Sábado, 28 de Novembro, 2020
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O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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Opinião
As eleições americanas, bem como a pandemia provocada pelo  covid-19, têm sido dois poderosos ímanes na  cobertura mediática, e campo fértil para  o exercício do jornalismo, desde o que é   servido com rigor, àquele que obedece  apenas aos cânones  ideológicos de quem escreve. Houve tempo em que se cultivava o sagrado principio da separação da opinião e da...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
Prémio de “Colombine”

A Associação de Jornalistas e de Imprensa de Almeria Convocou o X Prémio Internacional de Jornalismo 'Colombine', em homenagem à jornalista e escritora de Almeria Carmen de Burgos. 

Os trabalhos a concurso devem ter sido publicados ou difundidos, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2020 e reflectir o  papel da mulher na sociedade, “promovendo princípios e valores de igualdade, aspectos profissionais, culturais, científicos e intelectuais”. Podem concorrer jornalistas de qualquer nacionalidade, mas só serão aceites trabalhos em língua espanhola.

Será premiada uma única reportagem, com o valor pecuniário de 3 mil euros.

Aqueles que desejem concorrer deverão fazê-lo até 18 de Fevereiro de 2021.



Natal na “Time Out”

A revista “Time Out”, -- que passou a ser exclusivamente digital e gratuita desde a chegada da pandemia -- vai regressar às bancas para uma edição especial, dedicada à quadra natalícia.
A “Time Out Especial de Natal”, com quase 150 páginas, custa cinco euros e promete “centenas de ideias de presentes para toda a família e tudo para uma consoada perfeita”.
“Mais do que uma revista, a ‘Time Out Especial de Natal’ é uma declaração de amor aos negócios locais e às marcas nacionais que são, mais do que nunca, a melhor ideia para encher o sapatinho e fazer a festa”, descreveu o título em comunicado, onde se refere ainda que “a capa foi bordada à mão, em ponto de cruz, por Marta Ramos (mais conhecida por Ginger & Stitch)”.

“Charlie Hebdo”

 O Tribunal de Paris considerou “inadmissível” uma queixa apresentada pela cidade italiana de Amatrice contra o jornal satírico “Charlie Hebdo”, na sequência do terramoto de 2016, que devastou o país.

A cidade italiana tinha apresentado uma queixa contra o semanário satírico, por difamação e insulto, pela publicação de dois “cartoons”,  que mostravam vítimas ensanguentadas, com a legenda “penne com molho de tomate”, e outros cidadãos esmagados pelos escombros, sob o título “lasanha”. 

"A morte é sempre tabu (...), por vezes também é necessário transgredir", disse, à época, o editor do jornal, Riss, em declarações à 

France Inter. "Para nós é um desenho de humor negro como qualquer outro, não é nada de extraordinário”.


Pedro Pinto na BTV

O jornalista Pedro Pinto saiu da TVI para se tornar o novo responsável pela comunicação do SL Benfica e liderar a Benfica TV, substituindo Luís Bernardo, cuja saída foi anunciada no início de Novembro, noticiou o “Correio da Manhã”.

Um dos principais rostos da estação, e director interino da TVI até Setembro, Pedro Pinto vai, agora,  reforçar “a estratégia de ampla transformação comunicacional que o Benfica pretende empreender”, afirmou o clube em comunicado.

Por sua vez, o director de informação da TVI, Anselmo Crespo, recordou que, “nas últimas duas décadas, o Pedro Pinto foi um profissional dedicado e empenhado no sucesso da informação da TVI. Quer como pivô (na TVI e na TVI24), quer como coordenador, quer, ainda, como membro da Direção de Informação e, mais recentemente, como director interino, função que cumpriu com um elevado sentido de dever, assegurando uma transição tranquila”.


Grupo Prisa

O empresário espanhol Blas Herrero enviou, ao Grupo Prisa, uma oferta de compra "de todas as empresas e bens que actualmente constituem a unidade de negócios de comunicação social (...) tanto escritos, como radiofónicos e audiovisuais".  De acordo com a imprensa espanhola , a oferta valorizaria estes bens até os 200 milhões de euros.

O conselho de administração do Grupo Prisa declarou, por sua vez, que, após receber a carta com a oferta (que descreveu como não solicitada e não vinculativa), irá estudar a proposta.

