Quarta-feira, 3 de Junho, 2020
<
>
O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


ver mais >
Opinião
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
As suas vendas desceram, os clientes atrasaram-se a pagar, os fornecedores pressionam para receber, a tesouraria está apertada? O que fazer? – Claro que vai ver onde se pode cortar custos, ao mesmo tempo que se prepara o retomar de actividades. E um dos primeiros cortes para muitas empresas é na comunicação e na publicidade. “O dinheiro não chega para tudo, tem que se escolher”, pensa quem faz o corte. No fundo consideram que no...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
Breves
“Negócios” sustentável

O “Jornal de Negócios” assinala o 17º aniversário com uma “iniciativa de promoção, divulgação e reconhecimento do que melhor é feito, em Portugal e no mundo, ao nível da sustentabilidade”.

“Negócios Sustentabilidade 20 30 é uma iniciativa que se projecta para os próximos 10 anos, inteiramente alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) das Nações Unidas”, descreve o título.

Assim, o jornal comprometeu-se a promover, ao longo do ano, vários momentos de debate, bem como a  identificar, distinguir e premiar as empresas e organizações que se destacam nas múltiplas vertentes da sustentabilidade.

TF1 em tribunal

O canal francês TF1 foi chamado ao tribunal industrial de Boulogne-Billancourt por acusações de despedimento sem justa causa e condições de trabalho abusivas.

Em causa esteve a carreira do jornalista Bruce Frankel que, depois de quase 40 anos ao serviço da estação de televisão, não conseguiu uma posição efectiva nos quadros da empresa e acabou por ser dispensado sem  justificação plausível.

O tribunal  pronunciou-se a seu favor, condenando a estação de televisão a pagar um total de 700 mil euros. 

Egipto reprime jornalismo

No Egipto as autoridades policiais continuam a deter jornalistas que reportam contra a narrativa adoptada pelo Governo.

Recentemente, dois jornalistas “freelancer”,Sameh Haneen and Shimaa Samy, foram presos pela “publicação de informações falsas”. Haneen foi, ainda, acusado de utilizar as redes sociais de forma imprópria, de perturbar a ordem pública e de pertencer a uma organização terrorista

Em causa estarão as reportagens disruptivas de ambos os profissionais, que se dedicam à cobertura de temas relacionados com minorias religiosas e com o activismo político.
De acordo com os relatórios da Freedom House, o Egipto é um país não livre, onde os “media” independentes são, fortemente, reprimidos.

 

Despedimento colectivo

O Grupo Impala --  detentor de várias revistas como a “Nova Gente”, “VIP” e “TV7 Dias” -- avançou com despedimentos colectivos.

O Grupo chegou a apresentar um pedido para entrar em regime de “lay-off”, que foi, contudo, recusado, já que a empresa tem dívidas por liquidar na Segurança Social.

Assim, até ao momento, o Grupo viu-se forçado a dispensar 54 colaboradores.

Consumo televisivo abranda

Com a progressão das medidas de desconfinamento, o consumo televisivo abrandou, na semana terceira semana de Maio, para uma média de 5h52m, valor já muito próximo do período pré-Covid. 

Na divisão da audiência por canal, o “share” da Pay Tv subiu para os 37,8%, tendência também seguida pela SIC, que registou 20,9% de quota. A TVI manteve-se estável nos 14,3%; já a RTP1 desceu para os 11%.

Os consumidores continuaram a manifestar interesse pelo consumo de informação, sendo que o Jornal da Noite, emitido pela SIC, foi um dos programas mais visto no âmbito dos canais em sinal aberto. 

Da mesma forma, na Pay TV, os conteúdos da CMTV foram os preferidos do público.

Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Connosco
Galeria

Em 1851 nasceu o “New York Times”, um jornal que, desde cedo ,se assumiu como uma publicação de referência, na qual só havia espaço para as notícias e informação objectivas.

Segundo relembra o provedor do jornal, Gabriel Snyder, num artigo publicado na “Columbia Journalism Review”,  o “NYT” foi, assim, durante vários anos, um formador de opinião, que liderava, não seguia.

Qualquer pessoa minimamente relevante no espaço social lia o “NYT”, que, durante mais de um século, não teve de preocupar-se com a captação de audiências. Era um membro inquestionável da elite do poder norte-americano e nunca teve de explicar o porquê da sua importância.

Esta posição privilegiada permitia ao “Times” relatar sem ter que aprofundar uma opinião, sem se envolver em qualquer conflito.

Mas, reitera Snyder, os tempos mudaram e o jornal tem de reafirmar -se perante uma sociedade em mutação, onde se perpetua a polarização política. 

Galeria

Muito antes da pandemia de coronavírus, as redacções de jornalismo local e regional começaram “desmoronar-se”, devido a modelos de negócio obsoletos e a uma circulação pouco significativa.

De acordo com o instituto Poynter, um em cada cinco jornais, nos Estados Unidos, fechou, no decorrer da última década, e muitos dos que “sobreviveram” mantém-se, agora, na “sombra”, sem possibilidade de fazer reportagens assertivas ou entrevistas relevantes.

