Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020
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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
“Escuela EFE”

A Agência EFE vai promover -- entre 16 de Novembro e 15 de Agosto de 2021 -- sete “workshops” de especialização em jornalismo económico.

Poderão participar alunos portugueses, que estejam a realizar estudos superiores nas áreas de comunicação, jornalismo ou audiovisual, em qualquer universidade espanhola.

O programa tem um custo de 5400 euros, que será dividido em nove mensalidades.

Os interessados deverão inscrever-se até 25 de Outubro, através do “site” da “escuela efe”.


Jornalismo ambiental

A Associação de Imprensa de Madrid (APM) vai promover -- entre 17 de Novembro e 18 de Dezembro --  o primeiro curso “online” sobre cobertura jornalística das alterações climáticas. O “Workshop” será leccionado por Juan Fernández, colaborador do Freelance Press Saving Journalism. 

A iniciativa dividir-se-á  em quatro módulos, que abordarão temas como: a relevância das alterações climáticas na agenda global; a cobertura mediática do clima; o estilo, linguagem e importância do jornalismo; e as fontes do jornalismo científico e ambiental.

Aqueles que desejarem inscrever-se no “workshop” deverão fazê-lo, até 10 de Novembro, através do “site” da APM.


"Media” no Twitter

A rede social Twitter é considerada  um dos maiores fóruns de discussão “online”, pelo que as empresas mediáticas se têm esforçado para reforçar o seu estatuto nesta plataforma.

De acordo com a “Press Gazette”, o “media” com maior destaque no Twitter é, de momento, a CNN. A página de “breaking news” do canal de televisão conta com 58,9 milhões de seguidores. A outra conta oficial do operador tem 50 milhões. 

O “New York Times” ocupa o terceiro terceiro lugar, com 47,5 milhões.

À semelhança da CNN, a BBC também conta com duas páginas oficiais no “top 10” do Twitter. Em quarto lugar, a @BBCBreaking  tem 45,7 milhões de seguidores, enquanto a @BBCWorld está em sétimo , com 29,2 milhões.

O mesmo acontece com o canal de desporto ESPN. A página  @SportsCenter ocupa o quinto lugar (37 milhões) e a @ESPN fica-se pelo sexto (35.9 milhões).

O “Economist” (25 milhões), a “National Geographic” (24,5 milhões) e a Reuters (22,4 milhões) fecham o “top 10”.


“Workshop” de “Podcast”

O formato de áudio está a tornar-se proeminente no sector dos “media”, agora que os cidadãos têm mostrado um interesse crescente em consumir “podcasts”.

Confrontados com esta mudança, os jornalistas têm manifestado interesse em dominar ferramentas de edição, técnicas de voz e estratégias para desenvolver conteúdos multiplataforma.

Perante este quadro, o Knight Center for Journalism in the Americas vai promover, entre 26 de Outubro e 29 de Novembro, o curso “Storytelling em Formato Áudio”, destinado a profissionais que queiram começar uma carreira no “mundo” dos “podcasts”.

Aqueles que desejarem inscrever-se no “workshop” deverão fazê-lo através do “site” “journalismcourses.org”.


Imprensa britânica

Os jornais regionais britânicos “New Milton Advertiser” e “Lymington Times” foram adquiridos pelo Grupo Iliffe Media, que tem vindo a apostar na imprensa comunitária.

As duas publicações eram detidas pela família de Charles Edward Curry, que decidiu vender os jornais para garantir a sua continuidade.

“Nos últimos meses, temos vindo a considerar a melhor forma de garantir o bem-estar dos nossos colaboradores a longo prazo”, disse Curry em entrevista à “Press Gazette”. "Estou feliz por poder passar o nosso legado ao Grupo Iliffe, por acreditar que ajudará as publicações a prosperar”.

Graças à venda dos semanários, Curry conseguiu salvaguardar o emprego de todos os 25 colaboradores.


Agenda
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
26
Out
Criação de "Podcasts"
09:00 @ Cenjor
28
Out
Soluções de "storytelling" para um jornalismo melhor
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
Connosco
Galeria

No próximo dia 23 de Outubro, pelas 18 horas, a Fundação Gulbenkian acolhe, novamente, a cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, que destaca, este ano, o trabalho desenvolvido pelo Cardeal José Tolentino Mendonça.

