Terça-feira, 10 de Dezembro, 2019
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O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
Breves
“L’Express” lança áudio em Janeiro

O convidado do programa Innov audio Paris, Clément Delpirou, CEO da SFR Press, anunciou o lançamento de um modelo 100% áudio do L’Express,  em Janeiro próximo. "Todos os artigos do jornal estarão disponíveis numa versão lida por actores profissionais", referiu. Assim, será possível, a partir dessa data, começar a ler um artigo em formato digital e continuar a ouvi-lo no formato áudio. 

Marcelo e o apoio aos “media”

O Presidente da República afirmou, recentemente, que espera que o Orçamento do Estado para 2020 inclua medidas de apoio à comunicação social e sugeriu que o Estado pode facilitar o acesso a assinaturas de meios de comunicação "para que haja mais leitura de imprensa", face à crise no sector.

Sem "entrar em pormenores", o Presidente da República observou que "há pequenas medidas, até para a imprensa local e regional, como por exemplo o porte pago ou uma realidade parecida com essa, que já houve e que desapareceu, que podem ser uma ajuda, ainda que parcial".

As declarações foram feitas no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, depois de o Presidente da República assistir à apresentação do "PSuperior", um programa para dar acesso gratuito a assinaturas do jornal Públicoa estudantes universitários, com o apoio de entidades privadas que pagam metade desses custos.

RFM lança web rádio natalícia

RFM Rádio Natal é uma web rádio da RFM, lançada recentemente para esta quadra. A estação do Grupo Renascença Multimédia descreve a nova rádio online como “uma webrádio feita à medida da época mais mágica do ano, só com as melhores músicas de Natal de sempre, a tocar 24 horas por dia, e as mensagens de boas festas mais bem dispostas de Portugal com o carimbo e humor inconfundível dos animadores da RFM”. 

RFM Rádio Natal pode ser ouvida através do site da RFM ou através da aplicação para dispositivos móveis.

"Sábado" edita livro de fotografia

O Grupo Cofina assinala os 15 anos da sua newsmagazineSábado, com um livro composto por mais de 160 fotografias, de 60 fotógrafos de referência mundial, uma edição de capa dura com 240 páginas. O livro está nas bancas, com preço de capa de 14,95 euros. 

O objectivo passa por “homenagear os 15 anos de existência da publicação e, simultaneamente, celebrar a liberdade de imprensa, na vertente de fotojornalismo”, refere o Grupo em nota de imprensa.

O "Télégramme" lança novo site

No dia 20 de Novembro, os leitores do Télégramme descobrirão um novo jornal diário de papel, composto por duas secções separadas: uma sobre a actualidade britânica, nacional e internacional; a outra sobre informação e serviços locais. "Não podemos contentar-nos com uma erosão da circulação, mesmo moderada", explica Samuel Petit, editor do jornal. 

site também sofrerá alterações e será completamente redesenhado durante a primeira quinzena de Janeiro. 

Agenda
31
Dez
20
Jan
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O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

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A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

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À medida que mais empresas de media adoptam modelos baseados em assinaturas para gerar receita, o envolvimento com os leitores tornou-se cada vez mais importante. Contudo, algumas instituições parecem desconfortáveis com a construção de comunidades para os leitores. 

Mike Masnick - que fundou o site Techdirt – falou sobre o processo e referiu que o erro fundamental de muitos canais de notícias é "não perceber que sempre foram uma empresa de construção de comunidades". 

Mathew Ingram publicou um artigo no site Columbia Journalism Review sobre o tema.

Joy Mayer, que dirige o projecto Trusting News, explicou que nesta fase, em que a confiança no jornalismo está extremamente abalada, o envolvimento com os leitores é a melhor maneira de recuperar a confiança. 

"Trabalhamos com redacções que usam  vários modelos  de chamar a atenção para a sua missão, motivações, processos e ética”, disse Mayer.
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Os jovens são tão susceptíveis de serem enganados pela desinformação como outros utilizadores da internet, segundo revelou um estudo da Universidade de Stanford.

Os jovens parecem ter, igualmente, dificuldades na avaliação de fontes digitais e em identificar a sua veracidade. 

