Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Os actuais detentores da Global Media, proprietária do Diário de Noticias e do Jornal de Noticias, além da TSF e de outros títulos, parecem estar a especializar-se como uma espécie  de “comissão  liquidatária” da empresa. Depois de alienarem  o edifício-sede histórico do Diário de Noticias , construído de raiz para albergar aquele jornal centenário,  segundo um projecto de Pardal...
Zé Manel, o talento e a sensualidade
António Gomes de Almeida
Geralmente considerado um dos mais talentosos ilustradores portugueses, a sua arte manifestou-se sob várias facetas, desde as Capas e as Ilustrações de Livros à Banda Desenhada, aos Cartazes, ao Cartoon, à Caricatura e, até, ao Vitral. E será, provavelmente, essa dispersão por tantos meios de expressão da sua Arte que fez com que demorasse algum tempo, antes de ser tão conhecido do grande público, e de ter a...
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...
O problema do umbigo
Manuel Falcão
O fim da Quadratura do Círculo é o fim de uma época e o sinal de uma mudança. A SIC Notícias já não é líder no cabo, os intervenientes do programa acomodaram-se, deixou de haver valor acrescentado. Em termos de audiência, foram caindo - passar dos 50 mil espectadores já era raro e a média do último trimestre de 2018 foi 43.500, o share de audiência do programa esteve abaixo do share médio...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
Breves
Apple News condicionada...

The New York Times, The Washington Post e The Wall Street Journal recusam-se a integrar os seus conteúdos no Netflix dos media, que a Apple se prepara para lançar, se a empresa mantiver a determinação de impor o seu próprio modelo de negócio. Os principais meios de comunicação americanos, que têm formatos de pagamento a funcionar bem, recusam-se a aceitar as condições da Apple. Os editores mais pequenos irão aderir ao Apple News, pois este é um novo canal para obter receitas, mas o sucesso da plataforma dependerá fortemente da qualidade dos títulos. O canal Apple News deve ser lançado nesta primavera, e custará cerca de US $ 10 por mês, oferecendo acesso ilimitado a jornais e revistas. Segundo o site da Media-tics, a Apple não confirmou esta informação.

API e Google assinam protocolo

A Associação Portuguesa de Imprensa (API) e a Google vão assinar um protocolo com o objectivo de combater a desinformação e promover a literacia dos media junto das comunidades mais vulneráveis em Portugal. Serão várias as iniciativas a desenvolver até 2023, no âmbito deste protocolo, que passam por “várias actividades de formação e esclarecimento junto de escolas e de grupos de seniores de todo o país”. O programa cobrirá todas as regiões do País, incluindo as regiões autónomas, e contará com a “envolvência dos meios de comunicação, sobretudo os regionais e locais, na promoção de workshops e debates relacionados com a literacia para os media”.

Assistentes de voz em crescimento

Um estudo realizado pela Juniper Research (Digital Voice Assistants: Plataformas, Receitas e Oportunidades 2019-2023) estimou que estarão disponíveis no mundo, em 2023, oito mil milhões de dispositivos equipados com assistentes de voz, em comparação com dois mil e quinhentos de 2018. O maior crescimento será em televisores inteligentes (121,3%), seguido por altifalantes inteligentes (41,3%) e wearables (40,2%). O relatório destaca o papel do Alexa, assistente de voz da Amazon, como líder de mercado, apesar de alertar para a iminente entrada de concorrentes chineses, destacando empresas como a Tencent (através do aplicativo WeChat) e o Alibaba.

Facebook testa novas opções

O Facebook está a testar as Subscrições de fãs e o Brands Collabs Manager em alguns países na Europa, como o Reino Unido, a Espanha, a Alemanha e Portugal. A opção Subscrições de fãs permite que as pessoas apoiem os criadores que admiram com um pequeno pagamento mensal recorrente, em troca de recompensas como um conteúdo exclusivo ou um distintivo que demonstre o estatuto de apoiante. Já o Brands Collabs Manager permite que os anunciantes ou marcas encontrem e colaborem com criadores para oportunidades de conteúdo patrocinado no Facebook.