No programa do evento consta, além da cerimónia de abertura, a entrega do prémio, e uma mensagem do Presidente da República e encerrar.

A entrega de prémios poderá ser acompanhada “online”, em “lifestream”, através do “sites” CNC -- Centro Nacional de Cultura, e do CPI -- Clube Português de Imprensa.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a Europa Nostra --  a principal organização europeia de defesa do património, representada, em Portugal, pelo CNC -- e com o Clube Português de Imprensa.

Recorde-se que, o Cardeal José Tolentino Mendonça, como foi referido neste “site”, venceu a edição de 2020, em função do seu contributo “excepcional” enquanto divulgador da cultura e dos valores europeus.

Ao reagir à notícia de que tinha sido o galardoado, Tolentino Mendonça manifestou-se “muito honrado por esta atribuição” que, acredita, “será vivida com alegria pela Biblioteca e o Arquivo Apostólicos do Vaticano”, onde, presentemente, trabalha.

Tolentino Mendonça lembrou, ainda, a importância do património cultural, que considera ser “um motor indiscutível do presente e só com ele podemos pensar que há futuro”.

Assista aqui à emissão em directo


Galeria

A desinformação tem vindo a monopolizar as redes sociais, através de estratégias de manipulação, que condicionam os comportamentos, e o voto, dos cidadãos. Este fenómeno tornou-se, assim, uma das maiores preocupações para os jornalistas, os activistas sociais e, acima de tudo, para a democracia. 

Confrontadas com este quadro, diversas organizações têm vindo a desenvolver estratégias de “fact-checking” e a reunir informações sobre os objectivos das “fake news”. 

Uma das mais recentes iniciativas de combate à desinformação no “ciberespaço” foi lançada pelo equipa de mudanças tecnológicas da Universidade de Harvard, que tratou de reunir estudos sobre a origem destes artigos.

Através dessa análise, os especialistas conseguiram distinguir cinco fases na “vida” de uma notícia falsa, que publicaram no “site” “NiemanReports”.

De acordo com os peritos, o primeiro estágio de um artigo de desinformação é o planeamento da campanha. Isto significa que os responsáveis pelas “fake news” começam por estudar os comportamentos do seu público-alvo e tentam discernir qual a melhor forma de lhes fazer chegar informação.


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Morreu, aos 85 anos, a jornalista e escritora Helena Marques, antiga directora-adjunta do “Diário de Notícias”, sendo director Dinis de Abreu.

Helena Marques começou o seu percurso no jornalismo no “Diário de Notícias do Funchal”. Destacou-se, depois, no “Diário de Notícias”, onde foi a primeira mulher a exercer funções de chefe de redacção e directora-adjunta. Durante a sua carreira, passou, ainda, pelos jornais  “A Capital”, “República” e “A Luta”.

Em 1992, com 56 anos, fez a sua estreia como escritora, com o Romance “O Último Cais”, um livro aclamado, que lhe valeu vários prémios.

Em entrevista à Agência Lusa, a autora revelou, a certa altura, que, no processo, teve de libertar-se da escrita jornalística, para encontrar a sua voz literária, que precisava de tempo, silêncio e dedicação exclusiva. Foi, no entanto, o jornalismo que a ensinou a "olhar, a não ter preconceitos e a tentar entender os outros".

Dois anos depois, lançou o romance "A Deusa Sentada" (1994), a que se seguiram "Terceiras Pessoas" (1998) e "Os Íbis Vermelhos da Guiana" (2002).

Em 2007, publicou o conjunto de contos "Ilhas Contadas" e, três anos depois, em 2010, editou o seu último livro, "O Bazar Alemão". 


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O combate à pandemia da Covid-19 teria sido mais rápido e eficaz, caso as autoridades médicas tivessem contado com o apoio de uma rede de jornalismo local e hiperlocal. 

Esta é a conclusão de dois textos publicados, em Outubro, por  influentes publicações académicas norte-americanas  -- a ‘newsletter’ do Journalism Crisis Project e o “blog” da Brookings Institution de Washington --,  e citados por Carlos Castilho, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Como ressalvou Castilho, ambos os artigos defendem que o fortalecimento do jornalismo local teria permitido a detecção de qualquer novo surto epidémico, com uma antecedência muito maior do que a registada com o Coronavírus. 

