Sexta-feira, 3 de Abril, 2020
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O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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Opinião
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
No Brasil uma empresa de mídia afixou uma campanha, de grande formato, com uma legenda: “Eu tô aqui porque sou um outdoor. E você, tá fazendo o quê na rua?”. Este é o melhor exemplo que vi nos últimos dias sobre a necessidade de manter a comunicação e reforçar as mensagens. Em Portugal e no estrangeiro sucedem-se adiamentos e cancelamentos de campanhas. Mas há também marcas que resolveram até...
O Covid-19, ou a “peste chinesa”, como já começa a ser conhecido, veio modificar profundamente os hábitos de vida dos portugueses, que não foram excepção  numa Europa assolada pelo contágio de um vírus mutante,  com dramáticas características infecciosas.  Neste quadro  de excepção, os “media”,  os audiovisuais e a Imprensa -- em suporte papel ou digital -- ,...
Breves
“Le Canard Enchaîne”

O jornal satírico “Le Canard Enchaîne” está, agora, disponível em versão digital, pela primeira vez desde a sua criação, em 1915. O objectivo é chegar aos leitores, mesmo em período de confinamento. 

"Devido ao contexto excepcional que atravessamos, estamos a disponibilizar, temporariamente, a consulta online do número 5185", revelou o “site” do jornal satírico.

A edição digital é menos extensa do que a original, sendo composta por quatro páginas, em vez das habituais oito. O preço foi, igualmente, reduzido, em 20 cêntimos. A sua leitura é, porém, gratuita para os assinantes do título. 

“Playboy” América

Após sessenta e seis anos de edição ininterrupta, a versão americana da “Playboy” passará a ser publicada, exclusivamente, em formato digital, devido à pandemia de Covid-19.

"O vírus obrigou-nos a acelerar um debate que já tinha sido iniciado”, admitiu o CEO da Playboy, Ben Kohn. As quebras nas receitas e na circulação não são, contudo, uma novidade. Em 2016, a revista deixou de ser impressa mensalmente, passando a chegar às bancas a cada três meses. Além disso, em 2019, o valor da subscrição “online” foi inflaccionado em 30%. 

Lançada em Dezembro de 1953, com Marilyn Monroe na capa, a revista erótica atingiu o seu pico de circulação em 1972, com cerca de nove milhões de cópias vendidas em todo o mundo.  Chegou, mesmo, a estar disponível uma versão em Braille. 

Canais desportivos

Na Grã-Bretanha, os torneios de futebol foram suspensos até 30 de Abril, mas é provável que as medidas de contingência se prolonguem. Caso a situação se mantenha até ao início da próxima época, o prejuízo total dos canais desportivos deverá rondar os mil milhões de libras. 

Canais como a Sky News e a BT deixaram de cobrar aos principais investidores comerciais e as plataformas “on demand” foram suspensas, visto que não há eventos a transmitir ou para comentar. 

Além da suspensão das principais fontes de rendimento, aqueles canais desportivos terão de pagar, ainda em meados deste ano, os direitos de transmissão dos jogos da “Premier League”, o que terá efeitos nefastos nos seus fundos de maneio.

Tráfego noticioso

Nas últimas duas semanas, o número de visitas a “sites” de informação registou um crescimento de 78% em termos de “pageviews”, coincidindo com a pandemia do Covid-19, segundo dados disponibilizados pela Marketest.

Nas últimas duas semanas registou-se, também, um crescimento significativo em “sites” de serviços, como supermercados e comida “take-away” (mais 23%).

As principal quebra nos “sites” auditados verificou-se nos segmentos de desporto (menos 31%) e de “lifestyle”  (menos 23%).

No conjunto total de “sites”, e comparativamente à média registada em 2020, registou-se um crescimento de 21 % nos “pageviews”, na semana de 9 a 15 de Março, e de 18% na semana de 16 a 22 de Março.

"Twitter" e jornalismo

O Twitter mostrou-se solidário para com os jornalistas, em plena pandemia, e doou um milhão de dólares ao CJP -- Comité Para a Protecção dos Jornalistas e à IWMF -- Fundação Internacional de Mulheres nos Media

Tanto a IWMF como a CJP têm como principal missão zelar pela segurança de repórteres. Os fundos destinam-se, assim, a fortalecer as organizações, garantindo a continuidade do seu funcionamento.

Agenda
06
Abr
16
Abr
SEO para Jornalistas
18:30 @ Cenjor
17
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Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
Connosco
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É missão de todos os jornalistas ajudar o público a ver e a compreender os acontecimentos mais relevantes para a sociedade. Faz ainda parte dessa profissão auxiliar as pessoas a distinguir as opiniões, desde as irracionais, instigadas pelo ódio, aos factos jornalisticamente apurados. 

