Sábado, 1 de Outubro, 2022
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O Clube


Lançado em novembro de 2016, este site do Clube Português de Imprensa tem mantido, desde então, uma actividade regular, com actualizações diárias, quer sobre iniciativas próprias da Associação, quer sobre a actualidade relacionada com os media portugueses e internacionais.

O site tem sido, ainda, um fórum de debate e de reflexão sobre as questões que se colocam ao jornalismo e aos jornalistas, reunindo a opinião de vários colunistas e textos editados por instituições com as quais celebrámos parcerias, desde o Observatório de Imprensa do Brasil à Asociacion de la Prensa de Madrid ou ao jornal “A Tribuna” de Macau.

Em seis anos de presença online constante, com um crescimento assinalável de visitantes, é natural que o site deva corresponder a essa procura, reinventando-se e procedendo a uma actualização tecnológica.

Pela sua natureza, essa modernização conceptual implicará algumas modificações na frequência e rotatividade de conteúdos, já a partir de outubro. É uma transição necessária.

Continuamos a contar com o interesse e adesão dos associados, além dos muitos milhares de frequentadores deste site, que constituem um valioso incentivo para quem contribui, sem outras ambições nem dependências, para um suporte digital que é um dos principais “cartões de visita” do Clube Português de Imprensa, fundado em 1980.  

 

A Direcção


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Opinião
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Trump só aceita resultados eleitorais quando é declarado vencedor. Caso contrário, trata-se de uma fraude. Esta versão peculiar da democracia começa a fazer escola. É o caso de Bolsonaro. Os jornalistas são alvo da fúria de Trump e Bolsonaro. Donald Trump prepara a sua candidatura à presidência dos EUA em 2024. As sessões da comissão de inquérito do Congresso federal, que investiga o assalto ao...
Apesar de todo o meu passado de jornalista, tento cada vez mais colocar-me no presente de cidadão leitor, escutante ou visionador da atual torrente de notícias. Não ouso elevar-me ao papel de futurólogo desta relação entre receptor e emissor. Na verdade, isso interessa-me pouco. Quero fixar-me no hoje, já não tenho alma de vidente. E o hoje é a sociedade dos sentidos e das emoções. Li recentemente um pequeno ensaio do...
Breves
BBC reduz postos de trabalho

A BBC suprimiu 382 postos de trabalho no serviço internacional, com o objectivo de acelerar a transição para o digital.

Esta redução implicará o encerramento de estações de rádio em árabe, persa e chinês, bem como o cancelamento de programas televisivos em África ou na Ásia.

Apesar disto, a BBC garantiu que não tenciona encerrar, totalmente, nenhum serviço de língua estrangeira.

Elena Sánchez interina na RTVE

O Conselho de Administração da RTVE elegeu Elena Sánchez Caballero como presidente interina do Grupo, substituindo José Manuel Tornero.

Caballero esteve quase 40 anos à frente das câmaras, tendo apresentado noticiários, programas de atualidade e debates na La 1, La 2 e no Canal 24 Horas. Foi, ainda, repórter do Informe Semanal e Crónicas, e dirigiu documentários biográficos em Imprescindibles.

Em 2008 a jornalista criou o órgão da Defensa de la audiência, que dirigiu até 2014. Já em 2018, foi nomeada secretária-geral da Corporação, cargo que desempenhou até 2020. Em Março de 2021 foi, então, nomeada para conselheira da RTVE.

Sandra Felgueiras em “Exclusivo”

Sandra Felgueiras passou a conduzir o espaço “Exclusivo” do Jornal das 8.

Note-se que “Exclusivo será uma rubrica de investigação pura e dura à minha imagem e semelhança: vamos afrontar os poderes instituídos e contar as histórias que devem ser contadas. Vamos fazer as perguntas que interessam ao país, custe o custar, doa a quem doer”, informou a jornalista, em comunicado.

Esta rúbrica engloba o projecto elaborado para a informação do canal pertencente à Media Capital, que contará com diversos espaços de informação ao longo da semana, protagonizados pelos vários rostos da estação.

