Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021
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O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
Breves
Rádio francesa

A France Inter consolidou a sua posição enquanto rádio mais ouvida em França, ao registar, entre Junho e Agosto, uma audiência acumulada de 10,5%, um aumento de 0,3 ponto em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Médiamétrie.

A RTL manteve-se, por sua vez, na segunda posição, aumentando a audiência acumulada em 0,6 pontos, para 9,2%.

O “podium” das rádios francesas é encerrado pela France Info, que registou 8,1% de audiência acumulada, perdendo 0,3 pontos em relação ao ano passado.

 

 

Literacia mediática em Espanha

A Associação de Imprensa de Madrid (APM) está a elaborar uma proposta para introdução de aulas de literacia mediática no currículo escolar, anunciou o seu presidente, Juan Caño, no evento “Novo Dia -- Novo Jornalismo”.

Durante a sua intervenção no debate sobre “Notícias falsas”, Juan Caño afirmou que “a desinformação deve ser atacada desde as raízes”, o que passa pela implementação de “workshops” sobre o funcionamento dos “media” em Espanha.

Juan Caño recordou que a APM tem uma tradição de formação a este respeito, graças às oficinas “Promover a leitura na escola”: uma iniciativa lançada em 2009, nas quais é explicada ,“a diferença entre opinião e informação, bem como os diferentes géneros jornalísticos”.

“Agora, queremos ir muito mais longe e implementá-lo no sistema educativo”, afirmou.

Prémio de Ilustração

O “cartoonista” André Carrilho venceu a 25.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração com o livro “A Menina com os Olhos Ocupados”, anunciou a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

De acordo com um comunicado da DGLAB, o júri decidiu, por unanimidade, galardoar André Carrilho, que também assinou o texto da obra, tendo, ainda, atribuído duas menções especiais: a Nicolau, por “1.º Direito”, e a Eduarda Lima, pelas ilustrações de “O Protesto”.

A 25.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração recebeu a concurso 76 obras publicadas em 2020. O júri foi constituído pelo “designer” e programador José Teófilo Duarte, pela jornalista da agência, Lusa Sílvia Borges da Silva e por Vera Oliveira, em representação da DGLAB.

Grupo Lagardère

O Grupo Vivendi anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Grupo Lagardère, através da compra de acções da Amber Capital.

Assim, o Grupo Vivendi, que já era accionista maioritário do Grupo Lagardère (com 27% do capital) vai passar a controlar 45% daquela empresa.

A operação está, agora, sujeita ao aval de várias autoridades, nomeadamente do Conselho Superior do Audiovisual (CSA) e da Comissão Europeia, devido aos riscos de concentração de poder no sector dos “media”.

Além de ter uma posição influente no mercado dos “media” -- controlando títulos como o “Paris Match”, o semanário “Journal du Dimanche” e a estação rádio Europe -- o Grupo Lagardère conta, igualmente, com negócio nos sectores do retalho e das viagens.

Formação de Jornalismo

Já estão abertas as inscrições para o novo programa do Facebook, o Reader Revenue Accelerator , que visa ajudar os “media” espanhóis a melhorarem as suas receitas de assinatura.

Nesta primeira edição, será oferecida formação a 15 publicações espanholas, e distribuídos 50 mil euros para ajudar na modernização das redacções.

Este programa terá início em meados de Outubro e termo no início de 2022 . Durante este período, os participantes terão acesso a aulas presenciais e “online”, nas quais serão leccionadas estratégias de gestão e modelos de negócio.

São elegíveis “media” digitais ou impressos, sediados em Espanha, que publiquem notícias de interesse público e que tenham um modelo de negócio assente nas contribuições de leitores.

Os interessados deverão candidatar-se até 28 de Setembro.

Agenda
24
Set
28
Set
World News Media Congress
09:00 @ Taipei, Taiwan
04
Out
Jornalismo durante a pandemia: o que aprendemos?
10:00 @ Conferência "online" da FAPE
13
Out
Connosco
Galeria

A 64.ª edição da World Press Photo estará patente no Parque dos Poetas, Entrada do Templo da Poesia, até ao dia 15 de Outubro, com entrada gratuita

Além da visita à exposição, haverá “workshops” de fotografia aos sábados, com fotojornalistas de renome. Estão já confirmados, nesta iniciativa, Arlindo Camacho, Rita Ferro Alvim, Gonçalo F. Santos e Marcos Borga.