Em tempo de pandemia do novo coronavírus, a informação de qualidade ganha o mesmo grau de importância que o trabalho de médicos e de cientistas. Um novo estudo ou a cura de uma doença deverá ser divulgado e discutido à exaustão por especialistas e terá a divulgação assegurada pelos veículos de comunicação por intermédio dos jornalistas.

Num oportuno artigo publicado no Observatório da Imprensa, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceira, a jornalista Denise Becker reflectiu sobre a importância do papel da imprensa fidedigna, particularmente, numa altura em que figuras políticas desvalorizam os impactos de uma pandemia. 
Segundo a autora, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem deixado a nação perplexa, ao minimizar os efeitos do novo coronavírus, contrariando as recomendações dos médicos, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para conter a disseminação da pandemia. Da mesma forma , o Presidente tem tecido duras críticas aos “media”, acusando-os de alarmismo e disseminar o pânico.

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A história da Humanidade ficou marcada por diversas pandemias, que tiveram consequências profundas. Tais acontecimentos marcaram o imaginário de alguns dos mais proeminentes autores da literatura modernas, que tomam acontecimentos trágicos, e absurdos, como a base das suas obras, reflexões e analogias.

Agora, atravessamos uma situação semelhante, mas com uma infinidade de recursos informativos. Nunca tivemos tantas possibilidades de informação e comunicação disponíveis, em momentos de crise e tensão, e  tantos dados e números que ajudam, sem dúvida, nas nossas tentativas de restabelecer o controle sobre a caótica situação. É a vaga da “infodemia”.

Saber o que acontece, as possibilidades envolvidas, as fórmulas para lidar com o risco e com a doença são factores fundamentais. No entanto, esse avanço em relação a outros tempos e ameaças produz, também, efeitos colaterais.

Perante os actuais acontecimentos  que assolam o mundo, o filósofo José Costa teceu considerações sobre algumas das mais conhecidas metáforas da literatura contemporânea, que fazem “ponte” com essa “infodemia”.  O artigo foi, originalmente, publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

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As redes sociais são plataformas, particularmente, apreciadas por facilitarem o contacto entre pessoas, de várias partes do mundo, e por permitirem a partilha, rápida e descomplicada, de informação. Essas valências podem, no entanto, ser prejudiciais para a população. 

É comum depararmo-nos, nesses “sites”, com a partilha de artigos antigos o que dá margem à partilha, descontrolada, de desinformação. Seja por ingenuidade ou má vontade, esse tipo de ocorrência agrava crises como a actual, confundindo e expondo cidadãos a riscos. 

As redacções estão já munidas de tecnologias que permitem minimizar o impacto desse comportamento. Segundo o jornalista Ricardo Fotios, num artigo publicado no Observatório da Imprensa seria, então, essencial que as redes sociais integrassem serviços semelhantes.

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Os sentimentos de pânico e insegurança, típicos do período de pandemia que atravessamos, podem conduzir a um aumento da difusão de notícias falsas, salientou o jornalista Francisco Fernandes Ladeira, num artigo publicado no Observatório da Imprensa, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O medo, provocado pela Covid-19, torna os leitores mais impulsivos. Assim, é mais provável que a população partilhe uma notícia nas redes sociais, sem que antes leia, atentamente, o seu conteúdo.

Partilhadas por ingenuidade, má-fé, fanatismo ideológico ou mesmo desconhecimento sobre a realidade, as informações falsas podem ter consequências graves para a vida em sociedade, esvaziar prateleiras de supermercado e sobrelotar unidades de saúde.

Em tempo de radicalizações ideológicas, negacionismos e pós-verdades, não faltam acusações, infundadas, à ciência, ataques aos “media” e teorias da conspiração, que associam o coronavírus a determinadas posições políticas. 

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O sector mediático está a atravessar uma crise sem precedentes, devido à pandemia do novo coronavírus. Os jornais deixaram de poder contar com as receitas publicitárias, a circulação em papel coheceu uma queda abrupta, e as subscrições “online”, embora estejam em crescimento, não são suficientes para garantir o funcionamento dos títulos e os salários dos seus colaboradores.

Assim, os “media” estão a começar a alterar os seus modelos de negócio e é possível que, em breve, adoptem medida nunca vistos no sector antes  da imprensa, de acordo com um artigo do jornalista Miguel Ormaetxea, publicado no “site” Mediatics, .

Segundo dados da JP Morgan, o coronavírus irá destruir 15% da economia mundial, que deverá ser reconfigurada, quase integralmente, para que se adapte àquela que será a realidade pós-pandemia. Para Ormaetxea, uma recessão de tais dimensões significará uma “desmercadorização” da sociedade, que dependerá, cada vez mais, da economia circular e dos laços de solidariedade comunitária.

