Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
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O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
As redes sociais e o passado
Francisco Sarsfield Cabral
O semanário britânico The Economist, geralmente um entusiasta do progresso científico e tecnológico, dedicou a capa e o primeiro editorial de um seu recente número a uma crítica severa às redes sociais. Estas, em vez de contribuírem para o esclarecimento público e o debate racional (como inicialmente se esperava), multiplicam mentiras e falsidades – por exemplo, as milhares de intromissões russas no Facebook e no...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
O  estado dos media americanos continua a inspirar apreensão, e desenvolvimentos reportados desde o verão têem acentuado os motivos de preocupação, com poucas  excepções. Os relatórios do Pew Research Center – organização não-partidária com sede em Washington, fundada em 2004, dedicada ao estudo da evolução de sectores como o jornalismo, demografia, política e opinião...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Breves
“Ebdo”, novo jornal de informação

Um futuro jornal digital de informação, independente e sem publicidade, designado “Ebdo”, constitui o novo projecto em fase de preparação por um grupo de jornalistas franceses.

Os promotores da iniciativa acreditam que o jornal será sustentável através de subscrições pagas, estando em curso a respectiva campanha online.

O lançamento do “Ebdo” está previsto para 12 de Janeiro próximo, decorrendo até 8 de Dezembro o período de angariação de assinaturas.

 

AIPIM adere à FIJ

A adesão formalizada da AIPIM - Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau à FIJ foi considerada uma “nova página” na vida daquela entidade, de acordo com declarações do seu presidente, José Carlos Matias.

A candidatura à FIJ foi manifestada há cerca de cinco anos, tendo sido recentemente aceite no encontro da respectiva Comissão Executiva, que decorreu na Tunísia.

Com cerca de 600 mil membros, em mais de 140 países, a FIJ é a mais importante organização internacional de jornalistas.

Por isso, o ingresso a AIPIM é visto como “uma enorme honra e uma nova responsabilidade" por José Carlos Matias.

“Amazon” prepara versão gratuita de “streaming” vídeo

Mais um passo na oferta de streaming. A Amazon Prime Video deverá estar em breve disponível numa versão gratuita suportada pela publicidade. A estratégia é idêntica à adoptada pela plataforma de streaming Spotify. A Amazon poderá disponibilizar para além do formato com subscrição mensal, um novo modelo freemium em que os utilizadores podem aceder a todos os conteúdos gratuitamente, com anúncios a serem exibidos dentro da plataforma. A informação está na Advertising Age.

Rádio mais ouvida no carro

Ouvir rádio no carro continua a disputar a preferência dos portugueses, sendo referidos por dois em cada três ouvintes (66,1%).

Observa-se, contudo, segundo o Bareme Radio da Marktest, que há assimetrias no consumo de rádio. O estudo apurou que os ouvintes da Antena 3 são os que mais referem ouvir rádio no carro (84.8%), enquanto entre os ouvintes da Antena 1, Rádio Renascença e Rádio SIM o mais frequente é ouvir rádio em casa, algo que 74.9% dos ouvintes da Rádio SIM diz fazer. Curiosamente, a TSF não aparece entre as estações masi mencionadas nas preferências dos ouvintes.

“Correio da Manhã” recupera no digital

Segundo o Netscope, o Correio da Manhã regressou em Outubro à liderança no digital, entre os títulos generalistas, ultrapassando o Jornal de Noticias em visitas. No tocante a grupos de media, o Global Media Group mantem a dianteira em visitas e pageviews.Nos títulos de informação económica, o Jornal de Negócios preserva a vantagem, seguido do suplemento Dinheiro Vivo.

Nas rádios a liderança pertence à Renascença.O Netscope voltou, entretanto, a ser liderado em Outubro pelo desportivo  A Bola.

