Quarta-feira, 26 de Junho, 2019
<
>
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Breves
Repórter J – novo projeto do JF

Esta semana, com o novo “Jornal do Fundão”, vai poder ler o suplemento especial de 16 páginas “Repórter J”, o primeiro dedicado ao jornalismo jovem. De acordo com o site do Jornal do Fundão, “a partir de agora e em conjunto com as universidades e a comunidade escolar da região vamos criar um espaço para promover o trabalho jornalístico como uma forma de educação para os media, ou seja, como meio de formar jovens leitores e cidadãos ativos e envolvidos com os problemas das suas localidades. Para isso nada melhor do que serem eles a fazê-las e a aprender a fazê-las, seja na sua escola, na sua rua, na sua aldeia ou algures por aí, num território que precisa de voz e esperança. O “Repórter J” do JF quer ter os jovens a fazer bom jornalismo, que é a única forma de o salvar".

Prémio de jornalismo de marca

Associação Portuguesa de Empresas de Produto de Marca – Centromarca, criou o Prémio Jornalismo que Marca, com o objectivo de distinguir o melhor trabalho jornalístico “que aborde aspectos relevantes para a marca, o mercado ou o consumidor”. O prémio, no valor de 2500 euros, irá “reconhecer os trabalhos jornalísticos que abordem temas importantes na área da marca e da sua envolvente económica e social”, explica a associação em comunicado.

Novo portal dos argumentistas

O portal Portugu.es, lançado recentemente, pretende dar visibilidade ao trabalho dos argumentistas do audiovisual em língua portuguesa. Dirigida ao público profissional, a informação que está disponível em sete idiomas, destaca as oportunidades de distribuição da produção em português. O portal é uma iniciativa de José Machado, membro da Academia Internacional das Artes e Ciências de Televisão e co-apresentador do programa de crítica de séries VSéries.

SIC lança obrigações

A SIC vai fazer uma emissão obrigacionista de 30 milhões de euros destinada a investidores de retalho, propondo pagar um juro de 4,5 por cento por títulos de dívida com maturidade a três anos. Ao todo serão emitidas um milhão de obrigações, com valor nominal de 30 euros. A subscrição termina a 4 de Julho. Os investidores terão de comprar um mínimo de 50 obrigações, o que implica um investimento base de 1.500 euros. Segundo a SIC o objectivo desta operação é “diversificar as fontes de financiamento e alargar a maturidade média da dívida” da empresa.
O rosto da operação será a apresentadora Cristina Ferreira.

Dignus nova revista sobre geriatria

Uma nova revista dedicada à geriatria e gerontologia, vai ser lançada em breve pela Comunicação e Imprensa Especializada (Grupo Publindústria). A Dignus será distribuída em papel e e-mail para os assinantes e empresas da área. A revistadirige-se a “todos os interlocutores na área da geriatria e gerontologia, sejam eles os cuidadores, idosos, pessoal médico, técnicos, psicólogos, instituições e empresas”. A revista terá tem um preço de capa de 9,50 euros.

Agenda
02
Jul
The Children’s Media Conference
16:00 @ Sheffield,Reino Unido
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigeria
Connosco
Galeria

O alastrar da desinformação, potenciado pelas capacidades de contágio “viral” da revolução tecnológica, teve um impacto transformador sobre o jornalismo. Nos Estados Unidos, um dos primeiros factos surpreendentes com que os jornalistas tiveram de lidar, logo após a eleição de Donald Trump, foi a noção de que hackers russos, em “fábricas” de conteúdos, podiam semear desordem no eleitorado americano e desacreditar o jornalismo autêntico.

