Sexta-feira, 10 de Abril, 2020
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O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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Opinião
Com a crise do coronavirus, os sinos começaram a “tocar a rebate” pela Imprensa que, em Portugal, já se defrontava com uma situação precária, devido à quebra continuada de vendas e de receitas publicitárias. Os anunciantes começaram por migrar para as televisões, com uma política de preços em jeito de “saldo de fim de estação”, e mais tarde para a Internet, seduzidos pelas ...
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
No Brasil uma empresa de mídia afixou uma campanha, de grande formato, com uma legenda: “Eu tô aqui porque sou um outdoor. E você, tá fazendo o quê na rua?”. Este é o melhor exemplo que vi nos últimos dias sobre a necessidade de manter a comunicação e reforçar as mensagens. Em Portugal e no estrangeiro sucedem-se adiamentos e cancelamentos de campanhas. Mas há também marcas que resolveram até...
Breves
Prémios Pulitzer

Perante a pandemia do novo coronavírus, o painel de especialistas dos Prémios Pulitzer considerou oportuno adiar o anúncio dos finalistas candidatos ao galardão.

Isto porque os jurados consideram que, em tempo de coronavírus, muitos jornalistas estão a desempenhar o seu papel de forma extraordinária e irrepreensível, pelo que deverá haver uma reapreciação dos candidatos.

A revelação dos finalistas, que estava agendada para 21 de Abril, ficou agora marcada para dia 4 de Maio. Assim, a entrega dos galardões, prevista para Maio na Universidade de Columbia, será, igualmente, adiada.

"Sites" noticiosos progridem

 As visitas dos espanhóis a “sites” e “apps” de informação registaram, em Março, um crescimento exponencial, segundo um relatório da empresa Comscore.

Os cidadãos espanhóis passaram, em Março, 158% mais tempo a ler notícias “online”, do que em Janeiro. Da mesma forma, o interesse pelos “media”, em geral, aumentou 87%, e a popularidade das redes sociais cresceu 48%.

Em termos gerais, o aumento da procura de informação digital em Espanha é semelhante ao de Itália.

“Le Canard Enchaîne”

O jornal satírico “Le Canard Enchaîne” está, agora, disponível em versão digital, pela primeira vez desde a sua criação, em 1915. O objectivo é chegar aos leitores, mesmo em período de confinamento. 

"Devido ao contexto excepcional que atravessamos, estamos a disponibilizar, temporariamente, a consulta online do número 5185", revelou o “site” do jornal satírico.

A edição digital é menos extensa do que a original, sendo composta por quatro páginas, em vez das habituais oito. O preço foi, igualmente, reduzido, em 20 cêntimos. A sua leitura é, porém, gratuita para os assinantes do título. 

“Playboy” América

Após sessenta e seis anos de edição ininterrupta, a versão americana da “Playboy” passará a ser publicada, exclusivamente, em formato digital, devido à pandemia de Covid-19.

"O vírus obrigou-nos a acelerar um debate que já tinha sido iniciado”, admitiu o CEO da Playboy, Ben Kohn. As quebras nas receitas e na circulação não são, contudo, uma novidade. Em 2016, a revista deixou de ser impressa mensalmente, passando a chegar às bancas a cada três meses. Além disso, em 2019, o valor da subscrição “online” foi inflaccionado em 30%. 

Lançada em Dezembro de 1953, com Marilyn Monroe na capa, a revista erótica atingiu o seu pico de circulação em 1972, com cerca de nove milhões de cópias vendidas em todo o mundo.  Chegou, mesmo, a estar disponível uma versão em Braille. 

Canais desportivos

Na Grã-Bretanha, os torneios de futebol foram suspensos até 30 de Abril, mas é provável que as medidas de contingência se prolonguem. Caso a situação se mantenha até ao início da próxima época, o prejuízo total dos canais desportivos deverá rondar os mil milhões de libras. 

Canais como a Sky News e a BT deixaram de cobrar aos principais investidores comerciais e as plataformas “on demand” foram suspensas, visto que não há eventos a transmitir ou para comentar. 

Além da suspensão das principais fontes de rendimento, aqueles canais desportivos terão de pagar, ainda em meados deste ano, os direitos de transmissão dos jogos da “Premier League”, o que terá efeitos nefastos nos seus fundos de maneio.

Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
Connosco
Galeria

Em Espanha, os “media” estão a atravessar dificuldades, espoletadas pelas quebras na publicidade e na circulação. Várias associações do sector apelaram, mesmo, ao governo, visando a elaboração de um plano de apoio.