Em 2019, as receitas do grupo Prisa no sector dos "media" ascenderam a 484,6 milhões de euros, com um lucro operacional de 43,6 milhões de euros.

Já a empresa de “media” controlada por Blas Herrero, Radio Blanca, registou receitas de 19,2 milhões de euros e um prejuízo operacional de 3,2 milhões de euros.


Agenda
02
Dez
Género e "media": desafios de Pequim
10:00 @ Conferência Internacional "Online" da SOPCOM
04
Dez
O coronavírus e o Caos estatístico
10:00 @ Conferência "online" da Universidade de Bournemouth
09
Dez
11
Dez
Connosco
Galeria

O Presidente da Associação de Imprensa de Madrid -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera essencial que os “media” continuem a promover a dimensão social do jornalismo.

No discurso inaugural do Congresso da Comunicação Especializada na Sociedade da Informação, Juan Caño recordou que, com a crise pandémica, esta função "tem sido exercida de forma exemplar por vários meios de comunicação social", que, durante meses, não se esqueceram de "encorajar a população a superar a calamidade”.

Porém, ultimamente, começou a registar-se um “cansaço dos media', perante demasiada informação", recordou Caño. 

Este fenómeno tem vindo a ocorrer "à medida que a informação se foi tornando repetitiva e deixou de oferecer soluções viáveis", acrescentou.

Esta afirmação é sustentada pelo Relatório Anual da Profissão Jornalística 2020 da APM -- a ser publicado a 16 de Dezembro -- que revela que 43% dos espanhóis considerou excessiva a cobertura da pandemia.


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O jornalismo deve ser encarado como um produto, para que os “media” possam prosperar de forma sustentável, defendeu o jornalista Rich Gordon num artigo publicado no “site” do Knight Center.

De acordo com o autor, os profissionais dos “media” rejeitam, por norma, esta ideia, já que para a maioria defende o jornalismo como sendo, única e exclusivamente, um serviço público.

E, embora Gordon acredite que esta deve ser a principal premissa dos jornalistas, considera, igualmente, essencial que a imprensa siga as tendências de mercado.

Como tal, reuniu, numa lista, seis razões pelos quais os “media” devem encarar os seus conteúdos como um produto.

Em primeiro lugar, Gordon recorda que os “websites”, os jornais, as “newsletters” são “mercadorias” -- os cidadãos decidem se querem ou não consumi-las, perante uma imensidão de escolhas. Além disso, a popularidade destes produtos depende do seu nível de inovação e de qualidade.

Este tipo de mentalidade existe há dois séculos -- os jornais do século XIX seguiam as exigências do mercado, a lei da oferta e da procura. A estratégia consistia em distribuir o máximo de jornais, a um preço reduzido, esperando conseguir o apoio de anunciantes.

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Os “media” estão a ficar cada vez mais dependentes do jogo político, que condicionam a informação que partilham, consoante a opinião dominante.

Esta nova realidade está a restringir a pluralidade da imprensa, que começou, entretanto, a silenciar pontos de vista, considerados politicamente incorrectos.

É esse o caso do conceituado jornal “New York Times”, que forçou a demissão da editora de opinião, Bari Weiss, conhecida pelos seus artigos moderados, e por defender a visibilidade mediática de todo o espectro político.

Em entrevista à revista “Le Point”, a jornalista explicou que enquanto colaboradora do “Wall Street Journal” -- onde trabalhou por quatro anos -- era considerada uma das profissionais mais progressistas, já que se manifestava contra muitas das políticas do então candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump.

O cenário mudou quando entrou, em 2017, para o “NYT”, onde, por contraste, era considerada conservadora. À época, as suas funções passavam por escrever artigos ocasionais e por encomendar crónicas, de forma a garantir a pluralidade no jornal.

Mas, com o passar do tempo, o ambiente foi-se tornando demasiado hostil. “ Passou a ser cada vez mais difícil conseguir escrever sobre temas que me interessavam - e penso que alguns dos artigos que escrevi quando entrei para o jornal não seriam publicados hoje”.

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Ao contrário do que se registou no início da pandemia, os cidadãos deixaram de se interessar pela informação respeitante ao novo coronavírus, notou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com Castilho, esta indiferença do público está a acelerar a segunda vaga da doença, já que alguns sectores da sociedade -- assoberbados com a quantidade de notícias sobre o vírus -- deixaram de se mostrar disponíveis para se manterem informados e combaterem, activamente, a propagação da doença.

