Quinta-feira, 29 de Outubro, 2020
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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
O que nos aconteceu?
Dinis de Abreu
O que nos aconteceu? Interrogava-se o cardeal D. José Tolentino de Mendonça, há menos de um mês, na conferência inaugural das jornadas nacionais de comunicação social da Igreja Católica.  Na génese da pergunta, a pandemia e “um novo pacto de comunicação“ que sugeriu como  “reflexão sobre o sentido da vida”, num tempo incerto em que os media sofreram, como reconheceu,...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
Bolsas Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou a 3.ª edição das Bolsas de Investigação Jornalística. Este ano, serão privilegiados trabalhos sobre questões digitais e inovação tecnológica. 

A selecção será realizada por um painel de júris integrado por António Granado, Cândida Pinto , Cristina Ferreira, Maria Flor Pedroso, João Garcia e José Pedro Castanheira. 

Aqueles que desejem inscrever-se deverão fazê-lo até 11 de Dezembro.


Revista de sustentabilidade

Os “media” portugueses contam, agora, com uma nova revista “online”, cujo foco é a sustentabilidade: a “Fair News”.

A direcção editorial está a cargo de Joana Dias da Cunha, que em 2017 fundou o Fair Bazaar, uma plataforma “online” para marcas sustentáveis. 

“A ‘Fair News’ está aqui para sensibilizar as pessoas sobre o impacto das suas decisões diárias, trazendo conteúdos credíveis e de qualidade, dirigidos tanto aos que ainda estão longe desta consciencialização como àqueles que já se esforçam para melhorar o seu estilo de vida, de forma a terem um menor impacto no planeta e nas pessoas”, referiu Joana Dias da Cunha.

A revista apresenta seis secções, que, numa fase inicial, serão actualizadas a cada quinze dias.


Apoio aos “media” portugueses

O governo está a planear estender aos “media”,“voucher” que vai aplicar a sectores como a hotelaria e a cultura, revelou a presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Sofia Branco.

Aquela dirigente, que esteve reunida, recentemente, com o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, recordou que o Sindicato de Jornalistas já tinha apresentado uma proposta semelhante, em Dezembro do ano passado, sugerindo a criação de “voucher”, com “benefícios fiscais para quem assina publicações”.

Sofia Branco acrescentou, ainda, que os membros do Sindicato ficaram desapontados “ao ver que a medida não foi aplicada ao sector no Orçamento do Estado de 2021. Foi-nos dito [entretanto] que vão estudar a hipótese de ser aplicado em assinaturas em papel ou digital”, o que passará pela devolução do IVA.


Jornalismo “online”

Em França, a maioria dos cidadãos continua a informar-se através da televisão e a mostrar-se relutante em pagar por informação “online” de qualidade .

De acordo com o último inquérito internacional da Ipsos Global Advisor, apenas 15% dos franceses estão dispostos a subscrever um serviço digital, já que o valor do jornalismo de qualidade ainda não foi clarificado pelos “media”.

Além disso, 57% dos franceses inquiridos diz-se relutante em pagar por serviços informativos. 

"Estamos ao mesmo nível dos japoneses ou russos, que estão tão reticentes como nós", afirmou o responsável pelo estudo, Yves Bardon.

Na Europa, os suecos (34%), os holandeses (32%) ou os polacos (29%) são os que se mostram mais disponíveis para apoiar os “media” digitais.


Prémios de jornalismo da APM

A Associação de Imprensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- anunciou a 82ª edição dos Prémios APM de jornalismo.

Tal como aconteceu em edições anteriores, serão atribuídos galardões em quatro categorias: Prémio APM de Honra; Prémio APM de Melhor jornalista do ano; Prémio APM de Jovem Jornalista do ano; e Prémio APM de Jornalista especializado em Madrid.

Esta edição corresponderá a uma entrega conjunta, dos anos de 2019 e 2020, pelo que três das quatro categorias terão dois vencedores.