Criado em 1955 pela organização homónima, o concurso World Press Photo premeia, anualmente, fotografias que dão a conhecer ao público questões e momentos cruciais e fracturantes, que marcam a actualidade de povos e de sociedades em todo o mundo.

Neste ano, o concurso recebeu 4 315 fotógrafos de 130 países, com 74 470 imagens inscritas. Os vencedores do concurso anual de fotografia World Press Photo são 45 fotógrafos de 28 países: Argentina, Arménia, Austrália, Bangladesh, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, Irão, Irlanda, México, Myanmar, Peru, Filipinas, Polónia, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Suíça.

Galeria

Com a chegada da era digital, os jornais “online” passaram a focar-se na retenção de uma audiência jovem, como forma de conquistar a sua lealdade enquanto consumidores de notícias e de garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Apesar de todos os esforços, os jovens têm-se demonstrado reticentes quanto à subscrição de serviços noticiosos digitais, preferindo a consulta de informação através das redes sociais.

Agora, um estudo realizado pela Agência de Imprensa Alemã DPA, em conjunto com Associação Alemã de Editores Digitais e Editores de Jornais (BDZV), revelou o principal motivo deste fenómeno: os jovens não gostam de ser tratados como um grupo homogéneo.

Isto significa, conforme indica o documento, que, de forma a alcançarem o seu objectivo, as publicações “online” devem diversificar a sua oferta de conteúdos, indo ao encontro dos diferentes tópicos e problemáticas sociais.

Além disso, a pesquisa, atesta que há grandes diferenças dentro da mesma faixa etária. “Adolescentes e jovens têm hábitos de consumo, interesses, exigências e necessidades diferentes em relação ao conteúdo das notícias. Dentro da mesma faixa etária, as orientações são muito diferentes ”.

“Mais concretamente -- acrescenta o relatório -- enquanto alguns usam quase exclusivamente fontes jornalísticas para satisfazer a sua grande sede de informação (...), outros utilizadores preferem os conteúdos de comunicadores individuais, como actores e influenciadores”.

O estudo revela, da mesma forma, que os jovens sentem necessidade de ter uma relação próxima com as fontes de informação, como se as publicações falassem, especificamente, sobre os problemas que enfrentam no dia a dia.

Galeria

Com as redes sociais e a rápida disseminação de notícias falsas, os consumidores de informação começaram a manifestar uma quebra acentuada no nível de confiança perante os jornalistas e as empresas de “media”.

Por isso mesmo, alguns jornais começaram a desenvolver planos específicos, como forma de aumentarem o nível de transparência da sua actividade e de estabelecerem uma relação mais próxima com os cidadãos.

É esse o caso do “New York Times”, que acabou de anunciar a criação de uma equipa interdisciplinar, cujo objectivo é recuperar a confiança dos leitores.

“A nossa missão é procurar a verdade e ajudar as pessoas a entender o mundo. Este princípio orienta todo o nosso trabalho, desde as nossas reportagens e padrões éticos, até à forma como promovemos a nossa cobertura noticiosa em todas as plataformas”, disse aquele jornal em comunicado.

Por isso, afirmam, “temos o prazer de apresentar uma equipa que assumirá o desafio de desenvolver formas inovadoras para aumentar a confiança do público na nossa missão e na credibilidade do nosso jornalismo, independentemente da sua localização”.

Esta iniciativa multidisciplinar “ajudará a empresa a estabelecer uma visão de como o jornalismo do ‘NYT’ pode continuar a evoluir. Isso inclui destacar as nossas reportagens originais e independentes, a profunda experiência dos nossos jornalistas e as medidas que tomamos para garantir a factualidade e precisão dos nossos artigos. "

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou, que vai propor, em 2022, “uma lei sobre a liberdade dos meios de comunicação social”, com o objectivo de garantir a “proteção”, “liberdade” e “independência” dos jornalistas.

“No próximo ano, apresentaremos uma lei sobre a liberdade dos meios de comunicação social. Quando defendemos a liberdade dos nossos ‘media’, estamos também a defender a democracia”, indicou Ursula von der Leyen, durante o discurso do Estado da União, no Parlamento Europeu.

Afirmando que “há jornalistas, homens e mulheres, que são atacados pelo simples facto de fazerem o seu trabalho”, a presidente da Comissão Europeia relembrou os homicídios da jornalista maltesa Daphné Caruana Galizia, do jornalista eslovaco Jan Kuciak e, em Julho deste ano, do holandês Peter de Vries.

