null, 23 de Setembro, 2018
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O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
Breves
Amazon cresce na publicidade digital

Superando claramente as previsões a Amazon prevê facturar em 2018 cerca de 4.600 milhões de dólares em publicidade digital, o que significa que detém uma quota de mercado de 4,15%, segundo dados publicados pela eMarketer. Só no primeiro trimestre deste ano facturou mais de 2.000 milhões de dólares. O seu crescimento será ainda maior nos próximos anos, prevendo-se que em 2020 chegue a 7% do mercado.

Media Capital tem duas novas rádios

A Media Capital Rádios, alargou a sua aposta nas rádios digitais, com a abertura de duas novas rádios musicais dedicadas à soul e ao bossa nova sob a chancela da marca Smooth.

De acordo com Miguel Cruz, director das duas estações do grupo MCR, “à semelhança do que acontece já na M80, a primeira do grupo a lançar 11 rádios digitais temáticas, não se trata de uma playlist com um algoritmo informático ou uma plataforma agregadora de músicas, mas sim uma selecção criteriosa de músicas com curadoria humana”.

Revista “Time” comprada

O fundador da Salesforce, Marc Benioff, e a mulher, Lynne Benioff, compraram a revista Time. De acordo com um comunicado divulgado pela Meredith Corporation e citado pela CNBC, a compra da revista foi feita " de forma independente, uma vez que a transacção "não está relacionada com a Salesforce.com, na qual Marc Benioff é chairman, co-CEO e fundador".

O negócio envolveu cerca de 163 milhões de euros e deverá estar concluído no próximo mês. Marc e Lynne Benioff  "não vão envolver-se na gestão diária da publicação, nem nas decisões editoriais, que vão continuar a ser lideradas pela actual equipa da Time".

 

50º Aniversário da "Time Out"

Para assinalar os 50 anos da revista Time Out, nascida em Londres em 1968, a edição portuguesa vai promover uma exposição com 50 capas icónicas, resultantes da escolha de vários editores.

Ocupando lonas suspensas no Time Out Market de Lisboa, a exposição “Time Out: 50 Years, 50 Covers”, decorrerá entre os próximos dias 27 de Setembro e 28 de Outubro.

Para além da exposição, os 50 anos da revista são assinalados com uma loja de merchandising no food hall, onde vai estar à venda entre outros o livro “Time Out50: 50 years, 50 covers”. No mesmo mês, a Time Out Lisboa celebra 11 anos com uma edição especial.

YouTube Kids
O YouTube Kids passou a estar disponível em Portugal. A aplicação para iOS e Android, que existe em 40 países, disponibiliza conteúdos locais e globais para crianças. Os canais e listas de reprodução são divididos em quatro categorias: Programas, Música, Aprender e Explorar e os pais podem criar perfis para cada um dos seus filhos.
Agenda
24
Set
Ateliê de Jornalismo Televisivo
09:00 @ Cenjor, Lisboa
24
Set
25
Set
The Radio Show
09:00 @ Orlando, Florida, USA
Connosco
Galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

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A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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O culto da “cacha”  - termo de origem francesa que designa uma notícia exclusiva, que a concorrência não viu -  está a ser abalado pelos efeitos secundários da revolução digital. A comunicação instantânea, acessível a todos os “cidadãos-jornalistas”, multiplica tanto a verdade como o boato e a mentira. O jornalismo sério tenta responder-lhe com verificação de factos, que pede mais tempo. Ora, isto é incompatível com o imediatismo da “cacha”.

São estes os termos da reflexão de Carlos Castilho, editor do site do Observatório da Imprensa do Brasil, num texto intitulado, no original, “Das fake news ao fenómeno slow news”.

O autor recorda que “as empresas jornalisticas passaram a ter que concorrer com milhares de amadores responsáveis pela publicação de blogs ou com acesso a redes sociais; (...)  a combinação entre leviandade informativa e imediatismo acabou assustando os donos de empresas de comunicação, porque as fake news abalavam a já desgastada confiança do público em jornais, revistas e telejornais”.

