Terça-feira, 4 de Agosto, 2020
<
>
O Clube


À medida que prossegue o desconfinamento, apesar da  persistência de sinais que não nos libertam do sobressalto, a vida tem retomado a normalidade possível – ou a nova normalidade. 

Este site tem-se mantido activo, com actualizações diárias mesmo durante o período da emergência e da calamidade, recorrendo ao teletrabalho dos colaboradores do Clube. 

A recompensa, como já mencionámos, foi um expressivo crescimento de contactos, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares,  com mais 50,5% de sessões , comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Com este conforto,  e a diminuição habitual da actividade em Agosto, é a altura do CPI e deste site fazerem uma pausa de férias, com reencontro marcado, para o próximo dia 31, com os seus associados, parceiros, mecenas e  outros frequentadores regulares.

Cá estaremos para continuar a dar conta das iniciativas do Clube e de tudo o que de mais relevante se passar, em Portugal e no mundo, relacionado connosco,  em matéria de “media”, jornalismo e jornalistas. 

Atravessamos um período particularmente complexo  e cheio de incertezas. Mais uma razão para falarmos de nós e dos problemas que se colocam às redacções, cada vez mais condicionadas pelas vulnerabilidades das empresas editoras e pelos seus compromissos de  sobrevivência que, não raramente, agravam a sua dependência. 

Com uma crise sanitária e económica de contornos invulgares, que este Agosto sirva de reflexão nas férias possíveis. E até ao nosso regresso.



ver mais >
Opinião
Uma crise sem precedentes
Dinis de Abreu
No meio de transferências milionárias, ao jeito do futebol de alta competição, em que se envolveram dois operadores privados de televisão, a paisagem mediática portuguesa, em vésperas da primeira  “silly season” da “nova normalidade”, está longe de respirar saúde e desafogo. Se a Imprensa regional e local vive em permanente ansiedade, devido ao sufoco financeiro que espartilha a maioria dos seus...
O discurso de ódio na internet
Francisco Sarsfield Cabral
A democracia pode e deve defender-se dos seus adversários. Mas nunca violando o seu próprio princípio de liberdade de expressão. Essa é uma fragilidade da democracia, mas também a sua grandeza. Segundo a comunicação social, o discurso de ódio e de incitamento à violência na internet vai ser alvo de um concurso a lançar pelo Governo. O concurso visa contratar universidades e centros de investigação...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Uma certeza que nasceu nos últimos meses é a facilidade com que as pessoas mudam de hábitos. Em consequência o comportamento face ao consumo de conteúdos está a modificar-se cada vez de forma mais rápida e os mais novos são claramente os que com maior facilidade adoptam novidades. Durante o confinamento e a explosão de uso da internet houve uma aplicação que ganhou destaque em todo o mundo – o Tik Tok. Trata-se...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
“Workshops” de jornalismo

A Fundação Gabo vai promover, juntamente com a Google News Initiative, dois “workshops” “online” de jornalismo, com o objectivo de ajudar as redacções a inovarem os seus conteúdos e a adoptarem novos modelos de negócio.

O primeiro seminário, que decorrerá em 11 de Agosto, focar-se-á na gestão de projectos jornalísticos. A segunda iniciativa, agendada para dia 19 do mesmo mês, terá foco em estratégias para conquistar novos parceiros e investidores.

Todas as aulas serão leccionadas em língua espanhola.

Aqueles que desejarem inscrever-se nos “workshops”,  deverão fazê-lo através do “site” da Fundação Gabo.


“Blog Defector”

Os modelos de subscrição estão a tornar-se mais populares no mundo dos “media” e o público parece estar a receber bem esta tendência.

Exemplo disso mesmo é o “blog” “Defector”, uma página de jornalismo desportivo, em que todos os artigos são reservados a subscritores. 

Mais de 10 mil pessoas subscreveram o “blog”, no dia do seu lançamento, o que comprova que os leitores estão dispostos a pagar por jornalismo de qualidade.

A marca “Defector” vai, ainda, lançar produtos complementares. O “podcast” chega a oito de Agosto, e o “website” deverá estar concluído em Setembro.


Rádio em França

O confinamento da população afectou as audiências da rádio francesa que, em um ano, perdeu quatro pontos percentuais de audiência acumulada, ou dois milhões de ouvintes, revelou um estudo da Médiamétrie. 

Os programas matinais foram, particularmente, afectados, já que grande parte da população deixou de deslocar-se para o local de trabalho.

