Segunda-feira, 21 de Maio, 2018
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O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
Um conselho inútil
Manuel Falcão
Pouca gente terá reparado que o Governo andou a fazer uma luta surda com a RTP até conseguir o que queria - ter uma palavra a dizer na composição do conselho de administração da empresa concessionária do serviço público de Rádio e Televisão. O caso deu-se graças a uma das maiores asneiras do ministro Poiares Maduro, no anterior governo, que foi a criação do Conselho Geral Independente...
Jornalistas assassinados na UE
Francisco Sarsfield Cabral
A 3 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A ideia de uma organização, patrocinada pela Unesco, para defender a liberdade de informação partiu de um grupo de jornalistas independentes em 1976.O encontro deste ano, no Ghana, dará especial atenção à independência do sistema judicial e à importância de assegurar que serão legalmente investigados e condenados crimes contra jornalistas. Foi,...
Para Joana Marques Vidal, todo o seu mérito se resume a “ter impresso a uma pesada máquina em movimento um novo funcionamento”, mais “eficaz, mais oleado, mais interdependente entre as várias equipas especializadas, e mais responsabilizado e onde deixa transparecer uma grande proximidade entre a hierarquia e as várias instâncias envolvidas. Joana Marques Vidal nunca recebeu telefonemas de Rui Rio, ao contrário do seu antecessor. Mas...
O Poder do Dever
Luís Queirós
No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
Breves
Carta de protesto dos trabalhadores da Lusa

Uma carta dos trabalhadores da Agência Lusa foi entregue ao ministro da tutela na qual se chama a atenção para as "necessidades prementes e urgentes da Agência, sujeita a asfixia financeira e refém de cativações burocráticas". O documento assinala que "a contínua saída – e sucessivamente adiada substituição, por atraso na resposta da tutela – de jornalistas do quadro, bem como de correspondentes das redes nacional e internacional, tem impacto na gestão diária e no funcionamento global da agência". Na opinião dos signatários da missiva, "o contrato de serviço público não está a ser cumprido como podia, e devia, caso o investimento na Agência fosse outro."

“O Bairro dos jornais”

Um novo livro da autoria de Paulo Martins aborda a concentração da imprensa no Bairro Alto, durante mais de 150 anos. Intitulado "O Bairro dos Jornais", o autor não perde de vista a evolução histórica e conta episódios relevantes de uma zona por onde passaram quase 600 publicações. A obra foi apresentada por Mário Zambujal, tendo prefácio de  Appio Sottomayor

Santander capital de mulheres jornalistas

A conferencia internacional de género promovida pela FIP - Federación Internacional de Periodistas vai transformar Santander na capital mundial das mulheres jornalistas.

A sessão de abertura, a 25, contará com a presença de Pilar López Díaz, jornalista e especialista em género, e no encerramento será entregue o III Premio Concha Espina, atribuído a Daniel Plaza Rubio, por uma reportagem televisiva.

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“Não leiam apenas o The New York Times”, podia ler-se num anúncio publicado na edição impressa do diário norte-americano, que recomendava aos seus leitores vários outros títulos, no âmbito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinalou no passado dia 3 de Maio. Este  esforço conjunto reuniu 36 marcas de media de todo o mundo . A campanha reuniu marcas como The Wall Street Journal, The Guardian, Financial Times, The Atlantic, The Economist, CNN ou BBC, que se juntaram à UNESCO para defender a imprensa e o consumo de informação a partir de vários pontos de vista, quebrando o circuito fechado em favor da pluralidade de opiniões. “Leia mais. Oiça mais. Compreenda mais. Tudo começa com uma imprensa livre”,é a sua assinatura.

RTP Play quer ser Netflix português

O novo projecto estratégico da RTP para os próximos três anos aposta na inovação dos conteúdos do Grupo de rádio e televisão públicas e tenciona colocar o digital como base do serviço. Uma das iniciativas previstas é a transformação da RTP Play, a plataforma de conteúdos do Grupo, numa espécie de Netflix ou Foxplay, com o objectivo de “fazer chegar os conteúdos RTP a públicos que preferem outras formas de consumo que não o linear”.

