null, 24 de Março, 2019
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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
Augusto Cid, uma obra quase monumental
António Gomes de Almeida
Com o falecimento de Augusto Cid, desaparece um dos mais conhecidos desenhadores de Humor portugueses, com uma obra que pode considerar-se quase monumental. Desenhou milhares de cartoons, fez livros, e até teve a suprema honra de ver parte da sua obra apreendida – depois do 25 de Abril (!) – e tornou-se conhecido, entre outras, por estas duas razões: pelas piadas sibilinas lançadas contra o general Ramalho Eanes, e por fazer parte do combativo grupo das...
Uma edição fraca
Manuel Falcão
Já se sabe que a revista “Monocle” é uma grande utilizadora criativa do conceito de conteúdos patrocinados, frequentemente dissimulados de forma editorial elegante e sedutora. O grafismo da revista continua contemporâneo, apesar de não ter tido muitas evoluções desde que foi lançada em 2007. Em contrapartida, o espaço ocupado por conteúdos patrocinados tem vindo sempre a aumentar, por vezes demais, até se...
Duas atitudes face ao jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
No recente encontro em Roma, no Vaticano, sobre o dramático caso dos abusos sexuais por elementos do clero católico, a vários níveis, ouviram-se vozes agradecendo a jornalistas que investigaram e divulgaram abusos. É uma justa atitude.  Dir-se-á que alguns jornalistas terão procurado o escândalo e, também, denegrir a imagem da Igreja. Talvez. Mas o verdadeiro escândalo é que padres, bispos e cardeais, em vez de...
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...
Breves
25% dos Europeus preferem IA

O estudo European Tech Inside 2019, elaborado pela IE University, colocou a diversos cidadãos de Espanha, Alemanha, França, Reino Unido, Portugal, Itália, Países Baixos e a Irlanda várias questões sobre as novas tecnologias. Os resultados apontam para que, 25 % dos inquiridos preferiria que a Inteligência Artificial se encarregasse de governar o país, número que aumenta em 33% no caso dos cidadãos do Reino Unido, Alemanha e Países Baixos. No entanto, e apesar destes resultados, 70% dos inquiridos defende medidas politicas para evitar que a robotização destrua postos de trabalho e cerca de 68% preocupa-se que as pessoas acabem por se relacionar mais pela Internet do que pessoalmente.

Correio da Manhã celebra 40 anos

O jornal Correio da Manhã celebrou os seus 40 anos esta semana. A ocasião foi assinalada na redacção tendo o director-geral editorial do CM e da CMTV, Octávio Ribeiro, convidado alguns jornalistas fundadores do jornal para estarem no convívio com a redacção actual, como “sinal do respeito que temos pelo passado e pelas raízes profundas e férteis que foram criadas neste projecto e que permitem ao CM, hoje, propagar-se com sucesso a outras plataformas" referiu o Director. Luís Santana, administrador da Cofina, – e ele próprio fundador do jornal – chamou a atenção para a importância das pessoas no projecto Correio da Manhã, agradecendo ainda a todos os  “que passaram pelo jornal ao longo destas quatro décadas”.

Reportagens DN nos EUA em livro

O livro “Pela América do Tio Silva” que reúne um conjunto de reportagens realizadas por cinco jornalistas do DN, em viagem pelos EUA, ao longo de dois anos, estará nas bancas a partir do próximo sábado, 23 de Março. O projecto, resultou de uma parceria com a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e tem como objectivo dar a conhecer “histórias dos emigrantes portugueses e luso-descendentes que partiram em busca do sonho americano”. O livro pode ser comprado juntamente com o Diário de Notícias, entre os dias 23 de Março e 30 de Abril, por 9,90 euros.

Abertas inscrições do Prémio Gabo

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Prémio Gabo.O galardão será atribuído a obras ibero-americanas, publicadas em língua portuguesa ou espanhola. São 4 as categorias a concurso: texto, imagem, cobertura e inovação e os textos devem ter sido publicadas entre 1 de Abril de 2018 e 31 de Março de 2019. O concurso promovido pela Fundação Gabriel García Marquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI), está aberto até ao dia 23 de Maio. Depois desta data, o júri reunirá para escolher 10 trabalhos, 3 finalistas e um vencedor por cada uma das categorias anunciadas. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar nos dias 2,3 e 4 de Outubro em Medellín, Colombia.

Nova revista sobre puericultura

A revista Miúdos & Graúdos, editada pela Futurestatus, saiu para as bancas esta semana. Com periodicidade mensal, a nova publicação promete “informação sobre gravidez, parentalidade, família, mulher, homem e sénior” com o objectivo de “ajudar pais, avós e profissionais nos cuidados e educação das crianças e seu crescimento”.  A nova revista tem formato A4, tiragem de 15 mil exemplares e custa 3,95 euros.