App do Grupo Renascença

A Renascença, a RFM e a Mega Hits vão passar a estar disponíveis através de apps para sistemas automóveis Android Auto e Apple Carplay. A par da emissão principal de cada uma das estações a vantagem das aplicações é a possibilidade de ouvir directamente no sistema dos automóveis as web rádios e podcasts de cada estação. Nelson Pimenta, director digital do grupo Renascença Multimédia, refere que “a meta é simplificar a vida dos ouvintes e fãs das nossas marcas. Procuramos ir seu encontro em todo lado, agora especialmente no seu local de escuta de rádio preferido.”

Agenda
20
Fev
Social Media Week: Austin
09:00 @ Austin, Texas , EUA
26
Fev
Digital Summit Seattle
09:00 @ Seattle, EUA
02
Mar
LinkedIn para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa
04
Mar
Simpósio de Radiodifusão Digital da ABU
09:00 @ Kuala Lumpur, Malásia
Connosco
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Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

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Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

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A perda de confiança nos meios de comunicação é um dos grandes problemas do jornalismo actual, mas também tem a ver com o modo insistente como os próprios media se lhe referem.

“Há aqui um efeito paradoxal, porque a investigação tem demonstrado que há poucas notícias falsas em comparação com a totalidade da informação que circula. Mas os media fazem a cobertura deste fenómeno como se ele afectasse 90% da informação que circula.”

É esta a reflexão do jornalista e investigador argentino Pablo Boczkowski, docente na Universidade Northwestern, no Illinois, EUA, na aula inaugural do curso de Maestría en Periodismo y Comunicación Digital, na Universidad de la Sabana, na Colômbia.

Em sua opinião, o que compete aos media é “continuarem a fazer o que sempre fizeram  - o que quer dizer, elaborar as notícias com um procedimento de alto controlo de qualidade, e que isto seja o mais transparente possível para o público.”

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Um conjunto de 47 eurodeputados e 14 organizações de defesa da liberdade de expressão e de Imprensa assinou, em Bruxelas, uma resolução conjunta que denuncia a falência do sistema judicial turco e a consequente falta de soluções internas para a defesa dos jornalistas visados pela repressão em curso naquele país.

Segundo os dados do IPI - International Press Institute, que promoveu a mesa-redonda no Parlamento Europeu, sobre o tema “Turquia: o Mito da Solução Legal Doméstica”, à data da mesma, 29 de Janeiro, encontravam-se detidos mais de 150 jornalistas ou responsáveis por meios de comunicação  - confirmando a Turquia como o país com o maior número de jornalistas presos em todo o mundo.

Além dos eurodeputados signatários  - cujos nomes se encontram no final do documento -  participaram na reunião representantes da Comissão e do Conselho da Europa, bem como do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, de NGO’s, jornalistas e peritos legais vindos da Turquia.
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Depois de três dias de discussões, os representantes da Comissão Europeia, do Conselho da UE e do Parlamento Europeu chegaram a acordo para um texto comum sobre a nova lei de Direitos de Autor, que tem algumas alterações em relação à proposta inicial, apresentada pela Comissão em 2016.

No entanto, o processo não está ainda encerrado. Embora todos se congratulem pela etapa agora conseguida, o documento terá de ser votado no Conselho (que representa os Estados membros) e no Parlamento, “prevendo-se votações até meados de Abril”.

Segundo a agência Lusa  - que aqui citamos do DN -  “esta é a data prevista já que, no final de Maio, existem eleições para o Parlamento Europeu; porém, o prazo poderá não ser respeitado no Conselho da UE, dado que a actual presidência rotativa, a romena, só termina a 30 de Junho”.

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O júri do World Press Cartoon  - que se realiza, desde 2017, nas Caldas da Rainha -  já analisou, entre 11 e 12 de Fevereiro, as 900 caricaturas e desenhos, recebidas de 68 países e concorrentes à sua edição deste ano, na qual estão presentes 71 novos autores. Estão a concurso desenhos nas categorias de Editorial, Caricatura e Desenho de Humor, publicados entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2018.

Pelo segundo ano, o concurso foi aberto a publicações online profissionalizadas, de reconhecida natureza jornalística. Este facto, bem como a abertura da convocatória mais cedo, explicam, segundo o organizador e presidente do júri, António Antunes, o aumento dos desenhos na edição de 2019 do World Press Cartoon.

