Segunda-feira, 16 de Julho, 2018
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O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

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Opinião
Público: uma tradição manchada
Francisco Sarsfield Cabral
No início do corrente mês de julho os leitores do diário “Público” foram surpreendidos pela notícia de que o seu diretor, o prestigiado jornalista David Dinis, se havia demitido. Por aquilo que veio a saber-se através da comunicação social e de afirmações da administradora do jornal Cristina Soares – que é a única informação que possuo – a demissão de D. Dinis ficou a...
Ao ler no centenário “Diário de Noticias” a noticia da extinção formal da sua edição em papel, de Segunda–Feira a Sábado , a partir de Julho, fica a saber-se que o seu actual director, o  jornalista Ferreira Fernandes, entrou em “oito cafés(…) a caminho do cinema S. Jorge onde decorreu a apresentação do novo jornal” e só “contou três pessoas a ler o jornal em...
Boa ideia, Pedro
Manuel Falcão
Trabalhei um pouco mais de dois anos literalmente lado a lado com o Pedro Rolo Duarte no Se7e, dividíamos a direcção. Partilhávamos uma sala onde todos os dias fabricávamos ideias para fazer ressuscitar o jornal e agitar as águas, que era uma coisa que nos entretinha bastante. Foram dois anos de intensas e produtivas discussões, de muita criatividade e de várias crises - e sempre nos apoiámos mutuamente dos ataques que...
O optimismo de Centeno
Luís Queirós
"A economia da zona Euro cresce há 20 trimestres consecutivos", disse Mário Centeno no Grémio Literário, na palestra, proferida no passado dia 22 de Maio passado, integrada no ciclo que ali decorre subordinado ao tema  "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. O Ministro das Finanças de Portugal e presidente do...
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
Breves
Milhões assinam newsletters do NYT

O diário nova iorquino edita 55 newsletters de noticias, com diversos temas, somando já 14 milhões de subscritores. A mais popular, a U.S. Morning Briefing, um resumo das principais noticias do dia é enviada a 16 milões de pessoas. The New York Times há duas décadas que edita newsletters , embora tenha nos últimos anos feito uma forte aposta nesta forma de comunicação, com o objectivo de fidelizar os leitores com produtos versáteis e simples de criar e controlar.

Time Out lança três novos guias

A pensar na descoberta do país, aproveitando a chegada do Verão, a revista Time Out lança três edições especiais: o Guia Time Out das Melhores Praias de Portugal e o roteiro Time Out Estrada Nacional 2. O primeiro reúne num único trabalho informação essencial sobre as 200 melhores praias de Portugal Continental. O segundo pretende ser “o melhor e mais completo guia da N2”. “Temos entre nós uma das maiores e mais antigas estradas do mundo: a Estrada Nacional 2. A terceira edição especial, que chega também às bancas esta quinzena, é a Time Out Açores, que consiste num roteiro de 90 páginas dedicado ao arquipélago.

César Príncipe distinguido

César Príncipe, jornalista, escritor e poeta, recebeu recentemente a Medalha Municipal de Mérito / Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal do Porto. César Príncipe nasceu, em 1942, em Vilar da Veiga (Gerês). Especializou-se em Jornalismo Político/Ciências da Comunicação/UP (Pós-Graduação). Colaborou em órgãos de informação regionais e nacionais, bem como em programas radiofónicos e televisivos. Foi redactor principal do 'Jornal de Notícias'. Como de crítico de Arte, tem diversas contribuições em catálogos, monografias e programas audiovisuais.

Summer CEmp em Marvão

O Summer CEmp, um seminário que pretende explicar em o projecto europeu,  vai realizar-se este ano em Marvão, nos dias 28, 29 e 30 de Agosto. Entre os oradores está confirmada a presença do comissário europeu, Carlos Moedas. O público-alvo do evento são estudantes de licenciatura ou mestrado em comunicação social, ciência política, ciências da comunicação ou relações internacionais. Na lista dos temas a debater estarão "o futuro da União Europeia, cultura e identidade europeias, participação política e democrática, o papel da ideologia, as eleições europeias, a solidariedade, os refugiados e o impacto da UE".

Le Figaro Tech

O “Le Figaro Economia” e o “Jornal da NET” (JDN), lançaram recentemente o “Le Figaro Tecnologia”, um novo suplemento dedicado às mudanças económicas e às novas tecnologias. Combinando as características das duas equipes editoriais, o “Le Figaro Tecnologia”, vai tratar de temas como a adaptação de empresas de grande e médio porte à sociedade digital. 

"Este caderno pretende ser um marco na inovação tecnológica, e destacar os eventos de uma época de mudança ", explica Enguérand  Renault, editor-chefe do “Le Figaro Tecnologia. Queremos falar sobre tecnologia com uma visão diferente: não de tecnologia para tecnologia, mas tendo em conta  como ela transforma a longo prazo as empresas", refere.