E conclui: “Tudo indica que a cautela, indispensável num contexto de incerteza e dúvidas, derrubará as resistências existentes contra a consolidação das slow news, notícias mais pensadas e preocupadas com a credibilidade.” 

O original, na íntegra, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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A revolução digital trouxe a ilusão de que nos libertava. Os seus “brinquedos novos” davam-nos poder e nós tínhamos poder sobre eles. Hoje sabemos que não é tão simples. Pelo lado “bom” como pelo “mau”, ficar dependente deles pode tornar-se perigoso. Pelo da comunicação  - os e-mails, as redes sociais, notícias e vídeos -  a dispersão constante entre funções apelativas (multitasking) diminui as nossas capacidades de concentração. Pelo do entretenimento, os jogos tornam-se compulsivos e esgotantes, e não nos libertam  - capturam-nos. São eles que ganham sempre, à nossa custa.

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Embora o conceito de “guerras de desinformação” possa ser datado a partir da antiga Roma, o séc. XXI assiste ao uso da Informação como arma a uma escala sem precedentes. As novas tecnologias tornaram mais fácil do que nunca a manipulação e fabrico de conteúdos, e as redes sociais amplificam falsidades de todas as proveniências. Está em curso uma “corrida às armas” na Informação. Para que os jornalistas disponham de uma ferramenta que lhes permita conhecer o contexto histórico deste fenómeno, o ICFJ – International Center for Journalists divulgou um “Breve Guia para a história das fake news e desinformação”, situando a presente crise numa linha do tempo que vem de Cleópatra até à Cambridge Analytica.

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Quando há furacões, circulam sempre pelas redes sociais previsões meteorológicas falsas. A seguir a cenas de atentados a tiro, são comuns as mistificações sobre a identidade dos responsáveis. E quando há eleições, não faltam ataques e teorias de conspiração que se tornam “virais”. Mas enquanto cada grande evento é seguido pelas suas próprias fake news, o que se passa é que perdem originalidade. É esta a reflexão inicial do jornalista Daniel Funke, especializado nas questõas da desinformação online e da necessária “verificação de factos”, no site do Poynter Institute.

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Na relação difícil que se tem desenvolvido, nestes últimos anos, entre as plataformas tecnológicas e os publishers dos media, a iniciativa foi sempre das primeiras e a intimidade nunca foi tanta como agora, com as plataformas “a tomarem mais decisões deliberadas que afectam o jornalismo e a colocação e distribuição das notícias”. Embora já haja editores a praticarem um “desacoplamento consciente” da sua dependência das plataformas, do lado destas vem um movimento muito claro de se envolverem cada vez mais no “apoio financeiro directo a determinados tipos de jornalismo”. Isto significa que plataformas “movidas pelo lucro” estão a “sentar-se desconfortavelmente no coração do jornalismo e das notícias”.

É esta a reflexão inicial de Emily Bell, directora do Tow Center for Digital Journalism  - que esteve em Lisboa, na cimeira da Global Editors Network -  no texto de apresentação de um relatório sobre o estado das relações entre publishers e plataformas.

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Tanto a Google como o Facebook têm estado a enviar dinheiro para apoio a projectos jornalísticos. Só nestes últimos três anos, as duas empresas juntas já destinaram mais de 500 milhões de dólares a vários programas ou parcerias com os media. Estas mega plataformas contam-se agora entre as maiores financiadoras do jornalismo. A ironia é que foi o desmantelamento da publicidade tradicional, em grande parte cometido por elas, que deixou as empresas jornalísticas neste sufoco de necessidade. O resultado é uma aliança disfuncional. Mesmo os que recebem estes apoios acham que as doações são “dinheiro culpado”, enquanto as gigantes tecnológicas procuram melhorar a imagem e conquistar amigos numa comunidade jornalística que  - sobretudo agora -  parece abertamente hostil.