Os cartoons vencedores vão ser conhecidos no dia 4 de Maio, numa gala este ano antecipada “para tentar captar os alunos das escolas para a exposição”, que ficará, após a entrega dos prémios, patente no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

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“O custo do jornalismo de investigação é elevado e raramente parece [conseguir] pagar-se a si mesmo... Perante a evidência de uma falha do mercado no suprimento de um jornalismo de interesse público, uma intervenção pública pode ser o único remédio”  - afirma.
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Nos termos de uma frase atribuída ao Presidente russo Vladimir Putin, “quem domine a IA (Inteligência Artificial) dominará um dia o mundo”.

“É uma afirmação aparentemente exagerada, mas absolutamente certa, se tivermos em conta que do desenvolvimento da IA vai nascer a esperada ‘singularidade’  - o temido e esperado momento em que as máquinas vão superar, em inteligência e capacidades, os humanos.”

Segundo o jornalista Miguel Ossorio Vega  - que aqui citamos de Media-tics -  já vimos este cenário muitas vezes em filmes, “quase sempre com consequências fatais para nós, mas que países como os EUA e a China lutam por liderar. Para ambos, a Inteligência Artificial é uma questão estratégica, além de mais um capítulo na sua rivalidade pela liderança económica global”.

O que há de novo

Morreu o jornalista José Queirós, que foi um dos fundadores e director-adjunto do Público, sendo mais tarde, durante três anos, o seu provedor do leitor. Natural do Porto, onde sempre viveu, começou como repórter estagiário do Primeiro de Janeiro, em 1977. Durante a década de 80 foi o responsável pela organização e expansão da delegação do Expresso na mesma cidade. Entre 2002 e 2008 trabalhou no Jornal de Notícias, de que foi chefe de redacção.

José Queirós deixou, da sua experiência como provedor do leitor, uma avaliação pessoal:  "Agora farto-me de ler, sou sério candidato a leitor número um do Público, leio o jornal de ponta a ponta. Se já antes o fazia, quando por aqui andei e ajudei a criar este diário, continuei a fazê-lo por gosto."

"Tenho orgulho neste jornal e zango-me com ele quase todos os dias. Suponho que se chama a isto um afecto possessivo, que devo recalcar semana após semana, para ganhar a distância necessária na avaliação das críticas que me chegam." 

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Foi divulgada, em Belgrado, a Carta sobre as Condições de Trabalho dos Jornalistas, documento assinado por 14 associações representativas da classe profissional e filiadas na Federação Europeia de Jornalistas. O texto está aberto a outras organizações, empresas de media públicas ou privadas, ou autoridades envolvidas no melhoramento das referidas condições de trabalho.

O documento reparte por dez artigos os grandes princípios que dizem respeito às relações de trabalho entre os jornalistas, os seus empregadores e a opinião pública, beneficiário final do seu produto. Formula também os valores que as autoridades, públicas ou privadas  - incluindo as instituições da União Europeia -  devem respeitar na sua relação com os jornalistas.

A Carta vai ser entregue à Comissão Europeia, em Bruxelas, bem como ao Conselho Europeu, em Estrasburgo, durante o ano de 2019.
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O Conselho da Europa divulgou um relatório preocupante sobre a situação da liberdade de Imprensa, que “piorou significativamente” nos seus Estados-membros em 2018. Homicídios impunes, actos de intimidação e detenções arbitrárias são alguns dos ataques mais frequentes.

Elaborado por doze organizações parceiras, incluindo os Repórteres sem Fronteiras e o Comité para a Protecção de Jornalistas, o estudo indica que, durante o ano findo, houve 140 violações sérias à liberdade de Imprensa em 32 dos 47 Estados-membros, concluindo que a mesma “está no momento mais frágil desde o final da Guerra Fria”.

Segundo o mesmo documento  - que aqui citamos do Observador -  o número de ataques a jornalistas tem aumentado “continuamente”, com as ameaças de morte a duplicarem no último ano, e não tem havido progressos em casos antigos de impunidade pelo assassinato de jornalistas.
Até ao final do ano passado, 130 jornalistas estavam detidos em Estados-membros do Conselho da Europa, dos quais 110 na Turquia, um “recorde mundial” do Mediterrâneo, segundo o estudo.