Agenda
27
Nov
10º Congresso Sopcom
09:00 @ Viseu
27
Nov
Formação sobre podcasts
09:00 @ Cenjor,Lisboa
28
Nov
29
Nov
SEO para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa
Connosco
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O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

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O tema das fronteiras entre jornalismo e activismo remete para “uma questão sempre perturbadora, a da verdade. O jornalista ainda pode ter a ambição de contar a verdade? Ou tem que se assumir como um soldado na guerra de narrativas?” Este ponto sensível acabou por ser um dos que dominaram os debates mais vivos no Festival 3i – Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente, que reuniu nos dias 11 e 12 de Novembro, no Rio de Janeiro, dezenas de jornalistas, articulistas, podcasters, gestores e directores de sites inovadores. Deste encontro não saíram soluções, muito menos receitas, mas foram identificados os problemas e discutidas as escolhas possíveis. Citamos a reportagem, da Agência Pública, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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O novo ciclo de jantares-debate, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema genérico “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções” prossegue no próximo dia 28 de Novembro, sendo o jornalista Carlos Magno, ainda  presidente da ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o orador convidado.

Recorde-se que a ERC tem estado na ordem do dia, desde logo pelos sucessivos adiamentos da eleição do seu novo elenco executivo – conforme se refere noutro espaço deste site – , bem como pela controvérsia gerada à volta da transacção da TVI, cuja viabilidade implica um parecer daquela entidade reguladora.

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O Facebook ganhou, e as empresas noticiosas francesas tornaram-se “triplamente dependentes: de expandirem a sua audiência de graça, do uso das ferramentas de produção e distribuição daquela rede social, e de ganharem um rendimento adicional”. Mas vem aí a “ressaca”. O Facebook vai cobrar às empresas que ficaram mais “agarradas” aos likes e ao tráfego que gerou para os seus sites. “Todos os dias, as equipas editoriais estão a trabalhar em força para produzirem conteúdos especificamente destinados àquela plataforma.” A reflexão é de Nicolas Becquet, num estudo publicado no European Journalism Observatory.

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“Podíamos pensar que não devia haver discussão a respeito da importância do jornalismo de investigação. Mas o colapso da base financeira do jornalismo nestes últimos 15 anos causou muitas vítimas, e uma das principais foi o campo da investigação. (...) O jornalismo de investigação passou a ser visto, cada vez mais, como um desperdício de tempo, custoso e ineficiente.” Esta reflexão faz parte da síntese de apresentação do novo relatório produzido pelo Global Investigative Journalism Network, que desmente o preconceito e demonstra o verdadeiro impacto do jornalismo de investigação, bem como o seu contributo essencial para uma vida democrática saudável.

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“A Imprensa escrita está numa fase terminal e não encontra um modelo de negócio capaz de sobreviver. A publicidade não vai voltar aos jornais em papel, é um fenómeno mundial. Hoje em dia não há nenhum jornal de informação geral, em Espanha, que venda 100 mil exemplares nos quiosques.” Estas frases surgiram, entre outras, no diagnóstico pesado que Juan Luis Cebrián, presidente cessante da Prisa, traçou sobre os Media tradicionais, no Foro de la Nueva Comunicación, em Madrid. E a alternativa não lhe parece melhor, enquanto os governos e instituições não entenderem que, “na Internet, a regra não é a lei, mas sim o software”.

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Os jornais franceses tiveram uma subida constante das suas vendas durante os primeiros nove meses do ano. Le Monde vai à frente, com o maior crescimento, de 6,55% (e uma tiragem que já chegou aos 284 mil exemplares), seguido por Le Figaro (+ 3,18%) e L’Equipe (+ 3,15%). Quanto à leitura nos respectivos sites, Le Figaro liderava em Outubro, com mais de 108 milhões de visitas, seguido por Le Monde, com 105,4 milhões. Estes números contrastam com os da vizinha Espanha, onde os seis diários de maior tiragem registavam, em Setembro, uma quebra de 10,4% nas suas vendas, em comparação com o período homólogo de 2016.