Esta convicção já havia sido verificada, em 2011, pelo Hospital de Boston, que apontou a necessidade de uma vigilância epidemiológica informal, através do jornalismo local.

Isto porque, na era digital, os fluxos de informação nascem na base social e chegam aos Governos através de publicações comunitárias. Contudo, a crise neste tipo de imprensa, causou um bloqueio no processo, prejudicando os cidadãos. 


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Os jornais locais exercem um papel fundamental no interior das comunidades, contribuindo para a união dos seus membros e para dar voz àqueles que são mais vulneráveis.

Contudo, perante a evolução da era digital, estas publicações têm-se deparado com dilemas, quanto ao melhor modelo negócio a adoptar, de forma a colmatarem a diminuição das receitas de publicidade e de circulação.

Até porque, perante a crise do sector, muitas destas empresas foram obrigada a fechar a porta.

Assim, têm surgido três grandes tendências.

A mais conhecida é a “paywall”. Este modelo restringe o acesso a alguns artigos e incentiva os leitores a pagarem por jornalismo de qualidade. 

O Grupo britânico JPI Media implementou esta estratégia na maioria das suas publicações e garante que os resultados têm sido positivos.

“As reportagens de qualidade têm um preço associado e a ‘paywall’ é uma ferramenta diferenciadora entre os conteúdos de confiança e aqueles que circulam nas redes sociais”, afirmou  Jeremy Clifford, editor-executivo do Grupo. “De um ponto de vista editorial, consideramos importante que os leitores paguem pela versão digital, tal como faziam para o formato impresso”.


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A imprensa local tem vindo a atravessar um período de crise, já que o modelo tradicional de negócio, assente em receitas publicitárias e de circulação, se tornou obsoleto.

De acordo com o “New York Times”, algumas redacções, nos Estados Unidos, decidiram, assim, passar a obter fundos através da propaganda. Ou seja, estes jornais escrevem peças a pedido de clientes, em troca de uma “recompensa pecuniária”.

Em declarações ao “NYT”, Angela Wonderwood, uma jornalista “freelancer”, revelou que foi incumbida de redigir um artigo para o jornal local “Maine Business Daily”, com instruções claras para acusar a democrata, Sara Gideon, de hipocrisia.

A jornalista veio, mais tarde, a descobrir que o artigo tinha sido encomendado pelo partido Republicano.

O “Maine Business Daily” integra, assim, uma rede de 1300 jornais “online”, que estão a obter receitas através de ligações com figuras políticas, tanto do partido Democrata como do Republicano, profissionais de relações públicas e “think tanks” conservadores.

Segundo indica uma investigação do “NYT”, estes jornais assemelham-se a publicações comuns, com artigos sobre política, acontecimentos locais e alguns incidentes nacionais.


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Os “Online Journalism Awards” voltaram a premiar, em 16 de Outubro, alguns jornais digitais, que se destacaram pelo seu trabalho de excelência e inovação em reportagens multiplataforma. 

Nestes prémios, a maioria das categorias distingue diversas publicações, de diferentes dimensões.

Desta forma, na categoria “Excelência Geral” foram premiados quatro jornais, o “South China Morning Post , o “San Francisco Chronicle”, o “Marshall Project” e a PublicSource”.

O galardão de “Excelência em Inovação Digital” seguiu a mesma lógica e distinguiu as reportagens da “Reuters”, do  “Marshall Project” e da “Al Jazeera”.

O mesmo aconteceu na categoria “Reportagem de Explicação”, que destacou o trabalho do “Washington Post”, do “Boston Globe” e, novamente, do “Marshall Project”.

O “New York Times”, o “Propublica”, bem como uma parceria entre o “Mississipi Today” e o “Marshall Project”, foram as publicações premiadas na categoria “Inovação em Jornalismo de Investigação”.

A organização atribuiu, também, prémios a três formatos de “storytelling”.


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Com a entrada na era tecnológica, as notícias deixaram de ser exclusivas dos jornais, rádio ou televisão e passaram a ser partilhadas, em alta velocidade, através da internet, chegando, em poucos segundos, a milhares de leitores.