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Portugal e a Suíça são apresentados como exemplo positivo no capítulo europeu do Informe Anual 2018, elaborado pela secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras e divulgado em Madrid.

A Suíça, por ter decidido a continuação do financiamento da estação pública de radiotelevisão, que teria fechado em caso contrário. E Portugal por ter aprovado nova legislação que agrava as sanções em caso de crimes cometidos contra os que informam, que passam a figurar como “pessoas protegidas”.  

Tanto este capítulo sobre a Europa, como a introdução geral assinada por Alfonso Armada, presidente de Reporteros sin Fronteras, destacam as ameaças e retrocessos da liberdade de Imprensa aqui e em todo o mundo: “Sopram ventos maus sobre a liberdade de Imprensa no mundo, porque sopram ventos maus sobre a liberdade”  -  afirma.

A apresentação pública do documento realizou-se, a 8 de Fevereiro, no salão nobre da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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Pressionados pelas chefias para estarem sempre disponíveis, insultados e agredidos nas ruas quando fazem a cobertura das manifestações, muitos jornalistas franceses estão a chegar ao limite da sua resistência e a deixar a profissão. Quando a NextRadio TV  - o grupo que detém o canal noticioso BFM TV -  propôs aos seus jornalistas, no final de 2018, rescisões voluntárias em condições favoráveis, cerca de um terço dos 700 jornalistas da empresa aceitou.

O problema é que muitos dos que o fazem, agora, pertencem a uma geração mais jovem, que chegou à profissão nesta última década. Para fechar o círculo, os cortes de pessoal “aumentam a pressão sobre os que ficam”.

A reflexão é da jornalista francesa Alice Antheaume, da Slate.fr e France5, no Observatório Europeu do Jornalismo.

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O diário francês L’Humanité foi colocado sob administração judicial pelo Tribunal do Comércio de Bobigny, em Paris, podendo prosseguir actividade até nova decisão. Está prevista uma segunda audiência para 27 de Marco, sendo o período de observação de seis meses.

O conhecido jornal comunista, em dificuldades financeiras, declarou-se no final de Janeiro em cessação de pagamentos e fez apelo à solidariedade dos seus leitores. Foi marcada para 22 de Fevereiro um jornada de apoio a L’Humanité.

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O diário The New York Times fechou 2018 com lucros operacionais de cerca de 190 milhões de dólares e declara o projecto de subir dos seus actuais 4,3 milhões de assinantes – somando as edições impressa e digital -  para os dez milhões até 2025.

A publicidade digital teve, aliás, um marco importante no último trimestre de 2018 já que, ao atingir os 103 milhões de dólares, superou pela primeira vez as receitas da impressa, fixadas nos 88 milhões de dólares após uma quebra de 10% face ao trimestre homólogo em 2017.

Ao contrário da tendência para cortes de pessoal, incluindo entre os media digitais, The New York Times acrescentou 120 trabalhadores à sua redacção em 2018, subindo o número total de jornalistas para os 1.600, o maior na sua história.

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A Google anunciou o investimento de 3,1 milhões de dólares na Fundação Wikimedia, que detém a famosa enciclopédia digital Wikipedia. Já tinha investido, na última década, mais de 7,5 milhões. Por que é que o faz? Porque precisa. E não está sozinha neste passo  - também a Apple e a Amazon têm contribuído para a Wikipedia.

Uma das razões decisivas é que as grandes empresas tecnológicas “precisam de ter acesso à gigantesca base de dados de conhecimento de qualidade da Wikipedia”. Segundo o jornalista Miguel Ossorio Veja  - que aqui citamos de Media-tics, a Wikipedia tornou-se “um gigante a nadar contra a corrente; uma plataforma aberta criada pelos seus próprios utentes e que, apesar disso, consegue manter a qualidade dos seus artigos em pleno apogeu das fake news”.

Até ao ponto de se ter tornado “uma fonte fiável para plataformas como o YouTube, que usam os conteúdos da Wikipedia para ajudar a verificar a informação contida nalguns vídeos”.

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