ElDiario.es aumenta receitas

Em 2021, o Diário de Prensa Digital, detentor do elDiario.es, registou um aumento de 12% das receitas, comparando com o ano de 2020, segundo informou o seu director, Ignacio Escolar.

Num total de 10,833 milhões de euros de receitas, 46% corresponderam a subscritores, 50% à publicidade e o restante à venda da revista na sua versão impressa, aos patrocínios do seu podcast, aos direitos de reprodução dos seus conteúdos em outras plataformas e à venda de tecnologia.

Quanto aos gastos, 57% corresponderam ao pagamento de salários aos seus colaboradores.

El Periódico amplia publicações

El Periódico ampliou a sua cobertura digital em algumas cidades catalãs, com a criação de quatro novas versões regionais e uma ao nível “hiperlocal”, noticiou o Laboratorio de Periodismo.

Além destas novas publicações, integraram a equipa da redacção os jornalistas Manuel Arenas e Àlex Rebollo.

Estas mudanças correspondem, segundo fontes da Prensa Ibérica, à nova fase que o jornal enfrenta, focada em “actualizar a sua essência e adequá-la ao ambiente digital, de acordo com as novas demandas de informação dos leitores”, centrando a sua acção na informação local da Área Metropolitana de Barcelona.

Agenda
05
Out
The Publisher Podcast Summit
09:00 @ Proud Cabaret City, Londres
06
Out
News Impact Summit
10:00 @ Praga, República Checa
10
Out
Connosco
Galeria

A Gazeta Wyborcza e a Fundação Gazeta Wyborcza, da Polónia, receberam, no World News Media Congress 2022, das mãos do Rei Felipe VI, o prémio da liberdade de imprensa da Associação Mundial de Editores Noticiosos (WAN-IFRA).

Para a WAN-IFRA, o prémio reconheceu “um meio que se apresenta como um farol de independência e um baluarte contra o autoritarismo”, além se ser “um jornal de referência que demonstra os seus valores diariamente, através das suas páginas, apoiando jovens jornalistas, na promoção de notícias locais e trabalhando através das fronteiras em solidariedade com colegas necessitados”.

Estes são valores que, para a Associação, representam o que se defende para os media a nível mundial, e que demonstram a importância de continuar a defender uma imprensa livre, para além da demonstração de solidariedade.

A Gazeta Wyborcza criou, em 2019, a Fundação A Gazeta Wyborcza, de forma a salvaguardar o futuro da publicação e a fortalecer o jornalismo de qualidade na Polónia. Os seus projectos denunciaram já organizações neofascistas, combateram a desinformação, a polarização, entre outras questões que marcaram a actualidade.

Tendo em conta a deterioração da democracia polaca, que se encontra em 64º lugar no “Ranking de Liberdade de Imprensa” dos Repórteres Sem Fronteiras, “o compromisso cívico é mais necessário do que nunca”, conforme referiu Joanna Krawczyk, directora da Gazeta Wyborcza e presidente do Conselho da Fundação.

Galeria

As organizações Hay Derecho, Más Democracia, Access Info e Transparencia Internacional España emitiram um comunicado conjunto, no Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, acerca do Segredo de Estado.

Alegam, designadamente, que o Projecto de Lei sobre a Lei Classificada não garante um equilíbrio entre a classificação da informação e o direito à liberdade de informação, responsabilidade e transparência.

A lei “não pode permitir, em nome de uma alegada segurança nacional, potenciais violações dos direitos humanos, quanto mais crimes contra a humanidade”, realçaram. Além disso, admitiram uma “reserva temporária”, mas acreditam que a “transparência deve prevalecer no final desse tempo legalmente estabelecido”.

As principais preocupações para com o Projecto de Lei apresentado pelo Governo espanhol devem-se a questões como a motivação para a classificação, a legitimação de quem classifica, os direitos fundamentais, os prazos para desclassificar a informação, a legitimação para recorrer das decisões e o incumprimento do próprio processo.

