Terça-feira, 17 de Maio, 2022
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O Clube


Os ciberataques passaram a fazer parte da paisagem mediática portuguesa. Depois do Grupo Impresa ter sido seriamente afectado, juntamente com a Cofina, embora esta em menor grau de exposição, chegou a vez do Grupo Trust in News, que detém o antigo portfólio de revistas de Balsemão, como é o caso do semanário “Visão”.
Outras empresas foram igualmente visadas, em maior ou menor escala, desde a multinacional Vodafone aos laboratórios Germano de Sousa.
Não cabe neste espaço qualquer comentário especializado a tal respeito, mas não nos isentamos de manifestar uma profunda preocupação relativamente à continuidade - e aparente impunidade - destes actos ilegais, que estão a pôr a nu as vulnerabilidades dos sistemas e redes, tanto públicos como privados.
Recorde-se que este site do Clube Português de Imprensa já foi alvo, também, de intrusões pontuais que bloquearam a sua actualização regular, o que voltou a acontecer, embora de uma forma indirecta, como consequência da inoperacionalidade do operador de telecomunicações atingido.

Oxalá estes ataques de “hackers”, já com um carácter mais “profissional”, tenha contribuído para alertar os especialistas e as autoridades competentes em cibersegurança no sentido de adoptarem as medidas de protecção que se impõem.
As fragilidades ficaram bem à vista.

 


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Opinião
Impressiona saber que há mais de 600 mil portugueses a lerem jornais e revistas através da plataforma WhatsApp, conforme foi revelado por um estudo recente da Netsonda, o qual, apesar da margem de erro considerada, amplia as audiências da Imprensa.Segundo o estudo, realizado num universo de 470 entrevistas online, concluiu-se que o recurso àquela plataforma “potencializa até 6,5 vezes o alcance dos jornais e revistas em Portugal, quando comparados com os...
Terrorismo Digital
José Luís Ramos Pinheiro
Os ataques digitais traduzem novas formas de terrorismo. Digitais, mas terroristas. Não são claros todos os interesses envolvidos. Nem todos os interessados. Nem a escala que estas situações têm ou podem vir a ter. Mas um ataque digital como aquele que vitimou os sites da Impresa no início do ano, é um ataque a todos nós - meios de comunicação social, empresas, instituições e cidadãos.Trata-se da liberdade...
A comunicação social e a pandemia
Francisco Sarsfield Cabral
Nos últimos dias várias pessoas me confessaram terem deixado de seguir os noticiários televisivos, por sentirem ser insuportável a quase total concentração na covid-19 de muitos desses noticiários. Admito, por isso, que a nossa comunicação social tem por vezes exagerado ao transmitir uma atitude de alarme face ao crescimento dos casos de covid-19.  É possível que os políticos tenham mais ou menos...
Entrevistar crianças de 10 anos como se fossem adultos informados e capazes de tomar decisões não me parece ser o melhor caminho para a comunicação social lidar com o tema do vírus.1 -- Deu que falar a fotografia absolutamente censurável divulgada após a detenção de João Rendeiro na África do Sul. Muitas foram as vozes que, na comunicação social, criticaram a exibição daquela imagem....
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
Breves
Comissão da Carteira

A jornalista “freelancer” Licínia Girão foi eleita presidente do plenário da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), para o período 2022-25.

Licínia Girão sucede, assim, a Leonete Botelho, a primeira mulher a assumir a presidência da Comissão.

O nome foi indicado pelos membros da CCPJ, todos eles jornalistas ou equiparados, com pelo menos 10 anos de exercício da profissão.

Licínia Girão integrou, no ano passado, a lista B ao Conselho Geral do Sindicatos dos Jornalistas.

 

Estágios no Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu abriu um novo concurso para as Bolsas Robert Schuman para o Jornalismo, que irá oferecer estágios de cinco meses a jovens repórteres.

Estas bolsas destinam-se a licenciados em Jornalismo, que queiram reforçar os conhecimentos adquiridos durante o curso, e conhecer a actividade das diferentes instituições da União Europeia.

Poderão candidatar-se, até 31 de Maio,  jornalistas com a nacionalidade de qualquer Estado Membro da União Europeia ou de países candidatos à “Europa dos 27”.

