de exemplares (no caso da imprensa escrita), alguns municípios acordaram com as direcções dos órgãos de informação locais uma contrapartida em forma de ‘conteúdos jornalísticos’, num registo que facilmente se pode tornar promíscuo, dependente e pouco ético”.

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No Myanmar, as autoridades oficiais estão a restringir, activamente, a cobertura mediática dos desenvolvimentos do coronavírus.

Depois de ter reportado uma morte por Covid-19 no país, o editor Zaw Ye Hte, do Grupo privado Dae Pyaw, foi detido e condenado a dois anos de prisão, por “perturbar a ordem pública e causar pânico”.

Segundo avançou o CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, o profissional irá apresentar um recurso da decisão "injusta”.

De acordo com relatórios dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Governo do Myanmar é considerado um dos grandes predadores da liberdade de imprensa.

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Algumas das principais empresas mediáticas brasileiras decidiram deixar de comparecer às conferências de imprensa, à porta do Palácio da Alvorada.

A medida foi tomada na sequência de ataques verbais a jornalistas, por parte dos apoiantes do Presidente, Jair Bolsonaro, que, durante meses “vaiaram” a presença e o trabalho dos repórteres.

A violência verbal alcançou um patamar extremo, em 25 de Maio, quando os civis presentes à porta da residência presidencial acusaram os jornalistas de difundirem mentiras e de parcialidade política.

Assim, as emissoras de televisão Globo e Band, a estação de rádio CBN, os “sites” “G1” e “Metrópoles”, bem como um trio de jornais importantes - “Valor Econômico”, “O Globo” e “Folha de São Paulo” vão deixar de enviar repórteres para cobrir as declarações presidenciais.

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Perante a diminuição drástica das receitas e do mercado publicitário, os “media” franceses uniram-se para pedir, ao Governo, medidas extraordinárias de apoio.

"A imprensa está a atravessar uma situação que pode ser fatal para muitos títulos, que, mesmo antes desta crise, estavam economicamente enfraquecidos", advertiu, em carta aberta, a Aliança da General News Press (Apig), que representa os jornais diários nacionais e regionais. " É indispensável que o Estado nos apoie”.

“Contudo -- continua a missiva -- os ‘media’ não foram visados nos apoios que o Governo disponibilizou para outros sectores”.

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Os EUA são um dos países mais afectados pela pandemia de coronavírus. De acordo com as estatísticas mais recentes da Universidade Johns Hopkins, mais de 1,6 milhões foram infectados com Covid-19 e quase 100 mil cidadãos foram vitimizados pela doença.

Para assinalar o momento trágico, e para humanizar os números, na primeira página da edição de Domingo do “New York Times” figurou, apenas, uma longa e solene lista das vítimas. 

Simone Landon, editora gráfica do jornal, reiterou que quis representar o número de forma a transmitir tanto a vastidão como a variedade de vidas perdidas. "Sabíamos que estávamos a aproximar-nos deste marco [dos 100 mil mortos] e queríamos representá-lo de forma significativa. 

Segundo Landon, colocar 100 mil pontos ou números página não seria suficiente, já que não adiantaria nada sobre quem eram essas pessoas, as vidas que viviam, ou o que a sua morte significaria para os Estados Unidos enquanto nação.


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A jornalista Ana Leal foi suspensa da TVI por ter divulgado, ao conselho de redacção, os “e-mails” que trocou com a direcção da informação do canal.

Segundo o advogado da jornalista, Ricardo Sá Fernandes, em declarações ao “Observador”, estas mensagens resumem-se a “divergências internas acerca da emissão de reportagens”. “Não são nenhuns segredos”, alertou. Assim, o representante considera não haver “qualquer fundamento, nem para a suspensão, nem para qualquer processo disciplinar”.

O advogado, acrescentou, ainda, que, apesar de outros colegas terem divulgado trocas de mensagens, a jornalista foi o único alvo do processo disciplinar.
De acordo com Ricardo Fernandes, estas divergências tocam no quadro da liberdade de imprensa. “Espero que, apesar de tudo, haja bom senso de todas as partes de se afastarem desta via sancionatória que não me parece a adequada, sobretudo para uma pessoa que tem dado tanto pela estação onde trabalha há tantos anos”, afirmou.

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O isolamento social continua a fustigar a imprensa britânica.

Desde que o confinamento foi imposto, em Março, no Reino Unido, a circulação de alguns jornais caiu para mais de metade.

Os principais danos verificaram-se nos jornais gratuitos. O “Metro UK” , por exemplo, registou uma quebra de 70%, passando de 1.3 milhões de cópias diárias, para 400 mil.

No âmbito dos jornais pagos, o “Financial Times” e o “i” registaram a maior quebra de na circulação,  de 39% e 38%, respectivamente. 

Quanto aos jornais diários, embora alguns títulos tenham conseguido manter a circulação praticamente inalterada, outros ressentiram-se dos efeitos do Covid-19. O “Daily Mail”, por exemplo, registou uma quebra de 16,5%.  Já “Daily Express” e o “Daily Star” “caíram” 19% e 26%, respectivamente.

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