Joel Breakstone, Mark Smith e Sam Wineburg, de Stanford, e uma equipa da Gibson Consulting avaliaram a alfabetização digital de 3446 estudantes do ensino médio, entre Junho de 2018 e Maio de 2019.

Com base no estudo, foi possível concluir que 52% dos estudantes acreditavam que um vídeo, supostamente, mostrava o preenchimento de boletins nas primárias democratas, em 2016, quando se tratava de uma filmagem na Rússia. Apenas três dos mais de três mil estudantes da amostra foram procurar a fonte do vídeo. 

Dois terços dos estudantes não conseguiram identificar, também, a diferença entre o conteúdo patrocinado, mesmo quando era identificado como tal, e as notícias, num teste que utilizou a página inicial da Slate como exemplo.

Para além disto, 96% dos estudantes não ponderaram que a relação entre um site sobre mudanças climáticas e uma empresa de combustíveis fósseis poderia afectar a credibilidade do site.

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O estudo “Plataformas e Editores: O Fim de uma Era”, analisa a relação entre as plataformas tecnológicas e os editores de notícias. Essa “era” é definida pela convicção de que as ofertas maciças das plataformas de audiência levariam a uma receita publicitária significativa para os editores.

Em grande parte de 2018, os editores ainda acreditaram  que essa parceria com as plataformas e as iniciativas baseadas em escalas numéricas poderiam ajudar a sustentar o negócio do jornalismo.

Actualmente, os editores continuam a depender de uma variedade de produtos das plataformas, mas o espírito de colaboração diminuiu significativamente e os editores expressaram cada vez maior  desconfiança . 

Na conclusão do estudo, citado por  Emily Bell, a autora refere que “à medida que a primeira década da web móvel e social se aproxima do fim, torna-se claro que a influência das plataformas tecnológicas de grande escala perturbou, mas não reformou, o campo do jornalismo”. 

Os funcionários das editoras e das plataformas , entrevistados para o relatório,  concordaram de forma esmagadora que é o fim de uma era de exploração.

Columbia Journalism Review publicou o relatório, que faz parte de um estudo contínuo e plurianual do Tow Center for Digital Journalism da Columbia Journalism School, sobre a relação entre as empresas de tecnologia de grande escala e o jornalismo.

 

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A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) lançou directrizes para lutar colectivamente contra o trolling online dirigido a mulheres jornalistas.

Uma das principais características desses ataques é que a maioria são “sexualizados”. No entanto, muitas das jornalistas “atacadas online” recebem pouco apoio dos media,  e os sindicatos desenvolveram ferramentas limitadas para tentar combater esse problema. 

Assim, antes do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a IFJ lançou novas orientações  para apoiar os media e os sindicatos para que tomem medidas e dêem uma resposta colectiva ao problema do abuso online.

De acordo com uma pesquisa da IFJ, realizada em 2017, cerca de  43% das jornalistas entrevistadas tinham sofrido bullying online. Segundo uma outra pesquisa, em  2018,  da IFJ, apenas metade das vítimas de abuso online (53%) relatavam os ataques às suas empresas, ao sindicato ou à polícia, e em dois terços dos casos nada tinha sido feito.   

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O relatório “Media em Mudança – Análise de relatórios de consultoras e entidades de investigação sobre o futuro dos media e da Comunicação” apresenta diversos capítulos acerca de várias indústrias ligadas à comunicação e à exploração de temas como o 5G e o impacto desta nova geração tecnológica nas indústrias, ainda em desenvolvimento,

Os relatórios das consultoras e das instituições de investigação analisados, confirmaram a evolução do modelo de negócio dos media, cada vez mais ligada às multiplataformas e aos novos meios de comunicação. 

O 5G tornará os modelos de negócio susceptíveis de mudanças e de  adaptações, o que possivelmente gerará uma profunda evolução dos sectores. 

Os relatórios analisados não dramatizam a possibilidade de algumas indústrias perderem relevância ou sofrerem alterações radicais.

Os relatórios acerca do jornalismo e da imprensa apresentam uma indústria com mais dificuldades, mas tal não implica que a evolução do sector não tenha oportunidades para se consolidar e reafirmar do ponto de vista económico. 