Para as organizações, é preciso que seja justificada e pertinente a classificação de uma informação como “Segredo de Estado”, já que há tópicos assim classificados que em nada têm a ver com a segurança nacional. Também, o facto de existirem diversos cargos políticos aos quais se dá o direito de classificar uma informação como tal, revelou-se um problema.

Além de ter de assegurar o respeito pelos direitos fundamentais no âmbito da liberdade à informação, as associações consideraram que o Projecto de Lei deveria clarificar os prazos para desclassificar a informação como “secreta”, já que existe informação há mais de 50 anos nesta condição.

Galeria

Num mundo onde a polarização política e ideológica é, cada vez mais, um foco na imprensa mundial, um estudo realizado pelos institutos britânicos More in Common e YouGov revelou que “jornais, revistas, telejornais e influenciadores digitais são participantes no processo polarizador ao condicionar a opinião pública a partir da agenda de políticos e governantes”.

O estudo foi citado por Carlos Castilho no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria, que se mostrou preocupado pelo facto de a imprensa ser “participante e parcialmente responsável pelo processo de polarização” em vários países do mundo.

O autor referiu, então, o que fez gerar o aumento das percepções radicalizadas. Estas resultam de dois processos simultâneos: “a tendência dos leitores a formar bolhas de informação e o facto da imprensa continuar a ignorar a complexidade crescente dos factos noticiados”.

As “bolhas de informação” surgem, então, quando os leitores só consomem media que espelham as mesmas opiniões, não dando espaço a uma informação mais diversificada.

Segundo o estudo revelado por Castilho, 30% dos entrevistados, tanto eleitores republicanos como democratas, mostraram posições extremistas em relação a quem não demonstra os mesmos pontos de vista.

Para o jornalista, existem duas alternativas para combater esta tendência. Ou, por um lado, se assume “a estratégia editorial de lamentar a polarização e funcionar apenas como um observador do debate político/ideológico” ou, por outro, se assume que “a avalanche informativa na internet aumentou enormemente a complexidade do noticiário e escancarou a responsabilidade que o jornalismo tem na redução do hiato de percepções”.

Galeria

O aparecimento da Internet e o contexto socio-político mundial, têm exigido uma maior verificação dos factos noticiados. De acordo com um relatório do Duke University Reporters’ Lab, as organizações de fact-checking aumentaram consideravelmente desde há cinco anos para cá.

Conforme apresentou Emely Bell, para a Columbia Journalism Review, “a verificação feita por estas organizações não é a revisão interna de pré-publicação encontrada em revistas com bons recursos, mas um negócio independente de verificação, para desmascarar e corrigir as inverdades que já foram publicadas - e amplamente divulgadas na Web”.

No início do fact-checking como disciplina centrada na internet, foram várias as redacções independentes que criaram os seus mecanismos. Em 1994, a Snopes.com surgiu com o foco nos mitos urbanos, depois a Spinsanity e, em 2003, a FactCheck.org, direcionada para política.

Mas, foi quando a “viralidade” das redes sociais se tornou possível, que as redacções começaram a encarar o fact-checking como parte integrante da profissão. Neste sentido, surgiram várias novas técnicas e tecnologias que foram empregues por jornalistas de investigação em todo o mundo, como no New York Times ou no Bellingcat. Hoje, existe um sector de verificação de factos alimentado pela Google e pelo Facebook.

Também, o desenvolvimento da verificação automática está em fase de teste para determinar até que ponto os algoritmos podem verificar a informação, “uma tarefa que alguns jornalistas se têm sentido pouco à vontade para a entregar”.

Na verdade, à medida que a informação passou de ser partilhada em plataformas públicas, como o Twitter, e passou a ser difundida nas redes fechadas, como o WhatsApp, a verificação dos factos veio a tornar-se cada vez mais difícil.