Consulte o regulamento completo no “site” das Bolsas Robert Schuman. 


“Le Figaro Cuisine”

O jornal francês “Le Figaro” lançou um novo projecto dedicado à culinária, que oferece mais de cinco mil receitas, artigos sobre novidades gastronómicas, dicas de nutrição e saúde, entrevistas a “chefs” e, ainda, conteúdos sobre vinho.

Chama-se “Le Figaro Cuisine” e já está disponível na Google Play e na Apple Store.

Na versão gratuita, “Le Figaro Cuisine” oferece acesso limitado a diversos conteúdos.

Já na versão premium, disponível por 4,99 euros mensais, os utilizadores podem consultar todos os artigos, criar o seu próprio livro de receitas, e aceder a um temporizador.

Prémio Jornalismo Jovem

A Rádio Renascença aliou-se à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para promover a primeira edição do Grande Prémio do Jornalismo Jovem.

O objectivo é distinguir jornalistas até aos 35 anos de idade, com trabalhos que reflictam “os problemas, desafios e oportunidades que os jovens enfrentam nos dias de hoje”.

Além do Prémio Rádio e do Prémio Multimédia, ambos com um valor de 2.500 euros, será entregue o Grande Prémio Jornalismo Jovem Renascença/Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que soma a um deles mais mil euros, elevando o valor total do Grande Prémio para os 3.500 euros.

Há ainda uma quarta categoria, o Grande Prémio Renascença, no valor de 2.500 euros, que contempla, apenas, jornalistas daquela estação de rádio.

Os interessados poderão submeter as suas candidaturas até 15 de Setembro.

 

Projecto de “lifestyle”

O Grupo Media Capital tem um novo projecto focado em "lifestyle". Chama-se "Versa" e conta com as secções Coolhunting ( dedicada ao estilo individual), Necessaire (autoestima), Gourmet (comer e beber), Evasão (sair), Design e Artes (ficar) e Opinião.

Em entrevista à “Meios e Publicidade”, a directora do projecto, Vanda Jorge, explicou que, durante a primeira fase do projecto, a “Versa” irá publicar entre 20 e 30 artigos diários no “site”, além de partilhar conteúdos nas redes sociais.

“Toda a equipa é muito futurista e muito atenta às novas tendências e isso, só por si, já nos distingue no mercado”, descreveu Vanda Jorge.

Para já, a “Versa” está a ser assegurada por uma equipa composta por cinco elementos, entre jornalistas, produtores de conteúdos e editores executivos.

Agenda
19
Mai
2022 Collaborative Journalism Summit
10:00 @ Chicago, Estados Unidos
25
Jun
LinkedIn para Jornalistas
10:00 @ Cenjor
27
Jun
12th World Conference of Science Journalists
10:00 @ Medellín, Colômbia
10
Jul
Washington Journalism and Media Conference (WJMC)
10:00 @ Universidade George Mason
Connosco
Galeria

O mês de Maio tem sido negro para os jornalistas, com o assassinato de quatro mulheres  jornalistas em apenas sete dias.

Conforme apontou o “Guardian”, dois dos homicídios ocorreram no México, um dos países mais perigosos para o exercício jornalístico. As vítimas foram Yesenia Mollinedo Falconi e Sheila Johana García Olivera, do “site”  “El Veraz”.

Semanas antes da sua morte, Yesenia Mollinedo Falconi, havia recebido ameaças de morte, na sequência das suas investigações sobre crime e corrupção. Ainda assim, aquela jornalista estava confiante de que não corria perigo.

Dois dias após a morte das profissionais mexicanas, foi noticiada outra tragédia: o assassinato de Shireen Abu Akleh, uma correspondente da Al Jazeera, que acompanhava o conflito israelo-árabe há vários anos.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU mostrou-se “chocado” com a morte deste profissional e exigiu, entretanto,  uma “investigação independente e transparente” sobre o sucedido.

Também a directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, se juntou no apelo a uma “investigação completa” à morte da jornalista.

“O assassinato de uma jornalista claramente identificada, numa zona de conflito, é uma violação do direito internacional“, disse Azoulay em comunicado, pedindo uma investigação para levar “os responsáveis à justiça”.