“Por vezes, os leitores encontravam notícias verdadeiras que Trump procurava desacreditar porque não gostava do modo como o faziam parecer;  outras vezes encontravam a deformação intencional da informação para distorcer a verdade;  em muitas ocasiões, o que encontravam era apenas completo absurdo.”  
E deixou de ser um problema local. As “metástases” da desinformação espalham-se pelo mundo e o jornalismo é arrastado para o caos:

“Vimos isso na Birmânia e no Brasil, no Sri Lanka e na Nova Zelândia, por vezes em campanhas orquestradas que trazem a dedada de agentes estatais, por vezes em manifestos individuais de mentes perturbadas. O resultado é sempre o mesmo: relatos falsos envenenam as plataformas que abrigam o verdadeiro jornalismo. Ninguém na Imprensa está a salvo de ver o seu trabalho, sério e diligente, exposto na enxurrada.”
A reflexão é de Kyle Pope, director da Columbia Journalism Review, em “Todo o jornalismo é global”.

Galeria

A luta pela liberdade de Imprensa pode ser uma guerra de resistência entre os carcereiros e os candidatos a presos  - que são todos os jornalistas que tenham a coragem de o ser. Num dos mais recentes episódios em que foi detida, em Fevereiro de 2019, a jornalista filipina Maria Ressa, fundadora do site Rappler, comentou ironicamente à saída do tribunal:

“Esta é a sexta vez que pago fiança, e vou pagar mais do que criminosos condenados. Vou pagar mais do que Imelda Marcos.”

Como conta no artigo “Alvos de Duterte”, que aqui citamos, o Presidente das Filipinas, que “foi o primeiro político do meu país a usar as redes sociais para ganhar umas eleições, conduz uma campanha incansável de desinformação (trolling patriótico) para reduzir os críticos ao silêncio”:

“O seu governo vomita mentiras a tal velocidade que o público já não consegue saber o que é realidade. Mesmo os seus próprios membros ficam confusos.”

“Desde Junho de 2016, quando Rodrigo Duterte se tornou Presidente, houve cerca de 27 mil assassínios decorrentes da sua ‘guerra contra a droga’. Este número vem das Nações Unidas, mas não foi muito divulgado. A polícia mantém a sua própria contagem menor, pressionando os órgãos de informação a publicá-la.”

Galeria

“Pelo menos nós experimentámos o que significa ser jornalista”  - dizia Murat Yetkin, de 59 anos, uma semana depois de ter deixado as suas funções de director do Hürriyet Daily News, a edição em língua inglesa do Hürriyet, um dos mais importantes diários na Turquia. “Tenho pena por estes jovens que não puderam e já não podem.”

O Hürriyet foi um dos muitos jornais adquiridos e desmantelados pela família agora mais proeminente entre os media turcos, os Demirören  - que nos últimos sete anos se tornaram donos de um terço deles. Em Março de 2018, Aydin Dogan, que fora um dos mais poderosos donos de jornais, anunciou que ia vender o seu “navio-almirante” (o Hürriyet) e vários outros activos aos Demirören, grandes apoiantes do Presidente Recep Erdogan. A Imprensa passou a designar o patriarca da família, Erdogan Demirören [entretanto falecido], como o Rupert Murdoch da Turquia.

Mas, como explica Suzy Hansen, autora de Notes on a Foreign Country: An American Abroad in a Post-American World, os Murdoch, “especialmente na era de Donald Trump, são ‘fazedores de reis’; Erdogan nunca deixaria ninguém ter tanta influência”. Basicamente, os Demirören trabalham para Erdogan. Na Turquia, o único “fazedor de reis” é o rei.

Galeria

Foi inaugurada no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, onde fica aberta ao público até ao final do ano, a exposição PortoCartoon 2019, tendo sido feita a entrega dos prémios, conhecidos desde Março. A 21ª edição do festival é este ano alargada a vários espaços na área do Grande Porto, desdobrando-se pela Festa da Caricatura, na Estação de S. Bento, por uma galeria de arte no Centro Comercial Alameda, por uma exposição especial sobre Fernão de Magalhães no Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, uma escultura do Grande Prémio no Passeio dos Clérigos e outras extensões da mostra em diversos locais da cidade.

