Quinta-feira, 9 de Abril, 2020
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O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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Opinião
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O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
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Breves
"Sites" noticiosos progridem

 As visitas dos espanhóis a “sites” e “apps” de informação registaram, em Março, um crescimento exponencial, segundo um relatório da empresa Comscore.

Os cidadãos espanhóis passaram, em Março, 158% mais tempo a ler notícias “online”, do que em Janeiro. Da mesma forma, o interesse pelos “media”, em geral, aumentou 87%, e a popularidade das redes sociais cresceu 48%.

Em termos gerais, o aumento da procura de informação digital em Espanha é semelhante ao de Itália.

“Le Canard Enchaîne”

O jornal satírico “Le Canard Enchaîne” está, agora, disponível em versão digital, pela primeira vez desde a sua criação, em 1915. O objectivo é chegar aos leitores, mesmo em período de confinamento. 

"Devido ao contexto excepcional que atravessamos, estamos a disponibilizar, temporariamente, a consulta online do número 5185", revelou o “site” do jornal satírico.

A edição digital é menos extensa do que a original, sendo composta por quatro páginas, em vez das habituais oito. O preço foi, igualmente, reduzido, em 20 cêntimos. A sua leitura é, porém, gratuita para os assinantes do título. 

“Playboy” América

Após sessenta e seis anos de edição ininterrupta, a versão americana da “Playboy” passará a ser publicada, exclusivamente, em formato digital, devido à pandemia de Covid-19.

"O vírus obrigou-nos a acelerar um debate que já tinha sido iniciado”, admitiu o CEO da Playboy, Ben Kohn. As quebras nas receitas e na circulação não são, contudo, uma novidade. Em 2016, a revista deixou de ser impressa mensalmente, passando a chegar às bancas a cada três meses. Além disso, em 2019, o valor da subscrição “online” foi inflaccionado em 30%. 

Lançada em Dezembro de 1953, com Marilyn Monroe na capa, a revista erótica atingiu o seu pico de circulação em 1972, com cerca de nove milhões de cópias vendidas em todo o mundo.  Chegou, mesmo, a estar disponível uma versão em Braille. 

Canais desportivos

Na Grã-Bretanha, os torneios de futebol foram suspensos até 30 de Abril, mas é provável que as medidas de contingência se prolonguem. Caso a situação se mantenha até ao início da próxima época, o prejuízo total dos canais desportivos deverá rondar os mil milhões de libras. 

Canais como a Sky News e a BT deixaram de cobrar aos principais investidores comerciais e as plataformas “on demand” foram suspensas, visto que não há eventos a transmitir ou para comentar. 

Além da suspensão das principais fontes de rendimento, aqueles canais desportivos terão de pagar, ainda em meados deste ano, os direitos de transmissão dos jogos da “Premier League”, o que terá efeitos nefastos nos seus fundos de maneio.

Tráfego noticioso

Nas últimas duas semanas, o número de visitas a “sites” de informação registou um crescimento de 78% em termos de “pageviews”, coincidindo com a pandemia do Covid-19, segundo dados disponibilizados pela Marketest.

Nas últimas duas semanas registou-se, também, um crescimento significativo em “sites” de serviços, como supermercados e comida “take-away” (mais 23%).

As principal quebra nos “sites” auditados verificou-se nos segmentos de desporto (menos 31%) e de “lifestyle”  (menos 23%).

No conjunto total de “sites”, e comparativamente à média registada em 2020, registou-se um crescimento de 21 % nos “pageviews”, na semana de 9 a 15 de Março, e de 18% na semana de 16 a 22 de Março.

Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
Connosco
Galeria

Na sequência de apelos de várias empresas mediáticas, o Governo está, finalmente, a preparar um conjunto de medidas de apoio aos “media”, gravemente afectados pela crise instalada no país, na sequência da pandemia de Covid-19. 

Tudo indica, contudo, que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não irá ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, tão pouco, de quem as distribui.

Isto porque as medidas que o Governo está a preparar terão como base a quebra de receitas da publicidade, omitindo, porém, o valor perdido com a diminuição abrupta na circulação, problema que não afecta as televisões.
"O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta os jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver", explicou Afonso Camões, administrador do Grupo Global Media. "Sem imprensa escrita, é ,em primeira e última análise, o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa".