No dia a seguir, ficou conhecido o homicídio da jornalista colombiana Francisca Sandoval, morta durante a cobertura noticiosa de uma manifestação.


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Na Polónia, várias empresas mediáticas começaram a lançar produtos noticiosos em ucraniano, como forma de responder às necessidades dos três milhões de refugiados que chegaram ao país desde o início da guerra.

Conforme apontou o “Nieman Lab”, a Agência Noticiosa Polaca (Polska Agencja Prasowa, ou PAP) foi uma das primeiras organizações a partilhar artigos em ucraniano, graças a uma equipa de cinco jornalistas, que têm vindo a dedicar-se à tradução e produção de conteúdos.

Este serviço em ucraniano foi criado em apenas uma semana, e publica artigos diários sobre a invasão da Ucrânia.

“Esta guerra mudou tudo”, disse Jaros?aw Junko, coordenador dos serviços ucraniano e russo daquela agência noticiosa. “Todos os ‘sites’ informativos polacos de renome começaram a oferecer produtos em ucraniano. Esta é uma mudança importante, e mostra que a Polónia está a respeitar os ‘vizinhos’ que chegam ao país”.

Agora, a PAP quer expandir a editoria ucraniana, passando a incluir conteúdos sobre apoio legal, e ajuda económica para refugiados.

Outra das publicações que apostou em conteúdos ucranianos foi a “Onet” que, agora, partilha dez artigos diários sobre o conflito e, ainda, sobre a adaptação à vida na Polónia.

“Fazemos o nosso melhor para sermos um guia sobre a vida neste país”, explicou Kamil Turecki, coordenador da “Onet”.

Também o Grupo RMF decidiu ajudar esta causa, lançando uma nova estação de rádio em ucraniano, com frequências nas cidades fronteiriças de Przemysl e Hrubieszow.

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O novo panorama da comunicação transformou o jornalismo local na melhor alternativa para responder às necessidades informativas da sociedade digital, considerou Carlos Castilho num artigo partilhado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Segundo Castilho, isto acontece porque, actualmente, existe uma grande diversidade de informação, que confunde os leitores, distanciando-os dos factos realmente úteis, que ajudam a formar opiniões estruturadas, e a tomar decisões inteligentes.

Como tal, o jornalismo local surge como uma resposta ideal, que cobre os eventos de uma determinada região, respondendo às questões da comunidade.

Além disso, ao oferecer artigos de interesse público, os títulos regionais conseguem captar a atenção de uma maior audiência, que demonstrará interesse em pagar pelo acesso a este tipo de conteúdo.

Desta forma, continuou o autor, os jornais locais conquistarão receitas de subscrição, ultrapassando um dos maiores desafios da era digital: a dificuldade em alcançar a sustentabilidade financeira.

No entanto, alertou o articulista, os modelos de sustentabilidade irão variar, uma vez que cada projecto tem as suas próprias características.

As considerações de Castilho são, aliás, sustentadas por alguns estudos recentes, que demonstram que os habitantes de pequenas e médias cidades procuram informações para resolverem “problemas concretos e não apenas pelo prazer de consumir”.

Ou seja, nestas regiões, o grande parâmetro para definir a utilidade de uma notícia é a sua função na comunidade.

Contudo, para que as notícias locais sejam, de facto, bem-sucedidas, os jornalistas terão de alterar o seu “modus operandi”, passando a ouvir as opiniões do público, e adaptando o seu trabalho consoante os interesses das audiências.


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O jornal digital “Observador” registou, no ano passado, receitas na ordem dos 6,5 milhões de euros, de acordo com o presidente do conselho de administração daquele título, António Carrapatoso.

Em entrevista à Meios e Publicidade”,  Carrapatoso falou, pela primeira vez, sobre o projecto de comunicação social lançado em 2014, que idealizou juntamente com José Manuel Fernandes e Rui Ramos.

Agora, explicou aquele responsável, por altura do seu oitavo aniversário, o “Observador” aproxima-se do seu “break even” financeiro.

