Sexta-feira, 25 de Setembro, 2020
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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
Uma crise sem precedentes
Dinis de Abreu
No meio de transferências milionárias, ao jeito do futebol de alta competição, em que se envolveram dois operadores privados de televisão, a paisagem mediática portuguesa, em vésperas da primeira  “silly season” da “nova normalidade”, está longe de respirar saúde e desafogo. Se a Imprensa regional e local vive em permanente ansiedade, devido ao sufoco financeiro que espartilha a maioria dos seus...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Uma certeza que nasceu nos últimos meses é a facilidade com que as pessoas mudam de hábitos. Em consequência o comportamento face ao consumo de conteúdos está a modificar-se cada vez de forma mais rápida e os mais novos são claramente os que com maior facilidade adoptam novidades. Durante o confinamento e a explosão de uso da internet houve uma aplicação que ganhou destaque em todo o mundo – o Tik Tok. Trata-se...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
"Workshops" de Jornalismo

O Instituto Reuters para o Jornalismo vai promover, a partir de 8 de Outubro, uma série de “workshops” “online” sobre práticas de comunicação e modelos de negócio dos “media”.

A série de seminários é uma peça central do Journalist Fellowship Programme, que acolhe jornalistas experientes para partilharem as suas experiências, pensamentos e conclusões sobre as grandes questões da profissão. 

As sessões vão, então,  contar com a participação de jornalistas e académicos reconhecidos, entre os quais, Luke Harding, do “Guardian”, Shirish Kulkarni ,do Bureau of Investigative Journalism, e Mia Malan, do Bhekisisa Centre for Health Journalism.

Aqueles que desejarem assistir aos “workshops” deverão inscrever-se através do “site” do Instituto Reuters.

RTVE e Google

A Radiotelevisión Española (RTVE) anunciou estar a trabalhar com a Google no âmbito de três projectos audiovisuais.

A saber: um “workshop” “online” sobre criação de conteúdos digitais, a internacionalização da Google e a integração do “assistente Google” no programa “Operação Triunfo”.

O programa de formação procura apoiar cidadãos que queiram expandir os seus conhecimentos sobre a criação de peças audiovisuais de qualidade.

O “assistente Google”, por sua vez, já foi integrado na “Operação Triunfo”, oferecendo resumos diários e conteúdo digital.

Além disso, a RTVE já utiliza a inteligência artificial Google Cloud para traduzir o seu conteúdo “online”.


Homenagem a Zambujal

O jornalista e escritor Mário Zambujal será o autor homenageado da edição deste ano do festival literário Escritaria, em Penafiel, que vai decorrer de 18 a 25 de outubro. 

De acordo com a organização, a 13ª edição do festival vai “contaminar Penafiel”, com “inúmeras actividades” de animação e divulgação, nas ruas e auditórios. Recordar-se-ão, a propósito, o percurso do autor, nomeadamente, os vários livros que escreveu e a sua ligação à televisão e ao teatro.

Para esta edição, são prometidas “novidades em termos culturais, com projectos inovadores que vão reforçar, ainda mais, a ligação de Penafiel como cidade das palavras e da literatura”.

Os principais momentos do festival vão ser difundidos via “streaming”.


Fotojornalismo solidário

Um total de 24 fotojornalistas, espanhóis e latino-americanos, juntaram-se para lançar o livro “Pandemia. Mirada de una tragedia”, com o objectivo de “criar uma memória documental e visual”, sobre a crise espoletada pela covid-19.

As receitas deste projecto fotográfico, que contou com a participação de profissionais de renome internacional, reverterão, na sua totalidade, a favor das famílias de fotógrafos, que morreram enquanto cobriam a pandemia, em diferentes países do mundo, e que estão em risco de exclusão social.

Os fotojornalistas Enric Marti da Associated Press e David Gonzalez do "New York Times" são os porta-vozes do projecto.


Twitter contra desinformação

Com a data das eleições presidenciais norte-americanas a aproximar-se, a rede social Twitter tem reforçado as medidas de combate à desinformação e ao “discurso de ódio”.