O jornalismo regional parece, contudo, estar a recuperar algum protagonismo, com muitos cidadãos a manifestarem o desejo de se informarem sobre a realidade das suas comunidades.

Perante este quadro, algumas associações têm-se aliado a jornalistas para fundar novas iniciativas comunitárias, com uma linha editorial compatível com a era digital.

Foi a partir de uma dessas parcerias que nasceu o “BridgeDetroit”, um projecto multiplataforma, dedicado a escrutinar, com transparência e objectividade, a realidade da cidade de Detroit, no Estado de Michigan.

Galeria

A Microsoft dispensou 27 jornalistas que desenvolviam o “site” MSN, substituindo-os por inteligência artificial. 

Em declarações ao “Guardian”,  um dos colaboradores que perdeu o emprego considerou que a decisão da Microsoft era “arriscada”, já que, para redigir conteúdos para o “site”, é necessário seguir “uma linha editorial muito específica”.

A equipa que desenvolvia o “site” não escrevia artigos originais, mas exercia controlo editorial, editando conteúdos e manchetes, para que estas se adequassem ao perfil da plataforma.

Da mesma forma, os colaboradores verificavam os factos de todos os conteúdos publicados, evitando a partilha de informação falsa.

Galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

Galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

Galeria

A pandemia de Covid-19 fez com que, um pouco por todo o mundo, os cidadãos passassem a dedicar mais tempo ao consumo noticioso.

Assim, devido ao confinamento, o tráfego de “sites” de notícias disparou e os jornais de referência reconquistaram a assiduidade de milhares de assinantes.

Foi esse o caso do “Financial Times” que, desde Março, registou um aumento de 75% de audiência “online”. Contudo, e à semelhança do que aconteceu com muitos outros títulos, a circulação da versão impressa do jornal diminuiu, significativamente, e as receitas publicitárias passaram a ser residuais.

Assim, o “FT” está a equacionar a possibilidade de deixar de publicar-se em formato de papel.

Galeria

A revista mensal “Le Nouveau Magazine Littéraire” será comprada pela sua principal concorrente, a revista “Lire”. A fusão dos títulos resultará num novo projecto, o “Lire- Le Magazine littéraire”. 

Esta iniciativa foi mal recebida pelos leitores da “Magazine Littéraire”, já que as revistas -- embora dedicadas à literatura --  seguem linhas editoriais, significativamente, diferentes. (“Lire" é dirigida às massas, enquanto "Le Nouveau Magazine littéraire" foi desenvolvida a pensar num público mais intelectual)

Num contexto de crise dos “media”,  agravado pelo coronavírus, a operação visa desenvolver um projecto líder no âmbito da imprensa literária, que deverá publicar 11 números por ano. Prevê-se que a circulação mensal seja de, aproximadamente,  80 mil exemplares.

Estão, também, previstas edições especiais.

Galeria

A pandemia de Covid-19 criou um paradoxo no sector mediático: se, por um lado, os cidadãos estão cada vez mais interessados em consumir informação, por outro, quem produz os conteúdos noticiosos está a ter dificuldade em subsistir.

De acordo com um artigo de Carlos Castilho, publicado no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- no meio do turbilhão de notícias sobre a Covid-19, poucos conseguiram perceber como piorou a situação financeira dos jornais, como as redes sociais ficaram ainda mais fortes, como os jornalistas mergulharam num mar de incertezas noticiosas e como os Governos se aproveitaram do caos para promover a discórdia e as teorias da conspiração.

Segundo Castilho, o volume de informação  só não deixou de corresponder às expectativas dos leitores porque as plataformas digitais conseguiram avançar, ainda mais, num território antes dominado pela imprensa escrita e audiovisual.

Este avanço veio minar o já débil cenário informativo, visto que as redes sociais contribuem para corromper a percepção pública do que é a notícia, o jornalismo e do que fazem os jornalistas. 

Isto porque, desde logo, estas plataformas facilitam a participação, activa, dos cidadãos, na formação da opinião pública, dificultando a diferenciação entre o que é facto,  uma versão, uma opinião, uma  meia verdade ou uma  mentira. 


O que há de novo

A imprensa desportiva está a ressentir-se dos torneios cancelados e da falta de temas para relatar.

Assim, o público deixou de consumir este tipo de conteúdo, a circulação destes jornais reduziu significativamente. Da mesma forma, as assinaturas “online” mostram-se insuficientes para colmatar a quebra nas receitas.

Confrontadas com esta nova realidade, as direcções destes jornais começaram, entretanto, a aplicar medidas de contenção de custos.

Foi esse o caso do Grupo francês “L’Equipe” --  detentor dos títulos “L'Equipe”, “L'Equipe Magazine”, “L'Equipe.fr”, “Vélo Magazine”, “France Football”, “Sport & Style” -- que decidiu cortar nos complementos de férias dos seus colaboradores, depois de registar um decréscimo de 15% nas vendas.

Galeria

A Asociación de Prensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- celebrou, em 31 de Maio, o 125º aniversário.