Segundo Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa, “esta é até agora a maior edição de sempre do PortoCartoon em termos não só geográficos, mas também de diversidade de obras”; o certame reuniu cerca de 1.200 trabalhos, numa altura em que  - como afirmou -  “o cartoon constitui um instrumento essencial para o oxigénio da democracia”.

Galeria

A importância crescente do chamado “influenciador digital”, que hoje disputa o papel do jornalista na produção das notícias, tornou-se objecto de estudo inevitável. Quem é ele? Apenas o titular  “de uma nova e excêntrica profissão, como os youtubers”? Ou, para compreender a origem do fenómeno: antes do mais, o que é que chama a atenção do público e se torna “viral” na Internet?

“O que está em voga torna-se a agenda do dia, sem grandes surpresas. Hoje, qualquer assessoria de Imprensa, agência de notícia e/ou empresa de comunicação, ainda mais no Brasil, procura vestígios que inflamam o quotidiano para que a notícia seja ‘vendida’ com maior impacto.”

Mas  “por que será que as pessoas, actualmente, desejam tanto influenciar outras pessoas, mas quase nunca se consideram influenciadas?”  É esta a reflexão inicial de Wilton Garcia, artista visual e docente de Comunicação, num breve ensaio publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Galeria

O jornalista espanhol Javier Chicote, do diário ABC, foi distinguido com o Prémio APM do Melhor Jornalista do Ano em 2018, “pelos seus trabalhos de investigação, tanto no campo da economia como da política ou do desporto”. Entrevistado pela Asociación de la Prensa de Madrid, reconhece que “escolher um jornalista de investigação como Jornalista do Ano é um incentivo a este tipo de jornalismo, uma disciplina que se pratica pouco e na qual os media deviam apostar mais”; o problema é que “é caro, difícil e cria muitos inimigos”.

Apesar de tudo, como afirma, Espanha “é um país onde se pode exercê-lo com alguma tranquilidade”:

“Há muitos casos de jornalistas de investigação no México que investigam sobre o narcotráfico e levam dois tiros. Neste aspecto, temos sorte. Na Rússia, Anna Politkovskaya incomodou Putin com a Chechénia e um dia deram-lhe dois tiros no elevador do prédio onde morava.”

Em Espanha, diz Javier Chicote, este jornalismo traz processos e pressões:

“Já me puseram muitos processos e, felizmente, ganhei-os todos. E há muitas pressões: atacam-nos, dizem mal de nós, e outros media falam de nós. De cada vez que publicamos alguma coisa, arranjamos mais um inimigo. É verdade que é uma grande pressão, mas a prazo compensa muito.”

Galeria

É verdade que as grandes plataformas tecnológicas têm os seus projectos de apoio ao jornalismo  - mas do que se trata realmente? No caso do Brasil, só o Google “vai despejar milhões de dólares em projetos de fact-checking, fortalecimento de padrões de qualidade, eventos, incubação de novos meios e até educação mediática”, como conta Rogério Christofoletti, docente na Universidade de Santa Catarina e autor de “A crise do jornalismo tem solução?”.

Estas boas notícias foram dadas durante a terceira edição do grande evento da empresa chamado “Google for Brasil”, no dia 6 de Junho, em São Paulo.

Segundo o autor, “gente muito competente e organizações muito reconhecidas  – como Projor, Abraji e ANJ –  são beneficiadas com esses recursos e os seus projectos são muito importantes para o jornalismo e a sociedade, de um modo geral. Não discuto isso, já que os resultados podem ser conferidos em iniciativas como o Comprova e o Credibilidade, por exemplo”.

Mas é mecenato desinteressado? Claro que não:  “Talvez a indústria jornalística nacional não veja Google e Facebook  – que também investe no sector –  como concorrentes, e talvez eles não sejam mesmo. São piores: são predadores.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.
Galeria

A liberdade de Imprensa está em declínio em muitos países por todo o mundo, e a democracia está em retrocesso, segundo o relatório Freedom in the World 2019, divulgado pela ONG americana Freedom House. Mesmo regimes democráticos “estão a associar-se aos governos autoritários para impedir o jornalismo independente”, sendo registados “importantes recuos na liberdade de informar, incluindo na Europa”.