O prémio de Honra será atribuído a um único jornalista, já que este galardão pretende destacar todo um percurso profissional, e não um artigo em concreto.

Os candidatos aos prémios poderão ser propostos, até 1 de Janeiro de 2021, por directores de “media”, pela direcção da APM, ou por grupos de associados. A auto apresentação não é considerada válida.

A decisão será tomada pelo conselho directivo da APM, através de voto secreto.



Agenda
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior
Connosco
Galeria

As campanhas eleitorais norte-americanas têm sido acompanhada um pouco por todo o mundo, já que os cidadãos estão interessados em conhecer as possíveis consequências destas eleições presidenciais.

Perante este quadro, o “Nieman Lab” tentou descobrir quais são as premissas que dominam os “media” mundiais, de forma a apurarem qual o discernimento dos cidadãos, perante os candidatos democrata e republicano.

Após um mês de análise, com recurso a inteligência artificial, o “Nieman Lab” concluiu que a cobertura noticiosa das eleições tem sido, particularmente, intensa no Irão, na Rússia e na China, onde os “media” criticam as acções de Donald Trump.

Os principais temas abordados, pela comunicação social destes países, são os debates presidenciais, a gestão do novo coronavírus e as  políticas de imigração.

Depois do primeiro debate presidencial, a imprensa chinesa questionou a utilidade deste evento para o eleitorado, e criticou a conduta do actual Presidente.

Galeria

Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.

Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”. 

Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.

Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.

O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política. 

De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.


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Nos Estados Unidos, o “diner journalism” -- ou jornalismo de restaurante à beira da estrada -- está a tornar-se indissociável da cobertura política conservadora, notou Doug Mack, num artigo de análise publicado no “site” “The Counter”.

Segundo recordou Mack, com a eleição de Donald Trump, os jornalistas começaram a dirigir-se a estes estabelecimentos de restauração -- considerados tipicamente americanos -- para ouvirem as opiniões políticas de certos eleitores.

Por norma, os restaurantes escolhidos localizam-se em zonas rurais, e são frequentados por população caucasiana e conservadora, que trabalha no sector industrial.

Os jornalistas pretendem, assim, transmitir uma imagem da “verdadeira América”, aquela que se rege pelos princípios do Presidente Donald Trump, criando um sub-género : o “Trump Country Diner”.

A título de exemplo, em Novembro de 2016, os jornalistas do “Los Angeles Times” dirigiram-se a um destes “diners” para recolher testemunhos sobre desfecho  das eleições presidenciais. Todos os presentes disseram apoiar os ideais conservadores. 

Este tipo de cobertura atingiu o seu “pico” em 2017, mas continua a ser, amplamente praticada, por jornais prestigiados, como o “New York Times”.


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A pandemia de coronavírus fez-se acompanhar de vagas de desinformação, que têm prejudicado a saúde pública e, consequentemente, a segurança de todos os cidadãos.

Perante este quadro, a Organização Mundial de Saúde e a Wikipédia estabeleceram um acordo de parceria, com o objectivo de partilhar informação fidedigna, sobre a covid-19, em 200 idiomas.

O acordo permite, ainda, que a informação seja partilhada sem autorização prévia, desde que a fonte esteja, devidamente, identificada.

De acordo com Andrew Pattison, responsável pelos conteúdos digitais da organização de saúde, esta iniciativa permitirá que os utilizadores da internet tenham acesso a dados oficiais, correspondentes à sua localização geográfica, e na sua língua nativa. 

Para Pattison, este tipo de iniciativa é a melhor forma de combater a desinformação.

Já Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, reiterou que os “dados fidedignos sobre saúde são cruciais para manter a população segura”.

Os primeiros artigos publicados, ao abrigo desta parceria, contêm desmistificam “teorias da conspiração” sobre a pandemia. Os próximos conteúdos devem apresentar sugestões de tratamento, a serem aplicadas por profissionais de saúde.

Para garantir o bom funcionamento de todo o processo, os moderadores da Wikipédia contarão com o apoio e consultoria da OMS.


