Quinta-feira, 19 de Outubro, 2017
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O Clube

Está formado o Júri que vai apreciar os trabalhos concorrentes ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e pelo Jornal Tribuna de Macau (JTM),  com o apoio da Fundação Jorge Álvares.

O Júri será presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, e integrado pelos jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do Jornal Tribuna de Macau, José Carlos de Vasconcelos, director do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI.


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Opinião
A comunicação social e a Catalunha
Francisco Sarsfield Cabral
A crise da Catalunha foi, em grande parte, feita para a comunicação social. Os independentistas catalães estavam nos últimos anos a perder adeptos. Uma forma de atrair para a causa os moderados seria provocar Madrid a usar a força policial na região e em particular em Barcelona. Correram mundo as imagens televisivas de polícias nacionais a carregar sobre pessoas que queriam votar no simulacro de referendo. O que descredibilizou...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Na semana passada aconteceu o que há muito se esperava – um dos maiores grupos de comunicação anunciou que vai encerrar ou vender a maior parte dos seus títulos de imprensa. A braços com um endividamente gigantesco, acaba por reconhecer que as receitas que obtém, quando existem, são insuficientes para inverter a situação criada ao longo de anos. O cenário actual complica tudo: é devastador folhear um jornal...
Peter Barbey, actual proprietário (desde 2015) do The Village Voice, anunciou em 22 de Agosto o fim da edição impressa do semanário nova-iorquino, após 62 anos de publicação, continuando a ser produzida a versão digital. A edição impressa – gratuita desde há 21 anos -  tinha actualmente uma tiragem de 120 mil exemplares, enquanto a versão digital, segundo a comScore (empresa de análise de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Agenda
20
Out
20
Out
Facebook para Jornalistas
12:00 @ Cenjor,Lisboa
23
Out
II Congresso Internacional sobre Competências Mediáticas
16:00 @ Brasil, Faculdade de Comunicação – Universidade Federal de Juiz de Fora , Minas Gerais
23
Out
Atelier de Jornalismo Digital
18:30 @ Cenjor,Lisboa
Connosco
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O consumo doméstico de televisão por assinatura em Espanha, no ano de 2016, foi de 14,5 euros por mês, por habitação, o que significa quase 21% do seu gasto total em tecnologias de informação e comunicação. Esta quantia é 6,5% inferior à de 2015, que se situava numa média de 15,4%. Os dados são do relatório La sociedad en red 2016, elaborado pelo Observatorio Nacional de las Tecnologías de la Sociedad de la Información (ONTSI).

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A tragédia causada pelos incêndios no centro e norte do País, neste domingo 15 de Outubro, já considerado “o pior dia do ano” em número de ocorrências (mais de 500), simultâneas ou consecutivas, é retratado nas primeiras páginas dos jornais de 17. Quase todos destacam os números das vítimas, somando as de agora às de Pedrógão. Os dois jornais que usam a mesma foto, de três mulheres junto de uma casa destruída, abraçando-se ao lado de uma menina, são também os que procuram as palavras fortes para caracterizar o ocorrido: “Imperdoável” (Correio da Manhã); “Cem mortes sem desculpa” (Jornal de Notícias). 

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Alguns dos princípios fundamentais que sustentam a democracia, como a confiança, o diálogo informado, um sentido partilhado da realidade, o consentimento mútuo e a participação, estão a ser postos à prova por determinadas características das redes sociais. É este o tema do documento final de um estudo desenvolvido por duas organizações do Grupo Omidyar, o Democracy Fund e a Omidyar Network, e divulgado no dia 1 de Outubro. O Grupo é dirigido por Pierre Omidyar, fundador da eBay

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Numa palestra dirigida a estudantes universitários, em Julho de 2017, Matt Boyle, o editor em Washington do site Breitbart News, afirmou como seu propósito “a completa destruição e eliminação de toda a Imprensa de referência” [mainstream media, no original]: “Nós antevemos um dia em que a CNN já não esteja em funções. Nós antevemos um dia em que o New York Times feche as portas. Eu penso que esse dia é possível.” Um dos mais recentes tweets de Donald Trump diz que a licença de operação da NBC “deve ser contestada” e possivelmente “revogada”. Abriu nos Estados Unidos um debate sobre se o Presidente não estará já, por palavras de ameaça, a pisar o risco vermelho da violação da Primeira Emenda.

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“Estamos enfrentando tempos de cólera, descrença e desumanidade. (...) A primeira semana de Outubro de 2017 demonstrou essas evidências através de actos chocantes e episódios avassaladores que provocam inquietude, comoção e reflexão.” O texto que citamos refere-se à morte do reitor da Universidade de Santa Catarina, no Brasil, ao ataque a uma creche, no mesmo país, e ao massacre de Las Vegas. A reflexão que desenvolve é sobre a humanidade e a dignidade que devem orientar um jornalismo responsável, ao tratar destes “casos extremos”. 

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O novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o  Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado;  Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de Outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e  passou dois anos em Moçambique,  onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e  conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado  Portugal em várias organizações multilaterais.