Perante esta situação, a Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política, solidária com a situação da imprensa no país, criou um documento de medidas que considera oportunas para a sustentabilidade do sector mediático.


Em resumo, a referida carta diz o seguinte:


“A Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política pede ao governo que compense a perda de receitas e dos custos da manutenção de uma actividade essencial, nas actuais circunstâncias.
Semanas depois de terem sido decretadas medidas para a contenção da pandemia da COVID-19, a situação dos media é crítica.

Galeria

Os “media” estão a ressentir-se dos efeitos da crise, desencadeada pela epidemia de covid-19. Alguns jornais estão, mesmo, a fechar portas, devido à quebra nas receitas, que impede o pagamento de salários aos colaboradores, deixando várias comunidades sem meios de informação local.

Contudo, têm surgido várias vagasde solidariedade, por parte de entidades que consideram essencial o trabalho jornalístico, numa altura em que a população carece de notícias para se manter informada e segura.

Assim, um conjunto de associações norte-americanas doou 2,5 milhões de dólares ao Fundo de Informação Comunitária de Covid-19, sediado no Estado da Pensilvânia.

Criado pela IPMF -- Independence Public Media Foundation, em conjunto com outras fundações que apoiam os “media”,  o Fundo de Informação Comunitária de Covid-19 irá apoiar uma vasta gama jornais e de organizações comunitárias, que fornecem informações locais sobre a disseminação do vírus.

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O confinamento obrigatório levou ao cancelamento dos torneios desportivos, deixando os jornalistas especializados em “apuros”. Contudo, nos Estados Unidos, estes profissionais têm estado ocupados a entrevistar atletas, por videochamada, e a ajudar na cobertura do novo coronavírus.

No instituto “Poynter”, os repórteres multimédia estão a usar plataformas como o Zoom para gravar conversas com jogadores da NBA, por exemplo.  Outros jornalistas especializados têm-se dedicado, ainda, a escrever obituários de figuras proeminentes do desporto local, vítimas do Covid-19.

Além disso, continuam a ser relatadas as perspectivas locais sobre questões nacionais, tais como um relato na primeira pessoa de uma esperança olímpica, após o adiamento dos jogos, ou o testemunho de um treinador de futebol universitário, que se prepara para o possível atraso da época.
O mesmo se aplica aos relatórios, às narrativas e aos comentários das empresas deportivas. Desde uma retrospectiva sobre uma história inesquecível até uma reportagem sobre um atleta cuja vida inteira foi moldada pela adversidade, as reportagens sobre desporto continuam ricas e abundantes.

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Na sequência de apelos de várias empresas mediáticas, o Governo está, finalmente, a preparar um conjunto de medidas de apoio aos “media”, gravemente afectados pela crise instalada no país, na sequência da pandemia de Covid-19. 

Tudo indica, contudo, que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não irá ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, tão pouco, de quem as distribui.

Isto porque as medidas que o Governo está a preparar terão como base a quebra de receitas da publicidade, omitindo, porém, o valor perdido com a diminuição abrupta na circulação, problema que não afecta as televisões.
"O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta os jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver", explicou Afonso Camões, administrador do Grupo Global Media. "Sem imprensa escrita, é ,em primeira e última análise, o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa".

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O novo coronavírus vai influenciar todos os sectores das nossas vidas, e da sociedade, nos quais se incluem os “media”. Mesmo no melhor dos cenários, haverá grandes perturbações em muitos países durante meses, com severas consequências económicas e sociais, relembrou o director do Reuters Institute, Rasmus Nielsen.

Nas últimas semanas, tanto os “sites” noticiosos como os telejornais foram seguidos de perto, com atenção crescente do público, procurando compreender a pandemia. Ainda assim, muitos “media” independentes e locais estão em risco.


Alguns especialistas já descreveram o provável impacto nos “media” como um "evento de extinção", uma generalizada e rápida diminuição da “biodiversidade” informativa, mas Nielsen considera que o maior problema a enfrentar será o desemprego, que enfraquecerá muitas redacções.

A curto prazo, a pandemia terá efeitos negativos na imprensa, particularmente, devido às receitas publicitárias, que estão a descer violentamente. Alguns editores locais dizem que estão a perder 50% dos lucros publicitários, enquanto títulos nacionais dizem ter prejuízos na ordem dos 30%. 