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Apesar dos esforços dos “media” para alcançar um consenso perante a pandemia do coronavírus, o discurso do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem contribuído para a polarização ideológica dos cidadãos, referiu Francisco Fernandes Ladeira, num artigo publicado no Observatório da Imprensa.

Isto porque, segundo Ladeira, Bolsonaro tem contrariado as directivas da imprensa para a contenção do coronavírus, apontadas pela OMS e pelo próprio ministério da Saúde brasileiro, acusando os “media” de disseminarem o pânico, deliberadamente, e sem fundamento.
Até meados do mês de Março, com a divulgação dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, havia um relativo consenso entre a população sobre a quarentena transversal ser a melhor alternativa para evitar a rápida propagação do coronavírus.
Porém, devido aos discursos “inflamados” do Presidente os “media” têm sido descredibilizados. Essas premissas incentivaram, mesmo, aviolência sob jornalistas, que têm encontrado cada vez mais obstáculos ao exercício da profissão.

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O coronavírus está a estreitar os laços entre os jornalistas e a comunidade científica. Todos os dias surgem novas questões, que requerem conhecimento especializado e é, agora, bastante comum assistirmos a entrevistas com médicos e investigadores, que partilham as suas previsões sobre o “comportamento” da pandemia ou sobre o desenvolvimento de uma vacina.

Entrevistar um cientista pode, porém, ser uma tarefa árdua,  apontou o médico Eduardo Finger num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria. Isto porque os investigadores são, por natureza, propensos a interrogarem-se, prontos a corrigir qualquer verdade “pré-fabricada”. 

Finger elaborou, então, um guia para jornalistas, visando facilitar a tarefa de colocar perguntas à comunidade científica e contornar possíveis discursos longos e desconexos.
Segundo aquele médico é importante formular questões de resposta “semi-aberta”. Isto porque os investigadores foram talhados para analisar os tópicos segundo metodologias científicas, o que poderia resultar numa resposta de duas horas, com pouco interesse para o público. 

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A Moncloa vai deixar de  “amordaçar” a imprensa. Depois da pressão exercida pelos “media”, o governo espanhol vai permitir que os jornalistas façam perguntas, por videochamada, durante as conferências de imprensa do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

A decisão surge na sequência de uma denúncia conjunta de centenas jornalistas espanhóis, que se opuseram ao “modus operandi” das conferências de imprensa, controladas pelo Secretário de Estado da Comunicação, Miguel Angel Oliver.

Depois de a polémica se ter arrastado ao longo de várias semanas Oliver enviou, finalmente, uma nota às redações para informar que “a metodologia utilizada nas conferências de imprensa irá mudar”. 

O Governo garante, agora, que vai implementar um sistema seguro de videoconferência que terá rondas de perguntas. A selecção das questões será concretizada por um “mecanismo aleatório, público e verificável”.

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O novo coronavírus vai influenciar todos os sectores das nossas vidas, e da sociedade, nos quais se incluem os “media”. Mesmo no melhor dos cenários, haverá grandes perturbações em muitos países durante meses, com severas consequências económicas e sociais, relembrou o director do Reuters Institute, Rasmus Nielsen.

Nas últimas semanas, tanto os “sites” noticiosos como os telejornais foram seguidos de perto, com atenção crescente do público, procurando compreender a pandemia. Ainda assim, muitos “media” independentes e locais estão em risco.


Alguns especialistas já descreveram o provável impacto nos “media” como um "evento de extinção", uma generalizada e rápida diminuição da “biodiversidade” informativa, mas Nielsen considera que o maior problema a enfrentar será o desemprego, que enfraquecerá muitas redacções.

A curto prazo, a pandemia terá efeitos negativos na imprensa, particularmente, devido às receitas publicitárias, que estão a descer violentamente. Alguns editores locais dizem que estão a perder 50% dos lucros publicitários, enquanto títulos nacionais dizem ter prejuízos na ordem dos 30%. 

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As crises, independentemente de sua génese ou da sua natureza, trazem prejuízos e oportunidades. Em período de pandemia de Covid-19, se, por um lado, se estabeleceram sinergias entre os jornalistas, por outro, os “media” são ainda movidos por estereótipos que colocam os profissionais em risco, considerou Fernando Moreira, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”.

De acordo com Moreira, o principal estereótipo, ainda em vigor, é o de que o lugar dos repórteres deve ser na rua, mesmo quando as mudanças tecnológicas trouxeram uma nova “interface” ao mundo, tornando desnecessária a exposição dos profissionais ao risco de contágio.