O que há de novo

O jornalista da RTP vai sair da estação pública, onde trabalhou nos últimos anos, para assumir a direção de conteúdos da plataforma da Federação Portuguesa de Futebol, onde vai coordenar os vários projetos de comunicação como o site e várias publicações.

De acordo com o jornal online Observador, o jornalista vai assumir as novas funções já no próximo mês de Novembro.

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O Facebook decidiu criar uma war room (uma sala de gestão da crise) para impedir a interferência de hackers e contas falsas em votações importantes como as eleições do Brasil e dos EUA. De acordo com o site media-tics a rede social vai criar a war room na Califórnia, para "tomar decisões em tempo real" e integrar os membros de todos os departamentos no mesmo espaço.

Será um espaço físico que reunirá engenheiros, especialistas em dados, advogados e especialistas em inteligência artificial.
A rede social reforçará, ainda, a segurança das páginas e perfis de pessoas relacionadas com os respectivos processos eleitorais.

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A luta contra a desinformação é uma tarefa que parece estar cada vez mais nas mãos dos meios de comunicação. Sabe-se que os períodos eleitorais são críticos, principalmente quando se trata de evitar mentiras para que o eleitorado não receba informação “contaminada”, com o objectivo de manipular o seu voto.

Por isso, 24 órgãos de comunicação juntaram-se para desenvolver a Comprova, uma plataforma de verificação de informação. 
O projecto Comprova, apoiado pela Digital News Initiative da Google, vai contar com a API do WhatsApp for Business para aproveitar todo o potencial da app, com o objectivo de desmontar as noticias falsas que, previsivelmente, aparecerão na campanha eleitoral brasileira do próximo mês de Outubro.

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No próximo dia 26 realiza-se na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa, a sessão de divulgação do relatório Digital News 2018 , sobre o consumo de notícias. A organização é do OberCom - Observatório da Comunicação, do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford e da revista OBS. Na cerimónia, Richard Fletcher, Research Fellow do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford, fará a apresentação dos dados à escala global, seguindo-se a apresentação do relatório dedicado a Portugal, com intervenção de Gustavo Cardoso, diretor OberCom e editor da OBS.

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A sexta edição do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez (ou Prémio Gabo) recebeu 1714 trabalhos a concurso,  tendo sido nomeados 40 trabalhos - dez para cada uma das quatro categorias: Imagem, Texto, Cobertura e Inovação.

Os documentários da série Racismo à Portuguesa publicados pelo Jornal Publico, foram nomeados pelo júri, e são agora candidatos ao prémio na categoria de Imagem. O júri nomeou os documentários da jornalista Joana Gorjão Henriques e do jornalista multimédia, Frederico Batista.Na categoria Texto foi nomeado o trabalho do jornalista Ricardo J. Rodrigues, publicado na Notícias Magazine.

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A nova Diretiva dos direitos de autor foi votada no Parlamento Europeu com 438 votos a favor, 226 contra e 39 abstenções.

Desta vez, o texto que criou controvérsia devido aos artigos 11 e 13 foi aprovado. Começam agora as conversações entre a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, que vão negociar o texto final da diretiva. Mas ainda é preciso que Comissão Europeia e os Estados Membros decidam o texto final. Ou seja, apesar de a discussão desta diretiva continuar, ainda pode mudar na votação final.

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Luísa Meireles, até agora redactora principal do Expresso, vai deixar o jornal para assumir a direcção da Lusa. A jornalista vai substituir Pedro Camacho no cargo, que assumirá a direcção para a área da inovação. Da nova direcção faz também parte o ex-director-adjunto do Público Vítor Costa, que já tinha sido subdirector e editor de Economia da agência de notícias.
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O Canal 11, o novo projecto de televisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), poderá vir a fazer parte da grelha de programas da MEO.

Segundo o site M&P, o  presidente executivo da Altice Portugal afirmou que vê "com muitos bons olhos" este reforço da parceria entre a empresa de telecomunicações e a Federação.

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