Sexta-feira, 15 de Dezembro, 2017
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O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Belmiro de Azevedo e a independência
Francisco Sarsfield Cabral
Morreu um dos grandes empresários portugueses do Portugal democrático, posterior ao 25 de Abril. De origem humilde, tornou-se um dos homens mais ricos do país. Nesta terra onde secularmente predomina a dependência em relação ao Estado, nomeadamente da parte de empresários e gestores, Belmiro era um homem ferozmente independente, que quase tinha gosto em colocar o Estado em tribunal. O seu “império” empresarial, que criou...
O estado das coisas …
Dinis de Abreu
O Presidente repetiu-se preocupado com a saúde do jornalismo em Portugal. Disse-o pela terceira vez este ano, pelo que só poderemos concluir que o assunto é sério e grave.  Marcelo Rebelo de Sousa fala  do que sabe, com muito tempo convivido nas redacções e uma experiência polivalente que lhe permitiu conhecer de perto  o funcionamento  editorial de jornais, rádios e televisões. E tem razão no...
Durante um quarto de século habituei-me a ver em Paquete de Oliveira aquele Amigo e Colega de poucas palavras, calmo, exemplo de ponderação e de bom senso, mestre na arte de ultrapassar clivagens, de buscar consensos, de resolver desavenças. Evitando polémica. Exibindo, nas situações mais complexos, um ligeiro sorriso que tanto podia significar desafio como complacência, ou condescendência. Mas, ao preparar-me para esta sessão...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
O  estado dos media americanos continua a inspirar apreensão, e desenvolvimentos reportados desde o verão têem acentuado os motivos de preocupação, com poucas  excepções. Os relatórios do Pew Research Center – organização não-partidária com sede em Washington, fundada em 2004, dedicada ao estudo da evolução de sectores como o jornalismo, demografia, política e opinião...
Breves
FEJ preocupada com lei russa que controla media estrangeiros

A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) manifestou "profunda preocupação com a recente aprovação de uma lei na Rússia que permite ao Estado exercer maior controlo e poder de escrutínio sobre media estrangeiros e jornalistas em acção no país".

No seu comunicado, a FEJ alude à legislação assinada pelo Presidente Putin, no passado dia 25, segundo a qual os media e os jornalistas estrangeiros passam a poder ser classificados como "agentes estrangeiros".

Neste quadro, as autoridades russas ficam habilitadas com um mecanismo susceptível de obrigar os jornalistas internacionais a registarem-se como 'agentes estrangeiros', forçando-os a submeter o seu trabalho a escrutínio e “à revelação das suas fontes.” Em caso de incumprimento haverá multas pesadas e procedimentos judiciais. 

Estudo anual da profissão de Jornalista

É divulgado no próximo dia 14 em Madrid, por iniciativa da APM -Asociación de la Prensa de Madrid ,o “Informe Anual de la Profesión Periodística 2017”, dirigido pelo jornalista Luis Palacio, e cuja apresentação será feita pela presidente daquela associação, Victoria Prego.

Trata-se da 13ª edição do estudo, que regista em cada ano a situação laboral e profissional dos jornalistas, da indústria dos media e das tendências da profissão.

Livro reeditado de Maria Antónia Palla

Será apresentada no próximo dia 5 de Dezembro a reedição do livro de Maria Antónia Palla, intitulado “Só acontece aos outros - Histórias de Violência".

A obra será apresentada por Álvaro Laborinho Lúcio, na livraria Ferin,a partir das 18h30.

Esta reedição, cuja matriz data de 1979, inclui dois textos originais que são agora revelados.

“Ebdo”, novo jornal de informação

Um futuro jornal digital de informação, independente e sem publicidade, designado “Ebdo”, constitui o novo projecto em fase de preparação por um grupo de jornalistas franceses.

Os promotores da iniciativa acreditam que o jornal será sustentável através de subscrições pagas, estando em curso a respectiva campanha online.

O lançamento do “Ebdo” está previsto para 12 de Janeiro próximo, decorrendo até 8 de Dezembro o período de angariação de assinaturas.

 

AIPIM adere à FIJ

A adesão formalizada da AIPIM - Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau à FIJ foi considerada uma “nova página” na vida daquela entidade, de acordo com declarações do seu presidente, José Carlos Matias.

A candidatura à FIJ foi manifestada há cerca de cinco anos, tendo sido recentemente aceite no encontro da respectiva Comissão Executiva, que decorreu na Tunísia.

Com cerca de 600 mil membros, em mais de 140 países, a FIJ é a mais importante organização internacional de jornalistas.

Por isso, o ingresso a AIPIM é visto como “uma enorme honra e uma nova responsabilidade" por José Carlos Matias.