Uma análise do “site” Axios demonstra, por exemplo, que, apesar de o número de norte-americanos infectados ter disparado nas últimas semanas, as interacções nas redes sociais sobre a pandemia ficaram-se pelos 75 milhões por dia, depois de terem atingido, em Março, pouco mais de 600 milhões, a cada 24 horas.

Assim, os “media” devem proceder à reavaliação das estratégias editoriais adoptadas até agora. Isto porque a imprensa é a intermediária entre as autoridades e o público, devendo assegurar uma comunicação interactiva.

É, portanto, necessário reformular o formato dos noticiários sobre a pandemia que, de acordo com Castilho, se tornou repetitivo e pouco criativo.

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O excesso de informação sobre a pandemia -- a chamada “infodemia” -- está a impulsionar as correntes de “fake news”, alertaram Filippo Menczer e Thomas Hills no “site” “Scientific American”.

De acordo com os especialistas em informática e psicologia, respectivamente, isto acontece porque, ao ficarem assoberbados com a quantidade de notícias disponíveis, os cidadãos recorrem ao círculo mais próximo de amigos e colegas de trabalho.

Ou seja, os leitores preferem manter-se na “sua bolha”, que partilha conteúdos que lhes dizem respeito, rejeitando a informação fidedigna partilhada pelos “media”.

Isto tem uma explicação psicológica, baseada no comportamento dos nossos antepassados: por uma questão de sobrevivência, tendemos a confiar no nosso grupo mais próximo.

Em termos técnicos, confiamos na nossa cognição básica para nos defendermos em tempos incertos.

Esta tendência é, agora, amplificada pelas redes sociais, que nos permitem manter contacto constante com amigos e familiares.

Os algoritmos informáticos direccionam-nos para “sites” que “inflamam” as nossas dúvidas e preocupações, promovendo a polarização da sociedade.

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A transição tecnológica dos “media” -- e a celeridade da informação -- forçou uma mudança nas incumbências dos editores, que já não devem ser “intelectuais do público”, que tentam responder a todas as necessidades e exigências dos leitores, considerou Alan Rusbridger, num artigo publicado na “Press Gazette”.

Enquanto antigo editor do jornal britânico “Guardian”, Rusbridger entende que estes profissionais devem ser, agora, polivalentes e, ao mesmo tempo, não ter medo de delegar tarefas.

Ou seja, devem avaliar as suas próprias valências, e confiar certas funções a colaboradores competentes. Um editor que seja virtuoso na esfera tecnológica, por exemplo, deve focar-se na “app” do jornal, libertando-se, em parte, da preocupação jornalística.

Para serem mais eficazes nas suas funções -- defendeu, igualmente, Rusbridger -- os editores devem manter “hobbies” paralelos, que lhes permitam aliviar a pressão do trabalho.

Além disso, Rusbridger acredita que os editores actuais devem saber um pouco de tudo -- mesmo que esse conhecimento não incida sobre a sua área -- e ser honestos quanto àquilo que não compreendem.

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Um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A nota surge em resposta ao novo "esquema nacional de aplicação da lei", que considera que os jornalistas devem ter “um lugar especial nas manifestações” e que devem recolher-se após ordem policial.

“O desejo expresso de assegurar a protecção dos jornalistas é equivalente a supervisionar e controlar o seu trabalho”, pode ler-se na missiva, publicada no jornal “Monde”. “Isto é particularmente preocupante no contexto da proposta de lei sobre ‘segurança global’, que prevê restrições à divulgação de imagens das autoridades”.

“Os jornalistas não deveriam ter que deslocar-se à sede da Polícia para cobrir uma manifestação. Não é necessária acreditação para trabalhar livremente na via pública”.

“Por este motivo, recusar-nos-emos a conceder acreditação aos nossos jornalistas para cobrir manifestações”.

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Perante a pandemia, algumas empresas de "media" norte-americanas lançaram iniciativas de “jornalismo de serviços”, de forma a ajudarem os leitores a melhorar o seu estilo de vida, e a manterem as rotinas, mesmo que em confinamento, notou o “site” da CNN.

Estes projectos incluem, por exemplo, guias diários, “podcasts” semanais e artigos de “lifestyle”.

Uma das iniciativas mais populares é a do “Washington Post”, que lançou a "Voraciously: Baking Basics”, uma “newsletter” que ensina os leitores a confeccionarem doçaria, em casa.