“As suas histórias podem ter pequenas diferenças. Mas há algo que têm em comum: todos eles lutaram pelo nosso direito à informação e morreram por defenderem esse direito”, salientou Von der Leyen.

A presidente do executivo comunitário considerou, assim, que a “informação é um bem público” e que é necessário “defender os defensores da transparência, as mulheres e os homens jornalistas”.

“Devemos travar todos aqueles que ameaçam a liberdade dos ‘media’. Os meios de comunicação social não são uma empresa qualquer e a sua independência é fundamental. É por isso que a Europa precisa de uma lei que garanta essa independência”, apontou a presidente do executivo comunitário.

 

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A Comissão Europeia quer que as autoridades policiais dos Estados-membros recebam formação para garantir que os jornalistas e outros profissionais dos “media” possam trabalhar em segurança, nomeadamente, durante a cobertura noticiosa de manifestações,.

Além disso, na sua primeira recomendação destinada a reforçar a segurança dos jornalistas e de outros profissionais da comunicação social, o executivo comunitário apelou aos países que investigassem e reprimissem todos os actos criminosos contra jornalistas, recorrendo à legislação nacional e europeia e às autoridades como Europol e Eurojust.

Nesse contexto, indica um comunicado da CE, “os Estados-membros devem promover uma melhor cooperação entre as autoridades responsáveis pela aplicação da lei e os organismos da comunicação social, a fim de poderem identificar e combater, mais eficazmente, as ameaças que pesam sobre os jornalistas, e proporcionar uma protecção pessoal aos jornalistas, cuja segurança esteja ameaçada”.

A Comissão encoraja, ainda, à fomentação da cooperação entre as plataformas em linha e as organizações especializadas no combate às ameaças contra os jornalistas.

“Nenhum jornalista deve perder a vida ou ser ferido devido à sua profissão. Temos de apoiar e proteger os jornalistas, que são elementos essenciais da democracia”, disse a comissária europeia para os Valores e Transparência, Vera Jourova, acrescentando que os Estados-membros são convidados “a adoptar medidas decisivas para tornar a UE um espaço mais seguro”.

 

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Os efeitos da pandemia no negócio dos “media” continuaram a fazer-se sentir no arranque deste ano, com 52% das empresas a terem registado uma contracção do volume de negócios, revelou um relatório da Entidade Reguladora para Comunicação Social (ERC).

De acordo com o estudo da ERC, apenas 3 em cada 10 empresas de “media” referiam manter os mesmos valores de 2019.

Desta forma, aponta o documento, o impacto da pandemia sobre o negócio dos “media “no último ano não foi sentido de igual forma por todos os meios.
Aliás, conforme indicou a ERC, houve mesmo alguns “media” que não sofreram alterações no volume de negócios. São estes o “operador público de televisão, alguns operadores privados de TV (30%) e a maioria dos fornecedores de VoD, distribuidores e outros fornecedores de serviços audiovisuais”.
Da mesma forma, “cerca de 42% dos operadores privados de rádio nacional e 34% dos operadores de rádio regional e local também mantiveram o seu volume de negócios em 2020”.
Por sua vez, cerca de 71% da imprensa nacional e 65% da imprensa regional e local apresentaram contracção do volume de negócios.
O documento dá, ainda, conta de que 14% das empresas terão encerrado órgãos de comunicação social, sobretudo canais televisivos locais e publicações impressas, embora a maioria mantenha a expectativa de retomar a actividade.

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Os relatórios de “fact-checking” tornaram-se populares com a chegada da pandemia, já que esta foi uma altura propícia para a partilha de notícias falsas e de “teorias da conspiração” sobre a covid-19.

Como tal, vários jornalistas e investigadores académicos tentaram avaliar a eficácia da desmistificação de notícias, de forma a perceber se os danos causados pelas “fake news” eram reversíveis.

Contudo, apontou Sara Scire num artigo publicado no “Nieman Lab”, estes estudos reflectem, sobretudo, a realidade de “países desenvolvidos”, sem nunca se focarem no Continente Africano ou na América Latina, onde a desinformação circula tão, ou mais rapidamente, do que na Europa.