“Tivemos um crescimento das vendas na ordem dos 23% e facturámos cerca de 6,5 milhões de euros. É de salientar que, nos últimos cinco anos, crescemos a uma média de 25% ao ano, isto sem contar com os primeiros anos, em que se cresce sempre mais. O EBITDA foi de 231 mil euros negativos, no ano anterior tinha sido de 544 mil euros negativos”.

Carrapatoso recordou, neste âmbito, que, à época do lançamento, previa-se que o “Observador” alcançasse o equilíbrio financeiro ao fim de três anos. Contudo, esse objectivo foi adiado devido a ideias ambiciosas, tais como a criação de uma estação de rádio.

“Lançámos a rádio em 2019 e, nesse ano, sofremos o impacto desse investimento. Só agora, com o crescimento gradual da rádio, começa a ser possível voltar a melhorar os resultados. Antes da entrada na rádio já  estávamos a aproximar-nos do ‘break even’. Esse investimento fez com que fossem necessários mais três anos para isso voltar a acontecer”, explicou.
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O Channel 4 estabeleceu um acordo com o YouTube, e irá disponibilizar mil horas de programação naquela plataforma. Com isto, o canal britânico pretende melhorar a sua prestação financeira, e evitar a privatização.

Conforme indicou o“Guardian”, os conteúdos oferecidos irão conter campanhas publicitárias, o que deverá impulsionar as receitas.  Além disso, este acordo poderá ajudar o Channel 4 a conquistar uma audiência mais jovem.

Até agora, a maioria dos canais britânicos havia utilizado o YouTube, apenas, para objectivos promocionais, partilhando pequenos excertos dos seus programas. No entanto, o negócio do Channel 4 poderá marcar uma nova era nas relações entre as emissoras e o Silicon Valley. 

“A especialidade do Channel 4 é fixar parcerias inovadoras, e esta relação com o YouTube deverá assegurar o nosso crescimento acentuado”, disse Alex Mahon , directora-executiva do canal.

“Em conjunto com o Youtube criámos uma oferta poderosa, recheada de conteúdos brilhantes. Isto irá atrair uma maior audiência e melhorar a escala digital do Channel 4”, acrescentou a mesma responsável.

No ano passado, cerca de um quinto das receitas totais do Channel 4 resultaram da publicidade digital. A emissora espera que este número cresça 30% até 2025.


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Com a invasão da Ucrânia, os Estados Unidos desencadearam uma ofensiva informativa em relação à Rússia, divulgando dados de apoio aos militares ucranianos, e procurando descredibilizar a desinformação disseminada pelo Kremlin, considerou Jon Allsop num artigo partilhado na “Columbia Journalism Review”.

Contudo, nas últimas semanas, o Presidente norte-americano, Joe Biden, tem desencorajado a partilha de documentos entre a Inteligência Militar e a imprensa, uma vez que isso pode resultar num envolvimento directo dos Estados Unidos na guerra russo-ucraniana.

Aliás, o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, afirmou, em entrevista para a CNN, que “este tipo de histórias é prejudicial para a defesa da Ucrânia”.

Assim, esta nova conduta difere das linhas adoptadas nos dias que precederam o conflito, quando a administração norte-americana parecia estar disposta a revelar toda a informação necessária para desmentir a narrativa de Vladimir Putin.

Agora, por outro lado, a guerra da informação passou a estar envolta em secretismo, o que irá dificultar o trabalho jornalístico, e a compreensão pública do verdadeiro panorama bélico.

Putin, por sua vez, parece entender que a imprensa norte-americana está a viver de especulação, utilizando este cenário em seu benefício, e descredibilizando o trabalho desenvolvido por jornalistas. 


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Nos últimos três anos, as regiões indianas de Caxemira e Jammu têm sido alvo de crescente repressão ao trabalho da imprensa local, que passou a ser controlada por um governador eleito por Nova Deli, apontou Raksha Kumar, num artigo publicado noReuters Institute for the Study of Journalism”.

Conforme recordou Kumar, as pressões e acções de censura começaram em 2019, quando Caxemira e Jammu perderam o estatuto de zonas administrativas especiais, e passaram a ser controladas pelo governo indiano.

Desde então, os jornalistas foram obrigados a seguir novas directivas, enfrentando perseguições e ameaças, em caso de incumprimento.