O que há de novo

O grupo Impresa anunciou, em comunicado, que negociou com Luís Delgado, “com carácter de exclusividade”, a alienação de doze das suas publicações impressas (entre semanários e revistas ou jornais com outra periodicidade), sendo escolhida a proposta que “oferece as melhores condições para o futuro dos colaboradores” destes títulos. Admite, no entanto, que o processo de transição para o novo grupo editorial pode não compreender a totalidade dos respectivos trabalhadores, “o que poderá levar a Impresa Publishing a dar início a um processo de reestruturação”.

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Ao fim do primeiro ano, o BreakingClub, um inovador meio de comunicação dirigido aos jovens millennials, já publicou mais de 200 edições e mil noticias. Quase todos os dias tem novos subscritores, que procuram o imediato, a rapidez e que consomem informação através do móvel.

O BreakingClub é distribuído gratuitamente por email e divulga cinco notícias sobre temas de interesse para os jovens. Utiliza uma linguagem simples e directa, para que a leitura seja mais fácil nos aparelhos móveis.

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos vai intentar uma acção para bloquear a compra da Time Warner pela AT&T. Por seu lado, também esta operadora de telecomunicações já revelou que irá bater-se em tribunal se o referido negócio for bloqueado. Segundo The Guardian, isto pode provocar “uma das maiores batalhas legais sobre fusão de empresas desde há décadas”. Para complicar o enredo, foi também noticiado que o Departamento de Justiça queria que a AT&T vendesse a CNN, que ainda detém, logo que adquirisse a Time Warner, mas o seu director executivo, Randall Stephenson, já negou tal intenção.

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Está nas bancas a revista Observador Lifestyle, uma edição especial da secção com este título, do referido jornal digital, mas em formato de revista impressa, de dimensão semelhante à das habituais newsmagazines. Com coordenação editorial de Ana Dias Ferreira e de João Miguel Tavares, esta primeira edição, com 148 páginas, foi desenhada pela Silvadesigners e tem o preço de capa de 4,90 euros.

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O grupo Media Capital registou, nos primeiros nove meses do ano, resultados líquidos de 9,69 milhões de euros, o que significa uma subida de 10% em relação aos 8,78 milhões do período homólogo em 2016. Nos termos do relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os rendimentos operacionais ficaram em 115,3 milhões de euros, o que representa uma quebra de 7% comparando com os 124,3 milhões do ano passado. As contas do grupo são equilibradas por uma redução dos custos operacionais na ordem dos 9% (dos 101,6 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2016 para 92,6 milhões no período homólogo deste ano).

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Menos tempo e menos texto, são as duas imposições que os novos hábitos de consumo exigem aos leitores habituados a décadas de jornais impressos. Os media têm vindo a adaptar-se, procurando manter o espaço de um jornalismo de investigação que não pode deixar de produzir textos long read. Agora, em França, a produtora Elephant está a lançar Monkey, o primeiro meio de comunicação que se anuncia como “100% redes sociais, 100% vídeo e 100% premium”, mas capaz de “decifrar em três minutos um tema chave da actualidade”. O triunfo da imagem e da instantaneidade, portanto, e apontado à geração dos millennials. A ver vamos...

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A experiência habitual dos leitores de opinião, na Imprensa, é a de saberem quem vão encontrar no jornal que compram. Em alguns casos, o mesmo jornal pode ter a preocupação de manter textos próximos de comentadores de diferente persuasão política, mas nem sempre estarão a escrever, ao mesmo tempo, sobre o mesmo assunto. The Washington Post inaugurou um modelo especial: no espaço de opinião, no final de cada artigo passa a haver uma via denominada “Contraponto”, que estabelece automaticamente a ligação a um  texto de opinião contrária, ou pelo menos muito diferente.

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A Motorpress Lisboa fechou, arrastando consigo o destino das revistas que detinha, entre outras Pais e Filhos, Autohoje, Motociclismo, Bike Magazine, Sport Life, Super Interessante, Motorclássico e Autohoje TT&Aventura. Até Agosto editou também a Men’s Health, cuja edição portuguesa passou entretanto para as mãos da Global Media. Ficam no desemprego mais de 50 trabalhadores.

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