Segunda-feira, 23 de Setembro, 2019
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
Breves
Guias sobre jornalismo

O Instituto Português do Oriente vai lançar em breve, um guia lexical [português-chinês] para o jornalismo. Este guia está incluído numa série de guias lexicais já editados pelo IPOR.  O investimento na produção dos guias, com termos contextualizados, mas também expressões e por vezes frases focadas em temas e áreas de trabalho específicas, são importantes no âmbito da "aplicação no terreno" da língua portuguesa e no "desenvolvimento pessoal entre os professores e os alunos", refere o director daquele instituto.

ERC relembra regras das sondagens

A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, relembrou as regras que os órgãos de comunicação social devem seguir na divulgação de sondagens e inquéritos de opinião, em vésperas de eleições na Madeira e Assembleia da República. O regulador refere que os media "desempenham um papel decisivo na sustentação do sistema democrático e na formação da opinião pública em períodos eleitorais, assumindo, por isso, particulares responsabilidades informativas em matérias eleitorais". A ERC recorda ainda que que, "face à proximidade das eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e Assembleia da República, (...) o tratamento das sondagens e inquéritos de opinião deve cumprir o definido na lei n.º 10/2000, de 21 de junho e nas normas técnicas de referência fixadas" pelo regulador, "salvaguardando a autonomia editorial dos órgãos de comunicação social e o respeito pelos critérios jornalísticos".

Site dedicado às legislativas

A agência Lusa e a Social Data Lab vão lançar um site dedicado às legislativas de 6 de Outubro que permitirá acompanhar resultados, consultar o histórico de votações ou fazer análises tendo em conta factores económicos ou demográficos, segundo noticia do site M&P. O site EyeData Legislativas 2019, segundo descreve a Lusa, permitirá acompanhar em tempo real o resultado das eleições, disponibilizando dados sobre número de eleitores, votos brancos e nulos, concelhos, freguesias e consulados apurados, abstenção, bem como resultados por partido aos níveis nacional, distrital e concelhio, com indicação de percentagens de votos e do número de deputados eleitos. O EyeData Legislativas 2019 está disponível no endereço https://legislativas2019-lusa.socialdatalab.pt/.

Nouvelle veg lança revista

O site Nouvelle veg lançou "a primeira revista francesa de estilo de vida feminista universalista e vegetariana". A revista em papel é um “desdobramento” do on-line , e reúne conteúdos relacionados com temas como moda, beleza, turismo, viagens, entre outros. A revista quer ser "a incubadora de laboratórios mag e portadora de novas iniciativas e alternativas emergentes".

Facebook ajuda imprensa francesa

O Facebook lançou recentemente um programa de aceleração, no valor de 2 milhões de euros, para ajudar a imprensa local e regional francesa. O objetivo é ajudar os editores a desenvolver modelos de negócio que lhes tragam mais assinantes. Durante cerca de dois meses, as equipas do Facebook vao estar a trabalhar com 11 editores de imprensa francesa e belga. Durante esse período, a gigante dos EUA fornecerá ferramentas, recursos e treino aos media, permitindo que estes aumentem o seu público digital, promovam a sua marca e obtenham novas assinaturas.

Agenda
24
Set
Radio Show
09:00 @ Hilton Anatole, Dallas, EUA
07
Out
14
Out
Mipcom
09:00 @ Cannes, França
14
Out
17
Out
Broadcast India Show
09:00 @ Mumbai, India
Connosco
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Num relatório da KMPG intitulado “Presente e futuro do sector intermediário”, os empresários de media concordam que, a transição progressiva para um sistema de pagamento de conteúdos é necessária.

No entanto, apenas 38% desses executivos estão convencidos de que a cobrança pelos conteúdos digitais será generalizada nos próximos três anos. Entretanto, 62% acreditam que o modelo aberto e de pagamento coexistirá nesse período.

O relatório vem publicado no site da APM com quem a CPI tem um acordo de parceria.
Segundo o mesmo relatório, as cinco tendências que marcarão a agenda do sector dos media são as seguintes: a busca de um modelo de negócios rentável e sustentável, o potencial da publicidade digital, o compromisso com a qualidade, a análise de dados e alianças entre empresas jornalísticas.
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Os media e os jornalistas, parecem ter sido dominados pela energia estonteante dos discursos inflamados, da ofensa ao adversário e da mentira persuasiva que apelam á emoção em vez da razão, defende José Antonio Zarzalejos , nos  Cuadernos de Periodismo  da  APM, com a qual o CPI tem um acordo de parceria.

Especialmente, em período de eleições, a transmissão de mensagens “tornou-se um exercício de impostura e num território onde tudo é permitido, incluindo o insulto e a mentira”.

Nesta lógica comunicacional,  a transformação do estrangeiro em inimigo, e da dissidência em dissidente, são procedimentos  na arena política, segundo  o autor.
A receptividade para acolher  argumentos contrários  ou partilhar pensamentos diversos,  de acordo com   Zarzalejos, passou a ser entendido como uma abordagem fraca, sem convicção.