De acordo com o autor, há situações em que as reportagens presenciais são essenciais, como uma conferência de imprensa com o Presidente da República, ainda que, mesmo esses eventos já  possam realizar-se de forma remota.

Para o trabalho rotineiro, contudo, estar na rua não parece razoável. Até porque a redução de equipas de reportagem no exterior contribuiría para o esforço colectivo de contenção da pandemia. 

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É missão de todos os jornalistas ajudar o público a ver e a compreender os acontecimentos mais relevantes para a sociedade. Faz ainda parte dessa profissão auxiliar as pessoas a distinguir as opiniões, desde as irracionais, instigadas pelo ódio, aos factos jornalisticamente apurados. 

Em tempo de pandemia do novo coronavírus, a informação de qualidade ganha o mesmo grau de importância que o trabalho de médicos e de cientistas. Um novo estudo ou a cura de uma doença deverá ser divulgado e discutido à exaustão por especialistas e terá a divulgação assegurada pelos veículos de comunicação por intermédio dos jornalistas.

Num oportuno artigo publicado no Observatório da Imprensa, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceira, a jornalista Denise Becker reflectiu sobre a importância do papel da imprensa fidedigna, particularmente, numa altura em que figuras políticas desvalorizam os impactos de uma pandemia. 
Segundo a autora, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem deixado a nação perplexa, ao minimizar os efeitos do novo coronavírus, contrariando as recomendações dos médicos, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para conter a disseminação da pandemia. Da mesma forma , o Presidente tem tecido duras críticas aos “media”, acusando-os de alarmismo e disseminar o pânico.

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O número de pessoas infectadas pelo coronavírus, na China, poderia ter sido reduzido em 86% se as primeiras medidas de contingência, instituídas a 20 de Janeiro, tivessem sido implementadas duas semanas antes, segundo um estudo da Universidade de Southampton.

Da mesma forma, o vírus não teria originado uma pandemia caso os “media” chineses não fossem alvo de censura, apontam os RSF -- Repórteres sem Fronteiras, 

De acordo com uma investigação dos RSF, os primeiros alertas sobre os possíveis impactos do coronavírus foram divulgados a 18 de Outubro. Se a liberdade de imprensa fosse uma realidade na China, os “media” poderiam ter divulgado junto da comunidade internacional os primeiros dados conhecidos sobre o Covid-19 e as suas características de propagação.

Da mesma forma, os agentes de autoridade poderiam ter divulgado, também,  elementos sobre a rápida disseminação do vírus em Wuhan, evitando o turismo naquela área. 

O que há de novo

O consumo de rádio em Portugal apresentará, em Abril, uma quebra face ao patamar registado nas duas primeiras vagas do último ano, segundo um comunicado extraordinário da Marktest, que visa aferir o impacto da crise de covid-19 nas audiências de rádio.

“Considerando a situação especial, a Marktest e os principais grupos de rádios acordaram em disponibilizar dados gerais de audiências, após o fecho da vaga intermédia de Março. Esta vaga não tem, numa situação normal, divulgação de resultados oficiais”, ressalva a empresa de estudos de mercado. 

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Desde que o auto-isolamento passou a ser obrigatório na maioria dos Estados americanos, que o consumo de informação “online” disparou. Alguns jornais digitais estão a prosperar e a registar um crescimento no número de subscritores.

Os “podcasts”, porém, estão a ressentir-se dos efeitos do confinamento. Isto porque, a maioria dos ouvintes de “podcasts” consomem-nos quando parados no trânsito, a caminho do trabalho. Uma realidade que deixou de se verificar, agora que grande parte da força de trabalho americana está activa partir de casa.

De acordo com o NiemenLab o consumo de “podcasts” caiu 8%, relativamente à primeira semana de Março. Os programas de entretenimento estão a ter dificuldades em adaptarem-se aos interesses do público, que se mostra cada vez mais preocupado em perceber a evolução da epidemia de Covid-19. 

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O jornal “A Bola”, diário desportivo que se distinguiu pela sua forte circulação, está a experimentar, também, dificuldades, decorrentes da crise originada pelo coronavírus. 

Assim, “A Bola”, vai avançar para um “lay-off” de 50 profissionais, incluindo jornalistas, gráficos e administrativos.

