Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
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O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
Sobre a liberdade de expressão em Portugal
Francisco Sarsfield Cabral
O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
O panorama dos media
Manuel Falcão
Se olharmos para o top dos programas mais vistos na televisão generalista em 2018 vemos um claro domínio das transmissões desportivas, seguidas a grande distância pelos reality shows e, ainda mais para trás, pelas telenovelas. No entanto as transmissões televisivas produzem apenas picos de audiência e contribuem relativamente pouco para as médias e para planos continuados. O dilema das televisões generalistas está na...
Informar ou depender…
Dinis de Abreu
O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
Breves
Apps mais descarregadas em 2018

O WhatsApp lidera o ranking das aplicações mais descarregadas em 2018, com 747 milhões de downloads no Google Play. Em segundo lugar, está o  Facebook Messenger (592 milhões de descargas). No entanto, ambas as aplicações perderam 2 e 14% respectivamente, em relação ao ano anterior. Na terceira posição, surge a primeira app de uma rede social, o Instagram, que com 368 milhões de descargas passou à frente do Facebook (336 milhões).

TVI subiu na "netAudience" Dez.18

O Correio da Manhã manteve, em Dezembro do ano findo, a liderança na audiência digital, tanto no acesso a partir dos computadores portáteis (744 mil indivíduos), quer via smartphone (2,18 milhões de indivíduos). A excepção são os acessos por meio de tablets, onde surge como líder a TVI, com quase 353 mil indivíduos alcançados pelo site e aplicações da estação da Media Capital.

Os dados são do último ranking netAudience da Marktest, cuja nova metodologia junta num indicador único os dados no Bareme Internet e do NetScope e dá conta do alcance multiplataforma dos títulos com base em utilizadores únicos não duplicados.

A TVI foi, aliás, a principal novidade do ranking netAudience relativo ao último mês do ano, a protagonizar a única subida no top 5 dos sites como maior alcance digital, ultrapassando o Público e subindo à segunda posição com perto de 2,1 milhões de indivíduos alcançados. Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “o Público fecha o top 3, com 1,96 milhões de reach, seguido de perto pelo Jornal de Notícias (1,94 milhões) e pelo Notícias ao Minuto (1,63 milhões de indivíduos)”.

FB investe 300 milhões de dólares

O Facebook anunciou que vai investir 300 milhões de dólares em projectos ligados ao jornalismo. A verba destina-se essencialmente a desenvolver a informação local. A empresa, refere que vai “continuar a lutar contra as informações falsas ('fake news'), a desinformação e a informação de má qualidade" e que haverá " também a oportunidade e a responsabilidade de ajudar os 'media' locais a crescerem e a terem sucesso". No início de janeiro de 2017, a rede social já tinha lançado o "Facebook Journalism Project", uma iniciativa destinada a "reforçar os laços" da plataforma com os 'media', mas o montante investido nessa altura não foi comunicado. O Facebook vai criar um fundo especial em colaboração com o Pulitzer Center, dotado de 5 milhões de dólares, para apoiar financeiramente projetos de reportagem de 'media' locais.

Amazon prepara nova plataforma

A Amazon vai criar uma plataforma de videojogos ao estilo do Netflix, na qual os utilizadores que subscrevam o serviço, podem jogar os títulos que desejem , de forma ilimitada e em dispositivos tão variados como a televisão, o telemóvel ou o computador. A Microsoft e a Google preparam projectos similares e a PlayStation Now já oferece um modelo semelhante, com os jogos da PS3 e da PS4. A Amazon comprou, ainda, a Twitch, uma plataforma que vai emitir partidas de jogos em directo.

Domínios “.EU”

Os cidadãos e empresas do Reino Unido que têm, actualmente, um dominio .EU , não poderão continuar a utilizá-lo no caso de o Brexit se concretizar. A União Europeia endureceu os requisitos para registar e usar os domínios .EU, proibindo que estes sejam utilizados por entidades que não pertençam à União Europeia.