Agenda
02
Jan
Fotografia para Jornalistas
22:30 @ Cenjor, Lisboa
04
Jan
CES 2017
09:00 @ Munique,Alemanha
15
Jan
25
Jan
Salão da Radio 2018
09:00 @ Paris, França
05
Fev
Email Insider Summit: Europe
09:00 @ Grindelwald, Suiça
Connosco
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Tomou posse, na Assembleia da República, o novo Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tendo como presidente o juiz-conselheiro Sebastião Póvoas. Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a questão sensível da compra da Media Capital pela Altice, o magistrado afirmou: “Eu não conheço os dossiers, tomei agora posse; são dossiers complexos e eu venho de uma área em que só nos pronunciamos depois de ler, consultar, ouvir e estudar, e é assim que vou fazer.” O parecer que competia à ERC tornar público, sobre esta matéria, não chegou a ser dado por falta de acordo entre os três membros que estavam em funções até agora.

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A investigação de suspeitos de qualquer conduta ilícita ou criminal é realizada pelas autoridades judiciais, que procuram provas para instrução de processo. Tendo conhecimento dessas condutas, também os meios de comunicação fazem a necessária investigação, para apuramento dos factos e posterior publicação. Uns e outros vão cruzar-se no mesmo terreno  - contidos, de ambos os lados, pelo cumprimento da lei e pela deontologia profissional. Mas o pior pode acontecer quando agentes da autoridade e repórteres se juntam para fazer “jornalismo do espectáculo”. A jornalista Nereide Beirão parte do ocorrido em 1994, com o caso que ficou conhecido como Escola Base, em São Paulo. Descreve o que sucedeu e acrescenta o exemplo de mais alguns casos da mesma natureza. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Jornais, revistas e outras publicações periódicas perderam, em 2016, 28% de circulação total em relação ao ano anterior, registando-se também uma quebra de 17,6% nos exemplares vendidos. Houve ainda uma diminuição de 22,3% nas tiragens e de 2,7% no número de publicações. Estes dados são revelados pelas estatísticas do sector da Cultura, divulgados pelo INE, que confirmam, por outro lado, subidas na assistência a espectáculos ao vivo (mais 18,8%), idas ao cinema e visitas a museus, mas com menor preferência pela leitura de livros. 

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Dois ex-executivos de topo do Facebook fizeram críticas públicas ao modo como as redes sociais se tornaram perigosas, condicionando as reacções dos seus utentes. Chamath Palihapitiya, que foi vice-presidente para o crescimento de utilizadores, disse que os ciclos viciosos de reacções alimentados por esse mesmo incentivo “estão a destruir a forma como a sociedade funciona”, programando as pessoas sem que estas se apercebam. Sean Parker, que foi o primeiro presidente do Facebook, afirmou que a plataforma “explora uma vulnerabilidade na psicologia humana” ao criar essa compulsão de validação social, e declara-se hoje uma espécie de “objector de consciência” contra o uso das redes sociais. 

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As crianças são agora o público alvo das grandes empresas tecnológicas. O Facebook acaba de lançar uma versão, destinada aos menores entre os seis e os doze anos, da sua plataforma de mensagens Messenger. A sua concorrente principal, Google, já tinha chegado primeiro, há dois anos, suscitando várias polémicas. Estes novos serviços chamam-se, respectivamente, Messenger Kids e YouTube Kids, e procuram instalar-se “neste mercado ainda pouco explorado pelos gigantes de Silicon Valley, nomedamente por causa de uma regulação mais restrita”.

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Num dos versos de “O que será”, de Chico Buarque, pergunta-se  “o que será que estão falando alto pelos botecos”. Neste tempo em que “o repórter vive conectado 24 horas ao que acontece no planeta”, as informações exclusivas têm um imenso valor. E “um dos endereços da exclusiva é o boteco”  - explica o jornalista Carlos Wagner, com toda uma carreira de repórter de investigação. “Nós temos o costume de discutir gritando. Dentro do actual momento político e económico do Brasil, nunca se falou tão alto nos botecos como hoje. Basta ter um bom ouvido”  - aconselha. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Portugal está bem situado em relação aos quatro factores de risco tidos em conta no Relatório sobre Pluralismo dos Media, referente ao ano de 2016, apresentado na Assembleia da República, num Colóquio Internacional promovido pela Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. O nosso País está no nível verde, o de mais baixo risco, tanto na Protecção Básica, como na Pluralidade do Mercado, como na Independência Política; só está no amarelo (risco médio) no que se refere à Inclusão Social. No entanto, entre os vários subtemas incluídos na Pluralidade do Mercado, Portugal aparece no vermelho no que se refere à concentração horizontal da propriedade dos Media.

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“A televisão já não pode entender-se como uma oferta de canais que emitem uma programação mais ou menos variada, baseando-se em estudos de mercado ou na sua própria concorrência. A televisão, agora, é uma oferta de conteúdos, não de canais.” A reflexão é de Miguel Ángel Ossorio Veja, que resume a evolução recente da captação de TV desde as antigas antenas, passando pelas parabólicas, depois pelo cabo e chegando à Net: “Vemos a televisão pela Internet porque o canal que nos dá acesso aos conteúdos é, precisamente, a Rede. (…) Temos um descodificador de uma empresa tecnológica que os faz chegar até nós por meio do router. A minha nova antena é o router.” 

