Quarta-feira, 19 de Setembro, 2018
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O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
Breves
Media Capital com novas rádios

A Media Capital Rádios, alargou a sua aposta nas rádios digitais, com a abertura de duas novas rádios musicais dedicadas à soul e ao bossa nova sob a chancela da marca Smooth.

De acordo com Miguel Cruz, director das duas estações do grupo MCR, “à semelhança do que acontece já na M80, a primeira do grupo a lançar 11 rádios digitais temáticas, não se trata de uma playlist com um algoritmo informático ou uma plataforma agregadora de músicas, mas sim uma selecção criteriosa de músicas com curadoria humana”.

Revista “Time” comprada

O fundador da Salesforce, Marc Benioff, e a mulher, Lynne Benioff, compraram a revista Time. De acordo com um comunicado divulgado pela Meredith Corporation e citado pela CNBC, a compra da revista foi feita " de forma independente, uma vez que a transacção "não está relacionada com a Salesforce.com, na qual Marc Benioff é chairman, co-CEO e fundador".

O negócio envolveu cerca de 163 milhões de euros e deverá estar concluído no próximo mês. Marc e Lynne Benioff  "não vão envolver-se na gestão diária da publicação, nem nas decisões editoriais, que vão continuar a ser lideradas pela actual equipa da Time".

 

50º Aniversário da "Time Out"

Para assinalar os 50 anos da revista Time Out, nascida em Londres em 1968, a edição portuguesa vai promover uma exposição com 50 capas icónicas, resultantes da escolha de vários editores.

Ocupando lonas suspensas no Time Out Market de Lisboa, a exposição “Time Out: 50 Years, 50 Covers”, decorrerá entre os próximos dias 27 de Setembro e 28 de Outubro.

Para além da exposição, os 50 anos da revista são assinalados com uma loja de merchandising no food hall, onde vai estar à venda entre outros o livro “Time Out50: 50 years, 50 covers”. No mesmo mês, a Time Out Lisboa celebra 11 anos com uma edição especial.

YouTube Kids
O YouTube Kids passou a estar disponível em Portugal. A aplicação para iOS e Android, que existe em 40 países, disponibiliza conteúdos locais e globais para crianças. Os canais e listas de reprodução são divididos em quatro categorias: Programas, Música, Aprender e Explorar e os pais podem criar perfis para cada um dos seus filhos.
Internet no telemóvel

De acordo com o  Bareme Internet da Marktest a utilização de internet em Portugal alcançou este ano o seu ponto mais alto. Pela primeira vez, a utilização da internet via telemóvel superou a utilização em PC.  O estudo da Marktest refere que “estes valores evidenciam um maior crescimento em termos absolutos no telemóvel, seguido da TV e da consola, em detrimento do PC e tablet, tendência que se vem configurando nos anos anteriores”.

Agenda
20
Set
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor,Lisboa
24
Set
Ateliê de Jornalismo Televisivo
09:00 @ Cenjor, Lisboa
24
Set
25
Set
The Radio Show
09:00 @ Orlando, Florida, USA
Connosco
Galeria

A capacidade dos media para assegurarem o futuro da democracia foi posta à prova por grandes rupturas no seu modo de sustento e de funcionamento. É mais fácil fazermos o diagnóstico do que o prognóstico  -  e mais difícil ainda pormo-nos de acordo sobre a terapêutica. A jornalista britânica Emily Bell, docente na Universidade de Columbia, EUA, é aqui entrevistada pelo norueguês Anders Hofseth, editor da NRKbeta, sobre a viabilidade económica dos media e o serviço que prestam. Há um ponto em que Emily Bell declara que não mudou o seu pensamento, desde o tempo em que tinha responsabilidades editoriais em The Guardian: é que “temos de fazer um jornalismo de elevada qualidade acessível a toda a gente”.