Além disso, as forças policiais começaram a perseguir os cidadãos que aceitavam falar com os jornalistas, fazendo com que os títulos noticiosos perdessem a maioria das suas fontes.

Como tal, e apesar de ainda existirem várias publicações regionais, deixou de haver diversidade de conteúdo, uma vez que, na sua maioria, os jornalistas se limitam a reproduzir o trabalho uns dos outros.

De acordo com a autora, esta realidade afecta, também, a futura geração de colaboradores dos “media”, uma vez que as autoridades perseguem, igualmente, os estudantes de jornalismo.

Outro dos grandes problemas enfrentados pelos jornais destas regiões é a falta de fontes de financiamento, uma vez que as marcas deixaram de publicitar os seus produtos nos “media”, e que a covid-19 provocou um decréscimo acentuado nas receitas de circulação.

Como tal, os principais jornais independentes de Jammu e Caxemira dependem, agora, de doações, e de fundos pessoais dos editores.


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Após ter sido suspenso na Rússia, o “Novaya Gazeta” lançou um novo projecto, assegurado por antigos jornalistas daquela publicação, que se refugiaram noutros países europeus, devido às ameaças do Kremlin.

Nasceu, assim, o “Novaya Gazeta Europe”, um jornal publicado em russo, que pretende ser uma voz para os cidadãos que recusam apoiar o governo de Vladimir Putin, e que repudiam a invasão da Ucrânia.

Num texto partilhado no jornal “Le Monde”,o editor-executivo do “Novaya Gazeta Europe”, Kirill Martynov, explicou que este título não irá “seguir as regras impostas pelo Kremlin”, guiando-se, por outro lado, pelo direito à liberdade de imprensa e de expressão.

“Sabemos que milhões de russos nunca aceitarão a guerra de Putin e queremos ser a voz dos russos que compartilham os valores europeus”, afirmou Martynov.

Martynov recordou, ainda, que o “Novaya Gazeta” manteve a sua publicação original durante os primeiros 32 dias de guerra. Contudo, devido às crescentes pressões do regulador dos “media”, o jornal foi forçado, entretanto, a suspender a sua actividade.

O repúdio contra o trabalho dos jornalistas independentes, prosseguiu Martynov, reflectiu-se, igualmente, numa agressão contra o responsável pelo “Novaya Gazeta”, Dmitry Muratov, que foi atacado com tinta vermelha, num comboio de Moscovo.

Assim, nos últimos seis meses, tanto o jornal – fundado, em 1993, por Mikhail Gorbachev – como Muratov – vencedor do Prémio Nobel da Paz – “atravessaram um caminho único”, passando do reconhecimento internacional à súbita cessação do seu trabalho, enquanto bastiões da liberdade de imprensa na Rússia.


O que há de novo

Morreu ,vítima de paragem cardíaca, o jornalista Jerónimo Pimentel. Tinha 65 anos.

Nascido no Porto, em 1956, Jerónimo Pimentel dedicou a sua vida profissional ao jornalismo, embora se tenha licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.

Ao longo da sua carreira, Pimentel passou por várias redacções, incluindo a da Rádio Renascença e, também, a do “Semanário”, do “Expresso” e do “ Independente”.

Na década de 1990, integrou a equipa fundadora do “Público”, onde chefiou, juntamente com Áurea Sampaio, a editoria de Política.

“O Jerónimo aliava a seriedade no trabalho que fazia à forma surpreendente com que nos conseguia alegrar”, recordou Áurea Sampaio em entrevista ao “Público”, destacando o seu “humor sarcástico, corrosivo”.

Mais tarde, em 2005, passou a colaborar com o “Diário de Notícias”, redacção que abandonou após um ano, para ajudar a fundar o semanário “Sol”.

Contudo, por ser doente cardíaco, Jerónimo Pimentel antecipou a reforma, passando a dedicar-se, nos últimos anos de vida, ao seu negócio de turismo de habitação, em Provesende.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou, entretanto, o percurso de Jerónimo Pimentel, descrevendo-o como um jornalista que "prestigiou a classe ao longo da sua intensa vida profissional".

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O jornalista e escritor Fernando Sobral morreu, vítima de doença prolongada.