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A Newsnow e a Public Interest News Foundation (PINF) estão a trabalhar num projecto destinado a examinar as lacunas noticiosas dos media locais do Reino Unido, de forma a encontrar possíveis soluções para as combater.

Em declarações à Press Gazette, Jonathan Heawood, director executivo da PINF, referiu que esta iniciativa pretende determinar “se mais dinheiro é necessariamente a resposta” aos desafios que a imprensa local enfrenta.

Estes Local News Plans pretendem estabelecer “uma visão partilhada para o futuro das notícias de interesse público em cada área, e incluirão compromissos dos interessados, designadamente de políticos locais, líderes empresariais, organizações da sociedade civil, financiadores e pessoas com experiência vivida de questões relevantes".

Para Struan Bartlett, chefe executivo da Newsnow, “O jornalismo de interesse público financiado de forma sustentável é vital para as democracias locais saudáveis”.

Assim, procurou encontrar-se uma forma de chegar a soluções além das adoptadas normalmente, ao “injectar dinheiro” nos media. “Ao colocar as pessoas no terreno para falarem umas com as outras, as comunidades podem trabalhar por si próprias o que querem das notícias locais e a melhor forma de incentivar e apoiar os fornecedores locais", acrescentou.

A análise iniciou-se em seis locais: Bangor, Newry, Glasgow, Manchester, Bristol e Folkestone. A escolha destas comunidades deve-se às diferenças claras entre elas, o que permitirá perceber se a resposta terá de ser a mesma para todas ou se a solução depende, então, do contexto.

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Um estudo do Reuters Institute revelou que quase metade dos inquiridos acredita que os jornalistas tentam manipular as audiências para servir os políticos, ou que se preocupam mais em “chamar a atenção” do que em informar. Assim, existe uma percepção negativa comum sobre o jornalismo.

O estudo realizado examinou a relação entre a confiança nas notícias, em geral, e o que pensam as pessoas sobre as notícias que consomem nas redes sociais mais utilizadas no mundo, referiu o Laboratorio de Periodismo.

Apesar dos resultados serem influenciados pelo contexto de cada inquirido, existe uma diferença comum entre a confiança depositada nas notícias dos media e a confiança atribuída às notícias das redes sociais, uma vez que tende a existir um maior cepticismo em relação às últimas.

Além disto, as pessoas que demonstraram pouca confiança nas notícias publicadas nos meios digitais expressaram, também, a sua falta de confiança nas notícias em geral, independentemente do meio e do formato que assumem.

Apesar disso, o nível de confiança nas notícias partilhadas nas redes sociais é comparativamente menor às publicadas nas plataformas oficiais dos media.

No entanto, as informações políticas são consideradas “particularmente suspeitas” e muitos consideram que as plataformas são lugares polémicos para a discussão sobre política. A confiança nas notícias revela-se superior à confiança nas notícias sobre política, existindo quem deixe de se conectar com alguém no Facebook ou no WhatsApp devido a informação lá partilhada.

Também, as percepções negativas sobre o jornalismo encontram-se muito difundidas, sendo as redes sociais as principais plataformas de origem dessas críticas. Quase metade dos inquiridos acredita que os jornalistas tentam manipular as audiências para servir os políticos, ou que se preocupam mais em “chamar a atenção” do que em informar.

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A Inteligência Artificial (IA) tem feito parte da Guerra da Ucrânia, como arma de guerra e ferramenta de recolha de provas, numa altura em que a informação circula em tempo recorde.

Alejandro Martín, professor na UPM, aponta vários caminhos para a IA, centrados sobretudo na análise de imagens para encontrar um objecto concreto, no processamento do áudio e no tratamento da linguagem natural, citou Alexia Columba Jerez no ABC.

No que toca à Guerra na Ucrânia, a IA tem sido usada para três questões distintas. Conforme explicou Lucía Alcarazo, investigadora de ética e governança na IA na UAM e colaboradora da Fundação Alternativas, a IA tem feito parte do campo de batalha, na primeira linha de acção, na obtenção de informação e em questões de segurança.