Nos Estados Unidos, os ataques de Donald Trump contra a Imprensa “exacerbaram a crescente erosão da confiança nos media dirigidos ao grande público”  - afirma também o mesmo relatório.

Nos termos da classificação usada pela Freedom House, a situação na Hungria e na Sérvia desceu do nível designado como Livre para o de Parcialmente Livre;  entre os Não Livres, agravou-se a descida da Nicarágua, Venezuela e China;  o Zimbabwe subiu de Não Livre para Parcialmente Livre.

Em diversos países democráticos, “vastos segmentos da população deixaram de receber informações não tendenciosas”, assinala ainda a Freedom House.

O que há de novo

A cidadã turca Hatice Cengiz, noiva do jornalista Jamal Kashoggi, morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul, pediu justiça às Nações Unidas, afirmando a necessidade urgente de um inquérito internacional. Segundo disse, a investigação da própria Arábia Saudita “não tem legitimidade”, porque “foram eliminadas provas”.

Num encontro à margem do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a noiva de Kashoggi  - que fora ao consulado tratar dos documentos necessários para o casamento -  recordou que, após todas as informações já conhecidas, “ninguém pode negar que foi um crime premeditado e não o resultado de uma situação que se tornou incontrolável”.

“A ONU é a única via que resta”  - disse.

Galeria

Na sua grande maioria, quase a chegar aos 90%, os cidadãos dos Estados Unidos vêem televisão com as mãos ocupadas a fazer pesquisa na Internet, ou a consultar as suas redes favoritas, ou outra coisa qualquer. Muitas vezes é para identificarem melhor aquilo de que se trata no programa, outras é mesmo para “partilhar” imediatamente com alguém...

Já estávamos habituados a ver as pessoas fazerem isto à mesa, ao lado da família ou dos amigos reais (não os do Facebook). Os olhos e ouvidos estão sempre noutra “janela”. Agora, os dados colhidos pelo grupo Nielsen, especializado em medidas de audiência, revelam a extensão desta espécie de dupla presença simultânea.

O estudo original, intitulado “Internet e tendências digitais para 2019”, é da especialista em capital de risco Mary Meeker.

Galeria

O nível de confiança dos portugueses nos media e no jornalismo, de modo geral, baixou, este ano, quatro pontos percentuais, para 58%, “mas ainda deixa Portugal em segundo lugar entre 38 países”  -  abaixo da Finlândia (com 59%) e acima da Dinamarca (com 57%). E o consumo de informação pelo telemóvel ultrapassou, pela primeira vez, o do computador (com 62% contra 57%), continuando os tablets em declínio nesta função. A televisão continua, no entanto, a ser o meio de comunicação preferido, no nosso País, como fonte de notícias, com 81%, ficando a leitura online em segundo, com 79%.

O nível médio de confiança, em todos os países avaliados, desceu dois pontos, para 42%, e menos de metade dos inquiridos (49%) concordam que confiam sobretudo nos meios que eles próprios usam. Este nível caíu onze pontos, em França, ficando em 24%, “à medida que os media estão sob ataque por causa da sua cobertura do movimento dos ‘coletes amarelos’”. A confiança nas notícias obtidas por pesquisa na Internet (33%), ou pelas redes sociais (23%), mantém-se estável, mas baixa, com os valores referidos.

Na tabela do relatório sobre a preocupação quanto ao que é verdadeiro ou falso nas notícias pela Internet, o Brasil vem em primeiro lugar, com 85%, e Portugal em segundo, com 75%.