Além disso, a "What Day Is It? -- uma outra “newsletter” do WP, que começou a ser enviada em Setembro do ano passado -- registou um crescimento substancial na sua base de subscritores, já que ajuda os cidadãos a manterem-se activos.

“Algum do fluxo de audiência, que registámos durante a pandemia, corresponde a cidadãos que querem manter-se informados sobre algo que lhes tem vindo a condicionar o dia-a-dia. Estamos a tentar enviar-lhes conteúdos que ajudem à resolução de problemas”, afirmou Tessa Muggeridge, responsável pela subscrições do WP, em declarações à CNN.

O que há de novo

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) e a Comissão da Carteira apelaram ao Ministério Público e à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) que defendam a credibilidade do jornalismo em Portugal, de forma a combater as “fake news”.

“A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e o Sindicato dos Jornalistas condenam a usurpação do bom nome colectivo dos Jornalistas e apelam às autoridades competentes, (...), que investiguem e fiscalizem as condutas e os grupos que promovam a desinformação“, por ler-se em comunicado.

Segundo a Comissão e o SJ, “o jornalismo tem um papel fundamental no Estado de Direito e o seu compromisso é com a (busca da) verdade”, lembrando que “a Constituição assegura o direito dos jornalistas às fontes de informação e à protecção da sua independência”.

“A independência é um valor fundamental do jornalista e o primeiro garante da veracidade da informação que produz”, reforçam.

Neste contexto, alertaram para a “a proliferação de meios e formas de comunicação no meio digital, que se apresentam como sendo órgãos jornalísticos (...) e que transmitem informação não verificada, sem fundamento científico e/ou sem qualquer independência face a interesses nunca revelados, porque nada os obriga a isso”.

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O “Washington Post” está prestes de alcançar o patamar dos três milhões de subscritores “online”.

O crescimento do jornal deve-se, em grande parte, à estratégia implementada pelo dono da empresa, Jeff Bezos, que tem vindo a apostar no desenvolvimento tecnológico da publicação.

Apesar de estes serem números significativos, ficam aquém dos registados pelo “New York Times”, que já superou os seis milhões de assinantes digitais.

Isto prende-se, sobretudo, com as diferenças na estratégia comercial dos dois títulos, assinalou a jornalista Sara Fischer, numa análise publicada no “site” Axios. 

Ambas as marcas investem em talento editorial, mas o “NYT” destaca-se por estabelecer parcerias com personalidades conhecidas do público norte-americano. 

O “WP”, por outro lado, tem-se focado em desenvolver artigos conceituados nas áreas de política, tecnologia, negócios, etc.

Ademais, a secção de opinião do “NYT” é muito mais expressiva, conquistando uma audiência mais variada.



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Os Sistemas de Gestão de Conteúdos (CMS, na sigla inglesa) são ferramentas cada vez mais populares no sector dos “media”, já que facilitam a modificação das publicações “online”, sem recorrer a algoritmos de programação.

A Arc Publishing -- pertencente ao “Washington Post” -- é uma das plataformas de CMS mais utilizadas, contando com 50 milhões de utilizadores registados. Em Espanha, por exemplo, a Arc Publishing é utilizada pelos jornais “El País” e “La Rázon”.

Perante o crescimento da iniciativa, o dono do “Washington Post”, Jeff Bezos, anunciou o lançamento de novas funcionalidades, que visam acelerar a rentabilização do conteúdo dos jornais.

A nova versão inclui, por exemplo, o lançamento de um sistema de assinatura, em tempo reduzido, bem como “kits” de desenvolvimento de “software”, tanto para o sistema Android, como para iOS.

Foi, igualmente, anunciada uma nova base de dados de utilizadores, que fornece informações, em tempo real, sobre a segmentação dos leitores. "Através desta integração, os clientes Arc podem ir além da análise tradicional e detectar indicadores comportamentais, localização, tipo de dispositivo, etc”, explicou a empresa, em comunicado.

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O empresário Mário Ferreira já avançou com o anúncio preliminar da OPA sobre 69,78% das acções da Media Capital, cumprindo assim as exigências determinadas pela CMVM -- Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

“Com esta decisão, a Pluris [de Mário Ferreira] entende estar a agir contra a incerteza e a instabilidade que têm revestido o processo de recuperação da Media Capital(...).Com esta operação, transparente e aberta ao mercado, defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projecto comunicacional da maior relevância para a sociedade portuguesa”, pode ler-se num comunicado enviado pelo empresário aos jornalistas da Media Capital.