Agenda
22
Ago
28
Ago
Summer CEmp
09:00 @ Marvão
Connosco
Galeria
Ao longo do séc. XX e início do XXI, muitos países instituíram os seus Conselhos de Imprensa, como órgãos profissionais de autoregulação da Comunicação Social. Há cerca de uma centena, dos quais 30 em países europeus. Mas é o Conselho de Imprensa do Québec, no Canadá  - agora com 45 anos -  que vem descrito como aquele com “a reputação mais forte”, sendo o que inspirou muitos dos que vieram a seguir. Não se trata, no texto que citamos, de o apresentar como modelo, porque “cada país tem, nesta matéria, uma história e uma abordagem próprias”, mas para aprender com a sua experiência e avaliar os limites do empreendimento.
Portugal teve, a seguir ao 25 de Abril, um Conselho de Imprensa, que foi extinto em 1990 em favor de uma Alta Autoridade para a Comunicação Social, e tem agora, desde 2005, uma Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
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O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

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Os editores dos jornais impressos “carregam agora uma mochila de duas décadas de aventura digital, e estão a dois anos de chegar à barreira que o mundo tecnológico marcou como o necessário antes e depois  - 2020”. Muitos dos editores, “animados pela controvérsia das fake news”, admitem que o futuro ainda pode estar “cheio de oportunidades, mesmo para o papel”. A revista mensal Editor & Publisher reuniu um grupo de editores dos EUA para que, à luz do relatório publicado em 2017 por The New York Times, no qual explicava os seus próprios planos para 2020, estes dissessem agora de sua justiça. Os editores consultados não trazem uma proposta muito diferente, “mas o que contam é revelador”. É esta a reflexão inicial de um texto publicado em Media-tics, sobre a próxima década da Imprensa.

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Quando se trata da relação entre os media e a sua audiência, há uma pergunta que pode passar esquecida: o que é que o leitor, ouvinte ou espectador, precisa realmente de saber? Há programas para treinarem os jornalistas na pesquisa do que os utentes querem saber, mas não tanto sobre o que precisam. Informação sobre o tempo ou o tráfego é sempre útil, e reflexões de fundo sobre temas da comunidade podem ser úteis, mas Sarah Alvarez, uma advogada de formação, interessada por causas de direitos cívicos, e agora a trabalhar numa rádio pública, procurava o terreno intermédio onde os meios de comunicação podem encontrar a sua utilidade e vocação. Foi daqui que chegou ao projecto Pulse  - que procura, literalmente, “tomar o pulso” a uma comunidade e identificar o que lhe falta.

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Um projecto da RTP, com a colaboração do Arquivo da Torre do Tombo, do Arquivo Diplomático, do Arquivo Ultramarino, do Arquivo do Exército, da Marinha e da Força Aérea e da Fundação Mário Soares, resultou na produção de um site multimédia intitulado “Descolonização Portuguesa: Os 500 dias do fim do império.” Utilizando a documentação destes arquivos com o da própria estação pública, foi criado um acervo testemunhal que nos permite “ficarmos a conhecer e perceber melhor alguns factos que fizeram a descolonização”.

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O jornal impresso tem sobrevivido às previsões de extinção e, em determinadas áreas, continua a ser o formato preferido. “Provou ser mais resiliente do que se pensava”  - afirma Mark Beare, director da agência de marketing The Publishing Partnership, na Cidade do Cabo. “Acho que houve, há três ou quatro anos, uma ‘correcção exagerada’, em que se julgou que tudo tinha de ser digital e que o impresso não tinha hipótese de sobrevivência.”
A partir deste ponto, a jornalista Aisling McCarthy assina, em MediaUpdate, uma breve reflexão sobre “Quatro razões pelas quais o papel ainda por cá continua”.

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De um lado há uma empresa a “empacotar informação apurada ao longo do dia” numa edição em papel para ser distribuída na manhã seguinte; do outro, um grupo que, além disso, abastece um site 24 horas por dia, com textos, fotos, vídeos, infografia... São duas empresas separadas? Não, é “o mesmo jornal em momentos distintos, separados por um intervalo de mais de duas décadas”. E neste processo há coisas que mudam e outras que permanecem:

“É fundamental preservar a essência, o jornalismo reconhecido como utilidade pública, a informação verdadeira e relevante para uma sociedade democrática, o trabalho de apuração e [verificação] devidamente realizado com responsabilidade por profissionais. Mas resistir ao que muda em todo o entorno profissional na era digital é, além de não se preparar para o futuro, negar o próprio presente.”

É esta a reflexão inicial de um texto publicado no Observatório da Imprensa do Brasil  - com o qual mantemos um acordo de parceria.

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A Microsoft anunciou recentemente a remodelação e unificação do seu serviço de notícias, posicionando-se para competir com a Google e o Facebook  - mas deixando claro, à partida, que o seu modelo se baseia na gratuitidade de acesso aos conteúdos. “Cremos que uma Imprensa gratuita e bem financiada é uma parte fundamental da nossa sociedade”  - afirma, propondo-se “oferecer às pessoas, sem custo, acesso a notícias fiáveis”, ao mesmo tempo que “proporciona uma fonte de receitas sustentável aos meios de comunicação”.

