Sexta-feira, 22 de Setembro, 2017
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O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
Na semana passada aconteceu o que há muito se esperava – um dos maiores grupos de comunicação anunciou que vai encerrar ou vender a maior parte dos seus títulos de imprensa. A braços com um endividamente gigantesco, acaba por reconhecer que as receitas que obtém, quando existem, são insuficientes para inverter a situação criada ao longo de anos. O cenário actual complica tudo: é devastador folhear um jornal...
Falhada a emissão obrigacionista, sabia-se que algo teria de acontecer na Impresa, em função do elevado nível do seu endividamento. A entrevista de 12 páginas publicada na revista do Expresso com António Costa, sem nenhuma novidade que justificasse tamanho relevo, acompanhada de uma invulgar chamada de capa  a 5 colunas (além da própria capa integral da revista)  já deixava perceber um critério editorial pouco...
Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
Balsemão e o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
O grupo Impresa passa por algumas dificuldades, constando que irá vender, ou fechar, certas revistas. Mas essas dificuldades não devem levar-nos a esquecer que Francisco P. Balsemão é um destacado empresário da comunicação social. Chegou a primeiro-ministro, mas a sua paixão era e é o jornalismo. Por isso, enquanto chefe do grupo Impresa, soube compreender e até promover a independência editorial dos seus...
O Rumo da Europa
Luís Queirós
Na minha opinião, as declarações da Sra Merkel na Baviera - proferidas no rescaldo da cimeira do G7, em Taormina- podem ser o sinal de uma mudança de rumo para a Europa. No essencial, a Sra. Merkel sentenciou que "os europeus têm de cuidar de si próprios e resolver os seus problemas, e que a Europa tem de continuar a manter boas relações com  os Estados Unidos e com ao Reino Unido, mas também com outros países,...
Agenda
25
Set
4º Workshop de Pós-Graduação em Ciência da Informação
09:00 @ Faculdade de Letras da Universidade do Porto
25
Set
Atelier de Jornalismo Televisivo
09:00 @ Cenjor, Lisboa
02
Out
09
Out
Connosco
Galeria

Há uma geração zombie deambulando pelas ruas sem levantar os olhos dos seus ecrãs, teclando no Whatsapp ou consultando o Facebook. Até os restaurantes se tornaram mais silenciosos, porque chamamos o empregado tocando num botão e conversamos à distância pelo smartphone sem prestar atenção aos vizinhos de mesa que estão a fazer exactamente o mesmo. Não é uma mudança tecnológica, é uma revolução sociológica. E o vírus é contagioso, impregnou o espaço do cosmos. Todos fomos contagiados pela doença do nosso tempo, o egosistema digital.

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Chegámos a um novo “patamar de interacção entre jornais e público, potencializado pela Internet e pelas ferramentas de diálogo”, e é nesse espaço  que “um tipo específico de emoção e de sensação” é agora exposto com mais frequência: “há casos recentes e emblemáticos que ilustram tempos de cólera, intolerância e polarização social por todo o mundo”. A questão de fundo é a de saber que papel de controlo, ou de mediação, pode ainda o jornalismo exercer. É este o tema do “comentário da semana” de ObjEthos, Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

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A circulação das revistas de consumo caiu, em Espanha, mais de metade no decurso desta última década. De uma média de quase treze milhões e meio de exemplares por número, em 2006, chegou-se aos 5,7 milhões de 2016  - e este resultado pode ser ainda mais curto, consoante o modo de fazer as contas. Este sector de uma Imprensa popular, supostamente mais protegida das flutuações do mercado, sofre, tanto ou mais do que a Imprensa diária, tanto os efeitos da crise financeira de 2008 como os da alteração de hábitos de consumo, que leva milhares de leitores para produtos semelhantes, na Internet, mais competitivos, com outras ofertas (como o vídeo), e de graça… 

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Os diários espanhóis perderam, em poucos anos, cerca de 50% da circulação e 60% da sua receita publicitária. No mesmo período foram suprimidos 15 mil postos de trabalho de jornalistas, mas todos os anos saem seis mil novos licenciados das várias escolas de comunicação. “Já temos grandes cidades sem jornais impressos”  - avisou recentemente Juan Luís Cebrián, presidente executivo da PRISA. A conclusão que se segue pode parecer alarmista, mas é a que escolheu, para título do seu texto, Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics: “A Imprensa caminha para a sua extinção num imobilismo suicida”.

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“A busca da verdade é a única coisa que dá sentido a um jornalista”. O jornalismo livre, independente e de qualidade está em perigo, o que deixa também em perigo a democracia representativa. A crise que pôs em causa a sobrevivência do jornalismo responsável não é só do modelo de negócio, é uma crise de credibilidade que coloca no mesmo patamar as opiniões e a realidade dos factos. É aqui que entram as redes sociais, em cujo “ruído” as pessoas se sentem livres para escolher como verdade aquilo em que já acreditavam, mesmo que seja desmentido. É este o núcleo da reflexão de Antonio Caño, director de El País, em entrevista ao Público.

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A grande revolução nas rotinas e normas do jornalismo foi-nos imposta, não pelo computador, mas pela Internet, quando “a avalancha informativa e as redes sociais virtuais atropelaram a capacidade das redacções processarem informações; (...) o volume cresceu em tal magnitude que se tornaram incapazes de lidar com tantos dados, factos e eventos”.