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As crises, independentemente de sua génese ou da sua natureza, trazem prejuízos e oportunidades. Em período de pandemia de Covid-19, se, por um lado, se estabeleceram sinergias entre os jornalistas, por outro, os “media” são ainda movidos por estereótipos que colocam os profissionais em risco, considerou Fernando Moreira, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”.

De acordo com Moreira, o principal estereótipo, ainda em vigor, é o de que o lugar dos repórteres deve ser na rua, mesmo quando as mudanças tecnológicas trouxeram uma nova “interface” ao mundo, tornando desnecessária a exposição dos profissionais ao risco de contágio.

De acordo com o autor, há situações em que as reportagens presenciais são essenciais, como uma conferência de imprensa com o Presidente da República, ainda que, mesmo esses eventos já  possam realizar-se de forma remota.

Para o trabalho rotineiro, contudo, estar na rua não parece razoável. Até porque a redução de equipas de reportagem no exterior contribuiría para o esforço colectivo de contenção da pandemia. 

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É missão de todos os jornalistas ajudar o público a ver e a compreender os acontecimentos mais relevantes para a sociedade. Faz ainda parte dessa profissão auxiliar as pessoas a distinguir as opiniões, desde as irracionais, instigadas pelo ódio, aos factos jornalisticamente apurados. 

Em tempo de pandemia do novo coronavírus, a informação de qualidade ganha o mesmo grau de importância que o trabalho de médicos e de cientistas. Um novo estudo ou a cura de uma doença deverá ser divulgado e discutido à exaustão por especialistas e terá a divulgação assegurada pelos veículos de comunicação por intermédio dos jornalistas.

Num oportuno artigo publicado no Observatório da Imprensa, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceira, a jornalista Denise Becker reflectiu sobre a importância do papel da imprensa fidedigna, particularmente, numa altura em que figuras políticas desvalorizam os impactos de uma pandemia. 
Segundo a autora, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem deixado a nação perplexa, ao minimizar os efeitos do novo coronavírus, contrariando as recomendações dos médicos, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para conter a disseminação da pandemia. Da mesma forma , o Presidente tem tecido duras críticas aos “media”, acusando-os de alarmismo e disseminar o pânico.

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O número de pessoas infectadas pelo coronavírus, na China, poderia ter sido reduzido em 86% se as primeiras medidas de contingência, instituídas a 20 de Janeiro, tivessem sido implementadas duas semanas antes, segundo um estudo da Universidade de Southampton.

Da mesma forma, o vírus não teria originado uma pandemia caso os “media” chineses não fossem alvo de censura, apontam os RSF -- Repórteres sem Fronteiras, 

De acordo com uma investigação dos RSF, os primeiros alertas sobre os possíveis impactos do coronavírus foram divulgados a 18 de Outubro. Se a liberdade de imprensa fosse uma realidade na China, os “media” poderiam ter divulgado junto da comunidade internacional os primeiros dados conhecidos sobre o Covid-19 e as suas características de propagação.

Da mesma forma, os agentes de autoridade poderiam ter divulgado, também,  elementos sobre a rápida disseminação do vírus em Wuhan, evitando o turismo naquela área. 

O que há de novo

No Reino Unido, a crise dos “media” está a intensificar-se e prevê-se que, até ao final do ano, 10% dos jornalistas britânicos fiquem desempregados.

Os “media” de “nicho”, juntamente com o jornais locais, estão a ser dos mais afectados pela pandemia do coronavírus e, recentemente, dois títulos de inspiração judaica, o “ Jewish Chronicle” e o “Jewish News”, viram-se obrigados a dispensar todos os colaboradores.

Uma fonte do “Jewish News” confirmou que a publicação tinha ficado sem fundo de maneio, pelo que lhe era impossível manter os seus jornalistas, em regime de licença temporária. Em causa estará uma quebra na circulação e nas receitas publicitárias.

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O consumo de rádio em Portugal apresentará, em Abril, uma quebra face ao patamar registado nas duas primeiras vagas do último ano, segundo um comunicado extraordinário da Marktest, que visa aferir o impacto da crise de covid-19 nas audiências de rádio.

“Considerando a situação especial, a Marktest e os principais grupos de rádios acordaram em disponibilizar dados gerais de audiências, após o fecho da vaga intermédia de Março. Esta vaga não tem, numa situação normal, divulgação de resultados oficiais”, ressalva a empresa de estudos de mercado. 

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O jornal “A Bola”, diário desportivo que se distinguiu pela sua forte circulação, está a experimentar, também, dificuldades, decorrentes da crise originada pelo coronavírus. 