Como tal, a plataforma removeu uma publicação do músico Kanye West, que incentivava os seus seguidores a assediarem um jornalista da revista “Forbes”.

Para o mesmo efeito,  a rede social tem vindo a pedir a jornalistas especializados em política, para melhorarem as suas “passwords”, de forma a prevenirem ataques informáticos.


Agenda
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
Connosco
Galeria

A Federação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- integrada pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria --  juntou-se à Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), e à UNI Global Union para lançar uma campanha de emergência para os “media”. 

Face à grave crise económica, espoletada pela pandemia, os sindicatos exigem que os governos nacionais intervenham nos “media”, garantindo a qualidade, a ética, a solidariedade, os direitos laborais e as liberdades fundamentais.

Além disso, as associações querem pressionar os governos a introduzir um imposto sobre os serviços digitais , que têm monopolizado as receitas da publicidade nos meios de comunicação.

"A actual crise global de saúde está a agravar as dificuldades enfrentadas pelo sector da imprensa escrita", advertiu Anthony Bellanger, secretário-geral do IFJ. "Os governos devem reagir com urgência. Os ‘media’ são um bem público e um pilar fundamental das nossas democracias”.


Galeria

A evolução da tecnologia veio, ao longo dos tempos, servir os “media”, oferecendo-lhes novos mecanismos para transmitir a informação e de alargar as audiências

A televisão, que celebra agora 70 anos no Brasil, é considerada uma das mais importantes “máquinas” dessa mesma evolução, já que se impôs no “modus vivendi” da Humanidade, moldando os seus hábitos e gostos.

Mas, mais do que isso -- recordou Alexander Goulart num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- a televisão, que nasceu como simples aparato tecnológico para transmissão de imagens, foi recebendo outros atributos, especialmente de cunho social, político, económico e cultural.

No Brasil, a TV nasceu sob a marca do entretenimento. Em poucos anos, ganhou fama e difundiu-se largamente. “Como uma espécie de hipnose massificante, na visão de muitos críticos, tomou conta das classes e o Brasil real passou a ser representado na tela. Nos anos 60, 70 e 80, a TV  tornou-se o principal “media” brasileiro, agente da unificação e geradora de uma identidade nacional”, recordou o autor.

“O sistema ‘broadcasting’ -- acrescentou, ainda, Goulart --  formando as redes, sobrepôs o nacional ao regional e o Brasil real passou a ser aquele que é reproduzido a partir de um determinado ponto de vista, que informava e entretinha a maioria da população”.


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As notícias sobre política podem causar “stress” e emoções negativas aos leitores, concluiu um estudo conjunto das  Universidades de Toronto e de Brock.

De acordo com o relatório, esta tendência verifica-se, especialmente, nos consumidores que não têm uma identidade partidária estabelecida. “Quando se pensa no acontecimento político mais marcante do dia, as pessoas sentem pelo menos algum grau de emoção negativa”, indica o estudo.

O estudo demonstrou, igualmente, que os leitores tentavam, frequentemente ,regular as suas emoções induzidas pela política e utilizando estratégias cognitivas (reavaliação e distracção). “"Além disso, descobrimos que as pessoas empregavam  estratégias de regulação das emoções para lidar com este ‘stress crónico’”.

Contudo, estas reacções emocionais incentivam os leitores a tornarem-se mais activos na sua vida cívica. “Os acontecimentos políticos evocavam emoções negativas, que correspondiam a uma deterioração , mas, igualmente, a  uma motivação acrescida para tomar medidas (voluntariado, manifestações) destinadas a mudar o sistema político” .


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Com a chegada da era digital, os “media” entraram num período de recessão, marcado por despedimentos em massa e pelo encerramento de redacções, recordou o jornalista Boanerges Lopes, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Assim, o autor considera crucial descobrir fontes de esperança na recuperação do jornalismo. Até porque, de acordo com os investigadores Luciane Albernaz de Araujo Freitas e André Luis Castro de Freitas, a esperança é essencial para ultrapassar obstáculos e questões sociais.