A France Inter foi a rádio mais ouvida pelos franceses, durante o período de confinamento, com 11,3% (-0,3 pontos num ano). Seguiram-se-lhe a  RTL com  11,1% (-0,1) e France Info, que manteve uma audiência estável, de 8,1%.


Curso de jornalismo desportivo

A Universidade de Saragoça vai promover, entre 16 e 18 de Setembro,  “workshops” sobre inovação no jornalismo desportivo.

O curso contará com a participação de jornalistas de referência, que irão “debater  questões relacionadas com todos os tipos de cobertura e especialidades da linguagem” desta linha editorial.

Os “workshops” destinam-se a alunos de jornalismo.


Prémios ANMP

Os prémios de Jornalismo e Poder Local 2020, atribuídos pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), distinguiram, recentemente, jornalistas que se destacaram na cobertura de temas regionais.

O primeiro prémio na categoria “Rádio” foi atribuído ao trabalho "Para cá do Sol posto" da jornalista Cristina Lai Men. A reportagem "Neste Alentejo há caril e turbantes", de Maria Augusta Casaca mereceu uma menção honrosa.

Na categoria de “Imprensa” foi premiada a jornalista Mariana Correia Pinto, com o trabalho "Quando o Aleixo conta outra história do Porto" e as fotografias da mesma reportagem, captadas pelo fotojornalista Paulo Pimenta, venceram o primeiro prémio da categoria Fotojornalismo.

Também na categoria “Fotojornalismo”, a imagem de Pedro Ramos na reportagem "Lavadeiras do Mondego" recebeu uma menção honrosa.


Agenda
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
Connosco
Galeria

As catástrofes sociais, paradoxalmente, podem ser benéficas para os jornalistas e para as empresas mediáticas, já que reforçam a importância de um serviço noticioso de qualidade para a segurança dos cidadãos, bem como  para o escrutínio do poder, defendeu José António Zarzalejos num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Isto porque, perante uma situação catastrófica, os jornalistas anulam os discursos “anti media”, que visam descredibilizar o papel da imprensa, rotulando-a como difusora de “fake news”.

Ora, se a missão dos “media” fosse, de facto, enganar a sociedade, os jornalistas não teriam contribuído para a segurança dos cidadãos durante a pandemia, mas, sim, para o reforço de “teorias da conspiração” e outras formas de desinformação.

Sem os jornalistas, como agentes determinantes no espaço público -- defendeu o autor -- a pandemia teria sido completamente desregulada e ter-se-ia tornado uma praga incontrolável. 


Galeria

O parlamento turco aprovou um projecto de lei que reforça o controlo das autoridades nas redes sociais, um diploma controverso, que suscitou preocupações entre os defensores da liberdade de expressão.

A lei exige que as principais redes sociais, incluindo Twitter e Facebook, tenham um representante na Turquia e que cumpram as ordens dos tribunais turcos, no que toca à remoção de  conteúdos, sob pena de multas pesadas.

Segundo o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, as medidas são necessárias para combater o cibercrime e proteger os utilizadores de “injúrias”, salvaguardando, também, o “direito à privacidade”.

A lei deu os primeiros passos em Abril, mas acabou por ser retirada da agenda política. No início de Julho, o Presidente da Turquia insistiu na necessidade de “pôr ordem” nas redes sociais, depois de a filha e o genro terem sido alvo de insultos no Twitter.

O gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu, entretanto, que a nova legislação “vai minar o direito das pessoas a comunicar anonimamente”.


Galeria

A foto-reportagem pode ser uma ferramenta importante para espelhar as realidades de determinadas regiões do mundo, sujeitas a condições distópicas.

Pelo menos esta é a expectativa da fotojornalista indiana Masrat Zahra, que tem vindo a captar as reverberações diárias da violência na região de Caxemira, controlada pela Índia, bem como na mobilização e resistência face à ocupação. 

Ao trabalhar num ambiente hostil ao jornalismo independente, Zahra tem-se deparado com diversos obstáculos, desde o assédio nas ruas, até aos esforços estatais para a intimidar para o silêncio. 

Em Abril de 2020, foi aberto um processo contra a jornalista,  ao abrigo da Lei de Actividades Ilícitas pela Polícia de Jammu e Caxemira,  para alguns dos seus posts no Facebook, que foram considerados "anti-nacionais". O processo continua em aberto. 