De acordo com alguns especialistas em “media”, este fenómeno pode ser apelidado de “Comunicação Baseada em Notícias”(News-based Communication, no jargão inglês).

Segundo recordou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- a “Comunicação Baseada em Notícias” caracteriza-se, sobretudo, pela alteração do papel do jornalismo no panorama social: a notícia deixou de ser tratada como um produto comercial e passou a ser considerada um “motivador de conhecimento”.

Ou seja, ao recebermos notícias através das redes sociais, somos confrontados com os nossos medos, dúvidas e inseguranças. Logo, somos incentivados a satisfazer a nossa curiosidade, e a reflectir sobre o que acabámos de ler.

A notícia passou, portanto, a  funcionar como um “íman” da atenção individual e como “gatilho” do processo de transformação de um “dado bruto” em conhecimento pessoal. Este mecanismo mental não é novo, mas verifica-se, agora, em maior intensidade, amplitude e diversidade.

O que há de novo

A revista francesa de moda “Madame Figaro” celebrou o 40º aniversário com o lançamento de uma edição de coleccionador.

Nas 32 páginas do suplemento especial incluem-se a lista das 20 mulheres do ano, uma entrevista exclusiva com a cineasta Sofia Coppola, conversas com jovens personalidades e textos sobre filmes lançados na década de 1980.

Esta edição está, igualmente, disponível em formato de vídeo. Nos conteúdos de “palavra por palavra”, celebridades, que chegaram à capa da revista nas últimas décadas, comentam as declarações que fizeram nessa época.

Já a pasta “Transformação” disponibiliza vídeos em 360º, para uma experiência imersiva.


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A Associação de Imprensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- anunciou a 82ª edição dos Prémios APM de jornalismo.

Tal como aconteceu em edições anteriores, serão atribuídos galardões em quatro categorias: Prémio APM de Honra; Prémio APM de Melhor jornalista do ano; Prémio APM de Jovem Jornalista do ano; e Prémio APM de Jornalista especializado em Madrid.

Esta edição corresponderá a uma entrega conjunta, dos anos de 2019 e 2020, pelo que três das quatro categorias terão dois vencedores.

O prémio de Honra será atribuído a um único jornalista, já que este galardão pretende destacar todo um percurso profissional, e não um artigo em concreto.


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A maioria dos cidadãos espanhóis, com deficiência intelectual, não tem interesse em ler conteúdos informativos, por considerá-los “demasiado complexos” , concluiu o estudo “Acceso a la Información y a los Medios de Comunicación en Personas con Discapacidad Intelectual”, da associação A La Par.

De acordo com aquele relatório -- cujas conclusões foram apresentadas numa conferência promovida pelaFederação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- cerca de 75% dos inquiridos disseram que as suas necessidades não eram atendidas pelos “media”.

Quando estes cidadãos consultam os “media”, procuram satisfazer cinco necessidades básicas : “alimentar” os seus “hobbies”; facilitar a tomada de decisões; construir uma imagem do mundo; tomar uma posição moral;  e manter relações sociais com o seu meio envolvente.

A sua exposição ao conteúdo informativo não é negligenciável nem anedótica, mas estes cidadãos manifestam uma evidente dificuldade na percepção dos acontecimentos actuais. 

 É importante ressalvar que um maior consumo não conduz a uma maior compreensão dos artigos, e que a lacuna se prende com duas causas: uma falta de interesse racional pelo conteúdo, e certas limitações cognitivas.


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As restrições à liberdade de imprensa continuam a intensificar-se na Tanzânia, onde o regulador dos “media” tem sancionado operadores privados, que emitem conteúdos sem autorização prévia, denunciou um relatório do Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ).

No final de Agosto, a Cloud TV e a Cloud FM foram obrigadas a alterar a sua programação, depois de divulgarem a nomeação de candidatos parlamentares às eleições de 28 de Agosto, sem consultar o órgão regulador.

Além disso, o canal de televisão e a emissora de rádio tiveram que incluir, na “grelha” de programas, um pedido de desculpas ao Governo.

De acordo com o CPJ, este tipo de sanções está a tornar-se cada vez mais comum na Tanzânia. Por medo de represálias, os jornalistas começaram a auto-censurar o seu conteúdo e alguns recusam cobrir temas relacionados com política.