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Há muitos profissionais seniores  que foram afastados  das redacções nos últimos anos, mas os mais jovens, recém saídos das universidades, não foram também poupados.

Se  juntarmos a experiência dos antigos repórteres com a facilidade dos mais jovens no manejo das  novas tecnologias, teremos a receita ideal para assegurar a cobertura jornalística adequada a um preço baixo.

A crise de emprego exige organização, e  não se pode deixar escapar nenhuma oportunidade   oferecida   a quem queira  continuar na profissão,  como defende Carlos Wagner, no artigo publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o  CPI mantêm um acordo de parceria.
Segundo o autor, já não é possível encontrar um emprego fixo nas redacções dos grandes jornais, rádios ou televisões. Por isso,  exige-se aos mais jovens  que criem o seu próprio emprego.

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Os editores  são essenciais para a orientação das redacções  no quadro de  um jornalismo de soluções. Podem influenciar a mentalidade dos jornalistas responsáveis, a ponto de mantê-los motivados e orientados para alcançar   objectivos comuns.

Num trabalho publicado pela Fundação Gabo,  elaborado com base na   Rede de Periodismo de Soluciones, são apresentadas seis directrizes, para acompanhar os jornalistas na transição.

O primeiro tópico, trata da escolha dos líderes nas redacções, onde é salientada a importância de existir uma figura forte que possa inspirar, mobilizar e manter o foco da equipa.

No segundo tópico, chama à atenção para a criação de novos hábitos de modo a não dar margem a desvios, mesmo perante a pressão de notícias de última hora.

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A transacção de dados pessoais fornecidos pêlos utilizadores da Internet, transformou-se num negócio bastante lucrativo do chamado “capitalismo de vigilância”.

No centro desta actividade estão dois gigantes tecnológicos, a Google e o Facebook, que  se vêem já a braços com um conflito que discute  a legitimidade das suas acções.

O termo, “capitalismo de vigilância”, foi criado por especialistas académicos para identificar um novo modelo de negócio, explica Carlos Castilho, num trabalho publicado no Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.
A face mais visível desta guerra são as fake news, onde o Facebook é o actor principal,  devido à interactividade dos seus utilizadores. Mas, segundo o autor,  “o ícone principal do “capitalismo de vigilância” é a empresa Google, hoje detentora da maior massa de informações sobre pessoas já reunida na história da humanidade”.

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O Verão tem sido propenso a grandes movimentações relacionadas com  o controlo  de alguns dos maiores conglomerados da media nos EUA e na Europa.

Nos EUA, a Gatehouse, propriedade do New Media Investment Group, comprou 50,5% da Gannett e colocou no comando o seu CEO, Mike Reed.

O novo Grupo  passa a responder por  260 jornais e mais de 300 revistas semanalmente, incluindo o terceiro matutino mais lido jornal do país, o USA Today, com 1,2 milhões  de leitores diários e 125 milhões de visitas diárias ao seu site.O valor da transação  andou á volta de 1,4 mil milhões de dólares, o que representa uma fracção do valor desses jornais há pouco mais de dez anos.
O resultado é o aparecimento de um oligopólio da
media, conforme refere  Miguel Ormaetxea , num artigo publicado na Media-tics.

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O projecto #Colabora, do Brasil, conta com uma rede de 260 jornalistas e atinge a receita anual de um milhão e meio de Reais, revela Júlio Lubianco, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Segundo o fundador , Agostinho Vieira, (jornalista veterano, com experiência em grandes redacções,  como a do jornal O Globo e da rádio CBN), o site tem contactos de profissionais que podem eventualmente fazer um trabalho jornalístico em qualquer lugar do Brasil. “Se precisarmos de alguém que faça um vídeo no Piauí, temos, se for necessário um infográfico no Maranhão, temos”, afirmou .

A rede de jornalistas faz reportagens não apenas para o #Colabora, mas também para o #Colabora Marcas , que produz conteúdos pagos para sites institucionais de empresas.

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Notícias com impacto, que mudem o status quo, é o desejo dos leitores, investidores,   editores e repórteres. Todos sonham que isso aconteça após a publicação de um artigo.

Trabalhos  com impacto que alteraram o curso da história, como, por exemplo,  as peças publicadas pelo  jornal Washington Post, durante o caso Watergate, fazem parte da história do jornalismo.

O artigo de Christine Schmidt, publicado no Nieman Lab, refere que “o impacto pode ser medido de maneiras diferentes, dependendo da organização, do resultado em mente, e do papel da pessoa”. Mas hoje, “garanti-lo é a nova função da profissão de jornalista”.

A autora cita, a investigadora Miriam Wells, do Bureau of Investigative Journalism, do Reino Unido que afirma ter ficado frustrada com o jornalismo tradicional, porque “não importa o que escreva, não importa o quanto se agite as águas, nem sempre isso provoca a mudança".

“O jornalismo não pode trazer mudanças por conta própria, mas pode ser uma parte realmente eficaz de um movimento maior de actores e eventos".

O que há de novo

O mítico diário do pós-guerra France-Soir, tem vindo nas últimas décadas a mudar várias vezes de dono e está hoje a enfrentar mais uma crise.