Agenda
30
Mar
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor,Lisboa
31
Mar
Radiodays Europe
09:00 @ Lausanne, Suiça
01
Abr
Digital Media Europe 2019
09:00 @ Viena,Áustria
08
Abr
25
Abr
Social Media Camp
09:00 @ Victoria, Canada
Connosco
Galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Obervatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

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Mais de 33 mil leitores do jornal espanhol eldiario.es  são assinantes, o que significa que pagam 60 euros por ano para ler os mesmos textos que são lidos de graça por oito milhões de pessoas por mês, sem pagarem um cêntimo.

“Supõe-se que o fazem por convicção, por apoio a um projecto digital que pertence exclusivamente a jornalistas, sem grandes empresas ou bancos entre os accionistas. Sem um grupo mediático por detrás.” (...) “Supõe-se que o fazem porque, graças a esse dinheiro, existe uma plataforma mediática independente que tem orgulho na sua independência e que aposta em conteúdos de qualidade.”

No entanto, quando eldiário.es publicou uma revelação embaraçosa para uma ministra do Governo do PSOE, houve quem suspendesse a assinatura, acusando o jornal de estar “a fazer o jogo da direita”.

O que remete para a pergunta que faz o título do artigo sobre uma entrevista que Ignacio Escolar, fundador e director do jornal referido, fez ao jornalista Iñaki Gabilondo: “E se os leitores não quiserem media livres?”

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No contexto do combate à desinformação no espaço da União Europeia, a plataforma Google já bloqueou, só no mês de Janeiro, 244 contas de utilizadores baseados em Portugal. Foram ainda bloqueadas, no nosso país, outras 38 contas, “por violarem as regras de conteúdo original insuficiente  – e que engloba sites cujo principal propósito é mostrarem publicidade, ou então cujos conteúdos foram copiados de outras plataformas”.

Em Janeiro foram bloqueadas 48 mil contas na plataforma Google Ads, com o Reino Unido (16 mil), a Estónia (12 mi) e a Roménia (8 mil) a liderarem o número. Embora com valores mais baixos, Portugal encontra-se no top 10 dos países com maior número de bloqueios só no primeiro mês do ano.

Estes dados  - que aqui citamos do DN-Insider, "foram revelados no primeiro relatório, sobre este tema, que a Google entregou, em Fevereiro, à Comissão Europeia".
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Informar com rigor é uma norma indispensável em qualquer código de deontologia do jornalismo, mas a disciplina da “verificação de factos”, com este preciso nome (fact-checking no inglês da era digital), é recente. As secções de “verificação de factos” apareceram depois de 2000 nos jornais e nas emissoras francesas  -  em 2008 o blog intitulado Désintox, no Libération, e no ano seguinte Les Décodeurs, no site de Le Monde, que deu origem, no início de 2017, ao actual Décodex.

Os limites  - e os pressupostos -  desta actividade foram evidentes desde o início. Esta última ferramenta suscitou polémica, “porque o Décodex atribui cores consoante a fiabilidade dos sites, mas, não sendo Le Monde um órgão independente, é ao mesmo tempo juiz e parte [do eventual litígio]. Le Monde não é neutro.”

A reflexão é da jornalista Sophie Eustache, autora do livro Comment s’Informer? (com ilustrações de Élodie Perrotin), publicado em Fevereiro de 2019 e dirigido ao público jovem.

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As administrações públicas da Catalunha têm destinado cerca de 36 milhões de euros por ano aos meios de comunicação, sem contar que a televisão autonómica é a que tem o maior orçamento de quantas há em Espanha. E La Vanguardia é o jornal privado mais beneficiado, em termos absolutos, por esta “chuva de milhões”, embora haja títulos mais modestos em que mais de 60% da receita vem dos cofres públicos.

A informação é de Miguel Ossorio Vega, em Media-tics, que cita o estudo El finançament públic dels mitjans de comunicació a Catalunya, elaborado pela Universidad Autónoma de Barcelona, segundo o qual foi esta a importância atribuída em 2017 a meios de todas as tendências, a mesma de 2016.

Como comenta a seguir, “é realmente complicado encontrar um único meio de comunicação, neste país, que, de uma ou outra forma, não esteja ligado a algum tipo de interesse político”.

