Quinta-feira, 17 de Outubro, 2019
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
Breves
OPA da Cofina à Media Capital

O registo da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Media Capital foi efectuado por por parte do Grupo Cofina Media, no último dia do prazo. 

O pedido de registo foi confirmado à agência Lusa por fonte oficial da CMVM. A Cofina tem a expectativa que o negócio possa estar concluído durante o primeiro trimestre de 2020 e que a aquisição da Media Capital traga sinergias calculadas de 46 milhões de euros.

CPJ lamenta morte de jornalista

Um ataque aéreo turco, contra um transporte civil, vitimou o jornalista curdo Saad Ahmed e feriu mais quatro repórteres, segundo fontes do Comité de Protecção de Jornalistas. O ataque ocorreu perto de Ras al-Ain, uma cidade síria na fronteira com a Turquia, que tem sido palco de intensos combates entre as forças turcas e sírias. O CPJ condenou o ataque, através de um comunicado, e confirma que a sua Equipa de Resposta a Emergências está a seguir de perto a situação no norte da Síria.

Curso de “Data Journalism”

Knight Center for Journalism in the Americas está a oferecer um curso online gratuito, com a duração de seis semanas. Sob o título “Jornalismo e visualização de dados com ferramentas gratuitas”, decorrerá até 24 de Novembro, contando com os especialistas Simon Rogers e Alberto Cairo. O UT Knight Center anunciou que a formação está disponível em inglês, espanhol e português, e que já conta com mais de seis mil inscritos.

“Media” e Jornalismo no FOLIO
O Festival Literário Internacional de Óbidos - FOLIO, inclui o projecto de Literacia para os Media e Jornalismo, concebido por jornalistas e académicos na área da comunicação e dirigido a professores. O projecto, que envolve o Sindicato de Jornalistas e o Ministério da Educação, enquadra-se numa lógica de Educação para a Cidadania, integrando-se nos novos desafios e medidas políticas educativas atuais.
APCT inova “site”

Com o objectivo de tornar mais acessível o seu site, a APCT -  Associação de Controlo de Tiragens, acaba de inovar o formato, quer para simplificar o acesso via desktop ou via telemóvel. Para Alberto Rui Pereira, presidente da associação, trata-se de oferecer uma nova experiência ao utilizador, em termos mais agradáveis de apresentação da informação.

Agenda
28
Out
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa
01
Nov
1º Congresso Internacional de Rádios Lusófonas
14:30 @ Angra do Heroísmo, Açores
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
21
Nov
Connosco
Galeria

Marcela Turati foi reconhecida com o Prémio Maria Moors Cabot 2019, atribuído pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, pela sua excelência profissional e por promover, com as suas reportagens, um melhor entendimento interamericano.

É fundadora, com outros jornalistas, da rede Periodistas de a Pie e do portal de investigação Quinto Elemento Lab, colectivos que procuram defender a liberdade de expressão e apoiar o exercício do jornalismo em regiões pobres e perigosas.

A jornalista deu uma entrevista ao Knight Center, na qual falou do seu percurso profissional e das dificuldades enfrentadas no México para o exercício da profissão.
Para Turati, ser jornalista no país é um “desafio constante” e uma responsabilidade, equivalente a tornar-se “correspondente de guerra sem sair da sua terra”.

Desde 2008, que cobre casos de vítimas de violência, lidando regularmente com pessoas que têm familiares desaparecidos, testemunhas de massacres, entre outros. Como profissional, procura cobrir a violência a partir de uma abordagem de direitos humanos e o seu objectivo é continuar a contar estas histórias sem as normalizar.

O Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI tem um acordo de parceria, publicou a entrevista com a jornalista no seu site.

Galeria

Existem várias lacunas na pesquisa de desinformação política e os debates contínuos sobre o que constitui as fake news e a sua classificação acabam por ser uma distracção, desviando as atenções das “questões críticas” relacionadas com o problema.

É importante reconhecer que as fake news existem, que estamos expostos a essas falsas informações, mas, se quisermos combatê-las, é indispensável procurar a sua origem, a sua forma de disseminação e analisar as consequências sociais e políticas.

É, ainda, imprescindível que os jornalistas estejam preparados e informados para não colaborarem na propagação deste tipo de informação.