Agenda
24
Mai
24
Mai
Conferência Internacional Literacia de Media e Informação
09:00 @ Faculdade de Letras - Universidade de Coimbra
30
Mai
The GEN Summit 2018
19:00 @ Pátio da Galé, Lisboa
01
Jun
MEDIAMIXX 2018
09:00 @ Thessaloniki, Grécia
04
Jun
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa
Connosco
Galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


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Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

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Tanto a Google como o Facebook têm estado a enviar dinheiro para apoio a projectos jornalísticos. Só nestes últimos três anos, as duas empresas juntas já destinaram mais de 500 milhões de dólares a vários programas ou parcerias com os media. Estas mega plataformas contam-se agora entre as maiores financiadoras do jornalismo. A ironia é que foi o desmantelamento da publicidade tradicional, em grande parte cometido por elas, que deixou as empresas jornalísticas neste sufoco de necessidade. O resultado é uma aliança disfuncional. Mesmo os que recebem estes apoios acham que as doações são “dinheiro culpado”, enquanto as gigantes tecnológicas procuram melhorar a imagem e conquistar amigos numa comunidade jornalística que  - sobretudo agora -  parece abertamente hostil.

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A cobertura noticiosa, na Europa, é dominada por jornalistas e comentadores masculinos, que usam a maior parte do tempo a escrever sobre outros homens. Esta supremacia dos homens na reportagem e mesmo na agenda noticiosa mantém-se, apesar de, em muitos países, as mulheres já constituírem metade dos profissionais, e de haver mais mulheres do que homens a escolherem o jornalismo como carreira. A única excepção é Portugal, onde os trabalhos assinados por mulheres ultrapassam os dos homens, numa relação de 31% para 20%. “Mas mesmo aqui, a utilização de fotografias de homens menoriza as de mulheres, de 49% para 12%.” Estes dados são de um levantamento feito pelo Observatório Europeu de Jornalismo, em Janeiro e Fevereiro de 2018, sobre dois jornais impressos e dois online de cada um de onze países europeus.

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Na Europa Ocidental, o modo como as pessoas consideram os meios de comunicação é mais marcado pelo facto de terem ou não tendências populistas do que por serem mais de direita ou de esquerda  -  segundo um recente estudo de opinião conduzido pelo Pew Research Center em oito países: Dinamarca, França, Itália, Alemanha, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. Em todos eles, uma atitude populista coincide com menor grau de confiança nos media, sobretudo nas grandes questões da imigração, da economia e do crime. De modo geral, esta confiança é mais baixa na Espanha, França, Reino Unido e Itália, onde apenas um quarto de "populistas" manifesta confiança nos media. Por contraste, os que não têm essa atitude são mais inclinados (de 8% a 31%) a ter alguma confiança nos media, em todos os países estudados.

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Partindo do princípio de que as crianças de hoje serão os assinantes do futuro, há jornais a investirem, de novo, nos suplementos infantis, para que os menores adquiram hábitos de leitura e apego pessoal a um título. Em Setembro de 2017, o diário francês Libération converteu o seu Le P’tit Libé num semanário digital, com aplicação para iOS. O jornal The New York Times, que já tinha, há um ano, lançado na sua edição impressa uma secção especial intitulada Kids, acabou por convertê-la num produto mensal  - a pedido dos leitores -  e, desde Janeiro de 2018, vem com a última edição de cada mês, com o aviso: “esta secção não deve ser lida por adultos”.

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A formulação imprecisa de um artigo do Regulamento europeu de Protecção de Dados (o 85º)  - seguida pela redacção, esta já mais preocupante, de outro artigo na proposta de lei do Governo (o 24º) para a sua aplicação no nosso País -  motivou um debate em que os partidos com assento parlamentar começaram a tomar posição  - estando aliás, neste caso, de acordo sobre o essencial.  A API – Associação Portuguesa de Imprensa enviou à Assembleia da República um parecer chamando a atenção para o risco de se estar a pôr “em causa a liberdade de Imprensa em Portugal”. A questão imediata é que o RGPD entra em vigor no dia 25 deste mês de Maio, mas o seu enquadramento legal, com os necessários debates parlamentares na especialidade, pode levar meses.

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A União Europeia decidiu reforçar o direito à privacidade dos utentes da comunicação digital. “A partir de agora, qualquer empresa que recolha dados pessoais terá de obter o consentimento explícito do utente para tratar essa informação”. Ora, os media “também vão ter de adoptar as medidas necessárias para cumprir a lei, se não quiserem enfrentar multas milionárias”. O que significa que terão de se acautelar, se não querem “sofrer um castigo que se pode revelar fatal para as suas já maltratadas economias”.

É esta a reflexão inicial de um texto de Media-tics, que faz a síntese do debate em curso sobre os possíveis efeitos secundários de uma regulação pensada para defesa dos cidadãos contra o mau uso da informação que seja recolhida sobre eles próprios.

O que há de novo

O jornal desportivo “Marca”, um dos mais lidos em Espanha, vai comemorar oitenta anos no próximo dia 21 de Dezembro, estando já em curso um vasto programa comemorativo de que se faz eco a revista “Periodistas” editada pela FAPE.