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Com o sector mediático em crise, alguns jornalistas estão a abandonar as redacções para se dedicarem a novos projectos. De acordo com o jornal “Figaro”, uma das principais tendências, adoptadas por estes profissionais, é a “newsletter”.

Ou seja, os jornalistas passam a reunir informações, por conta própria, e a enviá-la, via “e-mail”, à sua base de subscritores.

Normalmente, estas iniciativas tratam apenas de um tema -- economia, política, parentalidade, música, etc. -- e são enviadas com uma periodicidade pré-estabelecida.

Assim, estes profissionais dos “media” têm conseguido contrariar a tradição presencial nas redacções criar o seu próprio negócio, baseado em informação fidedigna, a partir de casa.

A título de exemplo, o jornalista, Casey Newton -- ex-colaborador da revista de tecnologia “The Verge” --  começou a trabalhar, por conta própria, na “newsletter” “Platformer”, que relata os principais acontecimentos nos GAFA -- Google, Amazon, Facebook e Apple, quatro vezes por semana.

Agora, os interessados podem assinar um dos quatro modelos de subscrição apresentados no seu “website”, que vão de 10 (regime mensal) a mil dólares (regime mistério).


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O combate à pandemia da Covid-19 teria sido mais rápido e eficaz, caso as autoridades médicas tivessem contado com o apoio de uma rede de jornalismo local e hiperlocal. 

Esta é a conclusão de dois textos publicados, em Outubro, por  influentes publicações académicas norte-americanas  -- a ‘newsletter’ do Journalism Crisis Project e o “blog” da Brookings Institution de Washington --,  e citados por Carlos Castilho, num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Como ressalvou Castilho, ambos os artigos defendem que o fortalecimento do jornalismo local teria permitido a detecção de qualquer novo surto epidémico, com uma antecedência muito maior do que a registada com o Coronavírus. 

Esta convicção já havia sido verificada, em 2011, pelo Hospital de Boston, que apontou a necessidade de uma vigilância epidemiológica informal, através do jornalismo local.

Isto porque, na era digital, os fluxos de informação nascem na base social e chegam aos Governos através de publicações comunitárias. Contudo, a crise neste tipo de imprensa, causou um bloqueio no processo, prejudicando os cidadãos. 


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Os jornais locais exercem um papel fundamental no interior das comunidades, contribuindo para a união dos seus membros e para dar voz àqueles que são mais vulneráveis.

Contudo, perante a evolução da era digital, estas publicações têm-se deparado com dilemas, quanto ao melhor modelo negócio a adoptar, de forma a colmatarem a diminuição das receitas de publicidade e de circulação.

Até porque, perante a crise do sector, muitas destas empresas foram obrigada a fechar a porta.

Assim, têm surgido três grandes tendências.

A mais conhecida é a “paywall”. Este modelo restringe o acesso a alguns artigos e incentiva os leitores a pagarem por jornalismo de qualidade. 

O Grupo britânico JPI Media implementou esta estratégia na maioria das suas publicações e garante que os resultados têm sido positivos.

“As reportagens de qualidade têm um preço associado e a ‘paywall’ é uma ferramenta diferenciadora entre os conteúdos de confiança e aqueles que circulam nas redes sociais”, afirmou  Jeremy Clifford, editor-executivo do Grupo. “De um ponto de vista editorial, consideramos importante que os leitores paguem pela versão digital, tal como faziam para o formato impresso”.


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Os “Online Journalism Awards” voltaram a premiar, em 16 de Outubro, alguns jornais digitais, que se destacaram pelo seu trabalho de excelência e inovação em reportagens multiplataforma. 

Nestes prémios, a maioria das categorias distingue diversas publicações, de diferentes dimensões.

Desta forma, na categoria “Excelência Geral” foram premiados quatro jornais, o “South China Morning Post , o “San Francisco Chronicle”, o “Marshall Project” e a PublicSource”.

O galardão de “Excelência em Inovação Digital” seguiu a mesma lógica e distinguiu as reportagens da “Reuters”, do  “Marshall Project” e da “Al Jazeera”.