Connosco
Galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

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A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Citando a frase famosa atribuída a Mark Twain, os boatos sobre a morte dos jornais em papel foram muito exagerados. É verdade que as publicações digitais cresceram muitíssimo nos últimos anos, mas 58% dos assinantes ainda se descrevem como sendo em primeiro lugar leitores do impresso, e 60% a 80% das receitas dos media ainda vêm das edições impressas. Também é certo que os assinantes print-first são mais velhos, mas isso não significa que entre os mais jovens não haja quem esteja disposto a pagar pelo impresso.

A reflexão é de Ana Lobb, da plataforma MPP Global, que acrescenta: "Os editores estão, de modo inteligente, a assumir uma abordagem centrada nos utentes, para conquistarem novos assinantes e aprofundarem a sua relação com os que existem. Muitos tiram proveito dos dados que já têm e descobrem que não têm de escolher entre o impresso e o digital."

A solução pode passar por uma combinação dos meios: "Se um assinante quer uma assinatura digital do seu diário, mas ainda gosta do jornal em papel aos domingos, isso é fácil de tratar."
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O rosto da derrota de Theresa May, com as rugas da batalha perdida, ou a sua expressão de lutadora enquanto discursava, nas últimas intervenções antes da votação, são as principais imagens de primeira página dos jornais europeus que deram destaque ao tema da noite de terça 15.

Nem todos o fizeram. Entre os jornais portugueses, o Público mostra a primeira-ministra britânica à saída da residência oficial, quando tudo ainda era possível, mas já sob o ante-título “God Save UK”. O Diário de Notícias retrata-a numa expressão de ver ao longe, mas o título diz: “May e Brexit – Incerteza é a única certeza”. No Jornal de Negócios, só metade do seu rosto aparece acima da viatura onde vai entrar, sob o título “Chumbo deixa Brexit à deriva”.

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A Imprensa tablóide britânica tem uma longa tradição eurocéptica e eurofóbica, incluindo a promoção de várias “cruzadas” sobre “Euro-mitos” e o uso de títulos muitas vezes grosseiros. Jornais como The Daily Mail, o Sun ou The Daily Express, “foram muito activos a retratar o Reino Unido como vítima da conspiração ‘cosmopolítica’ de Bruxelas que, segundo alguns títulos, iria obrigar o Parlamento a banir as tradicionais cafeteiras ou lâmpadas eléctricas, ou obrigar as senhoras britânicas a devolverem antigos brinquedos sexuais, para se ajustarem às regras da UE”.

O modo como usaram e abusaram do termo “povo” desempenhou um papel crucial no modo como conseguiram “condicionar o debate sobre o referendo do Brexit em torno de dinâmicas tipicamente populistas”. A reflexão é de Franco Zappettini, docente de Comunicação e Media na Universidade de Liverpool, recentemente publicada no Observatório Europeu de Jornalismo.

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Todos começamos o dia vendo se temos mensagens ou chamadas não atendidas e, ao abrir o computador, consultamos a caixa de entrada do nosso correio electrónico. Procuramos notícias de interesse imediato, que podem ser sobre o tempo que faz ou o trânsito que não anda. E se um dia não encontrássemos rádio, nem televisão nem jornais online nos nossos aparelhos?

No último fim-de-semana de Dezembro findo, um ataque informático bloqueou o acesso dos ficheiros destinados às impressoras de Los Angeles Times and Tribune Publishing, atrasando também as edições de sábado de vários outros jornais, incluindo The New York Times e The Wall Street Journal. Não foi descoberta a origem. Crê-se que a motivação seria económica  - “sequestrar” os jornais deste modo e exigir resgate -  e proveniente de fora dos Estados Unidos.

É deste episódio que parte o jornalista Miguel Ossorio Vega para fazer uma reflexão sobre as alternativas que nos restam, caso ele se repita junto de nós. Se acontecesse connosco, íamos procurar informação aonde? E podemos tomar medidas preventivas?

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Segundo a citação tornada famosa, o jornalismo é apenas “o primeiro rascunho tosco da História”. Hoje, ultrapassado em velocidade e abundância de material por toda a desinformação que nos chega pela Internet, já nem isso consegue: o “primeiro rascunho”, agora, vem nas redes sociais, cheias de boatos e teorias de conspiração. E os nossos meios de fact-checking não conseguem ganhar a corrida.