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Agravaram-se em França, durante o ano de 2018, as pressões e os ataques contra jornalistas e meios de comunicação, vindas tanto da classe política como dos “coletes amarelos”. A intolerância contra a liberdade de informar manifesta-se “da parte de políticos, de empresas, de organizadores de espectáculos, de clubes desportivos e de grupos de cidadãos”. E o seu ponto alto terá sido a frase do Presidente Macron, em Julho, quando afirmou: “Temos uma Imprensa que já não procura a verdade”.

É este o balanço do ODI – Observatoire de la Déontologie de l’Information, cujo relatório anual acaba de ser publicado e está disponível em pdf, sob o título “A Informação Posta em Causa”.

"O ano de 2018 foi preocupante para os defensores das liberdades”  - é o objecto da primeira parte deste relatório, intitulada L’Information en question[s], onde são denunciadas as numerosas “pressões sobre a Informação e tentativas liberticidas de regulação da Informação, provenientes de diversos actores da sociedade."
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Metade dos jornalistas franceses entrevistados para um inquérito da Technologia, um gabinete especializado em doenças profissionais, afirma que a carga de trabalho aumentou muito nos últimos cinco anos, sobretudo pelo desenvolvimento do digital e a multiplicidade dos suportes utilizados. “Obrigados a trabalhar depressa, muitos não têm tempo de verificar correctamente as suas fontes (56% reconhecem que raramente têm tempo de o fazer) e 50% trabalham entre 40 e 50 horas por semana.”

Chamados a fazer texto escrito, vídeo, paginação, os jornalistas das redacçõs digitais são tratados como “canivetes suíços”, e essa multiplicação de competências não é preparada por uma formação  -  explica Jean-Claude Delgènes, o presidente da Technologia.

A jornalista Audrey Kucinskas, de L’Express, que em Janeiro tinha tratado este tema do ponto de vista da depressão e do abandono crescente da profissão mesmo por jovens jornalistas, recorre agora aos dados do terceiro relatório da Technologia, revelados a 8 de Março pela revista Marianne  - e volta a ouvir o seu presidente.

O que há de novo

Seis projectos de desenvolvimento de jornalismo digital foram aceites, em Portugal, como destinatários da última ronda de financiamento da Digital News Initiative da Google, que lhes atribui um total de 546 mil euros.

As maiores verbas contemplam dois projectos considerados de média dimensão: 200 mil euros para o Easy2B, do jornal Região de Leiria, descrito como “uma plataforma digital de monetização inteligente e de fácil utilização que combina os interesses dos publisher de media locais e os pequenos negócios locais”;  e perto de 147 mil euros para o Fórum Público, uma plataforma de debate que "inclui conversação online em tempo real entre utilizadores e jornalistas".
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Nasceu em França uma nova revista trimestral, de formato grande, 196 páginas preenchidas com textos longos sobre temas sérios. O seu título, Zadig, foi tomado de uma personagem de Voltaire. O primeiro número tem na capa “Reparar a França”, sobre a imagem de uma espécie de passadeira de desenrolar, semelhante a um jardim clássico francês. O título do “número zero” era  - “Onde vais tu, França?”

Fundada por Eric Fottorino, antigo director de Le Monde  - que já em 2014 tinha lançado Le Un, um semanário de formato “impossível de abrir nos transportes colectivos em hora de ponta” -  a nova revista “tem um ar de família com a America (não só pela periodicidade como pela espessura), mas parece-se mais com o irmão mais velho (Le Un) pelo modo de reunir os valores seguros”.

Este primeiro número contém uma entrevista com a historiadora Mona Ozouf, um texto do medievalista Patrick Boucheron e outro da romancista Maykis de Kerangal sobre a sua cidade natal, Le Havre.
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Pedro Santos Guerreiro deixa de ser o director do Expresso, por decisão tomada entra a administração do Grupo Impresa e o próprio. O director-geral de Informação da Impresa, Ricardo Costa, assume a direcção do Expresso de forma “interina e temporária”.

A notícia vem na sequência do pedido de demissão formulado por Vítor Matos, editor de Política daquele semanário, que contestou o facto de uma recente edição da newsletter  ter aparecido assinada por si, quando  - por esquecimento seu -  tivera de ser redigida por outros elementos da redacção.  

Segundo o Público, que aqui citamos, Pedro Santos Guerreiro disse que “não foi esse episódio que motivou a sua saída”, mas que quis abandonar o cargo porque “deixou de sentir o apoio da redacção”.