O mesmo aconteceu na categoria “Reportagem de Explicação”, que destacou o trabalho do “Washington Post”, do “Boston Globe” e, novamente, do “Marshall Project”.

O “New York Times”, o “Propublica”, bem como uma parceria entre o “Mississipi Today” e o “Marshall Project”, foram as publicações premiadas na categoria “Inovação em Jornalismo de Investigação”.

A organização atribuiu, também, prémios a três formatos de “storytelling”.


O que há de novo

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lançou a campanha “faz uma pausa”, com o objectivo de conter a partilha de informações falsas, sobre o coronavírus, nas redes sociais.

Nesta campanha, Guterres convida todos os utilizadores de plataformas “online” a reflectirem sobre os conteúdos que consumiram, antes de os partilharem.

Esta campanha integra a iniciativa Verified que, desde Maio, tem publicado artigos com informação verdadeira sobre a covid-19.

A ONU espera, assim, incentivar uma mudança no comportamento de mil milhões de cidadãos, até ao final de Dezembro.

Para tal, a organização estabeleceu parcerias com diversas personalidades, que prometeram, nas suas redes sociais, “fazer uma pausa” e apelar, aos seus seguidores, que façam o mesmo.

Recorde-se que a responsável pelo Departamento de Comunicação Global da ONU considerou que a covid-19 não é apenas uma crise de saúde, mas, igualmente, uma emergência no mundo dos “media”.

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Os colaboradores de Agência Lusa decidiram, em plenário, exigir à administração a suspensão imediata do corte, de 30 euros, no subsídio de transporte. Caso contrário os profissionais poderão avançar para greve.

“Os trabalhadores da Lusa marcaram (...) um plenário para a próxima semana e, se durante este prazo(...) não houver nenhuma novidade,(...) avançaremos para a marcação da greve”, adiantou o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE), Silvestre Ribeiro.

Silvestre Ribeiro ressaltou que os profissionais se sentem “quase que traídos” com esta “decisão unilateral” da administração, e lamentam que sejam “talvez os únicos trabalhadores em Portugal” penalizados pela descida do valor do passe social na Área Metropolitana de Lisboa.

A decisão foi anunciada, a 23 de Outubro, pelo presidente do CA da Lusa, Nicolau Santos.


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Em Dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) adoptou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reconhece o direito à saúde, educação, trabalho, informação, identidade, entre outros.

Contudo, de acordo com um texto da jornalista Valeria Román, publicado no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- um desses direitos tornou-se invisível: o acesso à ciência.

Segundo indicou a autora, apesar do seu reconhecimento oficial, os cidadãos estão pouco cientes de que têm direito ao conhecimento científico e que, por isso, os “media” deveriam contribuir para a consciencialização da população.

Como tal, a RedeComCiência -- associação com a qual a jornalista colabora -- lançou, no jornal argentino “Rio Negro”,  a  iniciativa “Bio”, que irá desmistificar problemas de saúde daquele país, com base em provas ciêntificas.

Além de publicarem uma coluna semanal, os colaboradores da “Bio” participarão em “workshops” “online”, onde serão partilhadas informações e análises.

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As autoridades egípcias continuam a coartar a liberdade de imprensa, através da prisão de jornalistas e do controlo e manipulação no tráfego “online”

Em 2018, o governo instituiu uma nova lei, que condena a prática de “cibercrimes”. Este ano o diploma começou a ser utilizado contra os “media”. 

No final de Junho, a jornalista Noura Younis -- responsável pelo “site” de jornalismo colaborativo “al-Manassa” --  foi detida, sob acusações de utilizar um “software” de edição, sem a autorização prévia do governo.

Em declarações ao Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), Younis afirmou que as acusações carecem de fundamento, já que o “software” em causa não é suportado pelo sistema operativo que utiliza, o “Ubuntu”.