Fundada em San Sebastian por iniciativa de Manuel Fernández Cuesta, desejoso de fazer uma revista desportiva num tempo pouco propício a desportos, a “Marca” nasceu como semanário gráfico, quando faltavam quatro meses para o desfecho da guerra civil, e mudou-se um ano depois para Madrid, ali mantendo a sua sede.

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Realizou-se em Bruxelas o 81.º Congresso da AIPS – Association Internationale de la Presse Sportive (Associação Internacional da Imprensa Desportiva), no qual participaram mais de 200 jornalistas, a representarem as Associações de mais de 100 países (incluindo o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto).

O CNID, conforme refere o seu site, esteve representado pelo seu presidente, Manuel Queiroz, enquanto outro jornalista português, Jorge Ribeiro, ex-presidente do CNID, interveio na qualidade de membro de um dos comités da AIPS.

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Com recurso ao Twitter, o jornalista André Macedo, confirmou a sua demissão da RTP, a pretexto de que abriu “um novo ciclo”.

O jornalista em causa, que passou pela Direcção do Diário de Noticias, foi director adjunto de informação do operador publico, durante cerca de dois anos.

Recorde-se que o seu ingresso na televisão publica em 2016 foi chumbado pelo respectivo conselho de redacção, por considerar que a prioridade da empresa deveria passar pela contratação de jornalistas para “as tarefas quotidianas da redacção, em detrimento de jornalistas directores”.

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Está disponível, em formato digital, o manual intitulado “Ética Jornalística na Era Digital”, que reune em 32 páginas uma reflexão sobre algumas das questões mais actuais neste terreno, como as da “pós-verdade”, da instantaneidade do noticiário, da verdade numa era de violência, da investigação no jornalismo, da independência editorial, dos modelos de negócio nas empresas de media e do conceito de ética jornalística no presente. São seus autores Luis Manuel Botello, do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e Javier Darío Restrepo, da Fundación Gabriel García Marquez.

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A revista Visão Saúde é a nova  aposta da Trust in News, que desde o início do ano, detém o portfolio das revistas que eram propriedade da Impresa. A editora pretende disponibilizar uma revista que trate os temas “de forma séria e aprofundada, e que explique tudo sobre o assunto”.

De acordo com Mafalda Anjos, directora do título e publisher da editora, “era notório que os temas ligados à saúde vendiam muito bem na Visão e são dos mais procurados no site. Faz falta informação sobre saúde de qualidade” (…) com “informação rigorosa e cientifica”, refere.

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O Grupo Le Monde volta a organizar, de 13 a 15 de Julho, o Festival Internacional de Jornalismo, no mesmo local idílico de Couthures-sur-Garone. Esta terceira edição vai proporcionar encontros, testemunhos, debates, projecções, gastronomia, idas e concertos. E, como em qualquer festival que se preza, o mais difícil será o embaraço da escolha entre realizações que decorrem em simultâneo.
Desde Janeiro que uma comissão editorial de 18 jornalistas do Courrier International, do Huffington Post, de Le Monde, de L’Obs e Télérama, mas também de outros meios fora do Grupo Le Monde, se ocupou da coordenação de “um programa denso e atractivo em torno de sete temas”.

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Desde há 27 anos que somos acelerados pela informática. Em 1991 só havia um site no monitor do computador de Tim Berners-Lee, na Organização Europeia para a Investigação Nuclear, na Suíça. Em 2014 já tinham sido criados um milhão de sites por todo o mundo, e agora são mais de mil milhões. Mas a comunicação entre os humanos não subiu de qualidade ao ritmo da quantidade. Há hoje um clamor crescente contra a “info-estupidez” que trocamos entre nós pelas redes sociais, e apelos a um cancelamento das contas, a fim de obrigar as plataformas a redefinirem o universo digital de formas mais construtivas. “O macaco digital não estava preparado para navegar na desinformação e na manipulação, e está a brincar com uma pistola carregada.” É esta a reflexão inicial de um texto recente de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

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Está nas bancas, desde o dia 15 de Maio de 2018, o jornal que se chama precisamente Dia 15, que é mensal, é impresso “em formato próximo do tablóide”, como explica o seu director, Paulo Carmona, mas “vai tratar determinados assuntos com o tempo que a pressão das notícias não deixa”. Os fundadores são  “um grupo de amigos que entende que é preciso tratar os temas com maior debate e profundidade, que a informação não se esgota na notícia e que os temas devem ser discutidos para lá da espuma dos dias, que se deve debater a árvore em vez da folha e que, em vez de discutir um aumento de 5 ou 10 euros, se deve perguntar porque é que os espanhóis ganham muito mais do que nós”  - diz ainda. O Dia 15 é vendido ao preço de capa de 3,5 euros.

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