A “curadoria de notícias”, que parecia inerente ao trabalho de qualquer jornalista, tornou-se mais necessária do que nunca, mas, “como actividade lucrativa, só funciona em nichos especializados de informação”. É esta a reflexão de Carlos Castilho, ex-assessor da União Europeia para projectos de comunicação na América Central e membro da direcção do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Detidos na Turquia há mais de 300 dias, seis profissionais do jornal Cumhuriyet, foram sujeitos a uma audiência na prisão de Silivri que durou 13 horas.

Após essa audiência, e não obstante as Federações Internacional (FIJ) e Europeia (FEJ) de Jornalistas exigirem a sua libertação imediata, a decisão do tribunal foi no sentido de ordenar que permanecessem detidos, atitude contestada pelas organizações de jornalistas e de defesa dos Direitos Humanos.

Segundo a FIJ, conforme é divulgado no site do Sindicato de Jornalistas, uma delegação internacional composta por diversas organizações profissionais e de defesa dos Direitos Humanos marcou presença na sessão, deixando mensagens de solidariedade para com os detidos. Ao mesmo tempo, cerca de quatro centenas de personalidades, incluindo 130 advogados, 15 elementos do Parlamento turco e representantes de sindicatos foram autorizados a acompanhar a sessão. À porta do tribunal ficaram quase outras 400 pessoas.

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O jornalismo de investigação é indispensável para exigir responsabilidades aos detentores do poder, e muito mais em países com regimes autoritários. Sem ele, “teríamos de sobreviver sob um regime de notícias diárias, conteúdo governamental pago e fofocas sobre celebridades; o jornalismo, portanto, funcionaria não como cão de guarda, mas como animal de estimação dos poderosos”. É este o ponto de partida de Sanita Jemberga, da Letónia, para uma reflexão sobre as dificuldades que ameaçam o jornalismo de investigação e como ela própria e um pequeno grupo de entusiastas criaram naquele país um centro que sobrevive há seis anos. 

O que há de novo

A exposição dos trabalhos distinguidos pelo Prémio Estação Imagem 2017, este ano realizada em Viana do Castelo, está presente no Salão Nobre da Casa da Imprensa, na rua da Horta Seca, em Lisboa, até 13 de Outubro. Como se conta noutro local deste site, o primeiro Prémio coube ao fotojornalista João Carvalho Pina, pela sua reportagem “Rio de Janeiro  – o Custo Humano dos Grandes Eventos Desportivos”, que se refere às consequências negativas do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 sobre a referida cidade brasileira.

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A partir do primeiro dia de 2018, entra em vigor uma taxa de 2% aplicada sobre o volume de negócios realizado, em França, por todos os operadores que disponibilizem vídeos na Internet, pagos ou gratuitos. A chamada “taxa YouTube”, como ficou popularmente designada, foi publicada no jornal oficial, em Paris, após um exame pela Comissão Europeia, que lhe deu “luz verde”. O Centro Nacional do Cinema congratula-se pela decisão oficial, declarando que “o sector da cultura é precursor em matéria de fiscalidade digital; somos, com a Alemanha, os primeiros a integrar as grandes plataformas estrangeiras no nosso ecosistema para financiar a criação.”

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Foi posto à venda o novo álbum da colecção “100 Fotos pela Liberdade de Imprensa”, editado pela organização Repórteres sem Fronteiras. O protagonista deste número é o astronauta francês Thomas Pesquet, que, durante seis meses, voando em torno da Terra a bordo da Estação Espacial Internacional, fotografou uma e outra como um observador maravilhado. 

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Foi divulgado o parecer da Anacom  – Autoridade Nacional de Comunicações, segundo o qual a aquisição, pela Meo, do grupo Media Capital,“é susceptível de criar entraves significativos à concorrência efectiva nos vários mercados de comunicações electrónicas, com prejuízo em última instância para o consumidor final, pelo que não deverá ter lugar nos termos em que foi proposta”. Falta agora o parecer da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social  - que é vinculativo -  mas, segundo vários analistas consultados pelo Dinheiro Vivo, que aqui citamos, "esta decisão da Anacom poderá ter condenado o êxito da operação".

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O Observador assinala a renovação da sua plataforma online com “novos formatos e novos destaques, que integram, na perfeição, dentro das homepages, tanto em PC, como em tablet e mobile”.

Esta remodelação veio acompanhada do novo logotipo, abrangendo os conteúdos que “vão surgir em rasgos horizontais e apenas carregam quando o leitor faz scroll”.

No perfil das mudanças inclui-se, ainda, um novo formato para a manchete e mais destaque para os conteúdos multimedia, com uma nova área dedicada ao vídeo.

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Agrava-se a insegurança de jornalistas um pouco por todo o mundo. Desde a Venezuela à Turquia tem sido drasticamente condicionada a Liberdade de Imprensa, acompanhada pelo encarceramento de jornalistas, algo que se repetiu agora no Irão, ao serem detidos em Agosto, Yaghma Fashkhami e Sasan Aghaei, enquanto profissionais alegadamente suspeitos de acções contra a segurança nacional.

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) condenou a detenção dos dois profissionais de comunicação iranianos e exigiu ainda a libertação imediata dos visados, considerando que não existem quaisquer razões para a sua permanência na prisão.

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O diário The Washington Post está a experimentar, desde há um ano, um “repórter-robot” que começou a prestar provas nos Jogos Olímpicos do Rio e já foi usado na cobertura das eleições presidenciais nos Estados Unidos, produzindo 500 informações que geraram mais de 500 mil clics. Trata-se, no fundo, de uma tecnologia de Inteligência Artificial para alertar as redacções de determinados factos ou tendências, que permite aos jornalistas verdadeiros “dedicarem-se a elaborar reportagens de fundo e realizarem uma melhor cobertura das notícias sem a pressão do imediato”.

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O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.

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