O Observador  acrescenta que, segundo fonte oficial da Impresa, os restantes elementos da direcção  - Martim Silva, director-executivo, João Vieira Pereira e Miguel Cadete, diectores-adjuntos, e Marco Grieco, director de arte -  não caem por inerência com o director demitido. "Haverá uma reconfiguração, desde logo com Ricardo Costa como director interino, mas os restantes elementos da equipa deverão permanecer em funções."
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Jornalistas e estudantes de jornalismo vão participar numa jornada de reflexão e debate sobre “Media, Populismos e Democracia”, promovida pela AECJ – Associação de Estudos Comunicação e Jornalismo, a realizar no dia 2 de Abril, na Casa da Imprensa.

Durante a manhã haverá três workshops, sobre Media – concentração, tabloidização e serviço público,  Redes Sociais – fake news e comunidades virtuais,  e Democracia – comunicação mediática e representação política, complementaridades e confrontos.

Estes workshops terão como moderadores e relatores jornalistas profissionais reconhecidos, muitos deles também docentes de Jornalismo.

A partir das 17 horas haverá uma conferência, organizada em painel, com a presença de três convidados especiais: Muniz Sodré, jornalista e sociólogo brasileiro, docente na Universidade Federal do Rio de Janeiro;  Mónica Brito-Vieira, professora de Ciência Política na Universidade de York;  e José Luís Garcia, doutorado em Ciências Sociais e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

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A Walt Disney fechou, finalmente, a compra da 21st Century Fox, por 71,3 mil milhões de dólares (cerca de 61,5 mil milhões de euros). O negócio foi concluído pouco depois da meia-noite de 20 de Março, segundo o horário em Nova Iorque. “A fusão, que prevê uma enorme transformação na indústria do entretenimento, aguardava a aprovação de vários reguladores para se tornar efectiva, depois de accionistas dos dois grupos terem chegado a acordo, em Julho do ano passado.”

Segundo a notícia que citamos, do Jornal de Negócios, “a Disney assumirá o controlo, entre outros, do estúdio de cinema 20th Century Fox, dos canais FX e National Geographic, e ainda 30% do serviço de assinatura Hulu”. O diário The Guardian menciona também a grande estação de televisão indiana Star India.

A Disney promete aos seus accionistas uma poupança de dois mil milhões de dólares até 2021, mas há estimativas de demissões que “poderão afectar quatro mil trabalhadores”. Com esta aquisição, a empresa “absorve 15.400 trabalhadores da 20th Century Fox”.

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Tendo como horizonte a proximidade das eleições para o Parlamento Europeu, a Federação Europeia de Jornalistas divulgou o texto de um Manifesto em que apela a todos os candidatos para que se empenhem no “relançamento de meios de comunicação livres e pluralistas na Europa, tão urgentes numa era de desinformação e perda de confiança nas instituições da União Europeia”.

Estas eleições “chegam num ponto de viragem para a União Europeia, que precisa urgentemente de se religar com os seus cidadãos e representar os seus interesses; desejamos uma União Europeia voltada para o futuro, em que não tenham importância apenas a economia e o crescimento, mas onde sejam tomadas acções concretas para garantir o direito dos cidadãos ao conhecimento”.

“Nos anos recentes, os jornalistas têm visto diminuir os seus direitos laborais, deteriorarem-se as suas condições de trabalho, decair a qualidade do jornalismo e perder-se a confiança do público nos media. Também têm crescido na Europa várias formas de (auto)censura, em consequência de pressões políticas e económicas. Os jornalistas tornaram-se as primeiras vítimas destas ameaças.”

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A Global Media vendeu o histórico edifício-sede do Jornal de Notícias a um grupo macaense, Authentic Empathy, por 9,5 milhões de euros. Este accionista chinês já detém 30% da Global Media. Segundo notícia do Correio da Manhã, "a escritura de compra de Março de 2018 revela que a Global Media vendeu o activo à Authentic Empathy - Unipessoal, administrada por Lei Ka Kei e David Siu, gerentes da Burgosublime, cuja empresa-mãe é a sucursal portuguesa da KNJ. A escritura indica ainda que o destino da histórica redação do JN é "a revenda": os gerentes da KNJ aceitam "a presente venda nos termos exarados, e que a mesma destina o prédio ora adquirido a revenda." 

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Morreu o "cartoonista" Augusto Cid, conhecido sobretudo por esta actividade, que exerceu em vários jornais e revistas, tendo também publicado caricaturas e álbuns temáticos sobre figuras políticas, como Álvaro Cunhal, António Ramalho Eanes, Francisco Pinto Balsemão e Mário Soares, entre outros. 
Foi ainda escultor nos últimos anos de vida, sendo de sua autoria uma estátua dedicada a Nuno Álvares Pereira, no Restelo, e outra dedicada às vítimas dos atentados de 11 de Setembro, também em Lisboa. São ainda suas as imagens de animais nos pilares do viaduto em frente do Jardim Zoológico.
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