O director do jornal, Victor Serpa, considera que a situação actual da imprensa desportiva atingiu o ponto de “calamidade pública”. 

O jornal, como outros títulos da imprensa desportiva, enfrenta uma situação dilemática, provocada, desde logo, pela suspensão das competições, em particular o futebol.

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A pandemia do novo coronavírus está a afectar todos os sectores da sociedade e os “media” estão a atravessar um período particularmente penoso, devido às quebras no investimento publicitário e à suspensão de outras fontes de receita.

Assim, muitos títulos e emissoras portuguesas enviaram pedidos de ajuda ao governo e aos leitores. O jornal “Eco” juntou-se, agora, a esse apelo colectivo.

“No Eco, o acesso às notícias (ainda) é livre, mas não é gratuito. Tem custos elevados, e exige investimento”, salientou António Costa, “publisher” do “site” de informação económica, numa “newsletter”. “Vamos precisar de si, caro leitor, para garantir que o Eco é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão”.

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No Reino Unido, a indústria “tablóide” está a ressentir-se dos efeitos da pandemia do Covid-19 nos “media”. Devido à quebra nas receitas publicitárias, o Grupo detentor do “Daily Mirror”, do “Daily Express” e do “Daily Star” viu-se forçado a suspender o contrato com mais de mil colaboradores, nos quais se incluem editores “senior”.

O Grupo, que emprega 4700 pessoas, suspendeu, igualmente, os “bónus” salariais e “cortou”, em 10%, o salário do “staff” que ainda se encontra activo.  Além disso, a administração solicitou debate para adiar os pagamentos do fundo de pensões. 

O regime prevê, ainda, que o pessoal com salários superiores a 40 mil libras esterlinas aceite uma redução salarial gradual, que varia entre 1% e 26%

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Nos Estados Unidos, muitas crianças encontram-se confinadas em casa, sem acesso a recursos escolares, visto que nem todas as escolas apostaram no desenvolvimento de ferramentas digitais de ensino. 

Perante este panorama, o “New York Times” decidiu oferecer assinaturas a todos os alunos e professores do ensino secundário, para que os estudantes continuem a informar-se sobre a realidade mundial, sem precisar de sair casa. 

"De 6 de Abril a 6 de Julho, alunos e professores poderão aceder online ao jornalismo do Times", afirmou Mark Thompson, CEO do jornal, em comunicado. "Isto significa que, mesmo enquanto estudam à distância, os alunos terão na ponta dos dedos um jornalismo profundo e especializado -- desde questões internacionais às artes e cultura, passando pela ciência, política e muito mais".

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Perante a declaração do estado de emergência, o SJ -- Sindicato dos Jornalistas disse considerar urgente a criação de “medidas de apoio, quer ao nível do Governo, quer das autarquias”, para garantir a sobrevivência de jornais e rádios locais, que têm enviado “relatos angustiantes do que está a acontecer na imprensa regional”.

De acordo com um comunicado do SJ, a declaração do estado de emergência acelerou a queda da maioria dos jornais locais e regionais, que vivem, há muitos anos, “no fio da navalha”. 

Contudo, não está, apenas, em causa um problema laboral, mas, igualmente, um entrave à liberdade de informação, visto que “a maioria dos assinantes da imprensa local e regional cabe na população envelhecida de cada região, que assim ficará ainda mais isolada da realidade que a circunda”.

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A Plataforma de Media Privados pediu, ao Governo, a implementação de 13 medidas de apoio aos “media”,  face à crise provocada pelo Covid-19. O documento divide-se em quatro acções de largo espectro e nove diligências específicas.

“Na fase que Portugal atravessa, a indústria dos media é vital para o equilíbrio social e político do País. O papel referencial dos media na informação e no entretenimento (indispensável ao equilíbrio emocional dos cidadãos) faz deste sector um dos prioritários na actual conjuntura”, pode ler-se na carta enviada ao ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e ao Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media.

“Por isso, os impactos agudos da crise Covid-19 sobre as receitas das empresas de media e as extraordinárias dificuldades que atravessam em toda a sua cadeia de valor impõem a adopção de medidas específicas de mitigação”, continua o documento.

O caderno de medidas, desenvolvido pela Plataforma de Media Privados, apresenta, assim,  um “quadro de acção específico para os media”, que visa “contribuir para a formatação de uma matriz geral de emergência aplicável a todo o tecido empresarial”.

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