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A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) considerou que o jornalista Filipe Santos Costa se encontra numa situação de incompatibilidade, pela realização de um “podcast” para o PS, pelo que está impedido de exercer a profissão.

“O plenário da CCPJ apoiou, por unanimidade, a decisão do secretariado de considerar Filipe Santos Costa em situação de incompatibilidade num processo de contra-ordenação”, pode ler-se num comunicado divulgado no ‘site’ da Comissão da Carteira.

A CCPJ salientou que não está em causa a “forma jornalística com que Filipe Santos Costa presta o serviço em causa”, mas a “natureza da relação contratual e a avaliação de uma situação inédita”, que se enquadra no âmbito da assessoria de imprensa.

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O “El País” lançou uma nova unidade de edição, que visa garantir a qualidade de todas as notícias, quer na edição impressa quer na digital. A supervisão da nova secção de actividade ficará à responsabilidade do jornalista Álex Grijelmo.

O departamento será desenvolvido em duas fases. Na fase inicial, Grijelmo elaborará um diagnóstico dos actuais processos de publicação. Posteriormente, será formada uma equipa, que ficará responsável por seguir as novas directivas.

Grijelmo é doutorado em jornalismo pela Universidade Complutense. Entrou para o "El País" em 1983 e por lá ficou, durante 17 anos consecutivos. Em 1989 ficou incumbido de estabelecer o livro de estilo da publicação.

Em 2000 assumiu a gestão da cadeia de jornais locais e regionais que eram, então, propriedade do Grupo Prisa (que detém o "El País"). Em 2002 tornou-se o director-geral de Conteúdos da Prisa Internacional.

 

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A SIC lançou, recentemente, a Opto, um serviço de “streaming” que contará com conteúdos exclusivos.

Em declarações à revista “Meios e Publicidade”, o CEO do Grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, disse acreditar que “a Opto será um complemento de luxo às plataformas internacionais”.

“ Com um preço mais baixo, mas com uma experiência de utilização e de navegação ao mesmo nível daquelas, estamos convictos de que será um sucesso, porque teremos milhares de horas de portugalidade de alta qualidade, que falta aos outros”, prosseguiu aquele responsável.

Este serviço de “streaming” pode ser utilizado de forma gratuita ou consoante planos de subscrição, que dão acesso a conteúdos exclusivos, antestreias e 30 dias de gravação da “grelha” da SIC. Além disso, excluem as interrupções para publicidade.

“O primeiro ano da versão ‘premium’ da Opto custará 29,99 euros, se se fizer a subscrição até à data de lançamento da plataforma, a 24 de Novembro. Quem subscrever a partir dessa data pagará o valor de 39,99 euros por ano. Quem preferir a versão mensal poderá subscrever o serviço por 3,99 euros/mês. No estrangeiro, apenas existe a versão com subscrição anual, com um valor de 69,99 euros/ano”, notou o CEO do Grupo.


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Nos últimos meses, registaram-se várias mudanças no Grupo Global Media, destacando-se as alterações de direcção dos seus títulos.
Neste contexto, o “Diário de Notícias”, em circulação há 156 anos, conta, pela primeira vez, com uma mulher -- Rosália Amorim -- no cargo de directora do jornal.

Para Rosália Amorim isto representa uma “nova era”. Em editorial, assegurou que irá renovar o compromisso estabelecido por aquele jornal em 1864: “informar, investigar, formar cidadãos esclarecidos, exigentes e com opinião própria”

“Este é o mais antigo jornal português de âmbito nacional, um dos mais importantes títulos lusitanos e com uma história rica, da qual nos orgulhamos -- continuou Amorim -- Desengane-se quem ainda considera que a história cheira a mofo ou deve ficar fechada numa gaveta. Pelo contrário, a história impele-nos a ir mais longe, a superarmo-nos. A história ajuda-nos a perceber de onde vimos e para onde vamos”.

A jornalista referiu, igualmente, que “é um desafio e também um privilégio poder renovar e reinventar este projecto editorial”, garantindo que “é com enorme entusiasmo, paixão pelo jornalismo e sentido de responsabilidade” que abraça, “sem máscaras, esta grande instituição”.

 

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