Onde poderá, então, residir a esperança dos “media”?

Segundo o autor, a esperança de uma possível transformação do jornalismo pode passar pelas acções sindicais.

Na opinião do presidente do Sindicatos dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), Rafael Mesquita, o actual panorama coloca os sindicatos como protagonistas da reorganização colectiva. 

Mesquita realça os retrocessos no campo social, as perseguições às profissões regulamentadas, com destaque para os ataques ao Jornalismo, à ciência e às artes. 


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As redes sociais tornaram-se plataformas indissociáveis da sociedade contemporânea, com um número crescente de jovens e adultos a utilizarem, diariamente, estes “sites” para se manterem em contacto e darem a conhecer pormenores das suas vidas.

Alguns cidadãos desenvolveram, mesmo, uma dependência destas aplicações, esforçando-se para actualizar as suas páginas e receber, em troca, validação daqueles que os seguem.

Assim, estas plataformas tornaram-se alvo de estudos e de inspiração para a cultura “pop”. A título de exemplo, a Netflix disponibilizou, recentemente, o documentário “The Social Dilemma”,  que analisa questões éticas das redes sociais, recordou o professor José Costa Júnior num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria. 

Segundo indica Costa Júnior, este documentário é composto por entrevistas com antigos profissionais dos “media” digitais. Um dos entrevistados é Tristan Harris, especialista em “design” ético, que  defendeu que as empresas digitais conhecem o funcionamento da psicologia humana, o que lhes permite criar  laços cada vez mais fortes entre as plataformas e os cidadãos.

O documentário relata, igualmente, as estratégias de monetização utilizadas pelas plataformas digitais, que se baseiam no mapeamento dos dados e perfis dos seus utilizadores.


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Centro Cultural das Caldas da Rainha foi, novamente,  “a casa de acolhimento” do World Press Cartoon, que, na sua 15ªa edição, distinguiu o “cartoonista” alemão Frank Hoppmann com o primeiro prémio, graças a uma caricatura do primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, publicada no jornal “Eulenspiegel”,  em Outubro de 2019.

O segundo prémio foi atribuído ao mexicano Darío, com o desenho do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, publicado no jornal espanhol “Mundiario”. O português Pedro Silva ficou em terceiro lugar, com a caricatura de Christine Lagarde, actual presidente do Banco Central Europeu.

O grego Georgopalis destacou-se, por sua vez, na categoria “Desenho de Humor”, com “Message in a Bottle”. Já na categoria de “cartoon editorial”, o primeiro prémio foi para o grego Aytos .

De acordo com a organização do evento, as obras premiadas foram escolhidas pelo júri, entre 280 caricaturas, cartoons editoriais e desenhos de humor, seleccionados a partir de 150 publicações, de 50  países.


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A pandemia veio agravar a situação, já débil, dos “media” tradicionais, ao provocar uma quebra nas receitas publicitárias e de circulação, o que levou alguns profissionais a questionarem o futuro do formato impresso.

Contudo, Andrés Rodríguez -- CEO do Grupo SpainMedia e membro da direcção da Asociación de La Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera que o jornalismo impresso irá conseguir recuperar, pouco a pouco, o seu protagonismo.

Durante a sua participação na conferência "Reinventando o Papel", no 15º Congresso de Editores de Jornais, Rodríguez reiterou que "não precisamos de reinventar o papel, mas sim o modelo de negócio", e observou que "veremos tiragens mais pequenas e edições mais cuidadosas", para que "o papel, em qualquer formato, seja de ‘alta-costura’, e a comunicação digital seja um 'pronto-a-vestir".

Assim, os responsáveis pelos “media” terão de aprender a combinar o “formato tradicional” com o “futuro digital”. "Teremos de passar o nosso rendimento do papel para o digital, temos de saber que todos temos uma televisão no bolso, mas que isso não é incompatível com a edição impressa".


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O “watchdog journalism” ou “jornalismo de vigilância” voltou a ser uma tendência nos Estados Unidos, onde os profissionais dos “media” querem responsabilizar os actores políticos pelas suas acções, bem como reportar injustiças sociais.