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A maioria das publicações feitas pelos jornalistas portugueses nas redes sociais são de autopromoção ou de opinião/crítica. Esta foi uma das várias conclusões do estudo “Jornalistas Em Acção: Análise da actividade e presença de profissionais do jornalismo nos media tradicionais e nas redes sociais”, conduzido por investigadores da Universidade Católica Portuguesa (CEPCEP), da Cision e do Omnicom Public Relations Group (OPRG). 

De acordo com o estudo, que teve por base uma amostra de 45 jornalistas portugueses considerados mais influentes no panorama português, 28% das publicações nas redes sociais são de autopromoção, 27% são de opinião ou crítica e, apenas, 12% correspondem a partilhas de notícias e relatos em directo, enquanto a correcção de erros e reflexão sobre a prática jornalística dizem respeito a apenas 2% das publicações.

Destas, os jornalistas partilham não apenas notícias do meio em que trabalham (54%) mas, igualmente, notícias de outros meios (17%), segundo conclui o estudo. 

De acordo com o mesmo trabalho, são as mulheres quem tende a fazer mais partilhas (53%), sobretudo de conteúdos não jornalísticos (57%), enquanto os homens fazem mais publicações originais (23%). 

Facebook recebe mais publicações de autopromoção do que o Twitter.

O que há de novo

Para  El País os modelos de assinatura digital devem fazer parte dos media, para fazer face à forte redução do investimento em publicidade, o que os  forçou a procurar novas formas de financiar a sua sustentabilidade.

Soledad Gallego-Díaz, directora de El País, considera "essencial" a assinatura digital "para garantir o nosso futuro", segundo afirmou no New Communication Forum, organizado pela Nueva Economía Fórum.

Em 2019, o jornal tem "avançado no estudo e preparação desse modelo" de assinatura paga, cujo objetivo será alcançar "mais rendimento por assinatura paga do que por qualquer outro método", destacando a importância da percepção e relação com o leitor.

"Realizámos um estudo das necessidades dos leitores, tanto em termos de objectivos informativos como de mecanismos de verificação e qualidade; implementamos melhorias na busca de novos modelos narrativos, com um desenvolvimento visual mais rápido e poderoso, e temos dedicado muita atenção para fazer melhor uso das bases de dados".

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Os “media” franceses pretendem implementar a  criação de um organismo de ética jornalística, algo que foi debatido durante anos. O objectivo é que o conselho faça  frente à enorme desconfiança que incide sobre os meios de comunicação social. 

Assim, os representantes da imprensa, jornalistas e cidadãos franceses vão fundar o “Conseil de déontologie journalistique et de médiation” (CDJM), em Paris, a 2 de Dezembro

A data da "assembleia geral fundadora" deste novo organismo foi anunciada pelo Observatoire de la déontologie de l'information (ODI), uma associação que tem trabalhado com os restantes delegados.

Segundo indicações do ODI, o conselho será um "organismo de auto-regulação profissional, independente do Estado", que servirá de "fórum de mediação e arbitragem entre os meios de comunicação social, a redacção e o público”.

Este conselho constituirá, também,  um espaço de "reflexão e consulta para profissionais e educação para o público".

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Google vai equipar o Google Assistant com um algoritmo de selecção de notícias à medida do utilizador. 

Google está a lançar um novo serviço para o Google Assistant que se chama "Your News Update"

A ideia passa por um feed de notícias, que é determinado algoritmicamente, tal como o do Facebook ou do feed de notícias do Google. Para reproduzir, basta pedir um assistente inteligente do Google no seu telefone para "ouvir as notícias".

Google utiliza a informação que recolhe sobre o utilizador nos últimos anos, bem como a sua localização, para personalizar actualizações de notícias de parceiros. 

O objectivo é promover um ecossistema "web de áudio", de acordo com Liz Gannes, gestor de produto de notícias de áudio do Google. O produto não é um podcast, assemelha-se mais às actualizações horárias de notícias que são transmitidas nas rádios.

Google diz que quando a actualização de notícias entrar em funcionamento, os utilizadores poderão escolher entre o novo sistema ou o original. O Google pagou aos seus parceiros para trabalharem com a empresa e criarem as suas histórias neste formato.

O auto, Dieter Bohn, analisou as implicações desta novidade num artigo publicado no site The Verge.