Assim, “A Bola”, vai avançar para um “lay-off” de 50 profissionais, incluindo jornalistas, gráficos e administrativos.

O director do jornal, Victor Serpa, considera que a situação actual da imprensa desportiva atingiu o ponto de “calamidade pública”. 

O jornal, como outros títulos da imprensa desportiva, enfrenta uma situação dilemática, provocada, desde logo, pela suspensão das competições, em particular o futebol.

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A pandemia do novo coronavírus está a afectar todos os sectores da sociedade e os “media” estão a atravessar um período particularmente penoso, devido às quebras no investimento publicitário e à suspensão de outras fontes de receita.

Assim, muitos títulos e emissoras portuguesas enviaram pedidos de ajuda ao governo e aos leitores. O jornal “Eco” juntou-se, agora, a esse apelo colectivo.

“No Eco, o acesso às notícias (ainda) é livre, mas não é gratuito. Tem custos elevados, e exige investimento”, salientou António Costa, “publisher” do “site” de informação económica, numa “newsletter”. “Vamos precisar de si, caro leitor, para garantir que o Eco é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão”.

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Desde que o auto-isolamento passou a ser obrigatório na maioria dos Estados americanos, que o consumo de informação “online” disparou. Alguns jornais digitais estão a prosperar e a registar um crescimento no número de subscritores.

Os “podcasts”, porém, estão a ressentir-se dos efeitos do confinamento. Isto porque, a maioria dos ouvintes de “podcasts” consomem-nos quando parados no trânsito, a caminho do trabalho. Uma realidade que deixou de se verificar, agora que grande parte da força de trabalho americana está activa partir de casa.

De acordo com o NiemenLab o consumo de “podcasts” caiu 8%, relativamente à primeira semana de Março. Os programas de entretenimento estão a ter dificuldades em adaptarem-se aos interesses do público, que se mostra cada vez mais preocupado em perceber a evolução da epidemia de Covid-19. 

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No Reino Unido, a indústria “tablóide” está a ressentir-se dos efeitos da pandemia do Covid-19 nos “media”. Devido à quebra nas receitas publicitárias, o Grupo detentor do “Daily Mirror”, do “Daily Express” e do “Daily Star” viu-se forçado a suspender o contrato com mais de mil colaboradores, nos quais se incluem editores “senior”.

O Grupo, que emprega 4700 pessoas, suspendeu, igualmente, os “bónus” salariais e “cortou”, em 10%, o salário do “staff” que ainda se encontra activo.  Além disso, a administração solicitou debate para adiar os pagamentos do fundo de pensões. 

O regime prevê, ainda, que o pessoal com salários superiores a 40 mil libras esterlinas aceite uma redução salarial gradual, que varia entre 1% e 26%

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Perante a declaração do estado de emergência, o SJ -- Sindicato dos Jornalistas disse considerar urgente a criação de “medidas de apoio, quer ao nível do Governo, quer das autarquias”, para garantir a sobrevivência de jornais e rádios locais, que têm enviado “relatos angustiantes do que está a acontecer na imprensa regional”.

De acordo com um comunicado do SJ, a declaração do estado de emergência acelerou a queda da maioria dos jornais locais e regionais, que vivem, há muitos anos, “no fio da navalha”. 

Contudo, não está, apenas, em causa um problema laboral, mas, igualmente, um entrave à liberdade de informação, visto que “a maioria dos assinantes da imprensa local e regional cabe na população envelhecida de cada região, que assim ficará ainda mais isolada da realidade que a circunda”.

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A Plataforma de Media Privados pediu, ao Governo, a implementação de 13 medidas de apoio aos “media”,  face à crise provocada pelo Covid-19. O documento divide-se em quatro acções de largo espectro e nove diligências específicas.

“Na fase que Portugal atravessa, a indústria dos media é vital para o equilíbrio social e político do País. O papel referencial dos media na informação e no entretenimento (indispensável ao equilíbrio emocional dos cidadãos) faz deste sector um dos prioritários na actual conjuntura”, pode ler-se na carta enviada ao ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e ao Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media.

“Por isso, os impactos agudos da crise Covid-19 sobre as receitas das empresas de media e as extraordinárias dificuldades que atravessam em toda a sua cadeia de valor impõem a adopção de medidas específicas de mitigação”, continua o documento.

O caderno de medidas, desenvolvido pela Plataforma de Media Privados, apresenta, assim,  um “quadro de acção específico para os media”, que visa “contribuir para a formatação de uma matriz geral de emergência aplicável a todo o tecido empresarial”.

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