Um dos mais recentes projectos de “jornalismo de vigilância” é “Mountain State Spotlight” , uma organização sem fins lucrativos, que pretende servir, directamente, a comunidade do Estado de West Virginia, relatou Sarah Scire num artigo publicado no “Nieman Lab”

Para tal, os seus co-fundadores, Greg Moore, Ken Ward Jr. e Eric Eyre, uniram-se a outros jornalistas e estagiários para escreverem histórias de interesse público. 

A título de exemplo, no dia de lançamento do “site” do “Mountain State Spotlight”, foram publicados artigos sobre acesso inadequado à Internet e sobre as falhas de um programa estatal de alimentação infantil. 

Todas estas histórias deverão ser continuadas até porque, de acordo com os responsáveis do projecto, "se encontramos alguma injustiça, não podemos simplesmente relatá-la apenas uma vez. Temos de voltar ao assunto, para dar conta dos desenvolvimentos positivos ou negativos”.


O que há de novo

As competições desportivas foram retomadas, nos EUA, depois de meses de confinamento e de eventos cancelados, devido à pandemia.

O jornalismo especializado em desporto voltou, então, a dispor de temas para relatar e tem procurado, acima de tudo, entrar em contacto com os atletas que regressaram, agora, ao activo.

Contudo, de acordo com um artigo de Frank LoMonte publicado no “site” do instituto “Poynter”, os desportistas universitários estão a ser proibidos de estabelecer contacto com a imprensa.

Depois de analisar os regulamentos de programas de atletismo, nas universidade públicas norte-americanas, LoMonte concluiu que a maioria proibia os seus membros de darem entrevista sem a autorização prévia da direcção.

Alguma universidades eram, ainda, mais rígidas com o regulamento, ao desencorajarem os atletas de denunciarem práticas abusivas. 

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Os jornais voltaram às bancas de Marselha, onde a distribuição de jornais estava condicionada desde Maio, altura em que a Presstalis entrou em liquidação e iniciou o seu processo de “rebranding”

Agora, a distribuição de publicações impressas vai ser assegurada pela France Messagerie ( que resultou a transformação da Presstalis) e pela Messageries lyonnaises de presse (MLP).

Para que a actividade fosse reiniciada, foi necessário pagar o aluguer do espaço da filial de Marselha, que está assegurado até Dezembro.

Ainda assim, a distribuição de jornais permanece “por um fio”, já que os colaboradores das empresas desejam continuar a sua actividade com uma nova estrutura: uma Société Coopérative d'intérêt Collectif (SCIC).

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O período de confinamento fez com que alguns sectores dos “media” entrassem em crise, já que os cidadãos deixaram de deslocar-se às bancas para comprarem as edições impressas das publicações.

Foi esse o caso do jornalismo de viagens. Isto porque, além de algumas publicações ainda assentarem no modelo tradicional, a maioria das deslocações, em férias, foi adiada ou cancelada.

Assim, boa parte das revistas de viagens perderam o seu público e anunciantes.

A título de exemplo, a “Family Traveller” foi forçada a suspender, em Abril, a edição impressa. O “site” continuou activo, até Setembro, e registou uma boa afluência. Contudo, a empresa não conseguiu “monetizar” os acessos “online” e entrou em liquidação.


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A jornalista Chioma Nnadi é a nova editora-executiva do “site” da Vogue Internacional, substituindo Stuart Emmrich. 

Numa nota interna, a responsável pela revista de moda, Anna Wintour, referiu que “todos conhecemos Nnadi. (...) Sabemos como ela é brilhante, enquanto escritora, editora e como uma colega. Acima de tudo, conhecemo-la como alguém que, intuitivamente, compreende a moda e lhe acrescenta um genuíno amor pela descoberta".

"Além disso -- prosseguiu Wintour -- Nnadi está entusiasmada e compreende que a ‘Vogue’ precisa de inovar a sua abordagem para chegar a novos públicos. Ela respeita o nosso passado icónico, mas não está ligada a velhas tradições. Chioma é uma editora excepcional e eu não poderia estar mais feliz”.