Esta não é a primeira vez que o “al-Manassa”, lançado há quatro anos, é alvo de censura. Em 2017, o “site” foi encerrado, por ter, alegadamente, partilhado “fake news”.

A publicação foi, assim, forçada a alterar o domínio do “site”, de .org para .net.


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A plataforma de “streaming” Netflix está a testar uma modalidade de áudio, para o sistema operativo Android. Caso seja aprovada, esta variante permitirá que os utilizadores tenham acesso aos sons de séries e de filmes, oferecendo uma experiência semelhante à dos “podcasts” e dos “audiobooks”.

A novidade foi revelada pela XDA Developers, que encontrou novas linhas de código na “app” da plataforma de “streaming”.

Naquelas linhas de código, a Netflix sugere que os utilizadores “poupem internet móvel, ao desligar o vídeo e ouvindo os seus programas preferidos”. Outro dos trechos indica que o “vídeo está desligado”, mas que os utilizadores podem “ouvir o seu programa, enquanto realizam outras actividades”.


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O Grupo detentor da revista de cinema “Variety”, o Penske Media Corp, vai fundir-se com a empresa que controla a “Hollywood Reporter”, a “Billboard” e a “Vibe”, o MCR. A fusão passará a denominar-se PMRC.

Assim, as mais importantes revistas de Hollywood serão supervisionadas pela mesma empresa.

A PMC ficará incumbida de expandir o portfólio cultural da marca, enquanto a MCR ficará responsável por novas oportunidades de negócio. As equipas editoriais continuarão a trabalhar de forma independente.

O acordo foi anunciado pelo director executivo do PMC, Jay Penske, e pelos co-CEOs da MRC, Asif Satchu e Modi Wiczyk. 

"Há muito que admiro as publicações da MCR”, disse Penske. “A “Billboard”, “The Hollywood Reporter”, e a “Vibe” criaram alguns dos melhores conteúdos, nas suas respectivas indústrias, e contribuíram, imensamente, para a melhoria do jornalismo de entretenimento”.

“Sentimo-nos muito afortunados por esta valiosa parceria com a excepcional equipa da MRC -- continuou Penske -- e pela oportunidade de continuar o legado destas tremendas marcas durante as próximas décadas".


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O Observatório de “media” Acrimed condenou, em comunicado, o assassinato do professor francês Samuel Paty, bem como a instrumentalização do acontecimento pelos “media”.
De acordo com aquela associação, estes incidentes constituíram um atentado contra a liberdade de expressão e de imprensa.

“Quando a nossa associação foi criada, em 1996, as nossas lutas eram pioneiras:  criticar os excessos dos ‘media’. Lutar contra a apropriação dos meios de comunicação social pelos capitalistas. Denunciar as mentiras do Estado, partilhadas  pela imprensa. Atacar a ‘circulação da desinformação’. Defender a reapropriação democrática dos meios de comunicação social. (...) Propor ferramentas para reconstruir a imprensa. E para protestar contra todas as formas de censura”, pode ler-se no documento.
“Acima de tudo, queríamos defender a liberdade de imprensa (...) O direito à caricatura e à sua crítica”, continua o comunicado. “Gostaríamos de nunca ter de reafirmar esta premissa”. 

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Pela primeira vez em quase 100 anos de história, a “newsmagazine” “Time”, decidiu alterar o seu logótipo, substituindo-o pela palavra “Vote”.

“Poucos acontecimentos irão moldar mais o mundo do que o resultado destas eleições presidenciais nos EUA”, justificou Edward Felsenthal, director e CEO da “Time”, explicando que a decisão de mudar o logótipo serve o propósito de “marcar este momento histórico”.

Assim, esta edição inclui, também,  “um guia sobre como votar de forma segura durante este extraordinário ano”, de forma a incentivar o exercício do direito ao voto. 

“Estamos perante um momento raro, daqueles que irá separar a história em antes e depois ao longo de gerações. É por este tipo de momento que os leitores, por todo o país, e pelo mundo fora sempre procuraram a ‘Time’”, concluiu Edward Felsenthal.


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