São estas algumas das conclusões destacadas do Digital News Report 2019, do Instituto Reuters, agora divulgado. O trabalho assenta num inquérito realizado pela empresa de pesquisa de mercado YouGov, junto de 75 mil consumidores de informação online de 38 países, incluindo, pela primeira vez, a África do Sul.
Galeria

Para esconder os crimes ambientais, fazem-se outros crimes, contra as pessoas que tentam denunciá-los. O número de jornalistas mortos por fazerem investigação sobre estes atentados está a aumentar, tornando este tipo de reportagem cada vez mais perigoso, logo a seguir ao jornalismo de guerra.

Um estudo do Comité para a Protecção dos Jornalistas identifica 13 mortes nos últimos dez anos, e continua a investigar 16 casos suspeitos, o que pode chegar a quase três dezenas de assassínios. Grandes empresas mineiras que não respeitam as regras de extracção sem prejuízo para o ambiente ou para a segurança das populações recorrem a meios extremos para esconderem os seus “segredos sujos”.

“O padrão de violência e intimidação repete-se em todos os continentes contra jornalistas que investigam situações abusivas em torno de actividades de exploração de recursos naturais por parte de empresas e interesses políticos. Estes recursos estão na base de produtos utilizados diariamente por milhões de consumidores que ignoram a sua origem e história.”

Galeria

O diário francês Libération propõe aos seus leitores mais devotados a possibilidade de uma assinatura vitalícia da respectiva edição digital, pela importância de 400 euros. A oferta é válida entre os dias 17 e 23 de Junho, com a advertência de que só os primeiros 1.000 a inscreverem-se serão abrangidos por ela.
Às 9h.30 do primeiro dia já havia 30 assinantes confirmados.

Segundo Clément Delpirou, director da SFR Presse e co-gestor do Libération, a ideia partiu de “uma reflexão colectiva”, no sentido de fazer algo de “diferente e inovador”, mostrando também que “acreditamos no futuro do nosso jornal”.

Galeria

A gestora de fundos de investimento KKR – Kohlberg Kravis Roberts, dos EUA, vai lançar uma OPA de 6.800 milhões de euros sobre uma fatia minoritária do grupo alemão Axel Springer, que detém os diários Die Welt e Bild, além de outras publicações, como Business Insider e Rolling Stone. A KKR ofereceu 63 euros por acção, tendo esta operação o acordo da maior accionista  - a viúva do fundador, Friede Springer -  e do CEO da editora, Mathias Doepfner.

Segundo a Reuters, que aqui citamos, Friede Springer e Mathias Doepfner controlam, entre si, 45,4% da Axel Springer. Dois netos do fundador detêm 9,8% que não participam deste acordo, e podem decidir vendê-los ou reduzir a sua participação. Estão assim disponíveis 44,8%. Se a operação for confirmada, a KKR, Friede Springer e Doepfner vão controlar a empresa, mantendo-se os actuais órgãos de gestão.

Galeria

O Jornal digital Observador foi distinguido pela revista Marketeer com o Prémio na categoria “Imprensa e Digital — Media”, em 2019. Outros vencedores, na área dos media foram a SIC e a Rádio Comercial.

Os Prémios, organizados pela revista especializada Marketeer, distinguem as marcas em Portugal em 34 categorias, designadamente na área dos meios de comunicação social.

Galeria

Um financiamento global de 150 mil euros, volta a ser destinado pela Fundação Calouste Gulbenkian para apoio de Bolsas de Investigação Jornalística. As candidaturas podem ser apresentadas a partir do próximo dia 1 de Junho.

Recorde-se que, tal como na primeira edição o objectivo desta Bolsa será reparti-lo por 10 projectos de investigação jornalística.

A propósito, Isabel Mota, presidente daquela Fundação disse que “o jornalismo de qualidade é vital para uma sociedade democrática esclarecida pelo que acreditamos neste projecto e vamos dar-lhe continuidade este ano”, sublinhando que “o apoio ao jornalismo de investigação nos beneficia a todos” e que “uma sociedade mais informada poderá construir um futuro melhor”.

Galeria
ver mais >