Chioma Nnadi começou a sua carreira na “Evening Standard Magazine”, em Londres, antes de se mudar para Nova Iorque para escrever para a Trace, uma revista independente de moda.


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Na Libéria, o trabalho dos jornalistas independentes continua a ser condicionado por figuras políticas, autoridades policiais e grupos de civis.

Recentemente, o jornalista Jallah, responsável pelo “media” independente “The News”, foi agredido por 30 homens, durante a cobertura do programa de registo eleitoral na Libéria.

Em declarações ao CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, Jallah afirmou que estava a filmar o grupo em causa, quando estes tentavam registar-se, para votarem de forma ilegal. 

Jallah disse acreditar que os atacantes trabalhavam para Victor Watson, membro do partido no poder, já que estes tiraram as suas armas de uma carrinha pintada com as cores dessa facção.

Watson comentou as acusações, confirmando que tinha ocorrido um confronto, mas identificou os atacantes como "apenas eleitores que queriam exercer os seus direitos cívicos", e acusou Jallah de tentar impedir as pessoas de votarem.


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Perante a quebra de receitas publicitárias e de circulação, o Guardian Media Group anunciou a dispensa de 180 colaboradores, entre os quais 70 jornalistas. 

Os profissionais já expressaram o seu desagrado, argumentando que, no contexto de pandemia, o Grupo deveria apoiar o jornalismo, em vez de colocar obstáculos à sua prática.

Entretanto, a NUJ (National Union of Journalists -- União Nacional de Jornalistas, em português), já enviou um apelo, considerando que a estratégia irá “afastar os leitores e prejudicar a qualidade do jornalismo” e instando a empresa “ a oferecer a opção de despedimentos voluntários a todo o pessoal em risco”.

Até porque, de acordo com os colaboradores do Guardian Media Group, a  imposição de quaisquer despedimentos obrigatórios "mina" a pretensão de ser um bom empregador. Além disso, aquela empresa de “media” tem  a certificação B-Corp, que obriga equilibrar os objectivos e os lucros, considerando os efeitos das suas decisões nos seus trabalhadores, clientes e no ambiente.
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O Telegraph Media Group atingiu um número recorde de 522 mil subscritores do seu jornalismo, digital e impresso. De acordo com o “Telegraph”,  o crescimento foi impulsionado, durante os primeiros oito meses do ano, pelo forte interesse na cobertura do coronavírus. 

Nick Hugh, director, executivo do Telegraph Media Group, afirmou que “o ano de 2019 representou mais um período de sucesso do Grupo, ao continuarmos a nossa transformação para um negócio de subscrição. O nosso crescimento substancial e consistente de assinaturas continuou em 2020, com o importante marco de 500 mil assinantes ultrapassado em Maio de 2020".

“Com a receita média por assinante também a aumentar, de acordo com o nosso plano, continuamos no bom caminho para atingirmos um modelo de negócio sustentável e rentável. Isto explica o nosso investimento contínuo em jornalismo de qualidade -- algo que se tornou cada vez mais importante nestes tempos incertos". 


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O empresário Marco Galinha, do Grupo Bel, adquiriu 40% do Grupo Global Media -- detentor de jornais como “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “O Jogo”-- por quatro milhões de euros. A entrada do investidor no capital do Grupo já foi comunicada aos trabalhadores.

O novo accionista participa no capital da Global Media através da compra de uma participação do Novo Banco (10,5%) e outra posição controlada pelo BCP (no total, quase 30%).  

Contudo, Marco Galinha terá, ainda, de despender mais 6 milhões de euros, destinados aos pagamento de indemnizações da dispensa de 120 colaboradores do Grupo. 

De acordo com o plano a que o jornal “Observador” teve acesso, o número de jornalistas envolvidos nesta reestruturação poderia ascender a 70, com o “Diário de Notícias” a reduzir o seu “staff” editorial de 44 para cerca de 20 profissionais.

O empresário comprometeu-se, também, com o controlo da gestão do Grupo durante quatro anos.


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