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Está disponível, em formato digital, o manual intitulado “Ética Jornalística na Era Digital”, que reune em 32 páginas uma reflexão sobre algumas das questões mais actuais neste terreno, como as da “pós-verdade”, da instantaneidade do noticiário, da verdade numa era de violência, da investigação no jornalismo, da independência editorial, dos modelos de negócio nas empresas de media e do conceito de ética jornalística no presente. São seus autores Luis Manuel Botello, do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e Javier Darío Restrepo, da Fundación Gabriel García Marquez.

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Já não se trata só da ligeireza do que se comunica pelas redes sociais, que descamba com facilidade nas fake news e no discurso de ódio. Há neste momento um clima de ódio explícito contra os jornalistas. A Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, editada pelos Repórteres sem Fronteiras, afirma que a hostilidade contra os media deixou de ser exclusiva de países com regimes ostensivamente autoritários, e cada vez mais chefes de Estado, mesmo os eleitos em democracias parlamentares, passsaram a considerar a Imprensa como um adversário. Os EUA, o país da Primeira Emenda, retrocederam duas posições nesta Classificação e ficaram no 45º lugar de uma lista de 180; o seu Presidente declarou, em princípio de mandato, que os jornalistas eram o “inimigo do povo”.

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O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

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Ao longo de sete horas e mais de 600 perguntas, repartidas por dois dias de audição por várias comissões do Congresso dos EUA, Mark Zuckerberg prestou contas perante a indignação ou a curiosidade dos políticos. Se estas sessões provaram alguma coisa, foi que “as actividades em que as empresas tecnológicas estão agora envolvidas colocam-nas fora do alcance do entendimento legislativo e da acção imediata”.

“A natureza encoberta da persuasão, na rede social, significa que o marketing eficaz já não é uma coisa que possamos ver, ou mesmo apercebermo-nos dela, mas antes algo que, por meio de mil ‘pontos de toque’, pode subtilmente alterar o nosso comportamento sem darmos conta disso.” É esta a reflexão inicial de Emily Bell, jornalista e docente na Columbia University, no diário The Guardian, de que foi editora durante vários anos.

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Quando se fala em fake news, pensamos primeiro em hackers individuais e na sua instrumentalização por políticos tornados trolls da Internet, conflituosos e interessados em impor de modo agressivo os seus “factos alternativos”. Mas há situações em que a produção se torna uma autêntica indústria organizada, com “arquitectos” permanentes  - que podem ser, fora dessa actividade, profissionais integrados em trabalhos respeitáveis. Dois investigadores curiosos, de uma universidade britânica e de outra nos EUA, foram ver o que se passa por detrás das campanhas de desinformação nas Filipinas e ficaram surpreendidos com o que encontraram. O seu estudo, Architects of Networked Disinformation, está disponível.

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A informação falsa (fake news) difundida pelas redes sociais espalha-se “mais depressa e de forma mais intensa do que a verdadeira”. Uma equipa de investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) estudou a difusão das maiores histórias, verdadeiras ou falsas, que foram espalhadas pelo Twitter desde o seu aparecimento, em 2006, até 2017. Foram analisadas cerca de 126 mil “cascatas” (cadeias ininterruptas de retweets com uma única fonte comum), envolvendo histórias espalhadas mais de 4,5 milhões de vezes por três milhões de pessoas. O resultado foi agora publicado na revista Science, e Sinan Aral, um dos três membros da equipa, publica em The New York Times um artigo de  síntese do que descobriram.

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O Facebook anunciou uma alteração no seu portal de fluxo de notícias, de modo a fornecer aos utentes mais do conteúdo colocado por familiares e amigos, e menos do que é proveniente dos media. Para todas as empresas noticiosas que só querem sobreviver à queda da “grande falésia do Facebook em 2018”, a novidade é preocupante. Como afirma Emily Bell, jornalista de The Guardian e investigadora na Columbia Journalism University, “a retirada do Facebook de uma relação próxima com os publishers é uma notícia terrível”.