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A revolução digital parece hoje omnipresente na paisagem dos media, mas nem todas as redacções estão a tirar dela o melhor proveito, e há muitas que estão a ser “deixadas para trás”. Seja por desníveis tecnológicos, ou pelo lado da segurança e da verificação dos factos, ou pelo da confiança por parte do público, ou ainda pelo da sustentabilidade financeira, as redacções não estão a adoptar na sua totalidade os novos instrumentos disponíveis. Só 5% dos profissionais têm formação tecnológica reconhecida e só 18% das redacções são de natureza digital. Estes dados são de um inquérito global ao Estado da Tecnologia nas Redacções, realizado pelo International Center for Journalists.

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O jornalismo cultural que toma como tema as exposições de artes visuais estará sempre exposto a situações de polémica. São as próprias exposições que estão em causa, muitas vezes, pela natureza das obras apresentadas  -  e sabemos como a história da aceitação ou recusa do que se pode mostrar ou ver é longa e conflituosa, até hoje. “Jornalistas são inconformados por natureza. Artistas são contestadores por natureza. Críticas, ameaças e até castigos físicos não calaram artistas da Renascença italiana, mais de meio milénio atrás.” Esta é a reflexão de Franthiesco Ballerini, autor de Jornalismo Cultural no Século 21, sobre polémicas recentes no Brasil, a propósito da cobertura jornalística de duas exposições muito criticadas. No Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O que há de novo

Terminado o último prazo, a ERC remeteu à Autoridade da Concorrência o seu parecer sobre “a operação de concentração MEO / Media Capital”, no qual reconhece que os três membros do seu Conselho Regulador “não obtiveram um consenso” sobre o referido projecto de aquisição. O documento, citado no site da ERC, admite que “a presente operação aumentaria a concentração da titularidade de 4 dos 5 segmentos de órgãos de comunicação social regulados pela ERC” e que “não permite antever benefícios em prol do pluralismo no sistema mediático português”, mas que, apesar disso, “o Conselho Regulador não tem um entendimento unânime sobre os riscos aqui sistematizados para o pluralismo no sector da comunicação social em Portugal”.

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“Agora há vigaristas em todos os lados para onde se olhe. A situação é desesperada.” Foi este o último post que Daphne Caruana Galizia, uma jornalista de investigação em Malta, colocou no seu blog. Meia hora depois era morta pela explosão de uma bomba colocada no seu carro. Daphne era famosa pela denúncia de casos de corrupção no país, relacionados com as revelações dos Panama Papers, e chegando até pessoas muito próximas do primeiro-ministro Joseph Muscat. O ICIJ – Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publicou um comunicado declarando-se chocado com o atentado e exigindo justiça.

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Vai realizar-se na Universidade de Aveiro, de 2 a 4 de Novembro, o Congresso Internacional da Imprensa de Língua Portuguesa no Mundo, em simultâneo com o XIII Congresso da Associação Portuguesa de Imprensa. Da sessão de abertura consta a inauguração da Exposição da Imprensa Centenária Portuguesa, promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa, que esteve presente, em Julho de 2017, no Parlamento Europeu. 

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Três das mais conhecidas revistas do grupo Time Inc. vão reduzir, a partir do início de 2018, a sua tiragem ou a sua frequência de edição. A Time mantém a periodicidade semanal, mas corta um terço na tiragem, de três para dois milhões de exemplares. A Fortune baixa de 16 para 12 números por ano, e a Sports Illustrated de 38 para 27.

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O governo do Reino Unido está a considerar mudanças no estatuto legal da Google, Facebook e outras empresas da Internet, incluindo a possibilidade de serem definidas como publishers  - e, portanto, responsabilizadas pelos seus conteúdos. A secretária da Cultura, Karen Bradley, reconhece a necessidade de “encontrar um equilíbrio entre a valorização dos benefícios da Web e o fazê-la segura para os utentes, protegendo também a propriedade intelectual”. Admite, por isso, que a sua classificação legal como publisher pode não ser a melhor solução, mas está a ser avaliada.

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Juan Luís Cebrián, director e fundador do jornal espanhol El País, e que liderou o grupo Prisa nos últimos anos, deve ceder o seu lugar na presidência do Grupo que detém a Media Capital em Portugal, ainda esta semana, de acordo com informação divulgada pelo site electrónico Meios & Publicidade. O lugar de Juan Luís Cebrian deve ser ocupado por Javier Monzón, ex-presidente da Indra e consultor de várias empresas, entre as quais o Santander.

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É um fenómeno pouco conhecido entre nós, mas o Irão está a atravessar a sua própria revolução digital. Como alguns dos serviços mais generalizados internacionalmente  - neste caso YouTube, Facebook, Google e Apple -  estão bloqueados no país, os utilizadores da Internet usam as aplicações iranianas e, no espaço de quatro anos, já chegaram aos 22 milhões de utilizadores de dispositivos móveis. O Instagram, que não foi interdito, tem 20 milhões de utilizadores. 

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Num debate sobre o futuro do jornalismo, realizado no Palácio de Belém, o Presidente da República lembrou que, “quando o poder político é chamado a intervir, não resiste a intervir com uma mão pesada; e a pretexto de salvar a liberdade, pode não o fazer”. Marcelo Rebelo de Sousa referiu as crises sucessivas que têm atingido o sector e afirmou-se “muito preocupado com o panorama do jornalismo em Portugal”.

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