Nascido no Barreiro, em 1960, Fernando Sobral iniciou a sua carreira na imprensa, na década de 1980, quando era ainda aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Ao longo do seu percurso profissional, colaborou com diversos jornais, tais como o “Semanário”, “O Independente”,” Diário Económico”, “Se7e” e “Jornal de Negócios”.

Nos últimos anos, mantinha uma colaboração com o “Jornal Económico”, assinando a coluna "Sociedade Recreativa".

Passou, também, pela rádio, enquanto membro fundador das emissoras Rádio Universidade Tejo, da Academia de Lisboa, e da Rádio Sul e Sueste, estação local do Barreiro.
Já na televisão, foi colaborador regular de programas dedicados à música e à literatura, como "Escrita em Dia", na SIC, e "Ler para Crer", na RTP.

Enquanto escritor, Fernando Sobral publicou mais de uma dezena de livros, entre títulos de ficção e não ficção, incluindo “A Grande Dama do Chá”, "As Jóias de Goa", "Ela Cantava Fados", "Na Pista da Dança", "O Navio do Ópio", "Torre de Papel", "O Silêncio dos Céus", "L.Ville", "O Segredo do Hidroavião", "Os Anos Sócrates - o grande jogo da política portuguesa" e "Futebol - o estádio global".

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A publicação “online” “Lisboa Para Pessoas” encerrou o processo de “crowdfunding” com 263 apoiantes, o que permitiu angariar 11.110 euros, ultrapassando o objectivo inicial, de 10 mil euros.
De acordo com o título, esta foi a “maior campanha de ‘crowdfunding’ alguma vez lançada para um projecto de jornalismo local em Lisboa. Ainda assim, o “Lisboa Para Pessoas” irá continuar a promover campanhas de financiamento, a fim de “prolongar o tempo de vida” desta iniciativa.
Criado em Fevereiro de 2021, o “Lisboa Para Pessoas'' centra-se nas temáticas da mobilidade, sustentabilidade e espaço público.
À época do seu lançamento, o fundador do título, Mário Rui André explicou que “o ‘Lisboa Para Pessoas’ surgiu com o intuito de juntar, no mesmo sítio, informação útil para quem quer andar de bicicleta, de transportes ou a pé em Lisboa.
“A informação está muito dispersa. Pegando nos transportes, por exemplo, temos o Portal Viva onde está informação sobre os cartões e títulos combinados, temos o ‘site’ da Área Metropolitana de Lisboa onde encontramos informação sobre os passes Navegante, depois há os ‘sites’ de cada operador… Porque não está tudo junto?”.

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O governo francês vai mesmo abolir a taxa de TV já este ano, tal como Emmanuel Macron prometeu na sua campanha eleitoral.

Recorde-se que, em 2009, ficou definido que qualquer cidadão sujeito ao imposto habitacional, e que possuísse uma televisão, teria de pagar a taxa de TV.

Mais tarde, em 2017, Macron definiu a abolição do imposto de habitação como uma das principais promessas da sua campanha. Esta medida entrará em vigor em 2023, quando as famílias francesas deixarão de pagar impostos municipais sobre a sua residência principal.

Por isso, e tendo em conta que a taxa de TV está relacionada com o imposto de habitação, Macron acha “coerente” aboli-la.

Em compensação, o Presidente francês prometeu reforçar o “bónus Macron”, uma taxa utilizada para financiar a televisão e a rádio do sector público, como France Télévisions, Radio France, Arte ou France Médias Monde (France 24, RFI, etc.)

Com esta medida, o governo francês diz estar a reforçar o seu compromisso para com “ o valor constitucional do pluralismo e independência dos meios de comunicação social”.

O desaparecimento da taxa de TV deverá ser implementado ”por meio do projecto de lei de emendas (PLFR)” que será apresentado após as eleições legislativas em Junho.

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O empresário Elon Musk decidiu suspender o processo de compra do Twitter, avaliado em cerca de 44 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros), a fim de apurar a quantidade de contas falsas existentes naquela rede social.