Perante este cenário, dois investigadores da Universidade Ohio realizaram inquéritos junto de cidadãos de quatro países, com diferenças significativas a nível cultural, económico e social: Argentina, África do Sul, Nigéria e Reino Unido.

O objectivo do estudo, afirma a Scire, era perceber se o “fact-checking” tinha resultados positivos em todas as partes do mundo, independentemente de factores socioeconómicos.

Para este efeito, os inquiridos foram divididos por grupos. Um dos grupos recebeu documentos com informação falsa, enquanto outro recebeu um documento com “fake news” e com a sua desmistificação.

Depois, cada um dos grupos foi testado, devendo identificar as afirmações que eram falsas, e quais eram as verdadeiras.

De acordo com Scire, as descobertas foram promissoras, já que os participantes que tiveram acesso aos relatórios de “fact-checking” mostraram-se mais capazes de identificar as informações não fidedignas.

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O panorama mediático norte-americano conta, agora, com uma nova publicação digital, cujo modelo de negócio se baseia no trabalho e conhecimento individual de "jornalistas estrela". Chama-se "Puck", foi idealizado conforme o modelo das “newsletters”, conseguiu um investimento inicial de sete milhões de euros.

Agora, através de uma plataforma noticiosa inovadora, os colaboradores do “Puck” irão publicar reportagens e análises exclusivas, focando-se em quatro temáticas principais: economia e negócios; actividade política; tecnologia; e entretenimento.

Além disso, o “Puck” promete espelhar uma realidade única dos principais sectores do mercado norte-americano, com foco “nos bastidores” da actualidade.

Os fundadores do “Puck” -- Joe Purzycki, Jon Kelly e Max Tcheyan -- esperam, desta forma, atrair uma audiência de nicho, interessada em consumir jornalismo diferenciado.

“ O ‘Puck’ está focado na sobreposição dos corredores de poder da nossa cultura - o nexo de Wall Street, Washington, Silicon Valley, e Hollywood; aquele mundo de magnatas e C.E.O.s. omnipresentes", disse o co-fundador Jon Kelly.

“Construímos o nosso negócio em torno de jornalistas de talento geracional, com acesso único 'à história por detrás da história', a trama que só os verdadeiros infiltrados conhecem. O nosso objectivo é cobrir tudo isto com sofisticação, humildade, clareza, inteligência e um pouco de alegria".

O “Puck” conta, para já, com dois pacotes de subscrição.

O que há de novo

Os jornais “The Guardian” e “The Observer” são os mais recentes títulos da imprensa britânica a optar por não divulgar publicamente a sua circulação impressa paga.

Estes títulos continuarão a ser auditados pela Audit Bureau of Circulations (ABC) -- entidade equivalente à portuguesa APCT -- mas os dados ficarão apenas disponíveis para as agências de meios e anunciantes.

Em entrevista para a “Press Gazette”, um porta-voz da editora Guardian News and Media explicou que o objectivo é os jornais passarem a focar-se noutro tipo de métricas.

“Um número recorde de pessoas em todo o mundo está a aceder ao jornalismo do ‘Guardian’ e do ‘Observer’ através do nosso ‘site’, ‘app’, ‘podcasts’, vídeos, jornais e revista semanal – com mais de dois terços de nossos leitores digitais a virem de fora do Reino Unido”, disse, explicando que “tomámos a decisão de sermos auditados de forma privada pela ABC (...) e de nos concentrarmos em métricas que reflictam com maior precisão a nossa diversidade de jornalismo, leitores e estratégia de negócios”.

Em Maio do ano passado, recorde-se, a ABC não publicou o habitual relatório mensal dedicado à imprensa nacional, permitindo que os títulos mantivessem o acesso aos seus dados restritos.

Aquela entidade argumentou, à época, que se tratava de uma resposta “às preocupações dos editores de que os relatórios mensais da ABC constituíam um estímulo ao declínio da circulação”.

Desde então, os jornais “Daily Telegraph”, “The Sun” e “The Times” seguiram o mesmo caminho do “Guardian” e do “Observer”. Por outro lado, diários como o “Daily Mirror”, “Daily Express” ou “Financial Times” continuam a divulgar dados de circulação impressa.

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O empresário Rupert Murdoch anunciou o lançamento de um canal de televisão no Reino Unido, através da editora News UK, que integra o Grupo News Corp.