O seu actual presidente, Juan Caño, considerou que "ao celebrar este importante aniversário, percebemos que a longa tradição histórica da nossa Associação é um incentivo para continuar a enorme tarefa de lutar em defesa da liberdade de informação e da dignidade do jornalista". "Hoje -- continuou --  talvez mais do que nunca, a solidariedade profissional é necessária para enfrentar as ameaças à nossa democracia”

Como tal, esta associação de jornalistas -- que se assume como a mais importante do país vizinho -- continua a prestar apoio aos seus 5 mil membros, através de cursos de formação e comissões de solidariedade e prestando auxílio em questões jurídicas, fiscais e de saúde, entre outras.

Galeria

Em Espanha, os ataques à liberdade de imprensa estão a tornar-se cada vez mais recorrentes.

A 23 de Maio, os jornalistas que cobriam as manifestações dos apoiantes do partido VOX, contra o Governo de Pedro Sánchez, foram agredidos. Em Madrid, um grupo tentou impedir a cobertura televisiva dos acontecimentos e, em Ceuta, os jornalistas afirmaram ter sido alvo de insultos racistas e islamofóbicos. 

O VOX negou qualquer envolvimento nos ataques, afirmando que os manifestantes que atacaram os jornalistas eram “agentes infiltrados”, que tentavam denegrir a imagem do partido.

Os RSF -- Repórteres Sem Fronteiras -- condenaram, veementemente, estas acções, considerando-as um ataque, deliberado, ao exercício do jornalismo.

Galeria

Apesar de, no Japão, o estado de emergência ter sido levantado a 25 de Maio, prevalecem as restrições à presença de jornalistas nas conferências de imprensa sobre a covid-19.

O Governo, alegando zelar pelo distanciamento social, reduziu o número de jornalistas permitido neste eventos: de 100  para 29 profissionais.

Perante esta situação, os Repórteres sem Fronteiras (RSF) apelaram ao Governo japonês que levantasse as restrições e realizasse as conferências em salas maiores. Desta forma, o distanciamento social continuaria a vigorar e a pluralidade informativa ficaria salvaguardada.

Actualmente, podem cobrir estes encontros com a imprensa 19 jornalistas em representação de diferentes empresas mediáticas, e mais dez profissionais de agências independentes, ou em regime “freelance”.

Galeria

Até ao final do ano, a BBC deverá reduzir o orçamento em 125 milhões de libras e uma das principais “vítimas” será a informação local.

O operador público está já a reduzir a cobertura regional e o programa de investigação “inside out” poderá, igualmente, “sair do ar”.

Apesar do reduzido orçamento que lhe é destinado, o “inside out” foi, premiado, por diversas vezes, graças às investigações jornalísticas que realizou em 11 regiões do Reino Unido.

Além do mais, este programa tem sido, ao longo de quase duas décadas, uma verdadeira “sala de aula” para muitos dos jornalistas de investigação do país.

Galeria

O Governo reviu, em baixa, os apoios aos “media” de âmbito nacional, para subir o montante atribuído ao jornal digital “Observador”, mas mantendo o valor total da ajuda, no valor de 11,2 milhões de euros.

No documento original, o Governo destinava 19,9 mil euros ao “Observador” que, no dia seguinte, anunciou juntamente com o “Eco”, rejeitar os apoios atribuídos.

Na declaração de retificação, publicada no “Diário da República”, a presidência o Governo aumentou o valor de apoio ao "Observado"r para 90,5 mil euros, montante que o jornaltambém declinou.

Apesar da correcção feita, as maiores "fatias" do apoio continuaram a ser atribuídas à Impresa e à Media Capital.

Galeria

Algumas das principais empresas mediáticas brasileiras decidiram deixar de comparecer às conferências de imprensa, à porta do Palácio da Alvorada.

A medida foi tomada na sequência de ataques verbais a jornalistas, por parte dos apoiantes do Presidente, Jair Bolsonaro, que, durante meses “vaiaram” a presença e o trabalho dos repórteres.

A violência verbal alcançou um patamar extremo, em 25 de Maio, quando os civis presentes à porta da residência presidencial acusaram os jornalistas de difundirem mentiras e de parcialidade política.

Assim, as emissoras de televisão Globo e Band, a estação de rádio CBN, os “sites” “G1” e “Metrópoles”, bem como um trio de jornais importantes - “Valor Econômico”, “O Globo” e “Folha de São Paulo” vão deixar de enviar repórteres para cobrir as declarações presidenciais.

Galeria

Perante a diminuição drástica das receitas e do mercado publicitário, os “media” franceses uniram-se para pedir, ao Governo, medidas extraordinárias de apoio.

"A imprensa está a atravessar uma situação que pode ser fatal para muitos títulos, que, mesmo antes desta crise, estavam economicamente enfraquecidos", advertiu, em carta aberta, a Aliança da General News Press (Apig), que representa os jornais diários nacionais e regionais. " É indispensável que o Estado nos apoie”.

“Contudo -- continua a missiva -- os ‘media’ não foram visados nos apoios que o Governo disponibilizou para outros sectores”.

Galeria
ver mais >