“O processo tem afectado o meu trabalho -- diz a jornalista -- tenho dificuldade em concentrar-me. Estou muito preocupada com o que partilho nas redes sociais. Há sempre um sentimento de insegurança. Pergunto a mim mesma, será que o Estado questionará a história? As minhas fotografias? Os temas?”


Galeria

O jornalismo criminal pode ser uma área fascinante, já que abrange áreas da psicologia e sociologia humanas e favorece o contacto entre os repórteres e as autoridades.

Contudo, esta opção editorial acarreta, igualmente, uma enorme responsabilidade, defendeu Patrick Radden Keefe, num artigo publicado no “site” “Crime Reads”

Isto porque, de acordo com o autor, a sociedade desenvolveu uma relação muito particular com histórias criminais. 

Segundo Keefe, os humanos são programados, desde a infância, para se deixarem fascinar pelo perigo, e pelo potencial lado sombrio de outros humanos.

Além disso, as narrativas criminais a que temos acesso, enquanto crianças, são muito semelhantes às de um conto de fadas: incluem um predador, vítimas inocentes, um terreno de caça que as crianças devem evitar.

Assim, os jornalistas responsáveis por cobrir “true crime” (crime verdadeiro, em português), podem sentir-se tentados a adoptar uma dessas modalidades narrativas.



Galeria

A empresária Meredith Levien assumiu, recentemente, funções enquanto CEO do “New York Times”, tornando-se gestora de uma das mais proeminentes empresas de “media” do mundo, numa altura, particularmente, controversa.

Segundo recordou Joshua Benton, numa carta aberta publicada no “Nieman Lab”, o jornal tornou-se autossuficiente, com mais de 5 milhões de assinantes. Além disso, o valor das acções atingiu um recorde histórico, colocando o “New York Times” no mesmo patamar que algumas empresas do Silicon Valley. 

Assim, Benton considera que Levien tem mais do que margem de manobra, com a possibilidade de mudar a estrutura do jornal e implementar novos modelos de receita.

Mas, mais do que isso, Benton reitera que a nova gestora tem a capacidade de salvar a imprensa regional norte-americana, que se tem vindo a deteriorar nas últimas décadas.

“A estabilidade do ‘NYT’ não é partilhada por nenhum jornal local. Mesmo aqueles que implementaram modelos de subscrição, sofreram com o declínio das receitas publicitárias”, notou Benton. Além disso “ os jornais independentes não dispõem dos recursos para construir uma infra-estrutura digital, analisar o comportamento do público, ou optimizar a estratégia de assinatura”.


Galeria

A inteligência artificial é, agora, parte do mundo dos “media”. Esta tecnologia tem a capacidade de redigir peças mais simples, realizar “fact-checking” e  enviar “newsletters” a jornalistas, com os temas mais importantes do dia.

Contudo, estas máquinas não substituem o trabalho humano, já que são propensas a repetições e incapazes de tomar decisões éticas, reiteraram Bill Adair and Mark Stencel -- directores do Projecto de Jornalismo na Universidade de Duke -- num artigo publicado no “Nieman Lab”.

Adair e Stencel têm estado à frente de projectos de automatização jornalística e são os primeiros a admitir que a inteligência humana é essencial para que uma peça seja publicada sem erros e segundo as regras deontológicas.

Ao longo dos anos, estes profissionais desenvolveram ferramentas revolucionárias para o sector, como o Tech & Check Alerts, “e-mails” com declarações de figuras políticas, que ajudam os jornalistas a verificar factos.


Galeria

O jornalismo pode estar a tornar-se uma carreira em vias de extinção, defendeu Boanerges Lopes num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Isto porque, por um lado, alguns governantes, como Jair Bolsonaro, têm vindo a restringir a liberdade de imprensa e a atacar, publicamente, os profissionais dos “media”. Este tipo de acções conduz à polarização ideológica e à descredibilização dos meios de comunicação social.

Por outro lado, os especialistas em “media” preocupam-se com a possibilidade de a conduta dos jornalistas estar a pôr em causa a sua própria profissão.

É o caso do professor e escritor Bernardo Kucinski que, numa carta dirigida a um arqueólogo hipotético, considerou que os jornalistas deixaram de preocupar-se com a prestação de um serviço público. 

Em vez disso -- reiterou Kucinski -- os profissionais dos “media” dedicam-se a satisfazer objectivos empresariais, deixando de lado a investigação e o estudo dos assuntos sobre os quais escrevem.


Galeria

Corria o mês de Junho quando as ruas norte-americanas foram “invadidas” por manifestações de apoio às minorias sociais.