Actualmente, com existência apenas na versão electrónica, o site de notícias, deixou de ser actualizado há quatro semanas. Os jornalistas em greve, reconhecem total liberdade editorial, mas ainda não receberam o salário de Agosto. Reclamam a abertura de diálogo com a administração e a aplicação do contrato colectivo do sector, o que lhes permitiria, por exemplo, beneficiar do 13º mês.

Os profissionais estão apreensivos quanto ao futuro e pedem garantias de que o novo projecto comunicacional, estabeleça uma separação clara entre jornalismo e comunicação.

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Com a cedência de 100% do capital da LML a uma fundação a constituir, Xavier Niel procura assim "proteger a independência" do grupo Le Monde. Enquanto, Matthieu Pigasse, concordou assinar uma nova versão do documento com direito de aprovação, revindicado pela equipa redactorial.

Entretanto, Xavier Niel, disse estar pronto para comprar com Matthieu Pigasse metade das acções do grupo Prisa, proprietária de 20% da LML.

O Pólo de Independência do Grupo Le Monde, já reagiu dizendo que, “a versão do acordo que tinham proposto, agora assinado por Xavier Niel, ameniza todos os problemas, preserva o equilíbrio da governança e reforça os direitos do Pólo”.

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Revistas como The Economist ou Private Eye, contra todas as expectativas,  estão a reinventar-se e a seguir o seu caminho.

O mercado das revistas, embora em declínio e mutação acelerada, apresenta em contraciclo alguns sucessos, afirma Miguel Ormaetxea, num artigo na Media-tics.

Em Espanha, as revistas do grupo ARI , que representam 96% da audiência, atingiram 210 milhões de contactos por via electrónica, o equivalente a um aumento de cerca de 8,5% em relação ao ano anterior. Os editores tentam monitorizar a sua influência no mundo das redes sociais e lançam novos negócios, especialmente,  na área do comércio electrónico.

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A Google, prepara-se para fazer alterações no algoritmo, para garantir maior visibilidade à informação original e de qualidade nas reportagens e jornalismo de investigação.

Vai alterar, também, as guidelines seguidas pelos classificadores de conteúdos, responsáveis por gerar o ranking de cada publicação, quer nos resultados do motor de busca quer na aplicação Google News.

As alterações estão disponíveis em Inglês, mas serão alargadas  a outros idiomas.

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Os membros da Le Monde Society, que integra  o Polo de Independência do Grupo, publicaram um apelo aos leitores, na sequência  do  texto publicado há dias pela equipa editorial.

Afirma-se  no documento que o Le Monde foi construído e desenvolvido graças a uma gestão única,  que reúne todas as partes interessadas - accionistas maioritários e o Pólo de Independência, funcionários, fundadores e leitores.

De cada vez que a independência foi ameaçada, a Sociedade dos Leitores do Le Monde, que reúne mais de 10 mil inscritos, mobilizou-se para defender os valores que garantem a qualidade da informação -  rigor, confiabilidade e profissionalismo.

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Há várias semanas que os sites noticiosos argelinos estão a ficar inacessíveis no país, sem motivo oficial à vista, conforme noticia o jornal Le Monde.

Em 12 de Junho, o co-fundador do site de notícias Tout sur l'Algérie(TSA) , recebeu um telefonema de um irmão e sócio, que o informava sobre uma queda abrupta do número de visitas ao site. Inesperadamente, após a detenção do ex-primeiro ministro, Ahmed Ouyahia, o tráfego caíra, inopinadamente, de sete mil visitas caíram para três mil.

O responsável técnico do site sentiu imediatamente que essa quebra não era acidental. A TSA já tinha sido vítima de uma ocorrência semelhante, em Outubro de 2017, quando os dois irmãos confirmaram o bloqueio do site na Argélia, que origina cerca de 70% do seu tráfego.

Então, o primeiro ministro e o departamento de Comunicação rejeitaram qualquer responsabilidade. Desta vez, porém, ninguém reagiu.

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Com vocação para ser uma “antena urbana” do Porto, a Rádio Nova festejou 30 anos de actividade, focada na componente musical de qualidade e apostada, também, na informação hora a hora e nas informações de trânsito, recusando, segundo o Publico, o mainstream.

Considerada por muitos como uma escola de jornalismo do Porto, a Rádio Nova deu os primeiros passos na frequência 98,9, aí continuando.

Ao longo do tempo, esta emissora foi substituindo a componente informativa pela rádio cada vez mais musical.

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Três empresas de clipping, a Cision Portugal, a Manchete e a Clipping, foram condenadas no tribunal de Propriedade Intelectual, no âmbito de uma acção interposta em 2013 pela Visapress, que gere os direitos de autor da generalidade da imprensa em Portugal, dando assim razão a uma reivindicação antiga do sector da imprensa portuguesa.
As empresas que digitalizam e vendem a clientes conteúdos de jornais e revistas, foram condenadas em tribunal, a pagar às publicações de onde copiam os conteúdos, o equivalente a 4,5% da facturação que obtiveram desde Dezembro de 2010 com a actividade de clipping das publicações representadas pela Visapress.

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