Em termos concretos, a IA tem feito o acompanhamento do controlo de tropas e veículos e o desactivar de minas ou explosivos nos veículos, referiu Josep Curto, director de curso do Mestrado em Inteligência de Negócio e Big Data Analytics da UOC. O mais preocupante, a seu ver, reside no uso de Armas Letais Autónomas (LAW).

Apesar disso e das tentativas de regulação face a este tipo de armas, tanto a Rússia como a Ucrânia estão, ainda, a usar armas com um “certo nível” de autonomia. Enquanto os ucranianos estão a usar drones equipados com misseis e drones que podem tanto atacar como ser utilizados para guiar as estratégias de combate, os russos usam drones programados para detectar concentrações de tropas ou tanques, por exemplo, e chocar contra eles.

Ainda no campo de batalha, surgiu o Open Source Inteligence, que permite uma análise de informação em diversas fontes, com o propósito de realizar uma determinada acção. Assim, é possível transmitir informação em tempo real.

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Um estudo do Pew Research revelou que, pelo menos, metade dos norte-americanos se informa através das redes sociais, sendo o Twitter a rede onde mais procuram informação.

Apesar dos esforços por parte dos meios de comunicação social para atrair os leitores aos seus websites de forma directa, a verdade é que, cada vez mais, as pessoas recorrem às redes sociais e não aos media, conforme estudo publicado pelo Laboratorio de Periodismo.

Importa, no entanto, salientar que dizer que “metade dos norte-americanos encontram informação através das redes sociais não é o mesmo que dizer que metade dos norte-americanos procuram informação através das redes sociais”.

No estudo realizado, são 70% dos utilizadores os que, em algum momento, obtêm informação através das redes sociais. O Facebook é a rede social em que mais adultos recebem notícias com regularidade. A seguir ao Facebook, está o Youtube e, logo de seguida, o Twitter.

As redes em que menos se partilha informação são o Twitch e o WhatsApp. Já o TikTok, apesar do constante crescimento, aparece em quarto lugar no que refere ao espaço no qual se recebe mais informação.

No que toca à procura de informação por parte dos utilizadores das redes, o Twitter é a rede social mais utilizada. No conjunto dos 27% de adultos norte-americanos que utilizam a rede social, são 53% os seus utentes os que a utilizam para procurar notícias com regularidade.

O que há de novo

Os meios de comunicação portugueses Afrolis e Jornal de Guimarães ficaram entre os vencedores da Google News Initiative. Foram registadas 605 candidaturas, de 38 países da Europa, Médio Oriente e África, tendo sido premiadas 47 empresas de 21 países.

A Afrolis está a construir “uma rede social que investiga narrativas estereotipadas sobre a racialização da mulher e a forma como isso é usado, contrastando com as histórias produzidas por essas mesmas mulheres”, explicou Sulina Connal, diretora-geral de news partnership para a EMEA (região da Europa, Médio Oriente e África).

A partir dessa rede social, “as mulheres que foram racializadas podem mostrar o seu trabalho, arte e capacidades através dos artigos e podcasts”.

Já o Jornal de Guimarães focou-se na diversidade e apresentou um projecto cujo plano passa por desenvolver uma secção de notícias para o seu jornal online, onde pretende aproximar jovens e idosos, procurando mantê-los envolvidos.

O programa ao qual estes dois órgãos concorreram pretende financiar empresas de media para que desenvolvam novos projectos que conduzam para a sustentabilidade dos negócios.

No entanto, “há muito trabalho, ainda, a ser feito. Acreditamos, também, no processo de experimentação sobre quais as melhores formas de atingir uma audiência digital e de gerar receitas nos media, de maximizar a receita de publicidade”, salientou Connal.

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Seis grupos editoriais da imprensa regional francesa juntaram-se e lançaram uma revista dedicada ao entretenimento, de forma a ganharem quota de mercado, noticiou o Laboratorio de Periodismo.