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Ao intervir num painel durante o VIII Encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa, que decorreu em Lisboa, Fátima Resende, vogal da ERC – Entidade Reguladora da Comunicação Social, preconizou que “compete aos poderes públicos e ao Governo o dever de defender a independência e a imparcialidade dos órgãos de comunicação social públicos, em particular como agentes ao serviço das sociedades democráticas, por oposição a interesses organizados que prejudiquem o bem público”.

Na conferência, que decorreu na sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, Fátima Resende sublinhou ainda  que “não há democracia sem pluralismo” e que a qualidade de uma democracia é “baseada no pluralismo nela praticado”.

“O pluralismo é inseparável da liberdade, da democracia e de um Estado de direito”, acentuou  a responsável da entidade reguladora.

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A indústria de imprensa espanhola gerou cerca de 6 231 milhões de euros, como resultado da sua actividade económica.

A informação tem por base um estudo encomendado pela Associação de Media de Informação (AMI), com o objectivo de analisar a contribuição da imprensa em termos socioculturais.

Os resultados do estudo referem-se às empresas integradas na AMI, bem como de outras gráficas independentes, do sector da distribuição e da rede de pontos de venda.

Os valores apresentados reflectem tanto os fluxos económicos gerados dentro do mercado espanhol (5.222 milhões) como os fluxos gerados em mercados estrangeiros (1.009 milhões).

O estudo foi agora divulgado pela APM – Asociacion de la Prensa de Madrid com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

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Quatro profissionais do Le Temps d'Algérie foram vítimas de um atentado à liberdade de imprensa no país, segundo a IFJ, que apela ao Governo argelino que conceda protecção aos jornalistas.

Aissa Moussi, redactora do jornal Le Temps d'Algérie, denunciou, através da sua página do Facebook, uma manchete do jornal para o qual trabalha. Na sua publicação, explicou que "diverge de tal cobertura e de conteúdo que não reflectem a realidade no terreno. Uma orientação vergonhosa ditada pelos novos donos no Grupo Média Temps Nouveaux". 

No dia seguinte à publicação, o jornalista foi suspenso. A Moussi juntaram-se três dos seus colegas, que o defenderam e, por isso, acabaram também suspensos, nomeadamente Said Mekla (chefe de redacção), Mohand Ameur Abdelkader e Fella Hamissi. Segundo foi referido pelo IFJ, a suspensão dos jornalistas é efectiva até o próximo conselho disciplinar, no qual  serão ouvidos causa de por "danos e perigos à imagem" do jornal. A suspensão dá-se dez dias depois de uma coluna publicada por 150 jornalistas argelinos pedir ao governo que os deixe cumprir a sua missão de informação.

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"Jean-Paul Goude:100 Imagens de para a Liberdade de Imprensa" é o título do novo livro editado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF), uma publicação que nos aproxima do trabalho de "um artista multifacetado e único", segundo um comunicado à imprensa citado pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Com a publicação do álbum dedicado à longa carreira de Goude, a RSF presta homenagem a "um dos criadores mais influentes do nosso tempo".

 O álbum cobre meio século de carreira do artista, que com "seu estilo gráfico e narrativa única marcou fortemente a nossa imaginação e a nossa visão".

Está à venda desde 6 de Novembro em numerosas livrarias em Espanha e noutros países europeus. O livro inclui, ainda, uma reportagem sobre a confiança nos media.

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O jornal britânico Financial Times vai ser liderado por uma mulher pela primeira vez nos seus 130 anos de história.

Em comunicado, o jornal indicou que Roula Khalaf, “número dois” da redacção desde 2016, sucede a Lionel Barber, que deixa o cargo que ocupou durante 14 anos.

Barber confirmou que cessa funções no início de 2020 através da rede social Twitter.

Nascida e criada em Beirute, no Líbano, e educada nos Estados Unidos na Syracuse University e na Columbia University, Khalaf chefiou a secção de actualidade internacional do jornal, foi editora estrangeira, editora adjunta, liderou uma rede de mais de cem correspondentes e trabalhou no Médio Oriente durante a “Primavera Árabe”.

Antes de entrar para o Financial Times, escreveu para a revista Forbes.

 “É uma grande honra ser nomeada directora do FT, a melhor organização de notícias do mundo”, afirmou a jornalista.

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