Dito isto, os “media” serão, certamente, um dos sectores mais afectados, até porque, segundo o autor, é expectável que a indústria  publicitária se torne obsoleta. 

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Desde que o surto do Covid-19 “implodiu” na cidade de Wuhan, na China, que os “media” se têm dedicado à sua cobertura exaustiva. Nos EUA, por exemplo, o novo coronavírus é, desde há vários meses, o tema mais debatido na imprensa, “merecendo”, mesmo, mais destaque do que as eleições presidenciais, agendadas para Outubro de 2020.

Com o acentuar dos impactos da pandemia, houve um aumento significativo de consumo de informação.O tráfego de “sites” noticiosos “disparou”, os cidadãos começaram a despender mais tempo a ler notícias, e as audiências dos canais noticiosos atingiram recordes.

Porém, os americanos dizem não considerar o vírus um problema real, revela Jacob L. Nelson num artigo publicado no “NiemenLab”. Alguns inquéritos realizados junto da população sugerem, mesmo, que cerca de 40% dos cidadãos consideram que a pandemia está a ser hiperbolizada. Isto, porque os norte-americanos, simplesmente, não confiam nos “media”.

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O número de pessoas infectadas pelo coronavírus, na China, poderia ter sido reduzido em 86% se as primeiras medidas de contingência, instituídas a 20 de Janeiro, tivessem sido implementadas duas semanas antes, segundo um estudo da Universidade de Southampton.

Da mesma forma, o vírus não teria originado uma pandemia caso os “media” chineses não fossem alvo de censura, apontam os RSF -- Repórteres sem Fronteiras, 

De acordo com uma investigação dos RSF, os primeiros alertas sobre os possíveis impactos do coronavírus foram divulgados a 18 de Outubro. Se a liberdade de imprensa fosse uma realidade na China, os “media” poderiam ter divulgado junto da comunidade internacional os primeiros dados conhecidos sobre o Covid-19 e as suas características de propagação.

Da mesma forma, os agentes de autoridade poderiam ter divulgado, também,  elementos sobre a rápida disseminação do vírus em Wuhan, evitando o turismo naquela área. 

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O “braço-de-ferro” mediático entre a China e os Estados Unidos tem vindo a intensificar-se, mesmo em período de pandemia, provando que a colaboração entre os “media” internacionais é, mais do que nunca, indispensável.

Recentemente, o governo de Pequim expulsou correspondentes dos jornais “Wall Street Journal”, “Washington Post” e “New York Times”, em retaliação a medidas restritivas aplicadas pelos EUA aos “media” chineses. 

Na sequência desses acontecimentos, e perante o actual panorama mundial, os editores dos três jornais redigiram uma carta aberta aos líderes chineses, frisando a sua imprudência e desconsideração pela liberdade de imprensa, numa altura em que a informação fidedigna é imperiosa para a saúde pública e para a manutenção da estabilidade.

Apesar de se assumirem concorrentes as publicações acharam indispensável unirem-se para “falar sobre este assunto numa só voz”, já que consideram que o mundo beneficia ao ter “jornalistas talentosos” a cobrir “uma população duramente atingida por uma das piores pandemias dos tempos modernos”. 



O que há de novo

As restrições à liberdade de imprensa no Irão estão a alcançar um nível sem precedentes, agora que o Grupo de Trabalho de Combate ao Coronavírus do Irão emitiu um decreto que prevê a suspensão 

de toda a impressão, entrega e distribuição de jornais, invocando medidas para a contenção da epidemia.

O decreto chegou aos colaboradores de todos os jornais do Irão, através de uma mensagem de texto, na qual foram, também, mencionadas represálias, em caso de desobediência.

Apenas os jornais supervisionados pelo Gabinete do presidente iraniano foram autorizados a publicar versões digitais dos seus títulos.

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As notícias sobre o coronavírus estão a monopolizar os “media”. De acordo com um estudo do portal Dispitch.io, oito em cada dez artigos de jornais estão relacionadas com a pandemia de Covid-19. Desses, 85% tratam da relação directa entre o vírus e os acontecimentos actuais, e 15% tratam de questões relacionadas com o confinamento.

Os dados foram apurados através de um inquérito a 220 jornalistas espanhóis sobre as publicações que estão a ser feitas durante a crise do coronavírus. Os resultados sugerem que a imprensa generalista está mais sujeita à questão do coronavírus.  Por exemplo, no “El Pais” , 91% dos textos tratam da pandemia. 
Segundo o jornalista da Agência Efe, Pedro Pablo G. May, "será difícil encontrar uma saída" para informações que não tratem de questões relacionadas com a pandemia, algo que considera ser "um erro”, por acreditar que as pessoas precisam de ser informadas sobre questões de esperança e de vida. 