Por vezes, o objectivo que se esconde em algumas fake news é que os media acabem por disseminá-las, acelerando a sua difusão. Por esse motivo, foi identificado o chamado “ponto de inflexão”, que representa o momento em que a história deixa de ser partilhada exclusivamente em “nichos” e acaba por atingir uma dimensão maior, alcançando várias comunidades. 

A jornalista Laura Hazard Owen abordou o tema num texto publicado no NiemanLab, no qual também faz referências à melhor forma de reconhecer os de conteúdos manipulados.

Galeria

Na sessão de abertura da conferência da Online News Association, "Estratégias globais na luta contra a desinformação", que decorreu em New Orleans foram debatidas as tendências no Brasil e na Índia, e como estas podem ser um alerta para os problemas que os Estados Unidos poderão enfrentar nas eleições de 2020.

O painel de abertura contou com duas oradoras, Shalini Joshi, do PROTO, parceiro TruthBuzz do ICFJ na Índia, e Tai Nalon, a co-fundadora e directora de Aos Fatos, uma agência de fact-checking.

Combater a desinformação em plataformas privadas é mais problemático, pois não há forma de investigar as tendências em circulação. 

Apesar de não apresentarem uma solução única e universal para combater a desinformação, as oradoras promoveram a combinação de esforços e exemplificaram como alguns países têm trabalhado na verificação dos factos.

Patrick Butler abordou os temas visados na sessão de abertura da Online News Association num artigo pelo IJNet.
Galeria

Com o avanço tecnológico, a presença activa nas redes sociais tornou-se essencial para os jornalistas. 

Esta presença online requer um certo tipo de precauções, podendo estar sujeita a directrizes, de forma a manter a pertinência dos seus trabalhos e a não comprometer a segurança dos jornalistas.

Assim, a era digital exerce um novo tipo de pressão sobre os profissionais e essa exposição online faz com que os jornalistas também fiquem expostos a haters.

Os movimentos de ódio fomentados contra um grupo específico têm, muitas das vezes, fins políticos.

Quando o objecto de ódio são os jornalistas, a questão torna-se mais complexa, uma vez que pode condicionar a liberdade de expressão e de imprensa, bem como o seu bem-estar físico e psicológico. 

Os media têm sido alvo de acusações por parte de políticos populistas, que tentam descredibilizar o seu trabalho e que utilizam exclusivamente, as redes sociais para comunicar com os seus eleitores.

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Um estudo recente realizado pela plataforma Make.org e Reporters d’Espoir identificou algumas ideias que os leitores consideram relevantes para que os media contribuam para melhorar a sociedade.

O inquérito apresentava apenas uma pergunta (“De que forma os media podem melhorar a sociedade?”) e foi respondido por mais de 104 mil utilizadores de internet, através de um widget incorporado nas páginas de alguns parceiros de media, como L'Express, franceinfo, L'Obs e La Croix. 

É necessário ter em conta que a amostra de participantes se resume a leitores destes sites de notícias, pelo que, possivelmente, não é representativa de toda a sociedade francesa.

Após síntese das respostas, surgiram algumas ideias comuns. Uma delas ideias reforça que é essencial que os media deem prioridade à cobertura mais aprofundada e de forma menos instantânea. Outra ideia, como refere Paul Conge no site do L’Express, revela que os franceses preferem menos opinião nos media.

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O jornal francês “Le Figaro” adoptou uma nova versão online. O site foi redesenhado, mantendo o título simplificado e adoptando um novo logotipo.

A equipa trabalhou durante vários meses para alterar o site do jornal, que pouco tinha mudado nos últimos anos. O processo contou com a participação de jornalistas e de um grupo de 600 leitores, através de sugestões que ajudaram a optimizar a plataforma.

Uma das alterações adoptadas consistiu no fim da distinção entre o site gratuito e o premium. Agora, a nova página reúne informação gratuita, incluindo, também, conteúdos pagos. O jornal disponibiliza pesquisas, análises e relatórios exclusivos para assinantes.

Esse novo modelo está organizado em três colunas: notícias flash, noticias do dia e uma terceira com uma vasta selecção de temas.

site foi desenvolvido e projectado para a navegação móvel, tendo em conta que metade das visitas à página foram feitas a partir de smartphones

Outra das prioridades do novo Le Figaro é dar um maior destaque ao vídeo. Para esse efeito, o jornal conta, assim, com uma equipa de 25 colaboradores que produzem diariamente várias ligações em directo. 