“O acordo com o Twitter está temporariamente suspenso, na pendência de pormenores que apoiam a estimativa de que as contas falsas e de ‘spam’ representam menos de 5% dos utilizadores”, escreveu Musk no Twitter.
A notícia da suspensão da compra no Twitter fez com que as acções caíssem quase 20% para cerca de 36,5 dólares. Ainda assim, Musk garantiu que continua comprometido com a compra da rede social.
No dia 25 de Abril,recorde-se, Musk propôs-se a pagar 54,20 dólares por acção. A transacção deverá estar concluída até ao final deste ano.
O acordo para a compra do Twitter prevê, ainda, uma cláusula de rescisão de mil milhões de euros.

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Já foram anunciados os vencedores do Prémio de Jornalismo “Fernando de Sousa”, promovido pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, no âmbito do respeito pela liberdade e pelo pluralismo da comunicação social.

Este ano, o galardão “Estudante” foi atribuído a quatro alunas de Comunicação e Jornalismo, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – Maria Nunes, Bianca Gregório, Inês Sousa e Talismã Xavier – que desenvolveram uma reportagem multimédia sobre as diferentes realidades da União Europeia, relativamente ao conforto nas habitações e a sua eficiência energética.

Neste trabalho, intitulado “O combate europeu ao frio que nos desune”, as jovens jornalistas quiseram demonstrar como vivem seis famílias, três em zonas rurais e três em áreas urbanas, em três países-membros da UE: Portugal (um dos piores países no índice de conforto energético), Espanha (representa a média europeia) e Suécia (tem dos índices mais elevados de conforto energético).

Por sua vez, o prémio “Regional” foi entregue aos jornalistas Afonso Ré Lau e Maria José Santana, da “Aveiro Mag”, graças à reportagem “Este mar que a UE nos deu”, que fala sobre o novo fundo europeu dos assuntos marítimos e da pesca, bem como os projectos que ajudou a financiar.

Na categoria “Nacional” foi distinguida a reportagem “O Que Ficará dos Fundos Europeus” da jornalista da RTP1, Anabela Almeida. Neste trabalho, a jornalista partilhou diversos exemplos de modernização portuguesa, que só foram possíveis graças à ajuda financeira da Europa.

Este ano foram, ainda, atribuídas três menções honrosas, uma por cada categoria.

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A actividade internacional da revista espanhola 'Hola' gerou prejuízos em 2020, devido às quebras acentuadas nas vendas em papel, de acordo com o relatório financeiro anual da empresa.

Conforme aponta o documento, em 2020 a “Hola” registou perdas na ordem dos 2.971 milhões de euros, contrastando com os lucros de 3.217 milhões conquistados um ano antes.

O relatório de gestão da “Hola” inclui os prejuízos financeiros, que ascenderam a 7,4 milhões de euros.

No que respeita ao volume de negócios da editora, este caiu 20,7% em 2020, passando de 59,423 milhões para 47,145 milhões. Esta quebra justifica-se, sobretudo, com a diminuição de 32,7% das vendas em papel. Por outro lado, o digital cresceu 10%.

Como tal, o resultado operacional da Hola caiu 39,2%, para os 2.104 milhões de euros.

Lançada em 1944, em Madrid, a revista semanal “Hola” é distribuída em 15 países, além de contar com edições locais na Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Indonésia, Estados Unidos, México, Paquistão, Peru, Filipinas, Porto Rico, Tailândia, Reino Unido, e Venezuela.

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O Grupo Gannett, que se distingue pela sua aposta em notícias locais nos Estados Unidos, registou, em 2021, um crescimento de 30% na sua circulação digital.

Além disso, o primeiro trimestre de 2022 mostrou-se frutífero no que diz respeito às subscrições “online”, com um incremento de 44%, relativamente ao período homólogo do ano anterior.

Agora, o Grupo Gannett conta com um total de 1.75 milhões de subscritores, esperando alcançar o patamar dos dois milhões até ao final de 2022.

Esta empresa de “media” está, igualmente, a crescer no segmento de “marketing” digital, com um aumento de 8.7%. Aliás, esta parcela representa, ainda, 30% das receitas totais do Grupo.

Além de controlar o jornal diário “USA Today”, o Grupo Gannett é, também, detentor de títulos locais em 45 dos 50 Estados norte-americanos.

A empresa controla, igualmente, o Grupo britânico NewsQuest Media, que publica mais de 120 jornais regionais.

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