A revista Diverto será distribuída por 53 meios associados e o seu lançamento está previsto para o início do próximo ano. Apesar de se apresentar como um projecto “digital first”, será distribuída como suplemento dos jornais diários ao fim de semana.

Para além desta iniciativa ser rara, os jornais regionais que antes distribuíam o suplemento do Le Figaro, deixarão de o fazer, para o substituírem por esta revista. 

Os grupos editoriais, Centre France, Ebra, Rossel, Sipa-Ouest-France, Sud Ouest e La Dépêche du Midi, esperam alcançar uma distribuição paga de 3,2 milhões de exemplares e uma audiência de 10 milhões de leitores semanalmente.

Os custos associados à criação da Diverto, bem como os lucros publicitários, serão distribuídos pelos seis grupos conforme a proporção de circulação.
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O Daily Mail e o Mail Online puseram a rivalidade de lado e começaram a colaborar com o objectivo de “aproveitarem plenamente o seu formidável poder de criação de histórias” e acabarem com as notícias duplicadas.

Antes dessa decisão, os títulos elaboravam versões diferentes e rivais das peças noticiosas, de forma a distinguir o online do impresso, o que levava à divisão das pessoas entre os dois meios. Hoje, a distinção já não é feita.

A colaboração tem vindo a intensificar-se desde que Ted Verity assumiu o cargo de editor-chefe dos jornais Mail e Rich Caccappolo. Foi nomeado chefe executivo da DMG Media no final de 2021 e Danny Groom foi, então, nomeado editor do Mail Online, após a saída de Martin Clarke.

Assim, Verity e Groom consideraram que “chegou o momento de dar o próximo passo na revolução digital, trazendo as nossas duas soberbas operações de recolha de notícias - o Mail e o Mail Online - muito mais próximas umas das outras para aproveitarem plenamente o seu formidável poder de criação de histórias", citou a Press Gazette.

Esta mudança não é sinónimo de fusão entre os dois meios, mas sim de um esforço colectivo para acabar com a duplicação. Por exemplo, os profissionais de um jornal passam a escrever primeiro sem concorrerem com outro, ou passa a existir, apenas, um enviado para cobrir determinado assunto.

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Rodolphe Saandé comprou 89% das acções do jornal La Provence, detidas pelo Grupo Bernard Tapie (GBT), conforme noticiou o Le Monde. A compra deverá ser confirmada pelo Tribunal Comercial de Bobigny, na sexta-feira.

A compra por parte do CEO da CMA CGM foi encarada com surpresa, já que era “desconhecido no mundo da imprensa” e concorreu contra Xavier Niel, “o magnata das telecomunicações”, accionista individual do grupo Le Monde.

O Grupo Bernard Tapie encontra-se em liquidação judicial, desde Abril de 2020, e o que se propõe é recuperar o máximo de dinheiro possível dos 438 milhões de euros devidos pelo GBT aos seus credores.

Saandé, que prevê um lucro de 15 mil milhões de euros anuais para a CMA CGM, viu, assim, a oportunidade ideal para “ser ambicioso” e investir no jornal.

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Nove meios de comunicação europeus lançaram, em conjunto, uma newsletter sobre a Europa, a European Focus, conforme noticiou o Laboratorio de Periodismo.

Para Christian-Zsolt Varga, coordenador editorial da publicação, o debate público está, ainda, fragmentado em várias “bolhas mediáticas nacionais”, sendo este tipo de colaboração “crucial”. “Queríamos criar um espaço onde tentaremos captar uma imagem europeia complexa e interligada", explicou.

A newsletter será produzida por uma equipa diferente de jornalistas e editores a cada semana, ainda que com a colaboração de todos os media envolvidos. A primeira publicação foi feita hoje.

Cada edição irá incluir cinco artigos curtos e originais, reunindo diversos géneros jornalísticos, e será reproduzida nos idiomas dos vários participantes.