Toda a experiência foi repensada no sentido de tornar o site mais semelhante à aplicação e Le Figaro apresenta agora uma página muito mais rápida e intuitiva.

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A figura do ombudsman dos media, corresponde a um mediador que promove a interacção entre os órgãos de comunicação social e o público, tendo também uma responsabilidade crítica. 

A função, na sua origem, passava por “ouvir” os leitores, ouvintes e telespectadores em relação aos conteúdos dos media

A palavra surgiu na Suécia, a partir do termo justitiombudsman, e tinha um carácter público. Nos Estados Unidos decidiram adoptar a expressão para definir o defensor do leitor, surgindo assim o ombudsman. A terminologia varia de país para país, desde “defensor del lector” em Espanha, “médiateur” em França e “provedor do leitor” em Portugal.

O cargo de provedor surgiu em Portugal, apenas em 1990, o que pode ser considerado relativamente tardio, quando comparado com os Estados Unidos – onde o newsombudsman surgiu nos jornais Louisville Courier Journal e Louisville Times, no estado de Kentucky, em 1967 – e no Brasil o primeiro ombudsman apareceu em  1989, no jornal Folha de S. Paulo.

Apesar de tardio, o Provedor do Leitor (do Ouvinte ou do Telespectador) entrou em declínio e está em vias de extinção nos media portugueses.

Juliana Rosas, pesquisadora do objETHOS, publicou um oportuno artigo no site do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI tem um acordo de parceria, no qual reflecte sobre o tema.


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Os jornalistas são cada vez mais vistos como produtores de conteúdos. A devoção perante os “cliques” demonstra a mercantilização do jornalismo, cada vez mais refém do número de visualizações para aumentar as receitas. Actualmente, um artigo com maior número de visitas é mais importante do que um artigo de maior qualidade e relevância pública.

As métricas calculadas por softwares, como o Google Analytics, ajudam a que as redações possam identificar quais os artigos e temas que geram mais visualizações.

Os jornalistas têm conhecimento de que quanto mais visualizações os seus artigos tiverem mais recebe a publicação através de publicidade, mas muitos não têm conhecimento das métricas avaliadas ou dos montantes em questão.

A análise destes dados pode ser importante para distinguir os conteúdos que geram “cliques” como o “clickbait”, daqueles que geram novos assinantes, como é o caso de conteúdos de maior relevância e de reportagens distintas.

Matt Skibinski realizou a análise de algumas métricas e explicou a sua importância através de um artigo publicado no site do NiemanLab.

 

O que há de novo

A National Geographic Society assinala 130 anos e, para celebrar a efeméride, vai inaugurar, este mês, uma exposição no Museu de História Natural e Ciência da Universidade do Porto, subordinada ao tema “Um século e Tanto”.

A mostra estará patente até 19 de Julho de 2020, contando com nove secções, que darão oportunidade aos visitantes de conhecerem o passado, presente e futuro daquela organização.

A exposição incluirá, ainda, uma secção dedicada a capas de edições internacionais e nacionais da revista, que representam momentos icónicos dos últimos três séculos.

Devido ao importante papel da fotografia para a National Geographic, a mostra incluirá uma selecção de imagens organizadas por temas, entre as quaism, a “Rapariga Afegã”, uma das mais célebres capas publicadas.

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O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) solicitou às autoridades egípcias que libertem todos os jornalistas ainda detidos na sequência de uma recente vaga de prisões, que abrangeu 21 profissionais, em todo o país, desde o início dos protestos contra o governo.

Estas detenções ocorrem aquando do surgimento de notícias que revelam que serviços do governo trabalharam com agências de informação para realizar ciberataques contra críticos do regime, o que resultou na localização dos jornalistas e na violação das suas comunicações.

Também os Repórteres Sem Fronteiras anunciaram que condenam a prisão e a tortura de uma jornalista no Cairo, uma das mais recentes vítimas desta vaga de repressão, e exigem às autoridades egípcias que ponham termo ao condicionamento dos media.