De acordo com o “Guardian”, a nova emissora vai chamar-se Talk TV e planeia ser uma concorrente directa da GB News, o canal informativo de linha editorial conservadora, lançado em Junho de 2021,

Além disso, à semelhança da GB News, a Talk TV tenciona atrair audiências através da colaboração com personalidades conhecidas do público, tendo já confirmado a sua primeira “grande contratação”: o jornalista Piers Morgan.

Além de apresentar um programa em “horário nobre” no novo canal britânico, Morgan vai passar a colaborar com outros “media” da News Corp.

Murdoch, que anunciou a colaboração ao lado daquele jornalista, disse estar entusiasmado com a parceria. “Piers é o profissional que todos querem, mas que têm receio de contratar. Trata-se de um apresentador de excelência, de um jornalista talentoso, e de alguém que diz aquilo que todos pensamos e sentimos”.

Apesar de a TalkTV ter afirmado que irá incluir programas de entretenimento e desporto na sua “grelha”, é provável que o seu principal foco venha a ser a actualidade noticiosa e a actividade política, garantiu o “Guardian”.

O novo canal, cujas emissões deverão iniciar-se nos primeiros meses do próximo ano, já confirmou, igualmente, a sua presença no mundo do “streaming”.

 

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A UNITA, principal partido da oposição angolana, criticou o boicote das televisões estatais às suas iniciativas, salientando que esta acção vem “confirmar e oficializar a reiterada censura” e violação das leis e deontologia.

Em causa está um comunicado emitido pelos canais públicos de televisão angolanos, TPA e TV Zimbo, que decidiram deixar de cobrir actividades da UNITA, perante as agressões aos seus jornalistas, numa manifestação convocada por aquele partido.

Em resposta, a UNITA disse que os dois canais públicos “não são, de facto, seus concorrentes” e convida a tutela e os gestores daqueles órgãos “a reflectirem sobre a sua reiterada prática panfletista e exclusivista contra a UNITA e o seu líder”.

Estes posicionamentos, considerou a UNITA, “só vieram confirmar e oficializar a reiterada censura e confissão do desrespeito e da grave violação às leis e à deontologia que demonstram ignorar”.

O partido acrescenta que o seu presidente, Adalberto da Costa Júnior, condenou “as acções dos jovens que impediram as reportagens dos correspondentes das televisões públicas” e assinala que “a legítima defesa dos colaboradores” dos canais “não pode resvalar no argumento de não lhes mandar cobrir futuros eventos organizados pela UNITA”.

O comunicado aborda, ainda, “o perfeito alinhamento do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social com as direções da TV Zimbo e TPA” sobre o incidente ocorrido.

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O Grupo Media Capital confirmou que o Grupo Bauer está interessado em adquirir as cinco rádios da empresa de “media”, designadamente, a Rádio Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM.

Esta informação foi divulgada na sequência de um artigo publicado no “Jornal de Negócios”, que noticiava uma negociação entre a Media Capital e uma subsidiária da Bauer, para a transacção das cinco rádios. De acordo com aquela publicação, o negócio poderá ser realizado por 50 milhões de euros.

“Em face das notícias divulgadas na imprensa, o Grupo Media Capital confirma ter recebido uma manifestação de interesse em relação ao seu negócio das rádios, provinda da Bauer, um grande operador de rádio europeu”, avançou a empresa num comunicado enviado à CMVM.

Apesar de confirmar o interesse da Bauer nas rádios do grupo, a Media Capital, que também controla a estação televisiva TVI e a produtora Plural, assegura que “não foram apresentadas quaisquer ofertas vinculativas e é prematuro dizer neste momento que será alcançado algum acordo”.

O Grupo de “media” recordou, ainda, que qualquer operação deste tipo estará sempre dependente da autorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

A Rádio Comercial, recorde-se, é a mais ouvida pelos portugueses, de acordo com o Bareme Rádio da Marktest.

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As autoridades britânicas detiveram quatro homens suspeitos do homicídio da jornalista irlandesa Lyra McKee, em Abril de 2019.

“Estas detenções são o resultado de uma investigação de dois anos sobre o assassinato de Lyra McKee e sobre os acontecimentos que o precederam. A comunidade local colaborou com a Polícia Irlandesa durante todo o processo, pelo que queremos agradecer o apoio”, disse um porta-voz das forças policiais, citado pelo “Guardian”.

McKee, considerada uma das jovens jornalistas mais promissoras da Irlanda do Norte, foi morta durante uma manifestação na localidade de Creggan.