Portugal não tem qualquer representante nesta iniciativa europeia, da qual fazem parte os periódicos Balkan Insight (Bósnia e Herzegovina), Delfi (Estónia), Der Tagesspiegel e N- ost (Alemanha), Domani (Itália), Libération (França), Gazeta Wyborcza (Polónia), HVG (Hungria) e El Confidencial (Espanha).

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Com uma nova revista para quebrar o domínio da esquerda” na cultura, Jaime Nogueira Pinto e Rui Ramos querem “dar a conhecer a tradição intelectual das direitas e os seus desenvolvimentos atuais".

A Crítica XXI foi lançada, oficialmente, na passada quarta-feira, e terá uma periodicidade de publicação trimestral, noticiou o Observador. A sua contra-capa serve, então, de declaração de princípios.

Assim, lê-se “Portugal é há quase meio século governado pelas esquerdas. (…) Disto não resulta apenas que as direitas e o seu pensamento sejam mal conhecidos; resulta uma atmosfera cultural e mediática acomodada e maniqueísta sem espaço para interrogação crítica. Crítica XXI quer dar a conhecer a tradição intelectual das direitas e os seus desenvolvimentos atuais, olhando para valores, ideias e princípios com liberdade incondicional”.

O primeiro volume conta com artigos escritos por personalidades de “diversas gerações e experiências”, como Carlos Maria Bobone ou Mafalda Miranda Barbosa, mas que partilham “uma certa identidade de princípios e de ideias, de reflexões”.

Esta edição conta, ainda, com os temas da eutanásia, dos 50 anos do filme “O Padrinho” ou recensões sobre o livro “Ulisses” de James Joyce, ou “Guerra” de Louis-Ferdinand Céline. Conforme explicou Jaime Nogueira Pinto, a Crítica XXI pretende trabalhar na frente cultura, sobretudo, apesar de também envolver uma “nota política importante”.

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O Diário de Pernambuco, fundado a 7 de novembro de 1825, o jornal mais antigo de língua portuguesa e o Açoriano Oriental, fundado a 18 de Abril de 1835, como jornal em circulação mais antigo de Portugal, são dois títulos que integram a colecção de 55 jornais, expostos no Paço dos Henriques, em Alcáçovas, numa mostra subordinada ao tema “Jornais Centenários do Brasil e de Portugal: Um legado Cultural”.

Portugal recebe, pela primeira vez, a exposição de jornais portugueses e brasileiros publicados, continuamente, há mais de 100 anos, de forma a assinalar o bicentenário da independência do Brasil.

A exposição estará aberta ao público até Abril de 2023, com a possibilidade de visita de terça-feira a domingo. Além dos periódicos, a exposição contempla ainda instantâneos fotográficos de 22 personalidades do mundo da cultura e do jornalismo e, também, dá a conhecer a importância do Tratado de Alcáçovas.

Recorde-se que a mostra foi inaugurada a 11 de Setembro, com o objectivo de “testemunhar a história do jornalismo, da imprensa e da língua portuguesa, bem como a evolução cruzada dos dois países no contexto da formação política, ideológica, social, económica, cultural e científica do mundo até aos dias de hoje”.

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Após ter visto revogada a sua licença para publicar a versão impressa, a Novaya Gazeta vê-se, agora, impedida de continuar com o seu website.

Através da sua conta do Telegram, o jornal informou que o Supremo Tribunal Russo aceitou uma denúncia da agência reguladora de comunicação. Segundo Muratov, editor-chefe do jornal, esta medida “privará os leitores russos do seu direito à informação”.

A Novaya Gazeta viu a licença do seu website revogada por “não especificar que algumas organizações citadas eram agentes do exterior", e anunciou que vai recorrer da decisão.

Ficou, no entanto, em aberto o futuro do site caso o recurso não seja aceite. Não foi mencionado se este vai ser apagado ou se fica apenas proibido de fazer novas publicações.

O jornal não está nas bancas desde o final de Março, quando a direcção suspendeu a publicação, com receio de represálias, perante a repressão aos média por parte do Governo russo.
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