Os profissionais tanzanianos garantem, igualmente, que a aplicação das sanções é totalmente arbitrária.

Ademais, a programação estrangeira passou a ser proibida, e os operadores só estão autorizados a emitir conteúdos de produção interna.


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As instalações do jornal indiano “Kashmir Times”, da região de Caxemira, foram evacuadas por autoridades policiais, que restringiram, posteriormente, o acesso ao edifício, impedindo a edição da versão impressa.

De acordo com a editora-executiva, Anuradha Bhasin, este incidente tratou-se de uma retaliação contra o “relato da realidade”.

Bhasin foi, igualmente, expulsa do seu apartamento, que lhe tinha sido atribuído, em 2000, pelo governo de Caxemira.“Quando cheguei ao meu apartamento, as fechaduras tinham sido trocadas e havia novos inquilinos, que ficaram na posse dos meus pertences e de documentos importantes, que ainda não me foram devolvidos”, disse aquela responsável, em entrevista aos Repórteres sem Fronteiras (RSF). 

Aquela jornalista acredita estar a sofrer represálias por defender a liberdade de imprensa nas regiões de Caxemira e Jammu, que perderam o estatuto de autonomia em 2019.

Até então, o “Kashmir Times”, -- um das publicações mais antigas daquela região -- era considerado um dos jornais com maior influência na região e admirado por profissionais do sector pela sua independência.

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Com a pandemia, a realidade de cada indivíduo passou a cingir-se a alguns quarteirões e os cidadãos começaram a prestar mais atenção à realidade das suas imediações, considerou o empresário David Plotz, num texto publicado no “site” “Medium”.

Da mesma forma, Plotz acredita que a crise pandémica fez com que os cidadãos norte-americanos passassem a valorizar os incidentes comunitários, que condicionam, directamente, o seu dia-a-dia.

Perante este quadro, o empresário decidiu lançar o City Cast, uma rede norte-americana de “podcasts” locais.

De acordo com o seu fundador, os programas daquela rede irão aliar informação pertinente, com entrevistas a personalidades locais, que serão convidadas a dar o seu parecer sobre a comunidade na qual estão inseridas.


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Os agregadores de notícias tornaram-se uma tendência popular no sector dos “media”, por reunirem, numa única plataforma, milhares de artigos, que podem ser filtrados consoante os interesses de cada utilizador.

Contudo, os “publishers” nem sempre se mostram disponíveis para colocar os seus artigos nestas “apps” gratuitas, por considerarem que não seria benéfico. Isto aconteceu tanto em pequenos empreendimentos, como em iniciativas de “gigantes tecnológicas”, como a Apple.

Independentemente de milhões de utilizadores recorrerem à Apple News para se manterem informados, esta “app” oferece poucas garantias aos jornais associados, por restringir alguns tipos de publicidade.

Assim, títulos como o “New York Times” e o “Washington Post” recusaram fazer parte do projecto. Outras publicações, como o “Guardian” e o “Daily Mail” não disponibilizam os seus artigos para a versão UK, já que conseguiram estabelecer-se no mercado britânico.

Perante esta realidade, alguns especialistas em “media” consideram que o modelo de negócio da Apple será descredibilizado, dentro de um ou dois anos.

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Com o aparecimento da pandemia, surgiram novas e melhores oportunidades para publicações de jornalismo satírico, que registaram, no início da crise, um aumento na sua audiência.

É esse o caso do jornal britânico “Daily Mash”, que registou, em Março um pico de audiência.

Em entrevista à “Press Gazette”, o editor-executivo da publicação, Tom Whiteley,  justificou o acontecimento com o facto de os cidadãos desejarem “ler sobre algo que reflecte a sua experiência pessoal e que lhes oferece alguma orientação, perante uma contexto confuso e assustador”.

Contudo, pouco tempo depois, o tráfego voltou ao normal,com os leitores a mostrarem-se descontentes perante o grande volume de artigos relacionados com a Covid-19.

Isto não significa, porém, que a publicação satírica esteja em risco. 

Lançado em 2007, o jornal costuma ser, especialmente, popular, em período de eleições, durante os quais satiriza as declarações de candidatos ou situações caricatas, como a visita de Donald Trump à família real britânica.


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