O novo IRA, um grupo de republicanos dissidentes, admitiu ser responsável pelo acto, pedindo desculpa, e afirmando que o ataque era dirigido às forças policiais, e não àquela jornalista.

Entretanto, no segundo aniversário da morte de McKee, a União Nacional de Jornalistas iniciou uma campanha de sensibilização, apelando a testemunhas que revelassem novas informações.

Apesar de todos os esforços, e da controvérsia que se seguiu ao assassinato da jovem profissional, o IRA continua a reinvindicar intimidações e ataques esporádicos.

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A jornalista Jess Brammar foi nomeada para o cargo de directora-executiva de notícias da BBC, ficando incumbida de supervisionar o funcionamento dos canais informativos daquele operador público.

Citada pelo “site” “Press Gazette”, Brammar disse que “não poderia estar mais feliz” por integrar “uma equipa tão talentosa”; acrescentando estar “ansiosa por começar a desempenhar funções”.

A nomeação desta profissional resultou, contudo, em críticas e receios de alguns colaboradores da BBC, que temem que as “visões de esquerda” da jornalista venham a prejudicar os níveis de confiança do operador público, bem como a já fragilizada relação com o governo de Boris Johnson.

Por outro lado, alguns dos responsáveis pelo sector informativo da BBC garantem que “Brammar” foi nomeada por ser uma “excelente profissional”, com experiência em radiodifusão.

Já o director-geral do operador público britânico, Tim Davie, considerou que as “opiniões políticas'' devem ser deixadas à entrada do edifício.

A BBC também nomeou um novo responsável para as funções de editor-executivo de notícias globais: Paul Danahar.

A directora de informação da BBC, Fran Unsworth, -- que vai abandonar funções já no próximo ano -- , disse estar “radiante” com a indigitação de ambos os profissionais.

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Com um “reach” multiplataforma de 3 milhões e 285 mil pessoas, o "Correio da Manhã" foi, em Agosto, o “media” português com maior alcance digital, liderando o “ranking” da NetAudience.

Em segundo lugar ficou a TVI, com uma audiência de 3 milhões e 117 mil leitores. O top 3 fica completo com a “Flash” que, em Agosto, teve um “reach” de 3 milhões e 54 mil pessoas alcançadas no digital.

O “Expresso” ocupa, por sua vez, o quarto lugar no “ranking” geral, sendo o segundo entre os títulos de imprensa generalista, com um “reach” multiplataforma de 2,56 milhões de pessoas, enquanto a SIC, igualmente detida pelo Grupo Impresa, encerra o top 5, com 2,45 milhões de pessoas alcançadas pelas suas plataformas digitais.

O “Jornal de Negócios” lidera entre os títulos do segmento económico, com, aproximadamente 1,46 milhões de leitores no último mês, ocupando a 11ª posição do “ranking” geral,.

A liderança do segmento desportivo permanece nas mãos do “Record”, que registou um “reach” multiplataforma a rondar 1,75 milhões de cidadãos, ocupando a nona posição no “ranking” geral.

Já no segmento da rádio, o “site” da RFM demonstrou ser o mais popular.

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O Congresso norte-americano está, de momento, a avaliar o Local Journalism Sustainability Act que, caso seja promulgado, poderá representar uma ajuda significativa para a viabilidade financeira de muitos projectos mediáticos.

Num artigo publicado no “site” do “Nieman Lab”, a jornalista Sarah Scire começou por explicar que este projecto-lei está dividido em três principais componentes.

A primeira, recordou Scire, sugere a criação de um crédito até 250 dólares para incentivar a subscrição de jornais locais. Contudo, para poderem beneficiar do montante máximo, os cidadãos terão que gastar, no mínimo, 310 dólares em subscrições de publicações comunitárias, ou em doações para empresas jornalísticas sem fins lucrativos.

Este montante, aponta Scire, é muito superior à actual média dos Estados Unidos, onde apenas 20% dos indivíduos pagam para consumir qualquer produto noticioso.

A segunda componente, continuou a autora, consiste na atribuição de um crédito de 5 mil euros a pequenos negócios, para que estas empresas possam investir em publicidade.

Finalmente, a terceira parte do projecto-lei sugere a introdução de benefícios fiscais para jornais comunitários, de forma a facilitar e incentivar a contratação de novos colaboradores.

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