“Fazer fact-checking a Donald Trump, por exemplo, é como ligar um detector de mentiras a um artista de stand-up comedy.”
E combater a desinformação pela Internet “é como disparar uma metralhadora contra um bando desordenado de pássaros.”

As imagens citadas são de James Harkin, director do Centre for Investigative Journalism, e a sua sugestão resume-se numa pergunta:

"Por que não tentarmos restaurar a nossa autoridade fazendo menos, mas com mais profundidade e contexto? O resultado seria um tipo mais lento de jornalismo, que assenta na acumulação de detalhes e aponta para as verdades escondidas por baixo. Esta nova abordagem ao jornalismo já está no ar e podemos chamar-lhe segundo rascunho."
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Um cartaz com a frase que vem na imagem é o ponto de partida do repórter brasileiro Carlos Wagner para uma reflexão sobre a natureza e vocação do jornalismo. Com três décadas de carreira no jornal Zero Hora, dedicou-se, ao sair, “a ajudar na formação de novos repórteres, fazendo palestras, discutindo com colegas em redacções pelo interior do Brasil e escrevendo sobre  jornalismo”:

“Por conta dessas conversas, eu precisei de me actualizar em tudo que se tem escrito, falado e pesquisado sobre a nossa profissão e o destino das empresas tradicionais de comunicação. Pelo que vi, eu acredito que nunca se tenham publicado tantos trabalhos académicos, pesquisas de marketing e livros sobre o futuro da reportagem.”

Dessa experiência, e do sentimento de que, no fim das conversas, saía sempre com a sensação de ter deixado de dizer o mais importante, recolheu o tema para esta crónica publicada no Observatório da Imprensa do Brasil, onde defende que o essencial é a paixão que o repórter precisa de ter para esclarecer o desconhecido:

“Sem ela, nós somos apenas um amontoado de técnicas de como fazer jornalismo. Mas é ela que nos torna diferentes.”

O que há de novo

O Grupo Gannett  - que detém, entre outros títulos, o diário de expansão nacional USA Today -  foi objecto de uma OPA hostil lançada por outro gigante, a Digital First Media.
A aquisição é proposta por 1,6 mil milhões de dólares e “é credível, porque a MNG Enterprises [outro nome da empresa compradora] já acumulou 7,5% do capital da sua presa”.

A MNG Enterprises, controlada pelo fundo especulativo Alden Global Capital, de Nova Iorque, “é muito mal vista entre os jornalistas”, que neste momento comentam que “os bárbaros estão às portas de Roma”. Segundo Le Figaro, que aqui citamos, ela “é acusada de devastar as redacções para fazer economias, à custa de um abaixamento da qualidade da informação”.

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As associações de jornalistas de mais de três dezenas de grandes meios de comunicação em França, os sindicatos e outras instituições representativas da classe profissional publicaram um comunicado conjunto em que descrevem o agravamento das violências cometidas, no decurso das manifestações dos “coletes amarelos”, contra os repórteres em serviço. Insultos, agressões, ameaças e impedimento da distribuição dos jornais tornaram-se mais frequentes e aconteceram, no último fim-de-semana, em várias cidades francesas.

“A simples verificação de que os jornalistas passaram a necessitar de agentes de protecção para poderem regressar sãos e salvos à redacção é inadmissível. (...)  Impedir os jornalistas de fazerem o seu trabalho é impedir os cidadãos de serem informados, é simplesmente ameaçar a democracia”  -  afirma o texto.

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O programa de debate político Quadratura do Círculo, há quinze anos transmitido semanalmente pela SIC Notícias, terá a sua última emissão no próximo dia 24 de Janeiro. O “quarteto” implícito no seu nome é, neste momento, constituído por José Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho, tendo como moderador Carlos Andrade.

Segundo confirmou ao DN Ricardo Costa, director de Informação da SIC, o fim do programa deve-se a “várias alterações na grelha”, sendo aproveitada a mudança de instalações, de Carnaxide para Paço de Arcos, para o concretizar.

“O programa Quadratura do Círculo foi sempre importante para a SIC Notícias e faz parte da sua história, mas vamos apostar em novos formatos”, acrescentou  - não adiantando, contudo, se ele será substituído por outro do mesmo género.