Naturalmente, os “media” estiveram presentes, a cobrir os acontecimentos ao minuto, apesar do risco de infecção por covid-19.

Contudo, reportar sobre este tipo de movimentos sociais nem sempre é fácil, e os jornalistas podem acabar por recorrer a narrativas pré-determinadas, ou a desvalorizar o papel dos líderes e das instituições, escreveu Anita Varma num texto para o “site” “Medium”.

Perante este cenário, a autora reuniu uma lista com conselhos, de forma a ajudar os profissionais dos “media” a falarem sobre minorias com exactidão e “solidariedade”.

Varma considera, então, essencial que os jornalistas falem, directamente, com membros das referidas comunidades, para conseguirem espelhar os seus problemas. Estes testemunhos devem ser acompanhados das perspectivas das autoridades locais e nacionais.

Isto porque os jornalistas não devem ceder à tentação de substituir uma reportagem por um artigo de opinião.


O que há de novo

O Grupo Impresa encerrou as contas, do primeiro semestre de 2020, com lucros a rondar os 178 mil euros, uma quebra na ordem dos 94,9%, face ao resultado líquido alcançado no semestre homólogo, do ano anterior, de acordo com um relatório enviado à CMVM, citado pelo jornal “online” “M&P”.

A “performance” financeira do Grupo detentor da SIC sofreu, igualmente, uma quebra, com o EBITDA a recuar 28,1%. Da mesma forma, as receitas publicitárias registaram uma quebra na ordem dos 14,5%,.

Já no segmento de “publishing”, a evolução financeira foi positiva, com esta área de negócio a reportar uma melhoria de 1430,6% face ao primeiro semestre de 2019. Para esta evolução contribuiu, sobretudo, o corte na ordem dos 20% nos custos operacionais.

Ao nível da dívida, a Impresa fechou as contas do primeiro semestre reportando uma dívida remunerada líquida na ordem dos 169,1 milhões de euros,  um aumento de 1,6 milhões de euros em termos homólogos. O crescimento deste número é explicado “pelo decréscimo do valor de caixa, tendo em conta o impacto da pandemia”, apontou o Grupo em comunicado.

Galeria

A jornalista Patrícia Campos Mello, repórter especial do “Folha de São Paulo”, foi galardoada com o prémio Maria Moors Cabot, da Faculdade de Jornalismo da Universidade Columbia.

A profissional conta com mais de 16 anos de carreira, durante os quais foi correspondente de guerra no Afeganistão e cobriu a epidemia de ébola na Serra Leoa.

Mais recentemente, Mello publicou um livro sobre o “discurso de ódio”, na internet, contra jornalistas, “A Máquina do Ódio: Notas de uma repórter sobre fake news e violência digital”.

Em entrevista para o “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- Mello falou sobre as suas principais influências e sobre o que a levou a publicar mais um livro.

Em 2018, Mello foi alvo de uma “onda” de ataques “online”. Em causa estava uma reportagem sobre a campanha presidencial de Bolsonaro, que estava a divulgar informações falsas sobre o Partido Trabalhista, via Whatsapp.

De acordo com a jornalista, a ideia do livro é, então, mostrar como as campanhas de desinformação corroem a democracia em países como os Estados Unidos, a Índia e o Brasil. Essas estratégias de comunicação são parte essencial dos chamados governos “tecnopopulistas” sendo, por isso, necessário responsabilizar as pessoas que patrocinam essas redes profissionais de “fake news”.


Galeria

Um grupo de 125 personalidades francesas assinou um apelo, no jornal “Libération”, para salvar o canal France Ô -- canal de televisão pública com programação dos departamentos ultramarinos.

"A France Ô é o reflexo do que o escritor Edouard Glissant descreveu como a ‘crioulização’ do mundo, um espaço onde as culturas do arquipélago francês estão em diálogo", disseram os futebolistas Lilian Thuram e Marius Trésor.

Os actores Pascal Légitimus e Firmine Richard, o académico Erik Orsenna, a jornalista Audrey Pulvar e os músicos Jacques Schwarz-Bart e Medhy Custos estão, também, entre os signatários. 

Além disso, 66 mil pessoas assinaram uma petição para tentar travar o fim do canal. Os signatários propuseram a manutenção da France Ô enquanto "ponto de encontro para o património, línguas e culturas dos territórios ultramarinos", com maior foco no desporto e na transição ecológica.