O que há de novo

Confirma-se a compra, pela Disney, de uma parte da 21st Century Fox a Rupert Murdoch, por 44,5 mil milhões de euros. Depois de semanas de um processo com incertezas e notícias surpreendentes, de que aqui demos conta, o presente acordo inclui o estúdio de Hollywood da 21st Century Fox, os canais Sky, Star, FX, National Geographic e a plataforma online Hulu. A Fox News e a Fox Sport ficam fora da proposta negocial, continuando sob o controlo da família, cujo patriarca fundador, agora com 86 anos, “quer tornar-se um dos principais accionistas de uma Disney ampliada, que, dependendo do resultado final, se poderá tornar na companhia de entretenimento mais poderosa do mundo”.

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A Renault tornou-se accionista de 40% do grupo francês que detém, entre outras, as revistas Challenges e Sciences et Avenir. A informação foi dada por Carlos Ghosn, patrão do grupo automóvel Renault-Nissan, que investe cinco milhões de euros nesta aquisição, e Claude Perdriel (co-fundador e antigo proprietário de L’Obs), que continua a ser o PDG da sociedade, com 60% das acções. Segundo conta este último, foi Carlos Ghosn quem fez a proposta de “um projecto revolucionário: pôr os nossos conteúdos à disposição de todos os possuidores de um carro Renault; esta ideia nasceu enquanto reflectia nos desenvolvimentos da viatura eléctrica e autónoma conectada”.

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O ano de 2017, quase a fechar, assinalou uma mudança de paradigma no investimento publicitário mundial. De acordo com a consultora Magna Global, a publicidade digital ultrapassou a televisiva.

Segundo o relatório elaborado pela consultora, 2017 aparece como o inicio de uma nova era, em que os anunciantes apostaram em força no digital, conforme conclui o site electrónico media-tics.

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Perante a ameaça do duopólio Google-Facebook, que já absorve 62% do investimento publicitário online, observa-se um movimento unindo os grandes meios de comunicação em todo o mundo, no sentido de oferecerem às marcas conteúdos premium personalizados.

Assim, a News Corp, empresa de que é titular o magnata Rupert Murdoch, lançou News IQ, uma nova plataforma de publicidade com o objectivo de melhorar o acesso aos anunciantes e a audiência de qualidade.

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Está à venda o novo álbum da colecção “100 Fotos pela Liberdade de Imprensa”, este ano dedicado às “imagens olímpicas” do repórter francês Raymond Depardon, “que ilustram o enlace espectacular entre o desporto e a geopolítica”. Trata-se de uma edição anual da organização Repórteres sem Fronteiras, cujo texto de apresentação descreve Raymon Depardon como “testemunha da grande História”: “O punho erguido dos atletas afro-americanos no México, em 1968, a silhueta encapuçada de um captor de reféns em Munique, em 1972, a placidez satisfeita de Leonid Brejnev em Moscovo, em 1980: todos aqueles que, para o melhor ou para o pior, participaram na grande gesta olímpica, foram captados pelo seu magnífico trabalho a preto e branco.”

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Está em falência o segundo maior periódico de Boston, o diário Boston Herald, cujo director convocou uma reunião de redacção para dar conta da situação da empresa.

Este é mais uma vítima da crise económica alargada que afecta a imprensa mundial, e “a terrível realidade “é que, entre 2000 e 2017, apesar da drástica redução de custos (que implicou congelamento de salários e sub-contratação de impressão e distribuição), a realidade é que o jornal não conseguiu evitar a bancarrota.

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Uma publicação mensal francesa, fundada em 2003, Le Ravi  - que mistura a reportagem de investigação com a sátira, a caricatura, a banda desenhada e a actualidade regional (Provença – Alpes – Côte d’Azur) -  encontra-se em risco de fechar. Os seus próprios jornalistas lançaram uma campanha a que chamaram couscous bang bang, de apelo à solidariedade, e que está a encontrar eco. O alvo de Le Ravi é conseguir 600 assinantes e 30 mil euros de apoiantes em 100 dias.

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A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista vai proceder a mais uma renumeração dos títulos profissionais, “visando dar uma efectiva correspondência entre o número de títulos e de portadores”. Segundo a informação divulgada no respectivo site, “esta operação permite obter um retrato mais exacto da antiguidade e perfil dos jornalistas e dos demais titulares de carteira profissional, assumindo-se do mesmo passo como uma ferramenta de estudo e análise do meio, e desde logo para efeitos estatísticos, a disponibilizar às universidades e a outros investigadores da actividade que o requeiram”.

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