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O jornalista Luís Godinho, único candidato proposto ao concurso para o lugar de director do Diário do Alentejo, vai iniciar estas funções a partir do dia 1 de Fevereiro  - segundo comunicado da CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, proprietária do referido jornal público. O júri do concurso reuniu no dia 3 de Janeiro e concluiu que a proposta de Luís Godinho “cumpria todos os requisitos e critérios estabelecidos”, propondo a sua aceitação.

No mesmo comunicado, o presidente da Cimbal informa que a 27 de Dezembro findo “foi recepcionada uma mensagem de correio electrónico” do actual director do jornal, Paulo Barriga, “na qual explicava que não havia conseguido submeter a sua proposta na plataforma, em tempo útil, por falta de assinatura electrónica”.

O jornalista Paulo Barriga acusou então a Cimbal de ter lançado um concurso “talhado” para lhe “fazer um saneamento político” e “viciado” para escolher o seu sucessor. O processo foi envolto em polémica, da qual démos conta neste site.

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“Uma Imprensa livre, uma Europa democrática”, é o título do projecto lançado pelo Sindicato dos Jornalistas para desenvolver, junto de profissionais dos media e estudantes de jornalismo e comunicação, uma série de iniciativas de informação e debate sobre as instituições da UE, no contexto das próximas eleições europeias, marcadas para 26 de Maio.

O Sindicato dos Jornalistas obteve, para este efeito, uma subvenção do Parlamento Europeu, com financiamento próximo dos dezoito mil euros. Do mesmo projecto, que decorre entre os meses de Janeiro e Maio, fez parte a renovação do site do SJ.

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O jornalista britânico Phil Chetwynd, que trabalha na Agência France-Presse há mais de vinte anos e era, desde 2012, o editor-chefe na sua sede global, em Paris, foi agora nomeado para o cargo de director de Informação. É a primeira vez que um jornalista que tem como língua materna o inglês ocupa este lugar estratégico na AFP, que recolhe cerca de 60% da sua receita fora do território francês.

Segundo o director-executivo da agência, Fabrice Fries, esta nomeação faz parte de um plano de abrir mais a AFP ao espaço internacional. Tendo ocupado o seu posto na Primavera de 2018, Fabrice Fries declara que se sentiu chocado por ver “como a diversidade geográfica da AFP não era reflectida ao nível dos seus cargos dirigentes”.

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Segundo nota do Conselho de Opinião da RTP, o resultado líquido da estação pública, para o ano findo, “aponta para um valor próximo do zero”, quando a expectativa prevista no Plano de Actividades de 2018 era de um lucro de 1,6 milhões de euros. A informação é de um documento a que a Lusa teve acesso, na parte em que se refere ao Orçamento e Plano de Investimentos 2019-2021.

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Está disponível, desde 7 de Janeiro de 2019, o 7MARGENS, um novo jornal digital vocacionado para a informação sobre o fenómeno religioso “no sentido mais amplo do termo”, não se confinando às diversas confissões e crenças estabelecidas, mas procurando “dar conta das diferentes formas de busca espiritual que marcam o nosso tempo”. Será “orientado por critérios jornalísticos profissionais e independente de qualquer instituição, religiosa ou outra”.

Segundo o texto de despedida do blog Religionline, do jornalista António Marujo, a partir de agora “o que fazíamos no Religionline passa a estar em www.setemargens.com”. O novo diário digital é propriedade de uma Associação Cultural Sem Fins Lucrativos, a Porta 18, e “aspira a ser financiado exclusivamente pelos seus leitores / apoiantes, mas recorre também a donativos institucionais que publicita regularmente, de modo a assegurar total transparência com aqueles que o visitam”.

“Tem como referências mais próximas o trabalho de três décadas desenvolvido pelo seu director, António Marujo [que foi durante muitos anos redactor do Público nesta área da informação religiosa], e a informação oferecida desde 2002 pelo blog Religionline, um dos primeiros em Portugal, iniciado por Manuel Pinto. Na equipa estão ainda Jorge Wemans, Eduardo Jorge Madureira e Maria Wilton.”

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