O que há de novo

A luta contra a desinformação é uma tarefa que parece estar cada vez mais nas mãos dos meios de comunicação. Sabe-se que os períodos eleitorais são críticos, principalmente quando se trata de evitar mentiras para que o eleitorado não receba informação “contaminada”, com o objectivo de manipular o seu voto.

Por isso, 24 órgãos de comunicação juntaram-se para desenvolver a Comprova, uma plataforma de verificação de informação. 
O projecto Comprova, apoiado pela Digital News Initiative da Google, vai contar com a API do WhatsApp for Business para aproveitar todo o potencial da app, com o objectivo de desmontar as noticias falsas que, previsivelmente, aparecerão na campanha eleitoral brasileira do próximo mês de Outubro.

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A sexta edição do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez (ou Prémio Gabo) recebeu 1714 trabalhos a concurso,  tendo sido nomeados 40 trabalhos - dez para cada uma das quatro categorias: Imagem, Texto, Cobertura e Inovação.

Os documentários da série Racismo à Portuguesa publicados pelo Jornal Publico, foram nomeados pelo júri, e são agora candidatos ao prémio na categoria de Imagem. O júri nomeou os documentários da jornalista Joana Gorjão Henriques e do jornalista multimédia, Frederico Batista.Na categoria Texto foi nomeado o trabalho do jornalista Ricardo J. Rodrigues, publicado na Notícias Magazine.

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A nova Diretiva dos direitos de autor foi votada no Parlamento Europeu com 438 votos a favor, 226 contra e 39 abstenções.

Desta vez, o texto que criou controvérsia devido aos artigos 11 e 13 foi aprovado. Começam agora as conversações entre a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, que vão negociar o texto final da diretiva. Mas ainda é preciso que Comissão Europeia e os Estados Membros decidam o texto final. Ou seja, apesar de a discussão desta diretiva continuar, ainda pode mudar na votação final.

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Luísa Meireles, até agora redactora principal do Expresso, vai deixar o jornal para assumir a direcção da Lusa. A jornalista vai substituir Pedro Camacho no cargo, que assumirá a direcção para a área da inovação. Da nova direcção faz também parte o ex-director-adjunto do Público Vítor Costa, que já tinha sido subdirector e editor de Economia da agência de notícias.
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O Canal 11, o novo projecto de televisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), poderá vir a fazer parte da grelha de programas da MEO.

Segundo o site M&P, o  presidente executivo da Altice Portugal afirmou que vê "com muitos bons olhos" este reforço da parceria entre a empresa de telecomunicações e a Federação.

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A revista digital Raízes Mag é uma revista online, bimestral, focada na área do ambiente e sustentabilidade, que tem como objetivo abordar temas complexos de forma simples, de modo a promover uma mudança de comportamentos e maior consciência por parte dos seus leitores.

O projecto editorial resulta de uma parceria entre o site de notícias UniPlanet e o blogue Âncora Verde, tendo como responsáveis Patrícia Esteves, por parte do UniPlanet, e Leila Teixeira, por parte da Âncora Verde

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Há cinco anos, não se falava de noticias falsas e os meios de comunicação procuravam um novo modelo de negócio no meio de uma crise de descrédito generalizado e ninguém duvidada que o Google e o Facebook, iriam distribuir conteúdos às novas gerações.

Cinco anos depois, no auge das noticias falsas, caíram por terra as esperanças das redes sociais se converterem em futuros editores globais, apesar de os meios tradicionais não terem ainda encontrado um modelo de negocio sustentável a longo prazo.

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O diário "Présent", a única publicação de extrema direita em  França pode vir a desaparecer. Fundado em 1982 por um pequeno grupo de católicos tradicionalistas, surgiu como um negócio de ideias e de pessoas. A origem da actual turbulência remonta a 2014, e à medida que as perdas se acumulam parte da equipa deixou o jornal. Seis dos seus jornalistas accionaram o jornal em tribunal de trabalho, invocando uma mudança de linha editorial, que passou do tradicionalismo católico para um apoio claro à Frente Nacional.

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