Bom demais para ser verdade? Ou simplesmente contraditório? No fundo, as grandes empresas tecnológicas estão a tomar a sério a sua aposta sobre o jornalismo, e a Microsoft chega agora para “disputar o seu próprio espaço no negócio do jornalismo digital”. Enquanto decorre esse duelo de gigantes, “os media continuam a viver de doações disfarçadas de investimentos, a troco de continuarem a ceder o controlo da distribuição dos seus conteúdos.”

O que há de novo

Sem bons jornalistas, todo o esforço para convencer o público a pagar por “conteúdos” será inútil  - declarou Nemésio Rodríguez, presidente da FAPE - Federación de Asociaciones de Periodistas de España, na abertura de um curso sobre “Jornalismo no Século XXI”. Como afirmou ainda, o jornalismo de qualidade “é a única via que nos pode salvar do desastre” e deve, naturalmente, ser pago. O curso foi organizado pela Asociación de Periodistas de Cantabria, em parceria com a Universidade Internacional Menendez Pelayo.

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Afim de converter o seu Prime Video numa alternativa concorrente aos serviços de televisão paga por cabo e satélite, a Amazon sobe a parada com um receptor próprio. “A solução que Jeff Bezos encontrou é típica do menino rico: se os outros não me deixam brincar com os brinquedos deles, vou fabricar os meus.” Segundo notícia de The Telegraph, a Amazon está a preparar a sua própria smart TV  - um televisor ‘inteligente’ e com voz própria.

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O escândalo da Cambridge Analytica levou o Facebook a modificar os seus algoritmos e a dar maior importância às publicações dos “amigos” em detrimento das páginas, afectando directamente os meios de comunicação.

Isso levou, em certa medida, a que o Facebook tenha anunciado recentemente a aposta na divulgação de noticias em vídeo, de canais como CNN, Fox News, Bloomberg, Quartz e Univisión.  Serão conteúdos criados para as redes sociais, com a participação dos editores e do próprio Facebook. Basicamente, os primeiros comparticipam com o jornalismo, e o Facebook com o dinheiro.

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A nova direcção editorial do Público, liderada por Manuel Carvalho e composta por Amílcar Correia, Ana Sá Lopes, David Pontes e Tiago Luz Pedro, já recebeu parecer favorável do Conselho de Redacção. Tiago Luz Pedro é o único elemento que transita da anterior direcção, mantendo as mesmas funções de director-adjunto. Amílcar Correia, fundador do P3, que já foi sub-director do jornal e era actualmente responsável pela redacção do Porto, assume o cargo de director-adjunto responsável pelo online.

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A Rádio Comercial obteve pela primeira vez uma audiência acumulada de véspera (AAV) na ordem dos 18%, mantendo desta forma o estatuto de estação mais ouvida do país, de acordo com o Bareme Rádio. No entanto, a RFM foi a rádio que registou maior crescimento. A estação do Grupo Renascença Multimédia viu a sua AAV subir 1,2 pontos percentuais entre as duas vagas do estudo da Marktest, fixando-se agora nos 17,3%.

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O Álbum “100 Fotos pela Liberdade de Imprensa”, dos Repórteres sem Fronteiras, é este ano dedicado, precisamente, a uma arte das fronteiras, dos muros  - à arte de rua do artista francês Jean René, que expõe as suas colossais colagens fotográficas nas paredes públicas, em Paris como no Rio de Janeiro, na fronteira entre o México e os Estados Unidos como no Médio-Oriente ou no Quénia. Classificado entre as 100 personalidades do ano de 2018 pela revista Time, Jean René, de 35 anos, é reconhecido pelo seu envolvimento nas causas dos direitos dos imigrantes, das regiões mais desfavorecidas do mundo ou assoladas pela guerra, como o Médio-Oriente.

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A revista semanal britânica The Spectator fez 190 anos. Uma breve entrada sobre este percurso de quase dois séculos, na Enciclopédia Britânica, define a sua linha editorial como “moderadamente conservadora, e muito mais conservadora do que jornais maiores, com os quais partilha a eminência, como The Economist e New Statesman & Society”; afirma também que foi “um jornal sério de debate intelectual desde que foi fundado em 1828”. Em The Guardian, Andrew Collins, que se apresenta como leitor devoto da concorrente New Statesman, pergunta como pode alguém de esquerda [a leftie, no original] ler The Spectator, e responde que a revista “sabe ser erudita, imponente e espirituosa, e tem de se respeitar a sua devoção à causa”.

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Mais três jornais e uma estação de televisão foram fechados, na Turquia, por um decreto governamental emitido ao abrigo do Estado de Emergência que está em vigor desde 20 de Julho de 2016. O mesmo documento, publicado na Gazeta Oficial deste domingo, 8 de Julho, encerra também doze associações  -  acusadas, como aqueles media, de ligação a “organizações terroristas” -  e despede sumariamente mais 18.632 funcionários públicos, entre eles duas centenas de académicos, cerca de nove mil elementos da polícia e seis mil efectivos das forças armadas.

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