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Uma das famílias mais poderosas de Itália entrou em desacordo recentemente. Em causa está o futuro do GEDI – Gruppo Editoriale.

Em 2012, Carlo De Benedetti cedeu a participação maioritária e a administração do GEDI aos seus filhos.

Agora, o fundador anunciou que quer recuperar a empresa, acusando-os de incompetência na gestão do negócio.

O magnata já fez uma oferta para comprar 30% do Gruppo, com o propósito de relançar e assegurar o futuro da empresa, que detém publicações como o La Repubblica e La Stampa, vários diários regionais e, também, revistas como L'EspressoNational Geographic Italia e The Scienze.

 

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O 1º Congresso Internacional de Rádios Lusófonas vai decorrer em Angra do Heroísmo, nos Açores, entre 1 e 3 de Novembro.

A iniciativa pretende reunir agentes do sector da radiodifusão da actualidade, em particular, da rádio dirigida à comunidade lusófona, com o objectivo de analisar a presente situação do sector e debater o futuro.

O Congresso contará com vários oradores, entre os quais Agostinho Teixeira, representante da Rádio Bandeirantes no projecto “Comprova”, que será o apresentador do painel “Fake News ou velhas mentiras?”.
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A Turquia anunciou que pretende expulsar o jornalista sírio, Zidane Zenglow, de Istambul, devido à tentativa de cobrir as operações militares turcas no norte da Síria. 

O jornalista fugiu da Síria para a Turquia, local onde trabalhava para a televisão árabe Al-Arabiy.

Apesar de as autoridades terem permitido que Zenglow realizasse uma reportagem na fronteira, o jornalista diz ter recebido um telefonema para se dirigir a um centro de imprensa temporário e à chegada foi informado que a sua autorização de residência tinha sido revogada. 

O mesmo profissional foi, posteriormente, detido por ser considerado “ameaça à segurança interna e à ordem pública”.

Em comunicado, os Repórteres Sem Fronteiras conderam a decisão da Turquia, afirmando que a ordem de expulsão viola o direito de informar.

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A queda do Muro de Berlim foi um acontecimento na Europa que dominou o mundo e que pôs termo, na prática, à Guerra Fria que separava duas realidades políticas. Foi há 30 anos e essa efeméride é assinalada pela revista Sábado com uma edição especial de 92 páginas.

Sob o título “O dia em que a Europa se uniu”, aquela news magazine contextualiza a queda do Muro, ao longo de “textos de várias personalidades de relevo, com destaque para um relato na primeira pessoa assinado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que recorda os dias passados em Berlim logo após a queda do Muro”.

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Dois anos depois de o grupo Bayard ter manifestado a intenção de lançar uma revista semanal com o jornal La Croix, esta chegou às bancas.

La Croix L’Hebdo não é um suplemento do jornal diário, mas substitui a edição de sábado e de domingo do jornal. 

A revista, que custa 3,80 euros, tem cerca de 60 páginas e é publicada todas as sextas-feiras, ficando disponível durante a semana nos postos de venda. Os assinantes da versão em papel do jornal passam a receber a revista no mesmo dia.

La Croix L’Hebdo procura, intencionalmente, tratar poucos assuntos, abordando-os, contudo, de uma forma mais aprofundada.

Com o lançamento da revista, o grupo Bayard pretende aumentar o número de assinantes em cerca de 15 mil e esperam alcançar uma meta de vendas de sete mil unidades por semana.

A jornalista Chloé Woitier escreveu sobre o lançamento da revista num artigo publicado no site do jornal Le Figaro.

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O partido polaco Pis anunciou que pretende regular o estatuto dos jornalistas, para criar uma “nova ordem dos media”. A sugestão do partido consta no seu manifesto eleitoral para as próximas eleições gerais. O objectivo da alteração do estatuto passa por regular a profissão de forma semelhante à das profissões médicas e jurídicas, estabelecendo um órgão para regular os padrões éticos e profissionais, bem como o acesso à profissão. A reforma sugerida incluí, também, uma proposta de supressão de uma secção do código penal, que permitia que os jornalistas fossem processados criminalmente por difamação.

A European Federation of Journalists publicou no seu site uma nota na qual recomenda que o Governo e os partidos políticos se abstenham de regular os meios de comunicação social e aceitem que estes devem ser livres.

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