Está previsto que a France Ô “saia do ar” em 9 de Agosto.  O canal tem estado, regularmente, na berlinda, devido aos seus baixos números de audiência em França, com uma quota média de 0,6% em 2018. 


Galeria

O governo francês pôs de lado a criação de uma “holding” para o sector audiovisual público, anunciou a Ministra da Cultura, Roselyne Bachelot. "Não teremos tempo, devido a tudo o que a crise pandémica nos impõe, para examinar a criação de uma superestrutura audiovisual pública".

Como parte de uma grande reforma audiovisual, o governo quis reunir as principais empresas públicas de radiodifusão, numa “holding” conjunta, a "France Médias".

Este agrupamento deveria incluir a France Télévisions, Radio France, France Médias Monde e o Ina (Institut national de l'audiovisuel). 

Ainda assim, "o sector da radiodifusão pública deve continuar a sua transformação", sublinhou Roselyne Bachelot. "Terá de melhorar as sinergias entre as diferentes empresas e completar a transição digital”.


Galeria

A BBC vai deixar de emitir a edição vespertina do programa “Newsround”, um boletim noticioso dedicado às crianças.

O “Newsround” foi lançado em 1972, mas tem vindo a perder audiência, já que os hábitos de consumo televisivo infanto-juvenil mudaram. 

Agora, o programa vai dedicar-se a uma única edição, a ser emitida de manhã, que deverá servir de material de apoio para professores do ensino básico.

Além disso, o “Newsround” vai disponibilizar mais conteúdos “online”. 

Os colaboradores do programa manifestaram-se preocupados quanto a potenciais cortes de pessoal, mudanças nos padrões de trabalho, e visibilidade reduzida do programa.


Galeria

O jornal “South China Morning Post”, com sede em Hong Kong, vai voltar a adoptar um modelo de subscrição para o seu “website”.

A publicação havia “derrubado” a “paywall”, em 2016, depois de ter sido adquirida pelo Grupo Alibaba. Contudo, o modelo publicitário deixou de gerar receitas suficientes.

Ainda assim, os cidadãos de todo o mundo poderão continuar a aceder, gratuitamente, a conteúdos sobre a pandemia de covid-19.

Numa carta dirigida aos leitores, a editora-executiva, Tammy Tam, reconheceu que "uma cobertura abrangente é algo dispendioso e o modelo publicitário já não é suficiente para sustentar notícias de alta qualidade".
"O compromisso do ‘SCMP’ com o jornalismo significa que este modelo deve evoluir e que o nosso negócio deve alinhar-se com a nossa maior responsabilidade: servir os leitores, com uma verdade intransigente. Por isso, pedimos o vosso apoio para ajudar a salvaguardar o jornalismo que o mundo merece, bem como  o futuro do ‘SCMP’".

Galeria

O jornalista zimbabuano Hopewell Chin’ono foi detido pelas autoridades, depois de publicar reportagens sobre corrupção empresarial, relacionada com a venda inflaccionada de material de protecção contra a covid-19.

Chin’ono foi acusado de difamação e incitação à violência e, caso seja condenado, poderá enfrentar uma pena de 10 anos de prisão.

Em declarações aos “media” locais, Chin’ono afirmou que o seu julgamento significa a criminalização do jornalismo. Os advogados do jornalista declararam que irão recorrer da decisão.

A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou a sua preocupação, perante o incidente, ao considerar que o governo do Zimbabué está a utilizar a pandemia como pretexto para reprimir a liberdade de imprensa. 

A Amnistia Internacional, por sua vez, afirmou que as detenções servem para “intimidar e ameaçar jornalistas e activas, que abordam assuntos do interesse público no Zimbabué”.


Galeria

Pelo menos dois jornalistas morreram, depois de serem infectados por covid-19 em estabelecimentos prisionais, anunciou o CPJ --  Comité para a Protecção dos Jornalistas, confirmando o falecimento do hondurenho David Romero e do egípcio Mohamed Monir.

Romero era o director da Rádio Globo e da Globo TV. Em Janeiro de 2019, o Supremo Tribunal das Honduras confirmou, por unanimidade, a condenação do jornalista, com base em acusações de difamação. 

Romero foi preso, em Março desse ano, e começou a cumprir uma sentença de 10 anos por calúnia e difamação.

Monir, por sua vez, foi detido, a 15 de Junho de 2020, sob a acusação de pertencer a um grupo terrorista, partilhar falsas notícias, e utilizar, indevidamente, as redes sociais.


Galeria
ver mais >