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Os portugueses têm revelado um interesse crescente por conteúdos noticiosos. As visitas aos “sites” informativos têm crescido, exponencialmente, assim como o tempo passado a ler notícias.

Prova disso mesmo são as estatísticas do jornal digital “Observador”. Em Março, o título recebeu 40 milhões de visitas e 98 milhões de visualizações de página, de acordo com a análise do “Google Analytics”.

A Rádio Observador registou, igualmente, bons resultados, com mais de 2,1 milhões de “downloads” de “podcasts”  e 182 mil ouvintes, “online”, em directo. Esses números duplicam os melhores registados ao longo de seis anos de história do jornal. 

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A ARIC (Associação de Rádios de Inspiração Cristã) é a mais recente associação do sector mediático a pedir o apoio do Estado, perante os efeitos económicos da pandemia de Covid-19. 

Aquela associação já fez chegar ao secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, um memorando no qual apresenta uma conjunto de “sugestões sobre medidas que podem limitar algumas das consequências mais gravosas”.

“O sector da comunicação social regional e local sobrevive muito através do movimento gerado pela publicidade do comércio local. Acontece que, com este último quase inactivo por imposição legal, o volume de publicidade angariada diminuiu abruptamente, pondo em causa a viabilidade de muitas estações emissoras”, referiu a associação de rádios na proposta. 

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Os consumidores de “podcasts” noticiosos tendem a confiar mais em vozes femininas e em locutores com sotaques “neutros”, ou semelhantes aos seus, revelou em estudo realizado na Universidade de Northwestern.

A Candy Lee, professora universitária especializada em jornalismo, esteve “à cabeça” da investigação, que envolveu inquéritos a 105 residentes de uma pequena vila no Estado de Nashville. 

De acordo com a investigação, a confiança nas vozes femininas prende-se com os sentimentos positivos, normalmente, associados às figuras maternas . Além disso, as locutoras tendem a ter um discurso mais cordial do que os homens.

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A crise mediática está a fazer-se sentir no Reino Unido, onde a circulação de jornais impressos caiu 30%. A situação está a revelar-se, particularmente, trágica para os “media” locais.

Alguns jornais gratuitos, totalmente dependentes do investimento publicitário, cessaram as suas actividades, e a maioria dos colaboradores de editoras regionais foram dispensados, até ao final de Maio. Os repórteres de imagem ficaram, igualmente, em “apuros”, agora que não há qualquer evento a ser fotografado. 

Embora a pandemia esteja a atrair mais subscritores para as edições “online”, as receitas não estão a ser suficientes para mitigar as quebras do investimento publicitário.  Além disso, as receitas de impressão continuam a ser a principal fonte de lucro dos jornais britânicos. 

A compra de jornais impressos pode ter crescido, significativamente, no período que antecedeu o estado de emergência britânico, mas as receitas caíram a pique, desde que as pessoas foram “convidadas” a ficar em casa. 

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O sector mediático está a atravessar uma situação paradoxal. Se por um lado as subscrições dos jornais digitais estão em “alta”, por outro, as receitas de publicidade, que sustentam a maioria dos jornais “tradicionais”, estão a cair drasticamente. 

O actual panorama económico tem forçado muitas publicações a fechar portas. Algumas cidades estão a ficar sem cobertura local, essencial para manter as camadas mais idosas informadas, e muitos jornalistas estão, mesmo, a perder os seus empregos.

 Perante esta complexa situação, o Facebook mostrou-se solidário com jornalistas americanos e doou 100 milhões de dólares (cerca de 90 milhões de euros) à indústria mediática. 

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A Plataforma de Media Privados pediu, ao Governo, a implementação de 13 medidas de apoio aos “media”,  face à crise provocada pelo Covid-19. O documento divide-se em quatro acções de largo espectro e nove diligências específicas.

“Na fase que Portugal atravessa, a indústria dos media é vital para o equilíbrio social e político do País. O papel referencial dos media na informação e no entretenimento (indispensável ao equilíbrio emocional dos cidadãos) faz deste sector um dos prioritários na actual conjuntura”, pode ler-se na carta enviada ao ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e ao Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media.

“Por isso, os impactos agudos da crise Covid-19 sobre as receitas das empresas de media e as extraordinárias dificuldades que atravessam em toda a sua cadeia de valor impõem a adopção de medidas específicas de mitigação”, continua o documento.

O caderno de medidas, desenvolvido pela Plataforma de Media Privados, apresenta, assim,  um “quadro de acção específico para os media”, que visa “contribuir para a formatação de uma matriz geral de emergência aplicável a todo o tecido empresarial”.

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